A Guardiã

10 Capítulo Nove: De mal a pior


Notas iniciais
NOTINHA NO FINAL! ;)

Comi umas barrinhas de cereais com Jake e em seguida saí para olhar o perímetro da clareira.

Era estranho como todos os vampiros haviam sumido misteriosamente das redondezas da caverna onde Alice estava escondida e aparecido todos ao mesmo tempo naquela clareira.

Era quase como se soubessem que nós viríamos. Quase como se tivesse sido uma emboscada. Uma emboscada que falhara miseravelmente.

Fiquei me perguntando o que aquilo poderia significar, mas não cheguei à conclusão alguma.

A guardiã: Nosso destino é a eternidade...

Capítulo Nove: De mal a pior

Examinei o perímetro da clareira com cuidado, prestando atenção aos sons, mas não havia mais nada além do som do vento ali. Eu sabia, ou melhor, eu sentia que não havia mais ninguém ali além de nós.

Enquanto estudava as árvores com cuidado, vi um brilho prateado a certa distância e resolvi checar, só por precaução. Andei cautelosamente por entre as árvores, me perguntando se seria um brilho de espada. No fim, descobri que era um pequeno lago refletindo a lua. Olhei ao redor, cautelosa e me agachei na beirada da água.

Toquei sua superfície e ela estava fria e agradável. Eu estava tão suja, com as roupas cobertas de sangue...

Olhei em volta mais uma vez e ouvi com atenção.

Nada.

Desamarrei minhas espadas e as coloquei cuidadosamente ao lado de uma rocha. Joguei minha mochila ao lado e tirei minha blusa. O corte em minha cintura estava praticamente fechado, tendo restado ali uma cicatriz rósea e sensível.

Retirei também a saia, que possuía uma mancha preta enorme. Estas peças estavam perdidas. Joguei-as de lado, sem me importar. Retirei então os sapatos, a meia e a lingerie, e coloquei-os cuidadosamente ao lado de minhas espadas.

Então entrei devagar na água. Quando estava submersa até os joelhos, mergulhei de uma vez, sentindo a pureza da água me envolver. Emergi bem no meio do lago, alegre. A água estava relaxando meus músculos contraídos devido à adrenalina e diminuindo minhas dores.

Mergulhei mais uma vez, sentindo a água passar entre meus cabelos imundos. Passei as mãos por eles para tirar a sujeira e ouvi um ruído estranho. Emergi mais uma vez e olhei ao redor.

Não vi nada de diferente.

Olhei em direção às minhas roupas e minhas espadas, mas estava tudo do mesmo jeito.

Foi então que senti algo roçar meu calcanhar e virei de costas, querendo saber o que era. Não vi nada, mas fiquei nervosa. Estava resolvida a nadar de volta à margem para pegar minhas armas quando algo emergiu à minha frente.

Engoli um grito e preparei os punhos para uma luta, mas então percebi o familiar brilho acobreado à minha frente e suspirei, o coração batendo freneticamente.

– Seu louco! Você me assustou, sabia? – Eu perguntei irritada para Edward, que sorria.

– Algo consegue assustar você, ma petite? – Ele questionou divertido, nadando em minha direção. Revirei os olhos.

– O que está fazendo aqui? – Perguntei quando ele chegou a menos de meio metro de mim.

– Achou que era a única que precisava de um banho? – Ele perguntou erguendo uma sobrancelha. Sua mão deslizou por um de meus braços, me fazendo ficar arrepiada. – Além do mais, eu estava com fome.

Mirei-o por um segundo, sem entender. Então me toquei sobre o que ele estava falando e estremeci.

– Você vai querer se alimentar agora? – Perguntei nervosa.

– Por que não? – Ele perguntou baixinho, seus grandes olhos azuis capturando os meus com intensidade.

Ah, por nada! Quero dizer, eu só estou nua e molhada. Que importância isso tem?

É claro que não falei isso em voz alta, até por que achei que havia perdido a capacidade de falar.

A outra mão de Edward me puxou pela cintura de encontro ao seu corpo. Eu meio que já imaginava, mas ainda assim fiquei surpresa ao perceber que ele também estava nu. Senti seu grande membro se apertar contra minha coxa e arfei, meus seios se colando ao seu peito firme.

– Edward... – Sussurrei, achando que morreria ali mesmo.

