A Guardiã

11 Capítulo Dez: Renascida


Notas iniciais
NOTINHA!!! Gente, esse cap é um dos meus favoritos, amo amo amo!! Quero muitos comentários ein! =P E queria agradecer a Holland Cullen pela recomendação! Brigadinha!!! *-* Bjs

– Estou com medo, Edward. – Confessei. Só mesmo o pavor que eu sentia de que ele se machucasse me faria admitir algo assim.

– Não tenha, ma petite, vai dar tudo certo. – Edward tentou me confortar, mas percebi a dúvida em sua voz.

Essa missão começava a me parecer mais e mais impossível.

A guardiã: Nosso destino é a eternidade...

Capítulo Dez: Renascida

Edward não quis esperar para prosseguir. O sol começava a lançar uma luz esverdeada no horizonte quando os Vampiros voltaram a vestir suas capas de proteção — Rosalie havia mandado uma extra para Alice — e continuamos a andar.

Os Vampiros Vermelhos não ousariam nos atacar durante o dia, seria tão perigoso para eles quanto para nós.

Saímos na estrada principal lá pelas oito da manhã. Edward nos apressava o tempo inteiro. Eu não me importava, não estava cansada e o sol não me incomodava. No entanto, para eles, deveria estar difícil. Era como se um humano tentasse ficar acordado a noite toda. Era cansativo demais, principalmente depois de tudo pelo que havíamos passado na noite anterior.

Pouco depois do meio dia, convenci Edward a parar com a desculpa de que estava com fome. A verdade era que eu queria mesmo que ele descansasse.

Sentamo-nos à beira da estrada, à sombra de algumas árvores. Edward se encostou a uma delas e ficou muito parado. Depois de comer uns sanduíches e beber alguma água, fui para junto dele.

Sentei-me ao seu lado e segurei sua mão enluvada.

Não podia ver seus olhos azuis sob os óculos de sol, mas pude sentir seus olhos em mim como um raio laser. Sorri para ele.

– Está cansado? – Perguntei preocupada.

– Nada demais. – Ele deu de ombros.

Puxei-o para o meu colo e ele apoiou a cabeça ali. Queria poder acariciar seus cabelos macios, mas me contentei em deslizar meus dedos sobre o capuz. Edward fechou os olhos por alguns minutos.

Olhei em volta, para cada um dos meus companheiros de viagem. Fiquei imaginando o que seria de nós, se conseguiríamos voltar, se alguém se machucaria e quem. Esse pensamento era torturante demais e eu fiz de tudo para me livrar dele.

Em pouco tempo Edward se levantou e nos apressou para voltarmos a andar.

Andamos durante todo o resto do dia. Paramos apenas mais uma vez, bem no meio da tarde. Eu havia convencido Edward de que eles precisariam estar descansados caso fôssemos atacados antes de podermos chegar ao forte. Não estávamos tão longe, mas eu não achava que conseguiríamos chegar até lá antes do anoitecer mesmo com nossa velocidade sobre-humana.

Estava anoitecendo quando vimos a sombra do muro no horizonte. Suspirei aliviada e olhei para Edward. Ele arrancou o capuz e sorriu para mim.

Apressamos nossos passos, ansiosos. Os vampiros despiram suas capas e as colocaram de volta nas bolsas.

Mas a nossa esperança não durou muito tempo. Nós todos paramos ao mesmo tempo, esperando. Não, não havíamos visto nada. Mas podíamos sentir aquela aproximação. E eles eram muitos.

Jogamos nossa bagagem no chão e sacamos nossas armas. Olhamos ao redor, mas nada vinha até nós pela estrada. Entretanto, havia movimentação na floresta, pelos dois lados.

Olhei para Edward e ganhei coragem ao mirar seu rosto decidido. Eu tinha que fazer isso por ele.

Eles eram muitos e vieram por todos os lados. Parei de contar quando cheguei aos trinta e dois, pois eles caíram sobre nós com todas as suas forças.

Eu comecei a atacar, basicamente no piloto automático. Eu lutava com dois, até três ao mesmo tempo. Não havia tempo para jogar ou ficar trocando golpes de espadas. Era só matar e partir para o próximo.

Tentei ficar perto de Edward dessa vez. Eu não suportaria me perder dele no meio de uma luta como essa. Não havia muitos postes acesos na estrada. Alguns estavam decididamente destruídos, mas havia alguma luz, embora não fosse totalmente necessária para nós.

Eu só tinha a esperança de que alguém na guarda do forte pudesse nos ver, ou pelo menos ver algo de estranho, e se dispusesse a verificar o que poderia ser. A luta estava muito árdua e eu começava a ficar realmente furiosa.

