A Guerra Do Amor

33 Batalha final


Notas iniciais
Oi geeeente Esse foi o cap que eu mais adorei escrever de toda a fic =)) Eu espero que gostem... E respondendo a pergunta de muitas, eu estou fazendo sim uma segunda parte para essa história... Boa leitura

Capítulo 33 – Batalha final

O som da madeira batendo nos portões de ferro ecoava pelos corredores do castelo. Eu poderia imaginar os guardas apostos no pátio, esperando pela morte certa. Mas a honra deles era grande demais para abandonar suas posições.

Cerca de oito mil cavaleiros russos estavam invadindo o castelo. A batalha nos vales de Norton era apenas uma distração. Victor queria ferir o inimigo da forma mais dolorida, destruindo sua casa e família. Assim, ele esperava abalar o exército o suficiente para vencê-lo no final.

O interior do castelo estava um caus. Pessoas corriam em desespero, tentando encontrar algum lugar seguro. Mas uma vez que os russos entrassem, não havia para onde fugir. Eu estava tentando manter a calma em meio a toda a confusão, se desesperar não nos ajudaria em nada nesse momento.

– O que faremos agora? Onde estão os cavaleiros do rei? – Daniela estava branca e perdendo totalmente sua pose constante. Seu cabelo estava revirado e sua coroa pendia da sua cabeça.

– Vossa alteza, nós não queremos morrer. – as mulheres nobres choramingando já estavam me dando nos nervos. Tasha estava entre elas, com os olhos azuis arregalados. Ela deveria ter ficado na estalagem como Dimitri pediu.

– Dimka virá nos salvar. Ele nunca desistiria de mim. – ela disse tentando se convencer. Eu só revirei os olhos, agora eu sabia que não precisava me preocupar com ela. Ela não era uma ameaça, apenas irritante demais para o próprio bem.

– Eles vão descobrir em breve que tudo não passou de uma armadilha e então estarão correndo para defender o castelo. – eu disse tentando colocar um pouco de ordem.

O som de metal batendo parecia cada vez mais forte. E homens gritando podiam ser ouvidos, fazendo meus pelos se arrepiarem. Eles estavam aqui com um proposito, matar a todos e tomar o castelo.

– Eles não podem chegar a tempo Rose. – Vikka cochichou no meu ouvido, ela não queria espalhar o pânico.

– Temos que resistir enquanto eles não chegam. – eu disse confiante.

– Os guardas não conseguirão conter por tanto tempo. E se eles conseguem derrubar os grandes portões de ferro, podem com certeza derrubar essas portas dos salões.

Alguns guardas corriam para baixo e para cima levando flechas e lanças para as muralhas. A batalha ali já tinha começado.

– Lissa. – eu chamei. Ela estava ajoelhada de frente a algumas crianças que estavam com olhos vermelhos e arregalados de medo.

– Isso é uma tragédia Rose. – ela disse séria se juntando a nós.

– Aqui não tem algum refugio de guerra onde podemos ficar até que o exército chegue? – perguntei. Ela balançou a cabeça triste.

– Não há para onde ir. Olhe para todas essas pessoas inocentes Rose, estamos cercados e sem proteção. — Ela chorou. – Eu não imaginei que fosse morrer assim.

– Não vamos morrer. – eu sussurrei firme.

Vikka fechou os olhos se recostando no pilar, era como se ela estivesse desistindo.

– Eu nunca me arrependi tanto em ter saído de casa. – ela murmurou. – Estamos cercados como ratos em um labirinto. – É isso!

– Vikka, eu amo você. – eu a abracei enquanto ela me olhava como se eu fosse louca.

– O que foi Rose? Já está dizendo adeus? Não podemos perder a esperança ainda. – Lissa chorou preocupada.

– Não é isso. O mausoléu. Podemos levar todos para lá, os russos nunca encontrarão aquele lugar. Ganhamos tempo até que os cavaleiros cheguem. – eu sorria empolgada. Ao menos essas vidas eu poderia tentar salvar.

– Rose, você é genial. – Lissa gritou em comemoração.

