Notas iniciais
Estou muuuuuito feliz pela nova recomendação! Não sabem como me inspira saber que estão adorando a história e participando pelos comentários =) mmoura muito obrigada, este capítulo é inteirinho dedicado a vc linda! Espero que gostem. Vamos descobrir quem é que interrompeu os pombinhos?

Capítulo 9 – Ela

Eu vi uma sombra alta se aproximando da entrada da caverna. Provavelmente um homem, visto seu porte físico. Eu acho que Dimitri entendia o que ele murmurava, pois parecia Russo. E me surpreendi quando ele colocou a espada de volta e sorriu.

– Dimitri! Seu traidor! Você deveria nos encontrar no Vald. – Um homem apareceu completamente na entrada. Ele tinha cabelos loiros presos em um rabo baixo. Eu não sabia dizer se seus olhos eram azuis ou verdes devido a pouco luz, mas com certeza eram claros. E ele era alto, não tanto como Dimitri, mas ainda muito alto. E usava uma armadura prata.

– Eu estava um pouco ocupado Ivan. – Dimitri respondeu saindo da minha frente, fazendo com o seu amigo me notasse ali pela primeira vez. Ele levantou as sobrancelhas vendo nossa situação e eu senti meu rosto esquentar.

– Eu vejo que esteve muito ocupado. Eu também trocaria uma taberna cheia de bêbados pela presença de uma bela mulher. – Dimitri revirou os olhos exasperado e olhou para mim.

– Rose, esse é Ivan. O amigo que eu falava mais cedo. – Ivan não me deu chances para responder quando se aproximou, pegou minha mão e a beijou me olhando com olhos azuis claros. Agora com a luz da fogueira eu tinha certeza.

– Princesa Rose, é um prazer enfim conhecê-la. Dimitri aqui tem falado muito de você nos últimos três dias. E vejo que os elogios que ele usou não lhe fizeram jus. – ele olhava para os meus trajes inapropriados.

– É um prazer conhecê-lo também Ivan. – dei um sorriso gentil. Dimitri limpou a garganta nos interrompendo.

– O que está fazendo aqui Ivan? – ele pediu impaciente.

– Como eu disse, vim para te buscar. Estávamos esperando por você no Vlad, e eu era o único que poderia encontrá-lo. Eu sabia que você estaria nos penhascos, nos jardins de cima ou aqui. Eu não entendo o que você vê nesses lugares.

– São lugares tranquilos para se pensar. Ninguém nunca me interrompe, a não ser você é claro. – Dimitri estava divertido também. Eu sabia que apesar da acusação ele estava feliz em ver o amigo.

– Para pensar. Entendi. – Ivan respondeu olhando para mim com malícia. – Então esse é o ninho de amor de vocês dois? Sabe Rose, é a primeira vez eu vejo Dimitri trazer alguém aqui. – olhei surpresa para Dimitri e ele deu de ombros.

– Não é grande coisa, precisávamos de um lugar seguro para conversar, isso é tudo. – eu respondi.

– Vocês são tão teimosos, podem admitir que estavam se agarrando antes de eu chegar e interromper.

Eu olhei para Dimitri e vi que ele estava tentando fazer uma cara séria, mas não estava fazendo um com trabalho. Ivan parecia presunçoso por nos deixar sem fala, mas ele ainda não conhecia Rose Hathaway.

– Eu não tenho culpa de você frequenta tabernas cheias de bêbados sujos enquanto Dimitri sabe aproveitar bem seu tempo. O que lhe resta é interromper a felicidade dos outros.

– Touché. – Ivan levantou a mão em sinal de rendição.

– Eu disse que ela era diferente de qualquer mulher por ai. – Dimitri disse orgulhoso se sentando e me puxando para o seu colo. Ivan também se sentou em frente à fogueira logo em seguida.

– E mais uma vez você tinha razão. Como sempre. – acho que era alguma piada interna entre os dois.

– Vocês podem me levar embora se quiserem ir para a taberna, eu não me importo. – eu não queria privar Dimitri de nada, eu não tinha esse direito.

– Roza, eu não quero estar em outro lugar a não ser aqui. – Dimitri me apertou contra ele, minhas costas agora estavam apoiadas em seu peito musculoso.

– Não se preocupe Rose, tudo bem nós ficarmos aqui. Se Dimitri não vai até a taberna, a taberna vem até Dimitri. – Ivan sorria tirando um cantil da cintura e tomando um longo gole.

– O que tem ai? – perguntei.

– Vodka russa. Sua preferida Dimitri. – ele esticou o cantil na direção dele.

– Não estou bebendo hoje. – ele recusou.

– Sobra mais para mim e para Rose. — ele sorriu me incentivando a experimentar.

– Não sei se é uma boa ideia. O máximo que eu já bebi foi vinho.

– Apenas experimente. – peguei o cantil em minhas mãos e tomei um gole. Apenas para cuspir tudo no fogo, fazendo a chama arder.

– Como vocês conseguem tomar isso? – fiz uma careta. – Eu juro que não entendo vocês russos.

Os dois homens pareciam divertidos com a situação e estavam rindo as minhas custas.

