A Guerra Do Amor

34 Sentimentos de perda


Notas iniciais
Oi todo muuundo =) Estou tão feliz com a quantidade de leitoras que a fic ganhou na última semana...eu não esperava mesmo, obrigada geente!!! Bem, agora faltam apenas mais dois capítulos para terminarmos...mas eu já estou escrevendo uma segunda parte a pedidos =) Espero que gostem e boa leitura

Capítulo 34 – Sentimentos de perda

POV Dimitri

Menfis estava em silêncio, a não ser pelo choro silencioso daqueles que perderam entes queridos. Os sentimentos de todos variavam em perplexidade, devastação, angústia e perda. O céu estava estéril, cinza e gelado. E um único sopro de vento sequer tirava o cheiro de morte que permanecia ali. Tudo parecia sem vida e sem sentido para mim.

Cinco dias e cinco noites haviam se passado deste a batalha final. Os corpos tinham sido queimados e recebidos às devidas despedidas. O portão já tinha sido colocado no lugar, assim como a ordem aos poucos reestabelecida. Victor permanecia preso nas masmorras, esperando o julgamento. Robert estava se curando e em breve seria coroado rei da Rússia.

A vitória finalmente tinha vindo, mas não sem sacrifícios. Muitas vidas foram perdidas. E para os que ficaram vivos, existiriam marcas que nenhum tempo poderia apagar. A dor apertava meu coração imaginando tudo o que tinha passado nesses últimos dias.

– Dimka! Você precisa comer. – Vikka entrou no quarto carregando uma bandeja, Ivan seguia atrás. Eles estavam preocupados comigo, mas eu não tinha apetite, na verdade, eu não sentia nada.

– Eu não estou com fome Viktoria. – disse tentando tranquiliza-la. Ela fez uma careta.

– Você vai ficar doente se continuar assim, até mesmo Ivan concorda comigo. – ela depositou a bandeja em uma mesa pequena e ficou ao meu lado.

– Você precisa se manter forte meu amigo, por ela. – Ivan disse.

– Eu vou ficar bem. – garanti.

– Ainda nenhum sinal? – ele perguntou. Eu olhei para a mulher deitada na cama ao meu lado. Rose estava pálida e com manchas escuras debaixo dos olhos. Seu cabelo escuro caindo a sua volta contrastava com sua atual cor branca.

– Nada. – eu murmurei com a voz embargada.

Durante a confusão, Adrian tinha levado Rose para as salas de cura. A ferida no abdômen havia sido costurada e estava se curando bem, mas Rose ainda permanecia inconsciente. Ela havia perdido muito sangue e não sabíamos até que ponto isso a afetou.

Os curandeiros estavam tentando fazer de tudo para acordá-la, mas ela simplesmente ficava ali imóvel. A única dica de que ela estava viva era a ascensão e queda do seu peito.

Eu peguei sua mão gelada na minha acariciando seus dedos lentamente.

– Ela só precisa de um tempo para se curar Dimitri, ela vai acordar eventualmente. – parecia mais uma pergunta, e eu sabia que Vikka estava apenas tentando amenizar minha dor. Mais assistir a mulher que você ama definhando em uma cama trazia um sentimento de dor e impotência que não parecia que poderiam se curar.

Rose tinha sacrificado tanto, estava disposta a dar a sua vida pelo bem estar dos outros e isso só me fez ama-la ainda mais, se fosse possível. Ela tinha saído como heroína da guerra quando teve a ideia de refugiar os moradores do castelo nos antigos mausoléus, a tragédia só não foi maior por causa dela. Por onde se passava no castelo, havia pessoas orando pela vida da princesa salvadora.

Eu tinha ficado ao lado dela desde que ela foi trazida para cá. Eu tinha certeza de que nosso relacionamento já não era segredo para ninguém, mas eu não tinha forças nem vontade para me preocupar com isso. Eu só queria poder olhar nos olhos brilhantes dela mais uma vez.

Ela nunca ficava sozinha, todos queriam estar constantemente ao lado dela. Até mesmo Daniela e Nathan pareciam preocupados, foi preciso um sacrifício para perceber que o mundo não girava em ao redor deles.