Os lábios de Edward foram para o meu pescoço. Rezei para que ele cravasse logo os dentes ali, se alimentasse e fosse embora, ou meu corpo poderia virar cinzas como os dos vampiros que matamos.

Ele deitou beijos por meu ombro, voltando ao meu pescoço e seguindo dali para o meu rosto. Edward então colou seus lábios aos meus, me penetrando com sua língua quente.

Suspirei e me derreti em seus braços enquanto suas mãos passeavam por minhas costas. Joguei meus braços em seu pescoço e Edward desceu suas mãos pelos lados do meu corpo, me causando arrepios irreprimíveis. Ele parou em minhas nádegas, as quais ele apertou, colando nossos quadris.

Fiquei sem ar, respirando com dificuldade e sentindo meus mamilos se colarem e se afastarem de sua pele seguindo o ritmo de meus pulmões. Edward deslizou suas mãos por minhas coxas e as puxou para cima, me levando a enlaçar sua cintura com minhas pernas. Senti certa tontura, por puro nervosismo.

Deus, até onde ele iria dessa vez?

Por que eu nunca conseguiria pará-lo mesmo que quisesse. E eu não queria.

Enrolei meus dedos em seus cabelos, aprofundando o beijo até que a falta de ar ficou insustentável e afastei minha boca da sua. Edward se aproveitou para voltar a beijar meu pescoço e ele foi descendo.

– Você n-não esta-va com fome? – Perguntei nervosamente.

– E eu estou. – Edward falou com a voz rouca.

Suas mãos foram para minha bunda, me erguendo mais em seu colo. Perdi o ar e joguei a cabeça para trás, o calor subindo em ondas pelo meu pescoço. A água ao nosso redor começaria a ferver daqui a pouco, se ele continuasse com isso.

Foi então que senti os lábios de Edward em meu seio e soltei um gemido involuntário. Ele beijou e mordiscou meu mamilo enrijecido. Agarrei seus cabelos com mais força, arrancando mesmo alguns fios. Então senti as presas de Edward se cravarem na pele do meu seio, me fazendo ofegar ainda mais do que antes.

Ele sugava meu sangue como uma criança faminta sugaria o leite do peito, enquanto sua língua brincava com meu mamilo. Senti meu corpo mole e o sangue me abandonar enquanto uma onda de calor descia por meu ventre em direção ao meu sexo, que estava úmido, embora aquilo não fosse água.

Aquela era a coisa mais excitante que eu jamais poderia ter imaginado.

As presas de Edward ainda estavam cravadas em meu seio quando ele deslizou uma de suas mãos em direção à minha entrada, que pulsava de desejo. Um de seus dedos deslizou pelos meus pequenos lábios em direção ao clitóris. Foi minha vez de cravar os dentes em seu pescoço.

– Edward... – Sussurrei.

Ele ergueu então a cabeça e levou seus lábios aos meus em um beijo ávido, quase violento.

Seu dedo fez o caminho contrário e chegou à minha entrada, penetrando parcialmente ali.

– Deus... Pare com isso, por favor... – Pedi fora de mim.

– Não está gostando? – Edward sussurrou e colocou outro dedo ali, me fazendo arquear a coluna de prazer.

– Eu disse para parar com essa tortura. Faça logo o que tem que fazer, maldição! – Resmunguei irritada. Edward riu baixinho e me ajeitou em seu colo.

– Primeiro sinta isso... – Ele segurou uma de minhas mãos e a infiltrou entre nossos corpos. Ele a levou até seu membro ereto, e eu o segurei, como se minha mão estivesse precisando daquilo. E como era grande! – Você não tem ideia das sensações que causa em mim, Isabella. Tudo é tão intenso sempre... A raiva, o desejo... Tudo. Tive tanto medo que se machucasse hoje...

– Ah, Edward... – Gemi, apertando-o ainda mais. – Eu morri de medo de que algo acontecesse a você...

Ma petite... – Ele suspirou e, afastando minha mão, nadou comigo em seu colo até a margem oposta àquela em que estavam minhas roupas. Havia uma grande pedra ali e ele foi direto até ela. Saiu da água me carregando e me deitou ali em cima.