Quando as chamas já estavam diminuindo percebi que era hora de voltar. Eles passaram a noite me contando sobre suas aventuras. De vez em quando Ivan começava a falar algo sobre uma irmandade secreta e em como eu deveria me juntar a eles, mas sempre que isso acontecia Dimitri lhe lançava um olhar nervoso e ele mudava de assunto. Eu não dava muita atenção porque naquele momento Ivan já tinha bebido quase todo o cantil, eu gostaria de saber como ele voltaria para casa.

Eu ainda permanecia no aconchego dos braços do meu príncipe, enquanto seu amigo bêbado estava tendo uma conversa em russo com uma pedra ao seu lado, nos fazendo rir.

– Dimitri, eu acho melhor irmos embora. Logo vai amanhecer e meu pai precisa me encontrar no meu quarto quando isso acontecer. – Eu não sei como eu ainda não tinha dormido em seus braços, eu estava com muito sono.

– Eu queria que você pudesse ficar para sempre. – ele disse no meu ouvido.

– Isso seria incrível. – eu sorri capturando seus lábios nos meus. – O que vamos fazer com seu amigo bêbado? – a pergunta da noite.

– Eu não acho que ele consiga nem mesmo andar. – ele disse olhando para o amigo que agora estava chorando e abraçando uma pedra

– Eu ajudo você leva-lo até o cavalo. – disse levantando.

Pegamos Ivan pelos braços e o arrastamos para fora da caverna.

– Eu não quero ir ainda. Rose é tão divertida. Dimitri, você parece minha mãe me dizendo o que fazer. – ele resmungava.

Dimitri o abaixou na beirada do riacho e afundou sua cabeça na água. Agora ele estava mais acordado e esperto, mas ainda muito bêbado para o próprio bem.

– Vamos Ivan, estamos levando Rose.

Ele andou aos tropeços até o seu cavalo e montou. Eu e Dimitri fizemos o mesmo e logo estávamos seguindo o caminho de volta.

– Onde vocês irão dormir? – eu sabia que o acampamento dos Belikov estava a uma distancia de quase um dia a cavalo. Provavelmente eles estavam por aqui.

– Estamos dormindo na hospedaria do Vlad. Não muito longe daqui. – Dimitri me respondeu.

– Vlad? O mesmo da taberna?

– Sim. Em baixo da hospedaria fica a taberna. Eles são uma família russa conhecida por ser muito acolhedora.

– Sim, muito acolhedores. Principalmente a graciosa Natasha. – Ivan murmurou baixo, mas o suficiente para eu ouvir.

– Quem é Natasha?

– Ela é uma das filhas do Vlad. E trabalha na hospedaria ajudando o pai. – Dimitri estava sério.

– Você sabe que essa noite ela não parava de perguntar, onde está meu Dimka? Por que ele ainda não veio me ver? – Ivan imitou uma voz feminina perguntando em desespero.

– Quem é Dimka? — Eu dei um olhar questionador para Dimitri.

– Dimka é o apelido do Dimitri. Tasha só o chama assim. Ela até escolheu um quarto ao lado do seu para ele, sabe, para ficar mais fácil de...

– Isso é o suficiente Ivan. – Dimitri esbravejou, eu nunca o tinha visto gritar antes. Ivan se encolheu. Eu não o culpava, ele estava bêbado e amanhã provavelmente nem se lembraria.

A viagem se seguiu em silêncio. Eu sabia que Dimitri queria falar alguma coisa. Ele sempre parecia ter medo de falar comigo, talvez eu não fosse tão importante assim para ele. Eu não queria estar com raiva sobre o fato de Dimitri ter outra mulher, mas eu estava. Eu já não sabia se eu confiava tanto nele.

Quando chegamos até os muros do castelo eu pulei do cavalo sem esperar pela ajuda de Dimitri.

– Obrigada por me trazer de volta.

– Roza ...

– Você não tem me explicar nada Dimitri. – o cortei. – Não é como se estivéssemos em um relacionamento. Estou noiva de outro homem. Você é livre, não me deve satisfações. Foi um prazer Ivan. – eu acenei para ele e passei pela abertura.

Por que eu estava com tanta raiva dele? Eu não deveria me importar. Estava tão perdida em pensamentos que quando percebi estava de frente para a entrada principal do castelo. Os guardas estacaram em suas posições.

– Princesa. – eles me reverenciaram. – Como chegou até aqui? – droga.

– Eu estava tendo um pesadelo e precisava de ar, sai pelas portas dos fundos. Os guardas que estavam lá permitiram minha saída. Algum problema com isso? – cruzei os braços tentando intimidá-los.

– Problema nenhum Vossa Alteza. – O guarda mais baixo e moreno respondeu abrindo passagem. – Apenas tenha cuidado ao sair assim ao anoitecer.

– Eu terei. – passei por eles e subi correndo para o meu quarto.

Lissa ainda estava dormindo e quando eu me deitei ao seu lado ela nem se mexeu. Mal toquei o travesseiro e já senti meu corpo se entregar aos sonhos.

– Rose. – senti alguém cutucar meu ombro. – Rose, acorde.