O que foi que fizemos para merecer isso? Qual é a desses parasitas?

Saí golpeando desenfreadamente, deixando cinzas e mais cinzas para trás. Eu suava e começava a ficar cansada.

Parecia que quanto mais cinzas minha espada espalhava à brisa, mais Vampiros caíam sobre mim. Logo, perdi as contas de quantos havia matado, já que eu mal podia ver seus rostos.

Embora eu me esforçasse ao máximo, eles continuavam a surgir por todos os lados, como insetos. Eu via Edward logo ao meu lado, golpeando como nunca na vida.

Perdi a conta também do tempo que passamos lutando. A noite havia ficado cada vez mais profunda, sem que eu percebesse. Eu já havia ganhado uma coleção de cortes e hematomas pelo meu corpo durante esse tempo, embora eu pouco me importasse.

Em um segundo de trégua, em que eu pude respirar fundo e enxugar o suor do rosto com as costas da mão, olhei ao redor.

Vi Jake limpar o sangue de um corte na sobrancelha com a manga, bem perto de mim, enquanto continuava a golpear com apenas uma mão. Renesme estava logo ao seu lado, o rosto todo sujo de poeira. Ela dardejava olhares constantes na direção de Jake, parecendo nervosa.

Alice estava mais longe de mim, dançando daquele seu jeito sobrenatural, quebrando pescoços e arrancando corações com as mãos a uma velocidade impressionante. Observei os outros, que se empenhavam ao máximo e, por fim, meu olhar voltou para Edward. Ele lutava com dois vampiros ao mesmo tempo, sujo dos pés à cabeça com cinzas.

Ao olhar todos eles, exaustos e se esforçando daquele jeito, tive vontade de chorar pela primeira vez desde que minha mãe havia morrido.

Eu mal conhecia aquelas pessoas, mas não suportava a ideia de que um deles se machucasse. Nem mesmo James, que eu definitivamente detestava.

Deus, havia esperança para nós?

Haviam se passado apenas alguns segundos, mas bem nessa hora senti um aperto no coração e imediatamente voltei os meus olhos para Edward. Ele acabava de atravessar o pescoço de um de seus oponentes com sua espada, mas o outro, um homem alto de cabelos castanhos, acertou a bainha de sua arma no rosto de Edward, que caiu. O homem ergueu sua espada, pronto para dar o golpe fatal.

Então tudo pareceu ficar em câmera lenta, embora tenha ocorrido em uma fração de segundo.

Eu gritei e corri. Corri o mais rápido que eu podia, tão rápido que pareceria um borrão para quem me olhasse naquele momento.

Quando cheguei perto o suficiente, tomei impulso com os pés e saltei em sua direção. Minha espada se cravou direto no peito do atacante de Edward.

No entanto, a dele atravessou direto o meu esterno, rasgando a pele, quebrando o osso e se infiltrando no músculo que impulsionava a minha vida e que pertencia totalmente a Edward.

Em seguida ouvi um grito e depois, escuridão.

POV Edward

Tudo o que eu vi quando aquela espada ameaçava me transpassar foi um borrão vermelho. Senti o roçar macio do cabelo de Isabella em meu rosto, seu cheiro tão característico, e em seguida ouvi o barulho repugnante de metal atravessando osso.

– Não! – Gritei desesperado. Não, não era possível!

O corpo inerte de Isabella caiu em meus braços, como uma boneca de pano pesada demais.

– Isie! – Jacob gritou e, em um átimo, um monte de cinzas caiu sobre nós.

Jacob estava parado à minha frente, olhando o rosto vazio da minha pequena parecendo chocado e torturado ao mesmo tempo.

Sacudi-a, fora de mim.

– Sua idiota! Você prometeu que voltaria viva! – Gritei ainda mais, sacudindo-a com mais força enquanto meus olhos começavam a queimar.

Pensei nos momentos que havíamos passado juntos apenas na noite anterior. Parecia ter sido há muito tempo, séculos até. Depois lembrei que eu conhecia Isabella há menos de uma semana.

Parecia impossível que o que eu sentia por ela já fosse tão forte a ponto de eu sentir que morreria nesse exato instante, se não pudesse ter a minha pequena em meus braços novamente.

Foi como se o tempo houvesse parado. Era como se estivesse sonhando, nada parecia real. Apenas cinzento e sem vida. O som da luta havia sumido, o mundo parecia estar em câmera lenta, tão pesaroso quanto eu pelo destino de Isabella.