Meu mestre ficou ajoelhado entre minhas pernas, me olhando com aquela chama azul, muito conhecida minha, brilhando em seus olhos. Corei, o calor me envolvendo como se a rocha estivesse em brasa, embora ela estivesse fria como aço.

Edward levou sua mão até minha barriga, acariciando e subindo até o meu seio. Seus olhos me devoravam e eu não consegui aguentar muito daquele olhar. Puxei Edward para cima de mim de uma vez, envolvendo meus braços em seu pescoço. Ele se acomodou entre minhas pernas e levou seu membro até minha entrada.

Beijou-me brutalmente mais uma vez.

– Posso? – Ele sussurrou contra os meus lábios.

– Deve. – Murmurei de volta, arrancando uma risada dele.

Edward voltou a me beijar enquanto seu membro deslizava em meu interior úmido. Ele foi devagar, se acomodando, me sentindo. A verdade tanto ele quanto eu sabíamos muito bem, pois estava bem óbvio desde o início. Eu era virgem.

Ao sentir minha recepção, Edward atravessou minha resistência como se ela fosse nada e eu gemi de prazer. Eu gostava que ele fosse carinhoso, mas adorava quando ele era bruto também. Quero dizer, doeu um pouco, mas o prazer compensava tudo.

Enrosquei minhas pernas em seus quadris, forçando-o a ir mais fundo dentro de mim. Edward rosnou, vindo cravar suas presas em meu pescoço enquanto começava a estocar em meu interior.

A sensação de vazio em minha mente se fundiu ao desejo e ao prazer que percorriam meu corpo, tornando aquela experiência plena. Passei as mãos pelas costas de Edward, sentindo seus músculos contraídos enquanto ele sugava o meu sangue e me penetrava mais vigorosamente a cada vez, nossos quadris se chocando quase dolorosamente.

Agarrei seus cabelos, incitando-o a continuar bebendo de meu sangue, e meus olhos se voltaram para o céu e a lua cheia que brilhava acima de nós. Ela lançava um brilho quase sobrenatural na silhueta perfeita de Edward.

Nada poderia ser mais romântico e espetacular do que me entregar a ele sob as estrelas, sabendo que elas estariam me invejando nesse exato momento, se pudessem.

Fechei os olhos, me entregando ao prazer. O calor me consumia e eu achava que morreria de combustão espontânea a qualquer momento. Mas se isso era preciso para estar aqui com Edward, eu queimaria minha vida feliz e completamente, apenas por este momento ao seu lado.

Uma estocada mais forte, um gemido. Eu me contorcia de prazer sob seu corpo pesado e quente. Vi Edward me olhando com os lábios rubros de sangue e olhar negro de desejo. Outra estocada, o gosto de sangue em minha boca quando ele me beijou mais uma vez, mais uma estocada insana...

Meus músculos se contraíram em volta do membro enorme de Edward. Ele continuou a estocar, indo e vindo rápido, com força, entrando tão fundo quanto era fisicamente possível... Então minha mente abandonou o meu corpo, que se sacudia em espasmos impossíveis.

Deus, se isso for morrer, morro feliz!

Desfaleci sobre a pedra fria e Edward desabou sobre mim, ofegante. Continuei de olhos fechados, respirando com dificuldade e sentindo os lábios de Edward em meu colo.

– Isie... – Ele sussurrou. Não consegui responder, apenas engoli em seco e suguei o ar. – Isie, fale comigo.

Ele parecia preocupado. Abri os olhos e encontrei-o me encarando ansioso. Ainda assim não disse nada. Nem sei se conseguiria. Meu rosto estava impossivelmente quente, bem como o resto de meu corpo.

– Isie, eu te machuquei? Deus, fui um bruto com você! Perdoe-me! – Ele pediu parecendo torturado. Balancei a cabeça fazendo que não.

De onde ele havia tirado isso?

Bom... Se bem que ele quase havia me partido ao meio, mas de jeito nenhum que tinha sido ruim.

– Edward... – Sussurrei. Minha voz saía muito baixa e rouca. Pigarreei antes de continuar. – Foi perfeito. Não estou machucada.

– Tem certeza? Não sei o que me deu, eu... – Ele começou, mas eu o calei com um beijo.

– Foi perfeito. – Repeti com a voz mais firme dessa vez. Edward suspirou, em seguida sorriu para mim. Sorri de volta, extasiada. Ele se inclinou sobre mim mais uma vez e me deu um beijo calmo.