Abri os olhos, piscando devido a luz, e vi Lissa pairando em cima de mim.

– Por favor, só me deixe dormir.

– Já passa do meio dia Rose. Seu pai está se perguntando por que você não levantou até agora e desconfia que está doente. Eu não tenho mais desculpas, por favor Rose, levante-se.

Relutante eu me levantei esfregando meus olhos. Ninguém poderia desconfiar que eu passei a noite acordada e ainda por cima fora do castelo.

– Eu pedi para suas criadas prepararem um banho e trazerem algo para comer.

– Obrigada Lissa, foi muito gentil da sua parte.

– Me agradeça me contando como foi sua noite. Foi tão romântico que eu tive que te apoiar Rose. Mesmo eu não achando justo com Adrian. – ela me deu um olhar triste.

– Eu não quero falar sobre ontem. – agora eu me lembrava que eu estava com muita raiva de certo russo.

– o que aconteceu? Ele não fez nada para machuca-la não é? – ela perguntou preocupada.

– Não, claro que não. Dimitri não é assim. – se você quer dizer não me machucar fisicamente, eu pensei.

– Então?

– Nossa noite estava maravilhosa até eu descobrir que ele tem outra mulher em sua vida. – falei rápido.

– Sinto muito Rose. – seus olhos agora mostravam pena.

– Não sinta. Eu não me importo com isso. – tentei me convencer. – Ele pode ficar com a tal de Natasha se é o que ele quer. Eu até aposto que ele tenha outras mulheres além dessa pobre coitada.

– Você não se importa?

– Não. – disse me levantando da cama.

– Mesmo você estando morrendo de ciúmes?

– Mesmo eu morrendo de ciúmes. – só depois eu percebi o que eu falei. Virei-me para Lissa e ela estava rindo. – Não foi o que eu quis dizer.

– Você quis dizer exatamente isso. – seus olhos brilhavam em diversão.

– Tudo bem, mas isso não quer dizer nada. –Deixei uma Lissa rindo histericamente e segui para a casa de banho.

O resto do dia eu passei experimentando vestidos, comidas e bebidas com a ajuda de Lissa. Tudo para o baile de noivado que seria realizado amanhã. Eu deveria me encontrar com Dimitri quando o sol começasse a descer para treinarmos. Mas eu não fui. Eu sabia que ele iria ficar chateado por eu tê-lo deixado esperando, mas eu estava brava com ele. Ou segundo Lissa, com ciúmes. O que era um absurdo, pois pra sentir ciúmes eu deveria estar apaixonada por ele, o que não era o caso. Eu não poderia estar.

Depois do jantar eu estava no salão de festa do castelo escolhendo os músicos do castelo que iriam conosco até o castelo dos Ivashkov, onde seria realizado o baile. Eu estava tão centrada na música que eles tocavam que não percebi Adrian se aproximando por trás e passando os braços a minha volta. Ele e Lissa resolveram ficar até amanhã cedo, quando partiríamos para os últimos preparativos para o baile.

– Você está fazendo um trabalho incrível Rose, minha mãe ficará orgulhosa. Estou feliz que estejam se dando bem.

– Obrigada. Estou me esforçando para que fique tudo perfeito. – ele passou a ficar na minha frente e estendeu a mão.

– Dança comigo?

– Adrian eu não sei se...

– Por favor. Até porque amanhã apresentaremos uma dança aos convidados. – ele tinha olhos suplicantes.

– Tudo bem. – concordei por fim.

Dançávamos ao som dos músicos tocando harpas, flautas, alaúdes e vielas de arco. Adrian mal tocava minha cintura, mas sua mão na minha estava firme enquanto ele me olhava nos olhos. Ele era um excelente dançarino.

– Sinto muito. – eu o ouvi murmurar.

– Pelo quê?

– Sinto muito por tudo Rose. Eu não queria um casamento assim. Queria fazê-la se apaixonar por mim primeiro. Eu realmente quero fazer nosso casamento funcionar, gosto de você Rose. Mas do que você imagine.

Eu me senti mal por ele. Ele era tão vítima de toda a situação quanto eu era. E tudo o que eu fiz foi traí-lo e ignorá-lo. Mas infelizmente não eram seus olhos verdes que eu lembrava antes de dormir.

– Você não tem que se desculpar Adrian. Nós dois aceitamos isso. Vamos nos conhecendo melhor a partir de agora e tentar fazer nosso casamento funcionar. Todos dependem disso para sobreviver.

– Eu vou fazê-la me amar Rose, você vai ver. Isso tornará tudo mais fácil.

Em uma coisa ele tinha razão, se eu o amasse as coisas seriam mais fáceis. Foi por isso que quando seus lábios se aproximaram dos meus e o deixei me beijar pela primeira vez.

Notas finais
TAN TAN TAN parece que as coisas mudaram um pouco o rumo. O que acharam do Ivan? Próximo capítulo vai ser o baile, muitas emoções, ação e eu estou pensando em matar alguém. O que acham? Estou indo assistir O Hobbit 2, estou mt ansiosa! depois falo pra vcs se vale ou não a pena =) bjss e até o próximo