A Guardiã
22 Capítulo Três: Visitas indesejadas
Notas iniciais
A guardiã: A morte é apenas o princípio...
Capítulo Três: Visitas indesejadas
Quando saí do banheiro, apenas Edward se encontrava no quarto. Olhei ao redor, mas não vi a cois... Caleb por ali.
– Renesme e Jacob levaram Caleb por um tempo, para podermos ficar sozinhos. – Ele falou, esticando os braços para mim.
Aproximei-me da cama e me joguei ao seu lado, aceitando seu abraço. Ainda me sentia cansada, apesar de meu corpo já ter voltado ao normal. E estar nos braços de Edward fazia com que tudo fosse melhor. Com ele, eu nunca poderia me sentir cansada, triste ou mesmo com medo.
– Isie... – Edward chamou. Olhei para ele e seus olhos brilhavam. Eu poderia facilmente me perder nos oceanos azuis que eles eram. – Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida e você... Você me deu o melhor presente que eu poderia ganhar. Muito obrigado.
Corei, desviando o olhar de seu rosto.
– Não diga besteiras, Edward, não precisa agradecer, afinal, ele é meu também. – Falei, encabulada.
– Estou falando sério. – Ele disse, erguendo meu rosto para que eu olhasse para ele. – Isie... Eu te amo.
Naquele momento, foi como se meu coração perdesse uma batida. Fiquei tonta, sem acreditar. Edward... Edward me amava? Bom... Poderia parecer algo óbvio, já que estávamos sempre lá um para o outro e acabávamos de ter um filho, mas para mim, foi de grande valia. Eu sempre fazia as maiores besteiras, geralmente o desobedecia e agia como uma louca desvairada, mas eu era assim, e não poderia fazer nada para mudar. Mas Edward havia me aceitado e, acima de tudo, ele me amava. Ele me amava!
Agora não havia mais como evitar aquela tal palavra com “A”.
– Edward... – Sussurrei. – Eu também te amo.
Ele sorriu e aproximou seu rosto do meu para me beijar. Seu beijo foi quente, apaixonado, desejoso. Havia já algum tempo que não podíamos nos dar ao luxo de ter aquela intimidade, portanto, estava morrendo de saudades.
Edward me apertou mais em seus braços, enquanto puxava o meu vestido pela cabeça. Comecei também a tirar suas roupas, rápida e desastradamente. Ele beijou meu pescoço, descendo pelo meu colo já nu. Apertou meus seios nas mãos e em seguida os levou à boca, brincando com meu mamilo nos lábios. Logo eles enrijeceram e Edward parou, mordendo o lábio de forma extremamente sexy, olhando para mim.
– Espero que eles não diminuam de tamanho. – Ele disse sorrindo maliciosamente. Ao perceber que ele falava dos meus seios recentemente aumentados, eu ri e dei-lhe uma tapa no braço, para em seguida puxá-lo para mim novamente.
Seu membro ereto já fazia pressão em minha coxa e eu, nem preciso dizer, já estava mais do que preparada. Enrolei minhas pernas em sua cintura, sentindo a pressão que ele fazia em minha entrada. Gemi alto, em expectativa.
Edward me penetrou devagar, totalmente, gemendo ainda mais alto do que eu.
– Edward... – Sussurrei, apenas querendo dizer o seu nome. Ele começou a se mover dentro de mim, me fazendo suspirar.
Ele se movia devagar, com força, colocando toda a sua extensão em meu interior. Não demorou muito para que eu estivesse arfante e com as costas arqueadas. Meu corpo inteiro parecia querer entrar em ebulição. Então com uma última estocada torturante, gozamos, juntos.
Edward deitou sobre o meu peito, respirando com dificuldade. O aninhei em meus braços com força.
– Agora você precisa se alimentar Edward. O dia já está nascendo e você tem que dormir. – Falei, acariciando seus cabelos.
– Se você ainda estiver fraca, eu posso me alimentar do Jacob novamente. – Edward falou, me olhando com interesse.
– Não, estou ótima. E já está mais do que na hora de voltar a ser útil ao meu mestre. – Eu disse, virando a cabeça para o lado, expondo meu pescoço a ele como há algum tempo já não fazia.