Christian tinha chegado essa manhã e estava completamente devastado ao encontrar sua amiga de infância em uma cama, por sorte ele tinha Lissa, que estava ao seu lado o tempo todo. Quando Lissa soube ela passou mal e acabou desmaiando, depois disso ela tinha ficado dois dias seguidos ao lado da amiga, sem tirar os pés do quarto para nada.

Ibrahim não era muito diferente de mim, ele parecia sem vida e mal comia. Deveria ser difícil para ele, eu soube que Janine tinha ficado vários dias desacordada, até que em uma manhã ela simplesmente parou de respirar. Imaginar que sua filha estava na mesma posição agora, estava-o consumindo lentamente.

...

Mais dois dias havia se passado e Rose não tinha tido nenhuma melhora, suas feridas já estavam praticamente curadas, mas ela insistia em ficar desacordada, eu me sentia mais desesperado a cada pôr do sol. Até mesmo Russell, como Rose gostava de chama-lo tinha chegado. Ele tinha tentado algumas curas russas, mas nenhuma diferença havia sido notada.

Eu estava no quarto, sentado em uma poltrona ao lado da janela aberta. Hoje o vento havia mudado, soprando as cortinas e os lençóis da cama e trazendo um perfume de pinho para dentro do castelo. Ibrahim estava ajoelhado ao lado da filha, segurando sua mão de cabeça baixa, e parecia estar cantando uma canção suave. Conversar com ela era uma prática constante entre todos nós.

Eu desviei os olhos para fora tentando lhes dar um pouco de privacidade. O sol estava derretendo a neve, fazendo a vegetação que tinha resistido ao inverno brilhar feito diamante. Os pássaros que a muito não se ouviam estavam fazendo barulho e aproveitando as poças de água.

Eu ouvi um suspiro vindo do outro lado do quarto e quando olhei me levantei correndo para ficar ao lado da cama.

Os olhos da Rose tremularam até se focarem no seu pai, que se debruçava sobre a cama com os olhos arregalados e cheios de lágrimas.

– Oi pai. – ela disse com a voz rouca e fraca. Era o melhor som do mundo. Eu não pude conter um sorriso e meu peito inchou de felicidade.

– Minha filha. – Mazur apertou a mão dela na sua, dando um longo beijo ali. – Como você está? Está com dor? – ele perguntou preocupado. Eu me aproximei um pouco mais para ouvir sua resposta.

– Bem melhor agora que eu vejo você. – ela deu um sorriso fraco.

– Eu estava com tanto medo. – sem cerimonia o homem a puxou para um abraço, derramando lágrimas na camisola dela.

– Estou aqui agora pai. – ela tranquilizou. Então seus olhos familiares caíram em mim. Eu os vi brilharem e um enorme sorriso enfeitou seu lindo rosto.

– Dimitri. – ela sussurrou, sua voz não passava de um sopro. Mazur se afastou me dando espaço.

– Oi Roza. – minha voz mal saiu, e eu vi tarde demais que eu estava chorando de felicidade. Eu me sentei a puxando para o meu peito. Seu corpo estava tão fraco que eu tinha medo de quebra-la, mas ela respondeu avidamente. Eu cheirei seu cabelo, o mesmo cheiro de frescor floral que eu amava. Eu sentia tanta falta dela. – Você não imaginava como é bom ter você de volta. – não imagina nem um pouco.

Eu beijei sua testa longamente e a senti enrijecer. Provavelmente por conta da presença do pai.

– Vá em frente. – Ibrahim disse com um sorriso. – Eu já sei minha filha, não há homem melhor para você. Dimitri é um homem honrado e apaixonado.

Rose sorriu e me puxou para descansar nos seus lábios. Eu a segurei pelas costas, apertando sua nuca enquanto me deliciava com seus lábios macios. Sua pele estava voltando lentamente ao bronzeado de amêndoa que eu adorava.

– Isso é o suficiente, não me façam mudar de ideia. – Mazur disse mal humorado, causando uma risada nossa.

