A Guardiã

15 Capítulo Quatorze: Ataque


Notas iniciais
Gente, espero que gostem do cap, tem muitas resoluções e mais tensões pra deixar vocês na ponta da cadeira! ;P Queria agradecer a Bella Blake e Daisyx pelas recomendações! Brigadinha meninas!!! Bjs

A guardiã: Nosso destino é a eternidade...

Capítulo Quatorze: Ataque

Jake havia ido embora furioso e eu acabei ficando sozinha na sala de treinamento. Olhei ao redor sem saber o que fazer e fui até o saco de areia. Estava precisando extravasar a minha raiva em alguma coisa.

Comecei a bater, o saco balançando pateticamente à minha frente.

Descontei toda a minha raiva ali, até ficar dolorida e ofegante. Então parei e quando me voltei, percebi que havia alguém na sala comigo, me observando.

– Com raiva de alguém? – Esme perguntou daquele seu jeito calmo.

– Não. – Menti.

E eu ia dizer o quê?

“Ah, não, estava apenas imaginando que esse saco de areia é a cabeça do seu filho.”

Isso não seria nem um pouco legal.

– Eu vou fingir que não sei que você está mentindo. – A mulher falou para mim e eu corei. Havia sido pega no ato. – Você é muito boa nisso.

– Obrigada. – Eu disse parada no mesmo lugar. Esme começou a se aproximar de mim.

– Fico feliz que o meu filho tenha você. Ele vai estar muito bem protegido. – Ela disse, agora muito perto.

Eu tentei não fazer uma careta às sua palavras, mas acho que não fiz um trabalho muito bom, por que ela sorriu de um jeito misterioso.

– Eu costumava ter raiva deles também, mas isso passa com o tempo, Isabella. E Edward é um bom garoto. Ele vai fazer a coisa certa.

Eu não disse nada. O problema era exatamente esse: fazer a coisa certa. Por que a coisa certa que Edward tinha que fazer, nesse caso, era procriar com Renesme e manter a sua espécie.

Quando olhei para cima de novo, Esme já não estava lá. Olhei ao redor. Wow! Eu nem ao menos a ouvira sair.

Voltei então minha atenção para o saco de areia e comecei a atacá-lo mais uma vez.

Corri para o refeitório quando deu a hora do almoço.

Eu não havia comido nada no dia anterior e agora estava morrendo de fome.

Lá, encontrei Mike, Tyler, Erik e Angela sentados juntos. Eles me chamaram para me juntar a eles e eu fui em sua direção.

– Isie! Por que você não nos contou sobre a sua missão? Todo mundo está comentando! – Angela falou assim que eu me sentei.

– Sobre a nossa missão? – Perguntei confusa.

– É. Disseram que você e Jacob foram resgatar o Oráculo e que você venceu um solado em uma luta logo que chegou aqui. – Mike continuou animado.

Lembrei da briga que tivera com James logo que cheguei ao Forte Dois e como todos haviam excluído Jacob e eu por causa disso. Imaginei como todos já sabiam da missão. De qualquer jeito, devia ser uma questão de tempo até todos descobrirem, eu acho.

– Ah, isso. – Falei simplesmente.

– É verdade? – Tyler quis saber. Dei de ombros. – Uau!

– Você deve ser melhor do que nós imaginamos. – Erik comentou.

– Nem tanto. – Pensei em Laurent e Irina, que eu havia matado sem se quer pestanejar. Olhei em volta, me sentindo distante de todos ao meu redor.

Vi Victoria comendo sozinha a um canto. Normalmente ela estaria com Irina, mas agora sua amiga não existia mais. Seria ridículo se eu dissesse que fiquei com pena dela?

– Claro que é! – Mike insistiu.

Fiquei calada e comecei a comer. Eles perceberam que eu não queria falar sobre o assunto e me deixaram quieta.

Naquela tarde voltei para o quarto na ponta dos pés para tomar um banho. Estava suada e me sentindo suja. Imaginava que Edward estaria dormindo, mas o encontrei deitado e de olhos bem abertos, mirando a porta.

– Você não devia estar dormindo? – Perguntei surpresa.

– Eu não estou conseguindo dormir. – Ele resmungou, sentando-se.

– Bom, eu não vou atrapalhar. Vim apenas tomar um banho. – Eu disse me dirigindo à minha mochila para pegar minhas roupas. Eu ainda não havia arrumado nossas coisas nas cômodas.

– Venha aqui. – Edward pediu. Virei-me e olhei para ele desconfiada.

