A Guerra Do Amor

27 Coincidência


Notas iniciais
Heeeey! Esse capítulo é pequeno, mas contém altas revelações... hmmmm Espero que gostem e boa leitura !

Capítulo 27 – Coincidência

Dimitri me acordou antes que o sol nascesse como prometido. Então eu corri de volta para a minha tenda, encontrando meu pai e Mason ainda totalmente desacordados por conta de toda a bebida que eu os servi a noite toda.

Eu não pude resistir tendo Dimitri a apenas alguns metros de distância e estava louca para fazer amor com ele mais uma vez. Sem falar que assistir a Tasha passando a mão nele a noite toda me fez ficar com raiva e desesperada para provar o quanto eu era melhor do aquela atirada.

Eu não me preocupei com Adrian porque ele estava em uma tenda separada e não perceberia minha ausência.

Eu ainda estava com sono e com o corpo exausto e dolorido, então assim que eu avistei a minha cama eu caí e apaguei imediatamente.

Eu só acordei mais tarde com o barulho de metais batendo. Eu coloquei calças e camisa de lã, fiz minha higiene e saí às pressas para ver o que procurava o constante barulho.

– Use seu pé de apoio Viktoria. – Ivan e Viktoria estavam treinando com suas espadas e Tasha estava sentada em uma sombra parecendo totalmente entediada.

– Você faz isso parecer fácil. – Vikka gemeu e olhou na minha direção. — Bom dia Rose! – ela me cumprimentou com um sorriso e veio me abraçar.

– Na verdade já é boa tarde. Parece que sua noite foi agitada Rose. – Ivan sempre seria Ivan.

– E você parece cansado e está com olheiras, parece até que te chutaram da sua cama. – brinquei, arrancando uma gargalhada exagerada dele.

– Dimitri não deixaria que fizessem isso. – ele disse me olhando com malícia.

– Falando em Dimitri, onde ele está? –perguntei sentindo sua falta.

– Seu pai o chamou para uma reunião, já faz um bom tempo na verdade. Creio que em breve ele estará de volta. – eu assenti.

– Bom, eu vou comer alguma coisa, estou faminta.

– Eu achei que você tivesse se saciado ontem a noite Rose. – Ivan provocou e Viktoria franziu a testa.

– Sim, mas isso foi ontem e não hoje. – eu disse com um sorriso e saí.

Eu estava terminando minha refeição quando meu pai entrou como um furacão na tenda, acompanhado de alguns guardas, incluindo Mason. Ele estava olhando alguns mapas, procurando alguma coisa.

– Pai, o que aconteceu? – perguntei me aproximando.

– Um mensageiro russo chegou essa manhã. – ele não parou para me olhar.

– Qual a mensagem que ele trouxe? – questionei relutante.

– Várias mensagens. – ele disse me olhando dessa vez. – Você prometeu fazer o que eu pedisse Rosemarie, por isso eu quero que você me ouça agora. – ele pegou meu ombro me fazendo encara-lo. – Victor está furioso porque você fugiu trazendo o filho dele para o nosso lado, sem falar no casamento que vai acontecer em uma semana. Ele está nos ameaçando com outro confronto aberto e eu preciso que você volte o quanto antes para o castelo. Aqui já não é mais seguro.

– Eu não quero voltar pai... – ele me cortou.

– Isso é uma ordem Rosemarie. Você parte amanhã cedo. – eu bufei, porque eu fui prometer que o obedeceria.

– Eu vou, mas me escuta pai. Victor quer enfraquecer o exército atingindo você e Nathan. – ele franziu a testa e eu continuei. – Eu ouvi da boca dele enquanto eu estava sendo mantida sua prisioneira, pelo menos esse é um dos planos deles. Então tenha cuidado, por favor. Eu não sei o que ele planeja.

– Não precisa se preocupar minha filha. – seus olhos se tornaram carinhosos. – Eu vou me manter seguro por você. – ele me abraçou com ternura.

– Bem, eu devo ir. Os cavaleiros de Norton acabam de chegar e eu preciso dar as boas vindas. – ele saiu pedindo que os guardas chamassem Adrian para acompanha-lo.