– Acho que temos que ir agora. Logo estarão procurando por nós. – Edward falou levantando-se.

Quase perguntei: “Quem?”

Então lembrei que estávamos em uma missão de salvamento. Belos heróis que éramos, saindo à surdina para... Bom, pra isso.

Ele me ajudou a ficar de pé a pulamos de volta na água. Nadamos vagarosamente até a outra margem, onde Edward me ajudou a sair da água. Aquilo até foi bom pra esfriar meu corpo em chamas.

As roupas de Edward estavam ao lado das minhas coisas, mas antes que eu começasse a me vestir, ele me puxou para os seus braços e me beijou com paixão, quase com fome. Suspirei, sentindo meus seios colados em seu peito mais uma vez. Mordi o lábio quando ele se afastou.

– Vista-se antes que eu desista de ir embora. – Ele falou de forma brusca.

Estremeci de prazer, mas não o contradisse. Peguei roupas limpas na mochila, uma calça de microfibra preta e uma regata branca, e as vesti rapidamente.

Edward catou as suas e fez o mesmo, então pegou minhas espadas e esperou por mim. Estendi minhas mãos para elas e as amarrei de volta nas costas. Coloquei um casaco de moletom cinza por cima e então voltamos até onde os outros estavam.

Todos eles estavam sentados em círculo à volta da fogueira pequena acesa entre eles.

Jacob olhou para nós de uma forma neutra, mas eu podia ver a perversão brotando em sua mente, com todo fundamento, claro. Ainda mais por que estávamos os dois com as roupas e os cabelos molhados. Já estava imaginando o quanto ele ia me encher assim que tivesse oportunidade.

Alice também olhou para nós, mas com curiosidade. Os outros não nos deram muita atenção. Edward me puxou para sentar ao seu lado em um tronco. Não consegui mais segurar a minha curiosidade e me voltei para ele, muito corada. Ele me olhou interessado.

– O que foi? – Ele quis saber.

– Edward... Aquilo que você me falou sobre a escolha do Guardião ser baseada nas preferências de um vampiro... Quer dizer que sempre há... Ligação física entre eles? – Perguntei sentindo o calor subir ainda mais pelo meu pescoço.

– Sempre, ou quase sempre. – Edward respondeu, então sorriu. – O Guardião geralmente é o tipo físico que mais atrai o seu Vampiro.

– Ah. – Foi tudo que eu disse, olhando para meus pés, envergonhada.

– Está com vergonha de mim, Isie? Depois de tudo que aconteceu? – Edward perguntou com a voz divertida. E pensar em tudo que aconteceu me deixou ainda mais envergonhada. Fiz que sim com a cabeça e Edward gargalhou. – Pois não devia.

– Diga-me... Quando um Vampiro escolhe um Guardião do mesmo sexo, sempre quer dizer que ele é gay? E se for, o Guardião também é gay? Ou ele meramente tem que se submeter aos desejos de seu mestre? – Eu quis saber confusa.

– Você entendeu errado, Isabella. A relação de Vampiro e Guardião não é meramente física. – Edward falou balançando a cabeça negativamente.

– Mas você falou... – Eu comecei confusa.

– Eu sei, mas não é apenas isso. O Vampiro se sente atraído fisicamente, mas isso não significa que o Guardião também se sinta. O que acontece é que a relação de companheirismo e cumplicidade acaba unindo os dois de forma mais plena. Eles estão unidos por toda a eternidade. Isso faz toda a diferença. – Edward explicou.

– Hum... Não entendi. – falei finalmente. Edward gargalhou mais uma vez.

– Tenho certeza de que com o tempo você vai entender. – Ele disse simplesmente. Eu então fiz mais uma pergunta.

– Se é assim, por que nós nos aproximamos tão rápido? Quero dizer, eu te detestava... – Falei corando ainda mais e Edward riu. – Por que eu me sinto tão atraída agora?

– Eu te escolhi por que você é o tipo de garota de quem gosto. Teimosa, briguenta, linda... Embora eu não soubesse disso na hora. Já você... Bom, isso eu não sei. Só posso imaginar que eu faço o seu tipo também... E que você não me detestava de verdade. – Ele sussurrou tomando meu olhar com intensidade. Minha boca se abriu e perdi o ar nos meus pulmões. Edward sorriu e afastou uma mecha de cabelos do meu rosto. Fechei a boca e olhei novamente para o chão.