– Você contou para ele? – Rose me perguntou. Ela ainda estava nos meus braços, mas de uma forma comportada e descansando a cabeça no meu ombro.

– Sim. Ele contou e eu já lhe dei a devida punição. – Rose arregalou os olhos olhando para o pai com um semblante bravo. Mazur levantou as mãos, se rendendo. – Não foi nada que um homem desse tamanho não pudesse aguentar.

– Não se preocupe Roza, eu mereci. — ela ainda olhava desconfiada, mas deu por fim a discussão. Eu podia contar os detalhes mais tarde, agora teríamos todo o tempo do mundo juntos. Pelo menos eu esperava.

– O que aconteceu depois que eu... – ela não conseguiu terminar a frase.

– Victor foi preso, e está esperando julgamento. Os russos que sobreviveram estão no acampamento e já juraram lealdade ao Robert. A guerra acabou. – Rose pareceu surpresa com os acontecimentos. Era difícil acreditar que o pesadelo tinha enfim terminado.

– Isso quer dizer que eu não preciso me casar mais? – ela perguntou relutante olhando para o pai. Eu sorri.

– Agora você é livre para escolher quem quiser. – ele disse com um sorriso carinhoso. – Nathan aceitou bem o fim do noivado.

– O que? – Rose estava tendo um misto de emoções. Felicidade, empolgação, surpresa.

– Ele não teve muito escolha quando o filho fugiu com uma camponesa. – eu completei.

– Eu só posso estar delirando. Vocês me deram algum tipo de erva? – ela perguntou piscando em confusão.

– Não. – eu disse rindo. – Quando eu contei a Adrian sobre nós ele parecia aliviado. No inicio eu não entendia. – então eu contei as minhas lembranças de quatro dias a trás.

Flashback

– Adrian! – ele estava saindo do quarto da Rose. Eu tinha saído apenas para me atualizar das notícias e já estava voltando para o meu lugar ao lado da cama.

– Em que posso ajudar Belikov?

– Eu queria agradecer. Por cuidar da Rose e leva-la para as salas de curas. – ele pareceu surpreso, mas acenou.

– Eu gosto muito dela. E vendo o que ela fez para o meu povo, bem, ela é a pessoa mais altruísta que eu conheço. Não podia deixar nada acontecer a ela. – ele disse com sinceridade, mas parecia culpado.

– Obrigada, isso foi importante para todos nós. Rose é muito querida por todos.

– Vocês se amam de verdade não é? – eu fiquei com medo de machuca-lo. Mas ele merecia a verdade.

– Sim, nós nos amamos. Acho que isso é meio obvio para todos agora. – ele soltou um suspiro de alivio e eu franzi a testa.

– Na verdade é. – ele riu. – eu confesso que tinha certeza até antes daquela cena que vocês fizeram no acampamento. Parabéns, eu realmente fiquei confuso. – eu acenei envergonhado.

– De qualquer forma eu também queria agradece-lo. – ele continuou.

– Pelo que?

– Primeiro por proteger a Rose tantas vezes, você é o homem certo para ela, não há como negar. – eu franzi a testa de novo, ele estava simplesmente abrindo mão? – E em segundo lugar, bem, eu achei que eu estava apaixonado pela Rose. Isso seria fácil, afinal ela é uma mulher incrível. Mas então eu conheci a Sidney no acampamento e eu vi que a Rose era como um amor platônico, eu nunca poderia tê-la completamente. – ele riu. – Não era amor. Era paixão e desejo. Mas com a Sidney, eu faria qualquer coisa por ela porque eu me apaixonei, e ela está disposta a estar comigo. Eu estou feliz em saber que a Rose tem alguém também, porque eu me sentia culpado. Mas sabendo que ela o ama, estou aliviado. Então, obrigado.

Eu fiquei sem fala por alguns segundos. Ele apenas riu e se virou.

– Boa sorte com ela, você com certeza vai precisar. Eu tenho certeza de que ela acordará em breve, afinal ela é a Rose. – ele disse divertido.

Fim do Flashback

Rose estava tão surpresa quanto eu. E sua expressão era semelhante à de um peixe fora d’água.