Meus olhos continuavam a arder, mas eu não conseguia chorar. Estava chocado demais, incrédulo e paralisado no mesmo lugar.

Inesperadamente, no entanto, o corpo vazio em meu colo começou a se convulsionar. Olhei-a, espantado, sem saber o que fazer. Tão repentinamente quanto haviam começado, as convulsões pararam e o corpo de Isabella ficou imóvel mais uma vez. Para logo em seguida se erguer como se cordas invisíveis a puxassem. Ela ficou de pé e eu a acompanhei, mirando seu rosto duvidosamente.

Nessa hora Isabella abriu seus olhos e eu dei um passo atrás, chocado. Eles estavam totalmente negros, tanto as íris quanto as córneas. Seu rosto se virou para mim e ela se ajoelhou à minha frente.

– Ao seu dispor, mestre. – Sua voz saiu mecânica e sem vida. Fiquei encarando-a, sem saber o que pensar ou como agir. O que era aquilo? Que merda que estava acontecendo?

Mesmo se movendo, Isabella ainda parecia sem vida, ajoelhada à minha frente como se fosse um objeto que eu pudesse comandar.

– Mande-a nos ajudar, Edward. – Alice gritou.

Pela primeira vez olhei ao redor e vi que meus amigos haviam formado um circulo ao nosso redor, impedindo que algo chegasse até nós.

– Do que está falando, Alice? – Eu perguntei sem entender, chocado demais com essa... Com esse absurdo que estava acontecendo.

– Mande-a nos ajudar! – Alice repetiu.

Olhei para Isie duvidosamente, então fiz o que Alice mandou. Minha prima geralmente tem razão nas coisas que diz e resolvi confiar.

– Ajude-nos com essa luta, Isie. – Eu pedi suavemente.

Ela imediatamente ficou de pé e fez uma pequena reverência em minha direção, antes de catar sua Katana no chão. Puxou a Wakisashi das costas e correu, as duas espadas nas mãos e aquele olhar negro que me arrepiava.

O que se seguiu foi assustador e impressionante ao mesmo tempo, embora eu nem mesmo tenha noção do que exatamente tenha se passado.

Isabella parecia um borrão e por onde suas lâminas passavam, deixavam um rastro de cinza para trás. Voltei a lutar, ajudando os outros. Só que depois que viram do que Isabella era capaz, os vampiros que nos atacavam começaram a debandar aos poucos.

Em menos de dez minutos estávamos sós numa estrada deserta, em meio à poeira e sujos dos pés à cabeça.

Isabella estava parada a poucos metros de mim, as roupas sujas de sangue misturado com cinzas em sua pele e suas roupas. Vi quando suas espadas caíram e seu corpo se precipitou em direção ao chão. James a aparou antes que batesse no asfalto e eu corri em sua direção.

Estendi meus braços para ela e a segurei. Todos se juntaram ao nosso redor. Afastei os cabelos do rosto de Isie a tempo de ver seus olhos se abrindo, castanho-esverdeados, como eram ao natural.

Suspirei, meu coração perdendo uma batida.

Minha pequena estava de volta.

POV Bella

Tudo de que me lembro após ter sido acertada por aquela espada é de uma queimação irritante. A sensação era desconfortável e se espalhara por todo o meu corpo.

Então abri os olhos e estava nos braços de Edward. Suspirei, feliz que ele estivesse bem.

– Você se sente bem, petite? – Edward perguntou.

– Claro, eu estou ótima, mas você... Espera... – Lembrei da espada que atravessou meu coração e levei a mão ao peito. Olhei para baixo e não havia nada ali além de uma mancha enorme de sangue em minhas roupas, um buraco e uma mancha preta.

Abri mais o buraco em minha camiseta e vi que a mancha preta, na verdade, era uma tatuagem.

Eu sabia o que era aquilo, eu havia estudado na aula de história na escola. Aquele era um símbolo egípcio antigo. Ankh, talvez? Eu não lembrava direito.

– O que é isso? – Edward perguntou observando a marca que se destacava no vão entre meus seios.

– O que foi isso tudo? Como essa garota conseguiu fazer isso tudo? – James perguntou assombrado.

– O que você é? – Renesme perguntou.

Olhei para eles sem entender. Eu não tinha a mínima ideia do que estava acontecendo.

– Você se lembra Isie? O que você fez? Como... – Edward parecia abalado.

– Você não está abordando isso pelo lado correto, Edward. Isso não tem a ver com Isie. Isso tem a ver com você! – Alice falou como se isso fosse óbvio.