Cada uma de nós pediu ajuda a alguns guardas para levarmos as pessoas até o mausoléu. Eram muitas e tínhamos que nos separar em grupos pequenos na hora de atravessar o pátio, caso não quiséssemos ser vistos. Nas muralhas os homens já lutavam e lá de cima se tinha uma boa visão.

Eu olhava para trás, para o portão sólido, de tempo em tempo. Os parafusos já estavam se soltando, e o portão tremia com as firmes pancadas. Meu coração batia nesse mesmo ritmo, quase saltando do meu peito em antecipação.

– Temos que nos apressar. Vikka vá com o próximo grupo. – Agora restavam apenas os trabalhadores, uma vez que a nobreza foi a primeira a ser levada em segurança por ordem dos guardas. Eu insisti que Lissa estivesse no primeiro grupo, além do objetivo de mostrar o caminho eu queria ela em segurança, cumprindo a promessa que eu fiz para Christian.

– E você Rose? – Viktoria perguntou relutante. Eu também prometi ao Dimitri que cuidaria dela.

– Eu estou atrás de você. Depressa. – ela me abraçou e desejou boa sorte, depois correu com seu grupo. Atravessando o pátio, entrando pelo jardim e seguindo pelo labirinto. Mais alguns grupos foram e eu estava relutando em ir, querendo colocar todos em segurança primeiro.

– Princesa, esse é o último grupo. – O guarda que estava nos ajudando disse. Eu pedi para as pessoas me seguirem quando ouvimos um forte estrondo, seguido de gritos.

O portão havia caído e russos invadiam o castelo, matando os guardas que se colocavam em seu caminho. Logo o cheiro se sangue e morte nos invadiu. Os gritos e os sons de metais rasgando a carne invadiriam meus sonhos por muito tempo.

– Depressa, para o mausoléu. – as pessoas saíram correndo em todas as direções. O desespero havia dominado a todos. Nós éramos poucos, eles, muitos.

– Vamos princesa, eu vou leva-la em segurança. — O guarda me puxou pelo braço tentando cortar a multidão e me levar para a segurança. Eu podia ouvir os gritos das mulheres sendo assassinadas atrás de mim e forçava minhas pernas a correrem. Eu nunca esqueceria o som da morte.

O pátio estava tomado pela batalha, e cada vez mais homens entravam pelos portões e tomavam cada beco do castelo. Os poucos soldados não tinham a menor chance.

Nós paramos quando fomos abordados e eu vi o guarda que me levava lutando contra dois homens. Ele estava tentando me defender até a morte, mesmo sendo de Menfis.

– Corra agora princesa. – ele gritou, mas isso chamou a atenção de mais russos que vieram na minha direção com suas espadas erguidas e olhos determinados. Eu não podia correr para o mausoléu se não os levaria até os refugiados e isso seria o fim para o meu plano, então se eu fosse morrer, seria lutando e defendendo aos que eu amava.

Eu peguei a espada de um soldado morto aos meus pés e lutei contra os homens que tentavam se aproximar. O vestido pesado me atrapalhava e sem proteção das roupas de malha eu já tinha alguns cortes superficiais e braços doloridos.

Eu via os homens ao meu lado morrerem, inimigos e amigos. Os guardas de Menfis lutavam bravamente, defendendo seu castelo até a morte. E nessa última batalha eu estava ao lado deles.

Um grito agonizante me chamou a atenção, eu me virei para ajudar, foi um erro. Eu senti uma ardência no meu antebraço esquerdo e quando olhei vi sangue descendo. Havia um corte feio ali.

O russo que me atacou sorria, levantando sua espada mais uma vez. Eu bloquei, forçando meu braço que doía e tropeçando para trás com o impacto.

– Olha o que eu encontrei. – Alguém puxou meu cabelo por trás, forçando-me a se chocar contra um peito forte de metal. – Você vem comigo pequena flor. – eu reconheci a voz sussurrando no meu pescoço, Sir Vanig.

– Me solta! – eu gritei me debatendo. Eu já me sentia fraca e sem força quando senti uma pancada forte na cabeça. Eu estava meio desnorteada, mas ainda consciente.

Eu fui carregada até o salão do castelo, onde eu avistei Victor trajando sua armadura reluzente e nobre.

– Onde estão os outros marechal? – ele gritou.