– No dia seguinte ele fugiu do castelo deixando um bilhete para Daniela. Ele dizia que estava fugindo para o norte com a camponesa e que estaria abdicando do trono, deixando a coroa para Lissa.

– Bem feito para Daniela. – Mazur e eu rimos.

– A rainha não foi vista desde então, ela disse que a reputação da família está arruinada e está morrendo de vergonha. Mas ao menos eles concordaram em cancelar o noivado e permanecer em paz com Teremur. – terminei a explicação.

– Uau. – ela respirou surpresa. Então franziu o cenho. – Espere...muita coisa aconteceu. Por quanto tempo eu fiquei desacordada? – ela parecia perturbada.

– Os sete piores dias da minha vida filha. – Mazur disse com pesar.

– Sete dias?!– Rose conseguiu gritar o máximo que sua voz rouca permitia. Eu a apertei um pouco mais nos meus braços.

– Você perdeu muito sangue Roza. Muitos estavam sem esperanças, foi você quem lutou para permanecer viva. – eu disse triste, me lembrando do meu desespero quando eu corri pelos corredores do castelo até ter certeza de que ela estava viva.

– Eu sinto muito. – seus olhos se encheram de lágrimas. Então eu sabia que ela estava realmente péssima, ela não chorava.

Ela afundou a cabeça no meu peito enquanto eu acariciava seu cabelo. Logo as lágrimas se transformaram em soluços e eu sentia minha camisa se molhando. Finalmente ela estava colocando todos os seus sentimentos aprisionados durante a guerra para fora. As perdas, os sacrifícios, os temores.

– Você foi muito corajosa minha filha, sua mãe deve estar orgulhosa, assim como eu sou. – Mazur disse uma vez que Rose se acalmou. Seus olhos se encheram de lágrimas novamente, eu achei que ela fosse voltar a chorar. Mas a Rose durona voltou e ela secou as lágrimas acumuladas.

– Eu disse que eu faria qualquer coisa pelo meu povo. – ela disse.

– Você será uma grande rainha Rose. A melhor. – eu constatei com seriedade.

– Agora só falta um rei. – ela disse olhando de canto para o pai. Mazur riu.

– Belikov já tem a minha permissão para corteja-la. – já tínhamos passado por essa etapa.

– Há tempos eu já não quero apenas corteja-la. – Mazur não parecia muito feliz com o meu comentário e estreitou os olhos.

– Desde quanto você tem em mente se casar com a minha filha Belikov? – ele perguntou em um tom de ameaça.

– Pai...- Rose disse em um tom de aviso. Mas ela também parecia curiosa pela resposta.

– Eu decidi que a amava mais do que qualquer coisa no momento em que eu soube que ela tinha sido sequestrada. Eu percebi que não podia me imaginar sem ela. – Rose sorria para mim carinhosamente. Enquanto Mazur revirava os olhos, ele já sabia a nossa historia. Ele havia me encurralado e pedido pela verdade.

– Em Norton eu percebi que eu a queria como minha rainha. Uma garotinha abriu meus olhos. – Rose arregalou os olhos com as lembranças daquele dia.

– O que a garotinha te perguntou? Você nunca me disse. – ela perguntou desconfiada.

– Ela me perguntou se eu iria pedir para a princesa se casar comigo.

– O que você respondeu? – seus olhos brilharam.

– Que nem que eu tivesse que sequestra-la e leva-la para viver em uma caverna, você seria minha esposa. – Rose me puxou para seus lábios com um beijo ansioso. Eu ouvi o som da porta se abrindo e Mazur resmungando, em seguida, fechando a porta atrás dele. Rose riu se afastando um pouco.

– Eu acho que esse é o jeito do meu pai nos dar a sua benção. – nós dois rimos.

– Então Roza, de Teremur, você aceita se tornar minha esposa e mãe dos meus filhos? – Ela se jogou nos meus braços me beijando.

– Isso é um sim? – perguntei com um sorriso.

– Isso é definitivamente um sim. – então ela ficou séria. – Mas eu acho que deveríamos esperar alguns meses antes de anunciar o noivado, esperar todo o luto da guerra passar.