– Como é? – Edward perguntou agora decididamente confuso.

– Você é o mestre dela! – Alice tentou explicar.

– Mas eu não estou entendendo. – Edward concluiu.

– Vejam, aquilo são carros? – Victoria apontou na direção em que sabíamos que o forte ficava.

Realmente, haviam luzes se aproximando de nós como faróis de carro.

– Isso que aconteceu com Isabella tem que ficar entre nós, entenderam? Nem uma palavra sobre isso. – Alice avisou a todos.

Edward me estendeu seu casaco.

– Esconda essa mancha de sangue. – Ele disse e foi o que fiz. Vesti seu casaco, escondendo a marca em meu peito.

Em poucos minutos os carros chegaram até nós. Era um grupo de patrulheiros que haviam visto os brilhos de espadas ao longe e uma movimentação estranha. O Rei havia mandado três carros com três patrulheiros e seus guardiões para ver do que se tratava. Nós nos apertamos nos carros e eles nos levaram de volta ao forte.

Lá, fomos recebidos pelo Rei Emmet em pessoa. Ao ver sua irmã, ele me pareceu perder dez quilos que pesavam em seus ombros. Acabou com a distância entre eles em apenas alguns passos e a abraçou com força. Fiquei emocionada com aquela cena.

Em seguida o Rei se soltou da irmã e abraçou Renesme, sem parecer se importar com o fato de que as duas estavam sujas até o ultimo fio de cabelo. Ele se aproximou de Edward por último, dando-lhe um abraço caloroso.

– Eu sabia que não me desapontariam. – O Rei falou quando soltou Edward.

– Mas foi por pouco. – Edward suspirou, olhando para mim de esguelha.

O Rei pareceu ver a nossa aparência terrível apenas agora. Olhou de um para o outro com os olhos arregalados.

– O que houve com vocês? – Ele quis saber.

– Nós precisamos ter uma conversa séria Emmet, mas não agora. Caminhamos o dia inteiro, precisamos de uma pausa. – Alice falou com uma cara de quem realmente precisava de uma soneca.

– Claro, claro. Agora que estão todos a salvo, temos tempo para isso, podemos conversar amanhã à noite. – O Rei falou.

– Obrigado. Estamos todos exaustos. – Edward disse.

Fomos todos levados aos nossos quartos. A primeira coisa que fiz ao entrar no aposento e ver Edward girando a chave na fechadura foi correr na direção do espelho e retirar o casaco. Puxei ainda a minha camisa estragada, ficando apenas de sutiã, e fiquei mirando o símbolo desenhado a fogo em minha pele.

– Mas que merda... – Eu comecei exasperada. – O que houve lá Edward?

Surpreendi-me ao sentir Edward logo atrás de mim. Ele segurou meus ombros e me virou de frente para ele. Colocou as duas mãos nos lados do meu rosto, uma expressão de dor em seus traços perfeitos.

– O que você estava pensando, Isabella? O que você estava pensando? – Ele perguntou descontrolado. – Você sabe o que eu senti quando achei que tinha perdido você? Como ousou se jogar na frente de uma espada daquele jeito? Como pôde fazer aquilo comigo?

– Edward... Seria eu ou você... Você poderia viver sem mim, mas eu... Preferia muito mais que um de nós sobrevivesse àquilo! – Eu falei meio desnorteada. A dor dele me contagiava, me fazendo sentir um buraco aberto em meu peito como se a espada que me atravessou ainda estivesse lá.

– Você está errada. Totalmente errada, Isie. – Ele parecia fora de si. Seus olhos começaram a transbordar de lágrimas. Senti também meus olhos arderem. – Eu não poderia, de modo algum, viver sem você.

Ele encostou sua cabeça em um de meus ombros, apertando minha cintura em direção ao seu corpo. As lágrimas desceram por meu rosto enquanto eu acariciava seus cabelos. Eles estavam grudando devido ao suor misturado às cinzas.

– Venha. – Chamei, tentando enxugar as lágrimas em meu rosto. – Venha, precisamos de um banho.

Edward meramente me olhou, parecendo desamparado. Segurei-o pela mão e o puxei em direção ao banheiro. Lá, liguei a água quente e me virei para Edward. Havia um rastro branco em seu rosto, onde as lágrimas haviam varrido a poeira. Levei meus dedos ao topo de sua cabeça e agarrei seus cabelos com força. Mais uma onda de lágrimas me escapou e eu puxei seu rosto em direção ao meu, beijando-o com intensidade.