– Vossa majestade, eu encontrei a princesa de Teremur. – eu fui colocada em um divã de couro e veludo. Tentei me sentar, mas meus braços não aguentavam meu próprio peso. Eu estava perdendo muito sangue e minha cabeça martelava, tornando minha visão desfocada.

– Eu quero saber onde estão os outros? O tempo está correndo, precisamos fazer o que viemos fazer aqui e ir embora logo. – Victor gritava com o marechal.

– Revistem o castelo todo. Agora! – ele gritou para os russos que já corriam pelos cômodos, destruindo tudo o que viam pela frente.

– Onde eles estão Rosemarie? – Victor pegou meu queixo, apertando com força.

Eu não conseguia falar, então balancei a cabeça.

– Você é inútil! – ele gritou me soltando bruscamente.

O castelo estava sendo revistado, e eu esperava que o plano do mausoléu funcionasse. Se não seria um massacre.

– Vossa majestade, não há ninguém no castelo. Eles devem ter fugido antes. – o marechal disse entrando no salão um tempo depois. Victor gritou um palavrão.

– Dimitri deve ser o responsável por isso, ele vai pagar caro. – Trombetas agudas foram ouvidas. E esse era o mais lindo som de todos. O exército do oeste estava aqui.

– Não! Não! Recuar agora. Já deveríamos ter saído daqui. – Victor gritou para seus homens.

Eu ouvi o trovão de cavalos do lado de fora e espadas se chocando.

– É tarde demais. Você mesmo caiu em sua própria armadilha. Está cercado aqui dentro. – eu consegui dizer em voz baixa. Minha cabeça estava finalmente dispersando a névoa, mas eu sentia que meu corpo era uma massa mole.

– Vamos sair daqui. – O marechal me agarrou, me arrastando atrás deles. Nos pátios eu reconheci homens russos, de Teremur e de Menfis. Os soldados inimigos só tinham um propósito agora. Recuar pelos portões. A maioria estava fugindo, enquanto o exército do oeste retomava o castelo, matando os que insistiam em lutar.

– Por onde vamos sair? – Sir Vanig perguntava em desespero. Estávamos no meio da confusão de espadas e sangue. Os soldados pessoais do rei iam abrindo caminho e nos protegendo, mas não iríamos muito longe.

Um punhal estava constantemente apertando a minha garganta, e eu não podia fazer nada contra isso agora que estava sem forças.

– Levem-nos até os cavalos. – Victor gritava ordens aos guardas.

Paramos em um local próximo aos portões, mas não havia cavalo nenhum ali.

– Os cavalos não estão mais aqui. – o marechal constatou o obvio.

– Mazur! Mazur! – Victor começou a gritar quando viu que estava sem saída.

Momentos depois meu pai apareceu com alguns guardas e com Nathan, todos em seus cavalos. Eles iam atacar quando perceberam quem estava sendo mantida nos braços do marechal. Meu pai arregalou os olhos e uma sombra desceu no seu rosto.

– Victor. – meu pai disse cauteloso. – Solte-a e você sai com vida daqui. Estão cercados, não há para onde correr.

– Primeiro deixe meus homens saírem daqui. – Victor rosnou.

– Estamos perto de vencer Mazur, você não pode fazer isso. – Nathan tentou dizer.

– Não abra sua maldita boca até que a minha filha esteja segura. – Nathan se calou com a voz sombria do meu pai.

Ele gritou ordens para os homens pararem de lutar, sua voz ecoando forte e autoritária pelo pátio. Dimitri e Adrian se aproximaram quando viram a movimentação que se formava ali.

– Roza! – Dimitri gritou vendo a minha situação ensanguentada e fraca. Mas parou abruptamente quando viu o punhal pressionando a minha pele. Nossos olhos se encontraram e não conseguiam se afastar, e detrás do seu olhar determinado eu vi a dor e o desespero, isso fez meu coração se quebrar.

– Onde está a minha mãe? – Adrian gritou para o rei da Rússia, eu quebrei nosso transe e vi Victor franzir a testa.

– Eu esperava que vocês pudessem me dizer. – sua voz era arrogante.