– Então... É normal que Vampiros e Guardiões tenham uma relação mais... Íntima? – Dessa vez eu realmente achei que morreria de vergonha, mas não consegui resistir à curiosidade.

– Sim, é quase inevitável que aconteça. – Edward respondeu calmamente. Olhei para ele, pronta para confessar que havia adorado a intimidade de nossa relação, mas fui interrompida.

– Acho que podemos que ir agora, Edward. – Renesme falou se aproximando de nós. – Jacob já está melhor.

– Já pode usar o ombro, Black? – Edward perguntou levantando-se.

– Com certeza. – Jake falou, girando o ombro que estivera machucado. O furo em sua camisa permanecia ali, porém a pele parecia recomposta.

– Ótimo, podemos ir. Não é seguro continuarmos parados aqui. E logo irá amanhecer. Temos que chegar até os carros o mais depressa possível. – Edward falou energicamente.

Todos se levantaram, arrumaram suas coisas e começamos a andar. Edward me manteve ao seu lado, segurando minha mão com firmeza. Andamos por trilhas estreitas, que aos poucos foram ficando mais abertas.

Não tinha certeza de que horas eram, mas o amanhecer devia estar próximo quando vimos um clarão alaranjado ao longe e ouvimos um crepitar estranho. Fogo aqui?

Corremos naquela direção para checar o que era e eu fiquei paralisada a poucos metros da labareda, chocada. Os nossos carros estavam em chamas bem à nossa frente.

– Droga! – Edward xingou chutando uma pedra próxima.

– O que aconteceu aqui? Por que fizeram isso? – Renesme perguntou chocada.

– Querem nos deixar a pé, desprotegidos. Isso deve significar que há mais deles por ai... – Jasper falou soando preocupado, mas antes que ele terminasse, Alice gritou.

– Afastem-se, vai explodir!

Corremos em direções diversas. Senti um peso cair sobre mim e fui jogada ao chão bem na hora que a explosão reverberou no ar. Pude sentir o calor que emanou em todas as direções. Logo me virei para ver Edward deitado ao meu lado. Ele se levantou e me ajudou a ficar de pé.

– O que faremos agora, Edward? – Perguntei nervosamente.

– Vamos voltar andando. – Ele falou com a testa franzida.

– O dia já vai amanhecer. – Eu ressaltei.

– Não se preocupe com isso, o sol não é o maior de nossos problemas. – Edward falou.

– Sei... Edward... Eu andei pensando... Os Vampiros Vermelhos não sabiam onde Alice estava escondida, certo? Pelo menos não exatamente, ou teriam se unido e atacado. – Eu falei devagar e em voz baixa, enquanto os outros se levantavam e viam se estava tudo bem.

– Prossiga... – Edward mandou.

– Se isso é verdade, então eles sabiam que viríamos e queriam que a encontrássemos, por isso nos atacaram na clareira. Mas aquela luta foi fácil demais... Você não acha? – Eu perguntei.

– Acho que estou entendendo aonde quer chegar... – Ele acenou que sim com a cabeça e eu concordei.

– Eu fiquei imaginando: eles não estariam testando nossa força, naquele momento? – Completei.

– Não gosto dessa ideia, apesar de achar que você está certa. – Edward finalizou me fazendo estremecer. No fundo, queria que ele negasse, que dissesse que era loucura.

– Estou com medo, Edward. – Confessei. Só mesmo o pavor que eu sentia de que ele se machucasse me faria admitir algo assim.

– Não tenha, ma petite, vai dar tudo certo. – Edward tentou me confortar, mas percebi a dúvida em sua voz.

Essa missão começava a me parecer mais e mais impossível.

Notas finais
Oi gents! Espero que tenham gostado do cap!! As coisas estão esquentando ein? hehehe Pra quem é novo aqui e não me conhece, se estiverem gostando de A Guardiã, saibam que tenho outras fics, várias já terminadas, inclusive algumas shorts, caso estejam interessados. Apenas recomendo que quem não leu A Guardiã antes não leia A Lenda do Death Knight Vampire, por que é meio que uma continuação... Agora fui! Bjs