Senti suas presas se cravarem em minha pele sensível e o sangue fluir, me deixando com a cabeça leve, feliz.
Eu havia crescido muito na última semana e havia me sentido fraca. Por isso, há uma semana que Edward havia parado de se alimentar de mim. Jacob e Renesme haviam concordado que Edward podia se alimentar de Jacob, por isso desde então Edward vinha tomando sangue do pulso dele. Ele dizia que o sangue de Jacob não era tão saboroso quanto o meu, mas dava para o gasto, coisa que sempre fazia o Jake o olhar com cara feia.
Aquela atitude apenas me fez repensar no quanto os vampiros poderiam ser egoístas, quando queriam. Se eles tivessem sabido dividir, ajudar uns aos outros, hoje talvez a situação dos Vampiros Vermelhos não fosse tão crítica.
Quando terminou de se alimentar, Edward deitou-se ao meu lado e eu me embolei ao lado dele. Ficamos juntinhos, sem falar nada, até que Edward adormeceu. Depois de algum tempo eu me vesti e saí.
Fui encontrar Jacob na sala de estar com Caleb. Jake deitara Caleb no sofá e soprava sua barriguinha, fazendo o menino rir de se acabar.
– Nossa! – Exclamei. Fazia apenas três horas que eu não via Caleb, mas ele parecia já ter crescido mais uns bons cinco centímetros. Pra outra pessoa não faria diferença, mas pra uma mãe... E mais, ele estava rindo. Não apenas rindo, gargalhando.
Não sei se fiquei mais assombrada ou assustada. Aproximei-me e sentei do outro lado de Caleb, observando a brincadeira. Rindo, a coisinha (que já não era tão coisinha) olhou pra mim e acenou com a mãozinha gorducha. Sorri de volta e apertei sua mão.
Jake levantou a cabeça, vermelho e sorrindo.
– Ele já ri. – Ele disse, como se eu não tivesse percebido.
– Eu vi... – Comentei, séria. Caleb tentava se virar no sofá, por isso o peguei e coloquei nos braços. O abracei com força. – Estou com medo, Jake.
– Do que? – Jake quis saber.
– O que vai acontecer com esse menino? Ele irá crescer dessa forma assustadora até quando? – Perguntei, olhando para o meu filho, que me encarava de volta como se soubesse que eu falava dele.
– Não se preocupe, Isie. Tudo vai ficar bem. Os vampiros param de envelhecer aos dezessete anos, talvez aconteça o mesmo com ele. – Jake tentou me tranquilizar, mas continuei nervosa. Tive que me forçar a parar de pensar naquilo. Enlouquecer por causa disso não ia levar a lugar algum.
Passamos o dia com Caleb. Mais para a hora do almoço dei-lhe de mamar novamente e então ele dormiu. Fomos então para a sala de treinamento e eu coloquei Caleb para dormir em cima de uma manta fofinha enquanto Jake e eu treinávamos boxe.
Caleb parecia ter um sono pesado, pois não acordou até o fim da tarde, mesmo com todo o barulho que fazíamos. Ele só veio acordar realmente quando o barulho de algo pesado, que parecia passar sobre a terra em algum lugar perto do esconderijo, encheu a sala de treinamento. Jacob e eu, lutando, paramos e nos olhamos, nervosos. Peguei Caleb, que olhava para mim com seus grandes olhos azuis abertos, e corremos para a sala de comando.
Lá em cima, ligamos as câmeras de segurança do exterior. Poucos minutos depois, Renesme e Edward apareceram para se juntar a nós.
– O que está acontecendo? – Edward quis saber.
– Há veículos passando na estrada, perto daqui. Muitos veículos. – Jacob falou, mudando o ângulo das câmeras, que ficavam escondidas entre os ramos das árvores, no exterior.
– O que é aquilo? – Renesme perguntou ao ver um grupo gigante, com muitos carros, passando ruidosamente pela estrada principal, perto de onde estávamos.
– Não sei. Não conheço nenhum desses rostos. – Edward falou. – Acho que são Vampiros Vermelhos. Vejam, os carros são tem o brasão do rei.