– Seu bastardo o que fez com todos? – Adrian continuou gritando. Sir Vanig, a mando do seu rei me acertou com força no rosto, fazendo meus olhos lagrimejarem com a pancada e minha cabeça rodar para trás. Haveria uma marca ali com certeza.

– É melhor acalma-lo, vocês não querem nada acontecendo com a princesa, não é mesmo? – Dimitri segurava as rédeas com tanta força que nós brancos se formavam nos seus dedos. E seu olhar furioso me fez quase ter pena dos homens a sua frente. Já meu pai, ele não era alguém que eu provocaria também.

– Se você fizer alguma coisa contra ela, eu juro que eu...

– Não veem que não estão em posição para ameaças. Eu pensaria melhor antes de dizer mais alguma coisa meu filho. – Victor cortou Dimitri, rindo.

– Sabe o que eu aprendi com a suposta morte do meu irmão anos atrás? – ninguém respondeu e ele continuou. – Eu aprendi que amar te torna fraco. Fraco como vocês. Quantas pessoas já morreram hoje, o que seria apenas mais uma morte? – A faca no meu pescoço se apertou, me fazendo respirar mais rápido e agarrar os braços do homem que me prendia.

– Você está errado, amar nos dá um propósito para lutar. – Dimitri disse com raiva. – É melhor solta-la Victor, ou eu juro que você irá se arrepender. – a ameaça era real e me deu calafrios, tamanha a intensidade.

– Diga o que você quer logo Victor. – meu pai gritou enfurecido, seus olhos estavam negros e ferozes.

– Eu quero que você, Mazur, renuncie a coroa para mim e que faça seus homens me jurarem lealdade. – silvos foram ouvidos da multidão horrorizada. Meu coração parecia ter parado de bater no meu peito. Tudo o que eu tinha tentado evitar estava prestes a acontecer.

– Entregue a minha filha com vida e eu te darei o que quiser. – meu coração batia rápido, meu pai não poderia concordar com algo assim. Eu não queria ser a responsável pela destruição do meu reino.

– Mazur você não pode estar falando sério? – Nathan perguntou chocado.

– Não faça isso pai! – eu pedi com a voz embargada. Os homens iam protestar também, mas meu pai levantou a mão para cala-los, ele não voltaria atrás com sua decisão, eu sabia disso, para o meu maior desespero. O que eu mais temia estava acontecendo, por minha causa.

– Temos um acordo? – Victor pediu estreitando os olhos.

– Te dou a minha palavra como rei. Teremur pertencerá a você, faça o que quiser comigo, mas deixe a minha filha viva. – os homens russos vibraram. Essa era a ruína de Teremur.

– Pai, não! – eu chorei, tentando me soltar. Apenas para ter meus braços puxados para trás bruscamente. Com o movimento meu corte ardeu e fez mais sangue descer, eu fiz uma careta de dor.

– Ótimo. – Victor disse alegre esfregando as mãos enluvadas com couro juntas. Eu precisava pensar em algo depressa.

– Eu sei o quanto ela é importante para você também meu filho, e como você atrapalhou meus planos...

– O que você quer comigo? – Dimitri rosnou, pulando do seu cavalo. A faca se apertou ainda mais, tirando sangue do meu pescoço. Ele congelou onde estava.

– Você será punido por traição. Punido com execução. – Victor disse em tom casual.

– Não! – eu gritei com a garganta. – Dimitri, não faça isso, por favor! – eu chorei. -Não o deixem vencer, lutem homens do oeste! – meu corpo tremia em raiva, imaginando Dimitri sendo morto.

– Se esse é o meu destino, eu aceito isso. – meu coração se afundou.

– Não Dimitri! Pai, não o deixe fazer isso! – eu chorei em desespero.

– Dimitri, o que você está fazendo? – Ivan pediu. Ele tinha se juntado a nós em algum momento e tinha só angústia em seus olhos.

– Eu sinto muito. – Dimitri disse me olhando com olhos tristes.

– Por favor! – eu sussurrei com a voz rouca de emoção.

Victor deu um sinal e três dos seus guardas pegaram Dimitri, que em momento algum resistiu. Ele apenas abaixou a cabeça e não me olhava nos olhos.