– O que você quer? – Perguntei.

– Precisamos conversar. – Ele respondeu.

– Você pode falar, estou ouvindo. – Cruzei os braços sobre o peito teimosamente.

– Você pode, por favor, vir até aqui, Isie? – Edward perguntou revirando os olhos. Bufei e me aproximei da cama, sentando-me na beirada, olhando para ele.

– O que é? – Perguntei emburrada.

Edward se aproximou de mim e estendeu a mão em direção ao meu rosto.

– Eu sei que você tem sentimentos, Isie. E me desculpe se não tenho sido muito sensível com relação a eles. Eu não sei como agir com você. Não tem ideia de como é importante para mim e como eu odeio brigar com você. – Ele falou com a testa franzida.

Fala sério, ele estava parecendo tão vulnerável naquela hora. Ah, gente, me derreti! Levei minha mão até a sua e apertei os seus dedos no meu rosto.

– Então você sabe o que tem que fazer. – Falei esperançosamente.

– Sei sim. – Ele então suspirou. – Eu libero você.

Olhei para Edward, confusa.

– Libera de quê? – Eu quis saber.

– Para procriar se quiser. – Ele finalizou com uma careta.

Juro que eu não esperava por isso. Esperava qualquer coisa no mundo, menos isso. Olhei para Edward, boquiaberta por um segundo, depois me levantei da cama furiosa.

Aquele babaca era muito sem noção!

– Edward Cullen, hoje eu percebi uma coisa. – Anunciei com a voz contida. Ele estreitou os olhos, esperando. – Eu não posso ficar furiosa com você. Você não tem culpa por ser um RETARDADO!

– O quê? – Ele perguntou chocado.

– Será que eu vou ter que desenhar para você? EU – NÃO – QUERO – PROCRIAR – COM – MAIS – NINGUÉM – QUE – NÃO – SEJA – VOCÊ – SEU – IMBECIL! – Falei as palavras pausadamente, gritando, para ver se elas penetravam naquela cabeça dura.

Edward ficou me olhando de boca aberta por algum tempo. Eu já estava me preparando para jogar algo (de preferência pesado) em cima dele, quando Edward sorriu e correu em minha direção mais rápido do que o olho humano poderia acompanhar.

Ele me puxou bruscamente para os seus braços, atacando meus lábios com os seus. Eu ainda estava puta da vida e, ao mesmo tempo em que o beijava desesperadamente, eu o empurrava para longe de mim. Edward agarrou meus dois braços e os prendeu em uma de suas mãos, agarrando minha nuca e segurando meu rosto com firmeza contra o seu.

Eu me debatia, mas meus esforços estavam ficando cada vez mais fracos enquanto Edward ia me puxando em direção á cama. Ele me empurrou sobre ela sem nenhuma delicadeza e eu, com as mãos finalmente livres, rasguei sua camisa sem fazer força alguma.

Edward agarrou o cós da minha calça e a puxou com tudo pelas minhas pernas, levando a calcinha junto

Agarrei-o pela nuca e o puxei para mim desesperadamente. Edward infiltrou suas mãos entre nossos corpos colados, enquanto eu atacava os seus lábios com violência, e começou a desabotoar a sua calça.

Ele então me empurrou de costas na cama mais uma vez, me puxou pelas coxas, posicionando-se entre minhas pernas e meramente abaixou um pouco a sua calça, apenas o suficiente para liberar seu membro ereto.

Edward me penetrou sem pedir licença. Gemi, arfando pela falta de ar. Joguei meus braços em seu pescoço e me ergui da cama, subindo em cima dele. Edward estava ajoelhado e eu só precisava me movimentar para cima e para baixo em seu colo. Ele agarrava minhas coxas com força, forçando a si mesmo a ir cada vez mais fundo dentro de mim.

A violência com que nossos corpos se chocavam era exasperadora e excitante ao extremo, e não demorou muito para que eu começasse a sentir os espasmos. Soltei um gemido sôfrego, sentindo meu corpo desfalecer em seguida. Edward me segurou, estocando ainda mais algumas vezes em meu interior. Então o senti se derramar em mim.

Ele me deitou na cama e afundou seu rosto no espaço entre meus seios. Eu ainda usava a camiseta do treino, nem se quer a havia tirado e as calças de Edward ainda estavam vestidas pela metade.

– Isso foi loucura. – Ele resmungou.

– Eu sei. – Concordei.

– Mas foi maravilhoso fazer as pazes assim. – Ele continuou, com um sorriso de canto malicioso demais para o meu gosto.