– O que eles estão fazendo? – Perguntei, abraçando Caleb com mais força.
– Será que sabem que estamos aqui? – Jake fez a pergunta que todos nós estávamos pensando, mas que nenhum tinha coragem de expressar.
– Podem estar apenas passando. – Falei, esperançosa.
– Mas para onde? E por que tantos? – Renesme questionou.
– Vamos apenas esperar. – Edward disse, fazendo com que todos nós nos calássemos.
Ficamos apenas observando as câmeras, esperando. Os carros vieram e se foram, sem dar sinal algum de que fossem parar. E então todos sumiram. O alívio estava estampado no rosto de cada um de meus companheiros.
Por mais que fossemos fortes, um grupo de Vampiros Vermelhos daquele tamanho poderia ser o fim para nós. Ainda mais agora que tínhamos Caleb para proteger.
– Essa foi por pouco. – Eu disse.
– Eles provavelmente nem tinham ideia de que estamos aqui, apenas estavam passando. Mas para onde? – Edward quis saber.
– Temos que avisar a alguém. Um grupo daquele tamanho se deslocando por aí não deve ser coisa boa. – Renesme disse.
Edward imediatamente usou a videoconferência para ligar para Alice. Ela atendeu no mesmo instante, sorrindo de orelha a orelha.
– E então? Como está o meu sobrinho? – Ela perguntou de imediato. Jasper estava logo atrás dela e revirou os olhos, acenando para nós.
– Está ótimo, Alice. – Eu disse. Caleb esticou-se para olhar para ela e acenou com a mãozinha gorducha. Podia jurar que tinha visto lágrimas nos olhos de Alice (se é que vampiros choravam).
– Own, que coisinha fofa. – Ela resmungou.
– O nome da coisinha é Caleb, Alice. – Edward corrigiu.
– Oi Caleb. Ele é tão grande! – Ela comentou.
– Sim, Alice. Ele está crescendo muito rápido. O que vai acontecer com ele? – Perguntei, esquecendo completamente de qualquer outra coisa.
– Eu não sei Isie. É provável que ele cresça rápido, mas pare de crescer como os vampiros, aos dezessete. – Ela disse.
– Foi o que o Jake falou. – Resmunguei.
– Bom, tudo o que podemos fazer é esperar. Você precisa relaxar e cuidar dele o melhor possível. – Alice completou.
Olhei para Caleb com o coração apertado, imaginando o que seria dele.
– De qualquer forma, Alice, não foi por isso que ligamos. Há algo de errado acontecendo. – Edward começou. – Acabamos de ver vários carros passando na estrada principal. Não tinham selo real e sabemos que o rei proibiu qualquer excursão para fora das cidades. Achamos que eram Vampiros Vermelhos.
– Eles vinham na direção da cidade? – Jasper se adiantou.
– Não, incrivelmente eles estavam indo na direção contrária, mas eram muitos. Muitos mesmo. Achamos que devíamos avisar a alguém. – Renesme completou.
– Fizeram bem. Temos que saber sobre qualquer movimento dos inimigos. Alguma coisa eles devem estar planejando. – Jasper falou, pensativo.
– Temos que falar com Emmet. – Alice disse.
– Sim, agora mesmo. – Jasper concordou.
– Nos falamos mais tarde. – Edward falou.
– Sim, até mais. – Alice então se despediu e desligou.
Constatamos que tudo estava calmo no exterior, por isso fomos para baixo. Mesmo estando escondidos aqui, tínhamos que treinar, nos manter alerta e em forma. Não estávamos totalmente seguros em lugar algum.
Fomos todos para a sala de treinamento. Caleb estava totalmente alerta e sem dar sinal de que iria voltar a dormir em nenhum momento próximo. Fiquei sentada num canto com ele enquanto os outros treinavam juntos. Eles treinaram esgrima, dois contra um. Eles se revezavam entre os papeis. Uma hora Edward lutava sozinho contra Renesme e Jacob, então era Renesme contra Edward e Jake, e assim em diante. Algum tempo depois Edward trocou de lugar comigo, ficando com Caleb para que eu treinasse.