– Eu me entendo com você mais tarde Nathan, você teve sorte por eu não encontrar a sua mulher. – Victor continuou. – Eu já consegui mais do que eu previa para hoje. – ele disse sorrindo na minha direção. – Obrigada Rosemarie. Como se sente sendo a culpada pela queda de Teremur e pela morte do homem que você ama? – eu lancei um olhar de nojo para ele.

– Vá se ferrar. – eu gritei.

– Você já conseguiu o que queria, solte a minha família agora Victor e suma daqui. – meu pai disse sério. Os homens de Teremur tinham a cabeça baixa e pareciam desesperados e completamente derrotados.

– Eu disse que eu sempre ganho. – Victor disse em voz alta e com uma risada. Meu corpo poderia estar fraco e cansado, mas minha mente estava a mil, eu não o deixaria vencer. Eu vinha me dizendo isso há muito tempo. Eu joguei minha cabeça para trás e acertei o marechal com força, ele me soltou do seu aperto gritando maldições.

Eu peguei a faca da sua mão quando um guarda ia me agarrar, me impedindo de correr. Mas esse não era meu objetivo, eu não queria correr. Eu mergulhei o punhal no meu corpo com um movimento firme, caindo de joelhos e suspirando de dor.

– Se eu morrer você não ganha Victor. Você perde. – eu consegui murmurar. Antes que eu caísse na escuridão eu ouvi um grito. Era o grito mais terrível e cheio de dor que um homem poderia soltar. E então, eu apaguei, me entregando completamente ao silêncio.

POV Dimitri

O silencio intenso se instalou enquanto todos olhavam para Rose caindo em sua própria poça de sangue.

– Se eu morrer você não ganha Victor. Você perde. – ela murmurou com seus olhos moles já se fechando. Um grito horrível foi ouvido e eu percebi que esse era o meu grito de dor e desespero. Todos olharam chocados, inimigos e amigos. Eu senti como se uma faca quente tivesse me cortado do umbigo até a garganta e tudo o que me deixou feliz e esperançoso foi derramado para fora.

Algo se instalou em mim, e em todos os outros. As espadas dos cavaleiros cortavam o ar, avançando sobre o inimigo. Eu me soltei dos homens que me seguravam com facilidade, puxando a minha a minha própria da bainha. Eu corri para onde Sir Vanig estava tentando fugir. Minha espada acertou sua garganta em um único golpe liso. Meu sangue pulsava e meu peito estava acelerado.

Meus olhos irritados procuravam por Victor no meio da multidão em luta. Mas eu o encontrei com uma espada no pescoço, a espada do Mazur.

– Você não merece morrer assim, seu bastando. – Os olhos dele eram vermelhos de raiva. Já Victor estava branco de medo e com as mãos para cima. Eles estavam cercados, e agora seu medo se fez aparente.

Eu me aproximei com a espada levantada. Meu rosto deveria estar mais sombrio do que nunca, expressando meus sentimentos.

– Você é o único que deve terminar com isso Dimitri. – Mazur disse se afastando um pouco.

Eu enfrentei o homem que me tirou tudo o que eu amava. Eu estaria fazendo um favor a minha mãe tirando esse homem do mundo.

– Vai matar seu próprio pai? Eu achei que você fosse melhor do que isso meu filho.– ele disse arrogante, me olhando nos olhos.

Imagens da minha Roza caída e sangrando invadiram minha mente, aumentando ainda mais a minha raiva.

– Acabe logo com a minha vida. Eu não vejo a hora de enviar meus cumprimentos para a doce Rosemarie. – Minha mão desceu acertando um soco no seu maxilar, sua cabeça estalou para trás e ele caiu desacordado. Ele não merecia a morte, merecia sofrer e se arrepender de tudo o que ele fez primeiro. E ninguém melhor para julga-lo do que o verdadeiro herdeiro da Rússia, Robert.

Notas finais
O que acharam?? Foi bom? Ruim? Comenteeem e nunca parem =) Beijos e até o próximo! SPOILER: - Você vai ficar doente se continuar assim, até mesmo Ivan concorda comigo. – ela depositou a bandeja em uma mesa pequena e ficou ao meu lado. - Você precisa se manter forte meu amigo, por ela. – Ivan disse. - Eu vou ficar bem. – garanti.