Do lado de fora Dimitri tinha se juntado a sua irmã, dessa vez ele a estava ensinando a usar a espada. E agora eu já via uma pequena melhora nos seus movimentos desajeitados.

– Você é um ótimo professor príncipe Belikov. – eu disse me aproximando. Ele deu por encerrado a aula e se juntou a mim, beijando-me as juntas dos dedos, o simples toque fez uma corrente passar por todo o meu corpo. Muitos guardas estavam por perto, sem falar em Tasha, então tínhamos que ser discretos.

– Isso é um grande elogio, vindo de quem vem. – ele sorriu. Eu precisava falar com ele em privacidade.

– Gostariam de entrar comigo para tomarmos uma taça de vinho?– todos acenaram me seguindo.

– Então vossa alteza já perdoou o Dimka? Ele não merecia ser tratado daquela forma. – Tasha perguntou com desprezo. Eu não estava com paciência para aguenta-la hoje e Dimitri percebeu isso.

– Tasha eu já me entendi com a princesa, foi apenas um mal entendido. Deixe isso para lá. – ela se sentou emburrada bebericando o vinho doce.

Dimitri lançou um olhar para Ivan, que entendendo o recado bufou mais se sentou ao lado de Tasha no intuito de distraí-la. Vikka, Dimitri e eu nos sentamos no lado oposto, onde não poderíamos ser ouvidos.

– O que meu pai queria com você essa manhã? – perguntei curiosa. Viktoria também se acomodou prestando atenção, ela era quase tão interessada no que estava acontecendo quanto eu.

– Era para ser uma simples reunião onde debateríamos ideias, mas isso mudou quando o mensageiro do meu pai chegou. – Dimitri disse.

– Mensageiro? – Vikka perguntou.

Dimitri contou exatamente a mesma coisa que o meu pai.

– Batalhas diretas levam um bom tempo de intervalo entre uma e outra, mas como Victor não mandou todos os seus homens para a última ele está mais preparado do que qualquer um de nós. Sem contar que ele disse que não pretende deixar prisioneiros. — isso significava que ele não teria piedade e mataria a todos.

– Mas é como você disse Dimitri, Victor não vai parar. – eu disse. Vikka acenou em entendimento, ela provavelmente sabia de toda a história do tio morto e tentativas de roubar a coroa.

– Não temos tempo para descobrir nada antes que a batalha aconteça então o melhor é tentar bloqueá-lo para longe das aldeias e castelos o máximo possível. – Dimitri disse como se isso fosse a coisa mais fácil do mundo.

– Você vai lutar também? – questionei temerosa, mas eu já sabia a resposta. Vikka agarrou as mãos do irmão com os olhos cheio de lágrimas.

– Eu preciso parar Victor. – foi tudo o que ele disse.

– Não deixe sua raiva te cegar, nós precisamos de você. – eu pedi apertando sua outra mão desocupada.

– Eu vou ficar bem, eu prometo. – ele disse beijando a minha mão que o segurava. – E Vikka, você estará indo embora com Rose amanhã. E assim é a Tasha. Eu também prefiro vocês em segurança no castelo.

Ela nem se quer questionou, sabia que ficando só traria preocupação extra para seu irmão.

...

Na manhã seguinte todos estavam tensos e ansiosos, pois os soldados estariam se preparando para a guerra. Meu cavalo já estava pronto e apenas me esperando dar adeus a todos.

– Adrian, por favor, cuide-se. – eu pedi o abraçando. Não importa o quanto ele me aborreça, eu sempre iria me preocupar com ele.

– Você também pequena princesa. Eu vejo você em seis dias para o nosso casamento. – eu tentei sorrir, mas falhei miseravelmente.

Eu queria dizer um adeus adequado para Dimitri, mas tudo que eu consegui foram um meio abraço e um desejo de boa sorte. Diferente de Tasha que mal podia soltá-lo e chorou feito uma criança.

Meu pai fez questão de me acompanhar até a extremidade do acampamento e prometeu que me veria em breve.

