A Guerra Do Amor

5 Discórdias


Notas iniciais
Oi genteee! Eu decidi fazer uma coisa diferente aqui... a cada capítulo eu vou postar o significado dos nomes dos personagens de VA! vocês sabiam que os nomes não são escolhidos ao acaso pelos autores? é muito legal relacionar as personalidades dos personagens ao nome. Hoje o nome vai ser: Adrian Está sempre pronto a se aventurar, muito cheio de energia, possui uma personalidade ativa e decidida. Não vê graça numa vida sem desafios. E por ser um líder por natureza, atrai as outras pessoas com seu entusiasmo. Mas é importante tomar cuidado e não se tornar uma pessoa teimosa. palavras que o descrevem: OUSADIA,ESPÍRITO COMPETITIVO,INDEPENDÊNCIA,FORÇA DE VONTADE,ORIGINALIDADE. Muito parecido com nosso Adrian não é?

Capítulo 5.

Discórdias.

Eu acordei pensando se deveria ou não me encontrar com Dimitri. Lembrava-me que meu ultimo pensamento a noite foi seu sorriso. E depois imagens dele nos meus sonhos. Não paro de pensar nos nossos beijos desde que aconteceu. Eu precisava tirá-lo da cabeça, mas parecia impossível.

Meu tornozelo realmente havia se machado. Mas ao chegar ontem, pedi que minha Alberta cuidasse, então hoje já estava bem melhor. Eu pelo menos conseguia andar, mancando, mas conseguia. Disse para meu pai que virei o pé na escada, ele acreditou sem esforço algum.

Hoje eu iria até o castelo de Adrian. Não estava nada entusiasmada. Iria conhecer alguns parentes seus e terminar os preparativos para o baile de noivado que seria em três dias.

Coloquei um vestido vermelho de seda. Com mangas compridas e bordados em dourado, e um cinto desta mesma cor, sobre a cintura. Depois que desci me encontrei com meu pai e saímos na carruagem acompanhados de muitos guardas.

– Está feliz com o casamento minha filha? – Abe perguntou depois de um tempo de silencio.

– Pai, o senhor sabe que sou contra casamento arranjado. Estou fazendo isso pelo senhor.

– Isso é só no começo minha filha, logo você se acostuma com Adrian e vai amá-lo. Tenho certeza.

Apenas sorri. Nunca conseguiria fazer meu pai desistir dessa ideia, ele preferiu até mesmo enfrentar uma guerra.

Ficamos em silêncio até chegarmos.

O castelo de Adrian era realmente belíssimo. Havia uma linda fonte e jardins cercavam todo o castelo antes da muralha de pedras.

A família Ivashvok esperava à porta. Adrian veio ao meu encontro, me beijando a mão. Com uma reverência cumprimentou meu pai, que vinha logo atrás.

Nathan beijou-me a mão e a rainha deu-me um beijo. E havia alguém que eu ainda não conhecia.

– Minha princesa, está é Vasilisa Dragomir, minha prima. – Adrian a apresentou..

Eu sorri para ela, e esta me respondeu com um forte abraço.

Ela era alta e magra, com feições finas e delicadas, tão branca que parecia que iria sumir a qualquer momento dos meus olhos. Com cabelo todo encaracolado, loiro e olhos verdes jade. Parecia-se com um anjo.

Depois de toda a reverência, entramos.

A sala era enorme, havia retratos de ancestrais por toda a parede de pedra cinza, três sofás de couro branco decoravam o centro da sala e tapetes estavam espalhados por todo o recinto. Fomos todos para a varanda ao lado. Havia uma mesa de chá posta.

Todos falavam sobre nossos futuros filhos, eu não queria nem imaginar. Até que a pergunta de Daniela se dirigiu a mim.

– Rosemarie, me dará netos logo após o casamento, não é mesmo? – todos riam felizes na mesa, como uma verdadeira família feliz.

Eu não sabia o que responder. A pergunta me pegou de surpresa, e eu não conseguia pronunciar palavra alguma. Parecia que naquele momento a ficha havia caído. Eu teria de viver ao lado de Adrian para toda a vida. Teria de respeitá-lo e obedecê-lo. Depois, nunca mais poderia nem se quer falar com o Dimitri.

Adrian percebendo minha indagação falou:

– Claro minha mãe, nós te daremos muitos netos, se depender de mim em nove meses teremos um novo integrante na família.