O menino estava vidrado no que acontecia à sua frente. Ficava inquieto, parecendo querer se levantar para lutar junto conosco. Tive a nítida impressão de que ele havia puxado aquilo de mim. E se realmente tivesse, Edward ficaria careca de tanta preocupação em breve.
Paramos na hora do almoço. Jake e eu comemos alguns sanduíches naturais para renovar as forças. Eu dei de mamar a Caleb mais uma vez e então fomos para a sala da TV.
Não havia nada importante no noticiário, nada para nos preocupar.
Caleb então adormeceu novamente. Levei-o para o quarto, e deitei-me junto a ele na cama, observando seu rostinho calmo. Ele se parecia tanto com Edward que chegava a dar inveja. Ele tinha aqueles grandes olhos azuis e a penugem que cobria a sua cabecinha definitivamente tinha cor de ferrugem.
– No que você puxou a mim ein? Tomara que não no temperamento. Você não quer fazer o seu pai enfartar, não é? – Sussurrei, passando as mãos pelos seus cabelos. Ele tinha um cheirinho tão bom, aquele cheirinho de bebê que faz você querer suspirar na mesma hora. Era ótimo estar assim com ele.
– O que você está fazendo? – Edward perguntou baixinho, entrando no quarto.
– Nada, só vendo-o dormir. – Eu disse.
– E isso não te deixa impaciente? – Ele quis saber.
– Não. É tranquilizador. É o mesmo quando eu fico observando você dormir. – Eu falei.
– E você fica me olhando dormir? Isso é estranho. – Ele disse sorrindo.
– Não é não. Eu não posso dormir e isso me acalma. – Falei emburrada. Ele apenas riu baixinho. Então ele olhou para Caleb.
– Ele é lindo. – Edward falou.
– Ele se parece com você. – Eu atestei o óbvio e é claro que Caleb era lindo, se havia puxado ao pai.
– Está dizendo que eu sou lindo? – Ele perguntou fazendo-se de engraçadinho. Revirei os olhos e já ia responder quando ouvimos um estrondo vindo de cima.
Olhei para Edward.
– O que foi isso? – Perguntei.
Agarrei Caleb nos braços e me levantei. Ele havia acordado e olhava para nós dois, curioso. O engraçado é que ele não chorava. Havia chorado apenas no momento em que nasceu, e depois não mais. Era um bebê tão silencioso...
Outro estrondo soou acima de nossas cabeças. Jake entrou correndo no quarto.
– Renesme foi para cima. Alguma coisa está errada. – Ele falou.
Edward e eu corremos atrás dele até o elevador. Lá em cima, Renesme observava as câmeras.
– Eles sabem que estamos aqui. São os Vampiros que vimos mais cedo. Colocaram dinamite e estão tentando explodir o esconderijo. – Renesme falou.
As câmeras estavam ligadas no modo noturno. Lá fora, no escuro, dava para divisar várias figuras cavando buracos no chão e enfiando dinamite dentro, bem acima de nós, embora a mais de um quilômetro da porta de entrada.
– Como eles sabem? – Perguntei, em pânico.
– Não sei, mas temos que fazer algo agora mesmo, antes que tudo desabe sobre nossas cabeças. – Jake falou.
– Eles não parecem saber onde é a entrada. – Edward notou.
– É verdade. Estão explodindo tudo aleatoriamente. – Renesme falou.
– Precisamos sair daqui agora. Não dá para continuar aqui, já que o esconderijo foi descoberto. Além do mais, tudo isso pode desabar a qualquer momento, se eles continuarem explodindo tudo! – Jake disse.
– E vamos para onde? – Eu quis saber.
– Temos que voltar para a cidade. Agora já estamos comprometidos. Emmet pode proteger Caleb. – Edward falou.
– E se ele não puder? – Eu quis saber, nervosa.
– Nós não temos outra escolha. – Edward sentenciou.
Senti como se o chão desabasse sob os meus pés.
Quando eu começava a me sentir segura, tudo começava a ruir novamente. Se fossem apenas nós, eu não teria medo. Sairia de braços abertos e espadas nas mãos. Mas com Caleb aqui... Se havia uma coisa no mundo pela qual eu estava disposta a fazer de tudo para proteger, era ele.
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