Tasha, Viktoria, Mason, uns cinco guardas e eu formávamos nosso pequeno grupo. À distância até Menfis era relativamente curta e plana, então a viagem seria rápida. Acho que todos agradeceram, pois ninguém aguentava mais ouvir Tasha falar sobre como o seu Dimka era incrível e habilidoso como guerreiro. Até mesmo os guardas estavam revirando os olhos e bufando exasperados.

– Como o Dimitri a aguenta? – eu perguntei para Vikka que vinha ao meu lado. Ela riu.

– Meu irmão é um santo, eu sempre digo isso a ele. – para aguenta-la, ele com certeza era.

– Eu nunca estive em Menfis antes, espero que seja agradável como Teremur. – eu gemi só de me lembrar de todas as mulheres fofoqueiras que eu teria que lidar em breve.

– Por que você acha que eu fugi para o acampamento? – Vikka gargalhou.

– Dimitri me disse que você era persistente quando queria algo. Mas com a Rússia será diferente posso garantir, você precisa visitar o palácio um dia. Minha mãe simplesmente ia te amar. – eu sorri me imaginando conhecendo a família do Dimitri.

– Se eu pudesse eu fugiria para lá agora mesma. – murmurei.

– Isso não seria difícil. É só você seguir a estrela de Damião.

– Essa estrela tem alguma tradição na Rússia? – não era a primeira vez que eu ouvi falar dela.

– Não, é uma coisa de família. Eu já tentei seguir a estrela e acredite, eu não cheguei até o palácio. – ela disse divertida, mas eu simplesmente parei. Literalmente.

– De família? – pedi. Não podia ser verdade.

– Sim, meu bisavô contava para o meu pai, que contou para seus filhos. É um conto de ninar que está a gerações na minha família. Por quê? Qual o problema Rose? – Mason percebeu que eu tinha parado e veio ver se estava tudo bem.

– Rose, aconteceu alguma coisa? – ele perguntou preocupado.

– Estou bem. – então me virei novamente para Viktoria, eu estava eufórica. – Seu tio Robert. O que aconteceu com ele? – ela franziu a testa, mas mesmo assim me contou.

– Quando ele era jovem era muito amigo do rei Nathan, um dia eles saíram juntos e meu tio nunca mais voltou. Nathan disse que eles tinham sido atacados por bárbaros, meu pai não acreditou e acha que Nathan provocou a morte dele. Foi isso que eu ouvi. – ela deu de ombros. Mason estava me encarando confuso.

– Então vocês nunca o encontraram? – perguntei.

– Não, mas depois de alguns anos ele foi dado como morto e até recebeu um funeral.

Como eu não percebi a semelhança nos olhos verdes?

– Vikka eu acho que seu tio está vivo e eu sei onde ele está. – sorri empolgada. Eu podia colocar um fim definitivo nessa guerra.

– Do que você está falando Rose? Como você... quer dizer... como ele pode estar vivo? – Viktoria parecia aterrorizada.

– Nós temos que ir para o acampamento russo. – eu disse decidida.

– Está maluca Rose? Nós estamos seguindo para o castelo de Menfis. – Mason disse decidido.

– Quanto a vocês eu não sei, mas eu vou. – eu tinha uma chance para resolver tudo isso e não ia perder. – Não diga ao meu pai, eu vou voltar logo. – eu virei o cavalo aproveitando a distancia que eu estava dos guardas e corri em direção contraria.

Logo eu ouvi galopes me acompanhando e me virei para encontrar Vikka e Mason.

– Você não vai sem a gente. Agora conte o que você sabe. – Vikka pediu.

Notas finais
TAN TAN TAN A guerra vai começar para valer! Rose está indo para o acampamento russo ( isso não pode terminar bem hahaha)! E o casamento está aí! O que vocês preveem??? Além de muito confusão, é claro =) beijos e até o próximo SPOILER: - Rose saia daqui, leve todos em segurança enquanto eu distraio os soldados. – Mason disse virando seu cavalo. - Eu não posso fazer isso. – gritei pedindo que ele voltasse. - Saia agora Rose. – Não! Eu não podia deixar que ele fizesse isso.