– E quem disse que fizemos as pazes? Você se aproveitou por que eu estava carente. – Eu falei, mas estava tão relaxada que as palavras não soaram tão indignadas quanto eu as havia imaginado em minha cabeça.

– Eu não vou procriar com Renesme. – Ele anunciou de repente.

Olhei para ele exasperada.

– Por que não? – Perguntei.

– Por que não quero ver você infeliz. E por que não faço questão de ter um filho, de não for tê-lo com você. – Ele disse me olhando com carinho. Fiquei tocada, gente, fiquei mesmo.

– Ótimo. – Foi a minha resposta. Edward riu alto.

– Não era essa a hora para você dizer que não se importava, que eu tinha que fazer o que fosse necessário para manter a minha espécie? Então eu diria que só o que me importava era fazer você feliz e então ficaríamos bem? – Ele perguntou divertido.

– Claro que não, eu não sou hipócrita. Acho ótimo que você não vá procriar com Renesme. – Eu falei enfaticamente. Dessa vez Edward soltou uma gargalhada.

– Eu adoro isso em você. – Edward falou, me beijando ternamente.

Ouvimos então uma batida na porta.

– Só um minuto. – Edward gritou.

Vestimos nossas roupas e eu fui abrir a porta.

Fiquei surpresa ao encontrar Renesme e Jacob parados ali.

– Podemos entrar? – Renesme perguntou em voz baixa.

– Claro. – Ela passou por mim, com Jacob na sua cola. Jake estava com cara de poucos amigos, mas parecendo profundamente satisfeito.

– Eu vim falar com você, Edward. – Ela disse.

– Ótimo, eu ia mesmo te procurar. Mas diga, o que foi? – Edward perguntou.

– Eu sei que nossos pais esperam que você e eu... Que procriemos... Mas eu não sei se vou conseguir. Eu não quero, Edward... – Ela começou parecendo meio chorosa.

– Tudo bem por mim. – Edward respondeu calmamente. Renesme ergueu os olhos, esperançosa.

– Sério? Por que seria maravilhoso. – Ela disse animada.

– Claro, era isso que eu ia falar com você, na verdade. – Edward disse.

– Mas, você sabe, meu pai não vai gostar de saber. – Ela falou seriamente.

– Nem Carlisle. Mas eles não precisam saber. Podemos fingir que fizemos o que queriam e, quando você não engravidar, não será nossa culpa. – Edward falou sorrindo malignamente.

– Boa ideia. Eles não vão poder nos obrigar se isso não der certo. – Renesme falou animada.

Olhei para Jacob, feliz. Ele sorriu radiante para mim. A injustiça é que eu tive que sofrer muito mais tempo com aquela angústia do que ele, mas tudo bem por mim.

Acordo feito, todos nós ficamos felizes. Edward e Renesme não procriariam, Jacob e eu ficaríamos bem. Tudo perfeito.

Com o passar do tempo, eu percebi algo crescendo dentro de mim. Mais do que aquele sentimento de proteção que eu tinha por Edward, mais do que desejo, eu sentia algo forte, algo doloroso e maravilhoso ao mesmo tempo. Eu não queria nem pensar naquela palavra com “A”, mas aparentemente era isso que eu estava começando a nutrir dentro de mim.

Eu nunca pensei realmente nisso. Tudo que eu sempre quis na vida foi ser uma guerreira, vingar a morte de minha mãe matando a maior quantidade de Vampiros Vermelhos que eu pudesse encontrar.

Mas aquela palavra com “A” nunca havia cruzado a minha mente até agora.

Mais do que descobrindo novos poderes e uma nova vida, com Edward eu estava descobrindo todo um mundo novo e isso, mais do que uma horda de vampiros sedentos de sangue e uma profecia de fim do mundo, me assustava.

Nós treinávamos todas as noites com o exercito do Rei.

Eu ainda não havia recebido permissão para visitar o meu pai e nem achava que conseguiria num futuro breve. Outra cidade havia caído sob o poder dos Vampiros Vermelhos e a nossa recebia cada vez mais ataques.

A boa notícia é que eu não havia virado um zumbi assassino nem uma vez desde o fim da nossa missão. A má é que o episódio com Laurent havia se espalhado pelo forte e muitos soldados me evitavam agora.

Incrivelmente, James e Victoria não faziam parte deles. Para falar a verdade, meio que estávamos nos dando bem, dá pra acreditar?