Edward enroscou seus dedos nos cabelos de minha nuca com força e me puxou em direção ao chuveiro ligado. Entramos sob a água quente e eu imediatamente avancei meus dedos para retirar a camisa de Edward. As mãos dele foram parar em minha calça, que deslizou facilmente em direção ao chão. Encarreguei-me dos seus jeans e logo estávamos sem roupa alguma.

Meu mestre colou seu corpo ao meu, me apertando na parede fria. Nossas línguas se moviam em sintonia, bem como as batidas aceleradas de nossos corações. Eu quase podia sentir o sangue sendo bombeado dentro das veias de Edward tanto quanto podia senti-lo nas minhas.

Ele deslizou as mãos pelos lados de meu corpo, apertando com força a minha cintura. Apoiei meus braços em seus ombros e pulei em seu colo. Edward me segurou pelas nádegas, descendo seus beijos pelo meu pescoço em direção ao meu colo.

Agarrei seus cabelos entre os dedos quando ele chegou ao meu seio. Edward atacou minha pele sensível sem delicadeza alguma. Puxei seus cabelos com muita força, suspirando e voltando meu rosto para o teto. Podia sentir o membro de Edward pulsando em minha entrada e aquilo me tornava um tanto quanto irracional.

Edward me ajeitou em seu colo e, sem seguida, me penetrou devagar e completamente, me preenchendo por completo.

Impulsionei-me em seus braços, enquanto ele controlava os movimentos com as mãos segurando fortemente os meus quadris.

Ele se movimentava lentamente em meu interior, porém com força suficiente para me arrancar um gemido sôfrego sempre que saía e entrava novamente dentro de mim.

Em pouco tempo senti meus músculos se contraírem em volta de Edward, que gemeu e puxou meu rosto de encontro ao seu. Nossas bocas se colaram no momento exato em que explodíamos em prazer ao mesmo tempo.

Ainda ofegante, Edward me colocou no chão. Tratei de pegar uma esponja e limpar toda a sujeira de seu corpo perfeito. Edward fez o mesmo comigo, de forma lenta e extremamente sexy. Então ele mais uma vez me puxou para os seus braços.

– Sua vida não deveria estar presa à minha. Preferia saber que você estaria viva, mesmo com a minha morte. – Ele falou de repente.

– Mas eu não. Francamente, Edward, prefiro assim. Se você morrer, significa que falhei em protegê-lo. E eu não sou de fracassar. Mesmo que soubesse que ficaria bem se você não estivesse mais aqui, eu me jogaria na frente de qualquer espada para tirá-la do seu caminho. – Eu falei com sinceridade. Edward segurou meu rosto entre as mãos, acariciando meus lábios levemente com os seus.

– Mas isso seria idiotice. – Ele disse, me olhando desaprovador.

– E não tem nada que você possa fazer contra isso. – Eu finalizei teimosamente. Ele sorriu de leve.

– Não acredito que vou dizer isso, mas eu sentiria muita falta dessa ruga de teimosia que sempre fica entre suas sobrancelhas quando está me desafiando. – Ele disse, os olhos semicerrados. Ele estava exausto, e eu sabia disso.

– Não vou me esquecer disso. Agora venha, vou te colocar na cama. – Eu falei.

Peguei uma toalha e o enxuguei. Em seguida fomos para a cama e me coloquei sobre Edward, os braços dos lados de seu pescoço.

– Você precisa se alimentar e dormir agora, Edward. Foi um dia exaustivo. – Eu falei calmamente. Ele suspirou e eu envolvi meus dedos em seus cabelos, puxando seu rosto em direção ao meu pescoço.

Senti os dentes de Edward se cravarem ali. Agora já não havia estranheza. Era natural, como era natural amamentar um bebê recém-nascido. Na verdade, creio que devia ser um sentimento parecido, exceto pelo fato de que quando Edward grudava sua boca à minha pele, eu me sentia excitada quase no mesmo instante.

Pouco tempo depois a cabeça de Edward desceu sobre o travesseiro e ele me puxou para me deitar em seu peito.

– Fique comigo, ma petite. Não a quero longe de mim por nada nesse mundo. – Edward falou, sonolento, os olhos fechados.

– Claro. – Sussurrei.

E assim eu fiz, ficando ao seu lado todo o tempo em que dormiu. Mesmo que Edward não tivesse pedido, era isso que eu faria, pois não havia nenhum lugar no mundo em que eu quisesse estar mais do que aqui.

Notas finais
PS: Como vocês viram - se vcs olharam o link que deixei - o Ankh original não tem as asas que o da Bella tem, mas isso tem uma explicação que vocês saberão em breve... hehhehe