Ela tinha razão.

– Eu vou esperar por você sempre Roza.

POV Rose

Ficar sete dias em uma cama tem as suas consequências. Parecia que uma manada de cavalos tinha passado em cima do meu corpo. Quando eu e Dimitri tínhamos os lábios doloridos de tanta beijar eu decidi que minha fome era maior do que qualquer coisa. Rindo, Dimitri pediu que me trouxessem uma bandeja. Eu adorava estar sendo tão mimada.

Quando eu terminei de comer e empurrei a bandeja de lado alguém bateu na porta. Dimitri se levantou para atender e foi atropelado no caminho quando Lissa, Viktoria, Christian, Mason e Ivan entraram.

– Rose, você acordou. – Lissa se jogou nos meus braços com lágrimas nos olhos. – Eu estava com tanto medo de te perder. – ela me apertou tanto que eu sentia falta de ar. – Nunca mais faça algo assim, você é maluca? O que nós faríamos se tivéssemos perdido você?

– Eu sinto muito. Eu não podia deixar Victor ganhar.

– Você salvou a todos Rose, graças a sua coragem a guerra terminou. – Christian disse, em seguida, se abaixou e me abraçou por um longo tempo. – O que seria de mim sem as suas piadas e mau humor matinal? – eu dei uma risada sufocada. Eu nunca estive mais feliz em toda a minha vida.

– Eu sei que você não seria absolutamente nada sem mim. – brinquei e ele revirou os olhos.

– Vocês estão tomando muito tempo, me deixem ver a minha irmã de lei. – Vikka se jogou na cama, ganhando um olhar de reprovação do irmão preocupado.

– Ah Rose! – eu estava sufocada em seus braços. – Estou tão feliz que você finalmente esteja bem.

– Eu também, finalmente as coisas estão se encaixando como deveria. – eu disse sorrindo para Dimitri.

– Eu já sabia que você era doida, mas não tanto Rose. –Ivan também me puxou para um abraço amigável. Ele tinha se tornado um irmão para mim.

Eu chamei Mason que estava encostado em um canto para se juntar a nós na grande cama. Ela relutou, mas com um incentivo vindo de Dimitri ele me tinha em seus braços, me apertando mais do que qualquer um dos outros.

– Você me assustou tanto. – ele murmurou com a voz embargada.

– Deve ser um pesadelo ser meu guardião. – todos riram. – Eu só me coloco em problemas, aposto que na primeira oportunidade você vai correr de volta para sua casa no norte.

– Eu sempre serei seu guardião. – ele disse determinado, então olhou para Vikka com um sorriso. – E eu também tenho outros motivos para ficar. – eu vi Viktoria corar pela primeira vez. Dimitri fechou a cara, mas eu tinha certeza de que ele aprovaria Mason no final.

– Vocês dois? Eu nunca imaginei. – dessa vez os dois ficaram vermelhos. Eu estava feliz por Viktoria, era um sinal de que ela finalmente tinha esquecido seu antigo amor assassinado por Victor.

– Nem eu. – Dimitri murmurou.

– Bem, parece que eu sobrei. – Ivan disse fingindo falsa tristeza.

– A Tasha ainda está disponível. – eu sorri dando de ombros. Ele engasgou, causando Dimitri gargalhar.

– Eu ainda não fiquei louco como você Rose.

– Tudo tem uma primeira vez. – disse dando de ombros.

– Eu prefiro me casar com um javali. – ele disse fazendo careta. – Mas falando em casamento... – ele olhou com olhos maliciosos entre Dimitri e eu.

– Me diga que você finalmente a pediu Dimka? – Viktoria estava pulando empolgada. Enquanto todos esperavam em expectativa.

– Eu não teria perdido mais nenhum segundo. – Gritos de comemoração se seguiram e logo eu estava sendo esmagada por muitos braços. Finalmente tudo estava no seu devido lugar.

Notas finais
O que acharam??? Eu sou uma fã de finais felizes, não poderia ter sido diferente =) No próximo teremos o casamento e claro, a noite de núpcias... Beijos e até