Quero dizer, James ainda era um puxa-saco cheio de si e Victoria ainda era um pau mandado que não tinha cérebro, mas eu até que gostava dos dois. Eles formavam uma dupla divertida, principalmente quando estavam brigando. Coisa que eu adorava incitar os dois a fazer, claro.

Com todos se afastando de mim, os dois, os meus amigos da Academia, o Rei, Rosalie, Alice, Jasper, Renesme e Jacob eram os únicos com quem eu conversava. Eles e Edward, claro. Mas com Edward eu fazia bem mais do que conversar, não é?

Eu costumava passar alguma parte do dia deitada ao lado dele, apenas apreciando seu rosto adormecido, pensando na maldita palavra com “A”. Eu não queria e nem sabia se algum dia teria coragem de falar aquilo para ele.

Hoje teríamos treinamento normal.

Eu estava na sala de treinamento, sozinha, esperando o anoitecer enquanto polia minhas espadas. Eu cuidava muito bem delas, obviamente. Elas haviam sido o melhor presente que eu já ganhara na vida.

– Quer um parceiro para treinar com essas espadas? – Uma voz me assustou, me tirando dos meus devaneios. Olhei para cima e vi Jasper entrando com seu Sabre em mãos. Sorri para ele de forma sugestiva.

– É um desafio? – Perguntei animada.

– Digamos que seja um jogo entre amigos. – Ele falou com um sorrisinho brincando em seus lábios.

– Ótimo. – Levantei-me na mesma hora.

Deixei minha Wakisashi no chão e peguei apenas a minha Katana, que estava totalmente brilhante de tão nova. Girei-a em mãos, testando. Então olhei para Jasper. Ele tirou a bainha de sua espada e jogou-a de lado. Então olhou para mim e fez uma reverência. Eu fiz o mesmo e então começamos a nos rodear, observando um ao outro.

– Você ainda pensa naquela profecia? – Jasper perguntou dando o primeiro golpe. Eu o aparei com a minha espada e o empurrei para longe, atacando-o com força.

– Todos os dias. – Respondi, enquanto Jasper girava em torno de si mesmo para evitar meu golpe.

– Você sabe que Alice nunca fez uma profecia? – Ele perguntou.

– Não, não sabia. – Eu respondi.

Ao longo do treinamento eu havia aprimorado minhas habilidades como espadachim. E Jasper, nem preciso dizer, era um dos melhores. Nós conversávamos normalmente enquanto nos atacávamos como se nossas vidas dependessem disso. Devia ser meio estranho para quem olhasse de fora, mas não para nós. Estávamos em nosso habitat natural.

– Ela vive reclamando disso. – Ele disse sorrindo.

– Aposto como ela deve estar louca para determinar o futuro da raça vampírica, não? – Eu perguntei divertida. Do jeito que Alice era, eu podia quase imaginá-la rezando antes de dormir para ter um sonho inspirador.

– Com certeza. Ela acha que teve um sonho premonitório ontem à tarde. – Jasper disse. Estávamos cara a cara agora, as espadas presas quase até a bainha.

– Teve? – Eu quis saber, interessada.

– Ela acha que sim. Ela sonhou com você. – Ele explicou.

– E o que ela sonhou? – Perguntei empurrando-o para longe. Estávamos empatados por enquanto.

– Ela jura que viu você grávida. – Ele disse revirando os olhos. Eu ri.

– Ela está pensando muito em profecias ultimamente. – Eu falei enquanto bloqueava mais um golpe de Jasper.

– Alice só pensa nisso, ela... – Mas eu jamais cheguei a saber o que ele diria a seguir.

A sirene começou a tocar dentro do forte. Encaramos-nos interrogativamente. Então, percebendo do que se tratava, agarramos nossas coisas e corremos para fora da sala de treinamento.

Quando essa sirene tocava, queria dizer que os detectores de movimento do muro, num raio de cinco quilômetros do forte, haviam percebido movimentação externa. Isso acontecia geralmente em algum ataque de Vampiros Vermelhos.

Já estava escuro lá fora e havia gente correndo para todos os lados. Segui Jasper até a escada que levava à guarita da sentinela do muro. Subimos até o alto para olhar ao redor. Corremos pelas aparas do muro, mas não vimos nada. Outro alarme começou a tocar, ao longe. Era o alarme do Forte Três. Havia vinte fortes ao longo dos muros da cidade, cobrindo cada canto dela.

– O que houve? – Ouvi a voz de Edward logo atrás de mim.

– Não sabemos. O alarme tocou só por alguns instantes. – Jasper respondeu, correndo para o outro lado da guarita.