Eu estava cansada de todos falarem por mim, de não fazer nada e apenas deixar as coisas acontecerem. Se eu teria que viver nessa família por muito tempo eles precisavam conhecer a verdadeira Rose. Há que não ligava para etiquetas ou regras.

– Se depender de mim, nunca terão netos. É uma decisão minha, nenhum de vocês têm o direito de intrometerem na minha vida de casada.

Todos me olhavam em descrença, a mesa feliz, de repente ficou em silêncio e tensa, principalmente meu pai.

– Rose querida eu... – Adrian tentou falar, mas eu o interrompi.

– Não Adrian, eu ouvi calada por tempo demais. Não estou pronta para nada disso, não quero nada disso. Pessoas irão morrer com essa guerra, famílias serão destruídas. Há tantas coisas que podemos evitar.

– Rosemarie, está decisão já foi tomada. Vocês se casaram e trarão netos em breve. Temos que garantir que haja herdeiros para... – Interrompi meu pai e ele me lançou um olhar mortal.

– Eu não vou assistir a tudo calada mais. – me levantei da mesa e dirigi meu olhar para Adrian. – Desculpe, eu acho que meu pai esqueceu-se de mencionar que eu tenho uma atitude difícil. Mas fazer o que? Faz parte do pacote. Com licença. – Sai pela porta que dava para os jardins.

A última coisa que ouvi foi Adrian me gritando para voltar, e imaginei que ele viria atrás. Comecei a correr por entre as árvores, quando dei conta lágrimas me caindo dos olhos. Eu nunca chorava. Bem, pelo menos não perto de pessoas.

Parei, e me agachei ao pé de um carvalho respirando fundo. Eu estava com raiva e tinha vontade de bater em algo ou alguém.

Minhas mãos cobriam meu rosto, eu só via a escuridão a minha frente.

Senti alguém se abaixar e colocar as mãos no meu ombro. Eu já estava preparada pra gritar para me deixarem sozinha quando olho direto para pares de olhos verdes jade preocupados.

– Sei como se sente Rose.

– Não Vasilisa, você não sabe.

Limpei as lágrimas.

– Meus tios buscam um pretendente para mim. Não quero me casar com alguém que não amo e não conheço. É assim que você se sente em relação ao Adrian não é?

– Sim. Como você pode lidar tão bem com isso?

– Eu não tenho opções Rose. Meus pais e irmão morreram em uma emboscada, tudo o que me resta são meus tios. Eu vivo com eles e tenho que fazer suas vontades.

– Sinto muito sobre isso. Eu perdi minha mãe também e ela era tudo para mim.

– Está tudo bem, já se passaram sete invernos. Olha Rose, eu sei que parece terrível ter que se casar com Adrian, mas eu garanto que ele não é mal em tudo. Ele é influenciado pelos pais, mais quando você conhecê-lo melhor verá que ele tem um bom coação. Eu só não me casei ainda porque ele tem tentado adiar. – Ela deu um sorriso triste e pegou minhas mãos na sua. – Pense que poderia ser pior, seu pai poderia ter escolhido um velho viúvo e solitário.

Eu acabei soltando um riso e fazendo cara de nojo.

– Obrigada Lissa. – ela sorriu com o apelido. Vasilisa seria um nome mais adequado para alguém com no mínimo 50 anos.

– Sempre que precisar. – Ela se disse se sentando ao meu lado. Ficamos conversando por muito tempo, poderiam ter sido horas. Lissa era fácil de falar e eu realmente gostava da companhia dela. Ela até disse que falaria com Daniela sobre me visitar no castelo, o que seria ótimo visto que eu fico sozinha na maior parte do tempo.

Durante a volta para o castelo, meu pai não trocou uma palavra comigo e assim que chegamos saiu e disse que chegaria tarde. Fiz uma nota mental para falar com ele ainda hoje e me desculpar por meus modos.

A tarde foi se aproximando e minha ansiedade crescendo. Eu deveria me encontrar com Dimitri em pouco tempo. Era injusto com Adrian. Depois de conversar com Lissa eu percebi que eu não havia dado uma chance à ele. Enquanto em andava de um lado a outro no meu quarto, tomei uma decisão que mudava tudo.

Notas finais
Tudo bem..agora a conversa é seria! muita gente está lendo, mas eu não sei se vcs estão gostando e se querem que eu continue. Isso está me desanimando muito. Eu realmente queria terminar essa história por isso deixem a opnião de vcs. É isso. Boa noite =)