Vários alarmes começaram a soar na noite, mas fora elas, o silencio era total. Era como se cada ser nas proximidades tivesse prendido a respiração, esperando, observando.

Então o General começou a gritar lá de baixo e todos descemos para receber suas ordens. Emmet estava lá, ao lado dele.

– Parece que estamos sob ataque mais uma vez. – Ele anunciou.

– Mas o alarme está soando na cidade inteira. – Edward falou.

– Sim, parece que eles vieram com força total. Vistam suas armaduras, todos em formação nos seus postos. Vamos ficar alertas esta noite. – O General pronunciou.

– Não deveríamos mandar uma ronda lá fora para verificar? –Perguntei ansiosa.

– Essas são as minhas ordens por hora. Veremos mais tarde se isto será realmente necessário. – Aro finalizou.

Não perdi as esperanças. Se os alarmes continuassem a tocar assim, sem que víssemos nada, uma hora Aro ia ter que mandar uma ronda. E eu com certeza ia fazer com que me colocassem nela.

Ao longe, vi Jacob com o mesmo brilho fanático nos olhos que eu provavelmente estava mostrando agora. Ele estava pensando o mesmo que eu.

Todos começaram a correr para buscar suas armaduras. Fui com Edward até nosso quarto para vestirmos as nossas. Logo que entramos, no entanto, Edward fez questão de me puxar para os seus braços e me apertar com força contra seu peito forte. Suspirei, aproveitando aquele contato. Aquela noite seria muito longa e não sabia se teríamos outra oportunidade de ficarmos sozinhos.

– Você precisa se alimentar, mestre. — Eu disse, afastando meus cabelos e lhe oferecendo meu pescoço.

– Há muito você não me chama de mestre. — Ele comentou, seu nariz passeando pelo meu pescoço, me causando arrepios.

– Não quero deixar você mal-acostumado. — Eu repliquei, suspirando. Nunca me cansaria das sensações que ele causava em mim. Eu podia ser tão cheia de mim quanto quisesse, mas era nessas horas que eu percebia que Edward realmente me dominava. Dominava meu corpo, minha mente, cada respiração e batida do meu coração. Era tudo dele.

Suas presas me penetraram com o mesmo ardor delicioso de sempre, me fazendo me agarrar a ele com mais força, quando minhas pernas falharam. Era sempre tão intenso, tão... Perfeito. Não conseguia imaginar outra vida para mim, que não sendo a Guardião de Edward. Era impossível.

Quando terminou de beber Edward lambeu meu pescoço para tirar os vestígios do sangue e então levou seus lábios aos meus em um carinho final.

– Temos que ir. — Ele disse por fim. Suspirei profundamente, conformada.

Nossas armaduras se tratavam de peças de prata com amarras de couro para se prenderem a nossos corpos. Ajudei Edward a vestir a sua por cima da roupa, a peça do peito, as dos braços e as das pernas. Ele fez o mesmo e me ajudou com a minha. Todos os soldados tinham armaduras iguais.

Há muito havíamos deixado de ser alunos da Academia e recrutas. Agora fazíamos parte do exercito oficial. Eu andava morrendo de vontade de poder visitar o meu pai, saber o que ele pensava disto. Apresentar Edward a ele...

Então corremos para fora, mas antes de sairmos do quarto, Edward me parou, segurando meu braço com força.

– Você não vai fazer nenhuma besteira, não é? – Ele perguntou preocupado. Eu revirei os olhos.

– Eu pensei que já tivéssemos passado essa fase. Eu sou uma Death Knight, lembra? – Perguntei impaciente. As sirenes tocavam por todos os lados à nossa volta.

Edward mordeu o lábio, contrariado.

– Bom, isso não quer dizer que eu não me preocupe com você. Tente se arriscar o mínimo possível, tudo bem? Não teste demais os seus poderes. Meu coração não aguenta. – Ele falou muito sério.

Sorri apenas e pulei em seu pescoço, beijando-o avidamente.

– Você é uma gracinha, sabia? – Perguntei manhosa. Edward fez uma carranca maléfica, para enfatizar que não estava brincando. Ergui as mãos em sinal de rendição. – Tudo bem, chefe. Captei o recado.

– Acho bom. – Ele disse, bufando antes de sair correndo do quarto. O segui rindo, divertida.

Não que estar sob ataque fosse divertido, mas nós não tínhamos ação desde que voltamos da missão, duas semanas atrás. Uma garota como eu precisa de adrenalina correndo nas veias, sacou?