A Guardiã
13 Capítulo Doze: Relembrando o passado
Eu não havia pensado exatamente nisso, mas agora que ela havia falado, achei que na verdade era bem óbvio. Quero dizer, aquela coisa lá fora havia sido bem estranha, com os Vampiros Vermelhos sabendo de todos os nossos passos.
Claro que havia um espião, sua idiota! Falei para mim mesma.
E eu já sabia até pra quem era o meu voto.
Um certo loiro, o qual eu havia salvado a vida e que me odiava por isso.
Devia mesmo tê-lo deixado morrer.
A guardiã: Nosso destino é a eternidade...
Capítulo Doze: Relembrando o passado
– Espião? – Emmet perguntou desconfortável.
– É o que parece. – Alice falou. – Ninguém sabia onde eu estava, se é que você seguiu as minhas instruções direito.
– Claro que eu segui, Alice! Eu só dei o mapa a Edward, ninguém mais sabia onde encontrar você. – Emmet falou exasperado.
– E pouca gente sabia da missão de resgate. – Rosalie completou.
– Logo, só alguém de dentro, mas que não estava por dentro do mapa, poderia ter dado as dicas. Ou não precisariam nos atacar numa clareira, eles iriam direto atrás de mim. – Alice completou.
– É, parecia que eles estavam nos esperando ali, como se não conhecessem o caminho da ida, mas soubessem que iríamos voltar pelo mesmo caminho. – Renesme continuou.
– Aquele miserável! Devia tê-lo deixado morrer! – Eu falei revoltada.
– Do que você está falando Isie? – Edward perguntou.
– Do James, é claro. Eu salvei a vida daquele otário e ele me odeia por isso, mais do que já me odiava antes. É obvio que ele é o espião. – Eu expliquei.
– Não vamos nos precipitar. Uma acusação assim é muito grave. – Emmet falou cauteloso.
– Quem mais seria? Nenhum de nós fez isso. – Edward concordou comigo, mas tive a impressão de que ele só fez isso para cair nas minhas boas graças de novo. Se fosse isso, então ele estava perdendo tempo.
– Eu nunca gostei mesmo daquele puxa-saco. Vive babando atrás do meu pai. – Renesme reclamou fechando a cara.
– Mas precisamos de provas para acusá-lo definitivamente. – Emmet disse.
– Precisamos saber como ele estava se comunicando com os outros. Quero dizer, em algum momento ele teve que dar algum tipo de sinal, não? – Jasper falou, o que foi muito inteligente da parte dele, por que eu não tinha pensado nisso.
– É verdade. – Edward concordou.
– Bom, James estava logo à minha frente o caminho todo. Eu não o vi fazer nada suspeito. – Jacob falou. Mais um pra cortar o meu barato, fala sério!
– E a Victoria? Ela poderia ter recebido ordens dele. – Eu falei. Fiquei orgulhosa de mim mesma por ter pensado rápido. É isso ai, garota!
– Aquela vadia ficou reclamando do mato no meu ouvido o caminho inteiro. Além disso, não a vi fazer nada de errado, apesar de querer matá-la do mesmo jeito. – Renesme falou fazendo uma careta.
– Que droga! E como eles deram o sinal então? – Eu perguntei mal-humorada. Minha teoria toda perfeita estava meio que furada e eu já não estava com o melhor humor do mundo, então já deu pra ver que Edward ia sofrer quando ficássemos sozinhos de novo né?
– Bom, talvez não seja ele. – Jacob falou hesitante.
– Tem que ser ele! Quem mais seria? – Eu perguntei com raiva.
– Bom, não sei se o Laurent é muito de confiança. – Renesme arriscou. Fiquei olhando para ela com a testa franzida.
Hum... Laurent. O cara era tão caladão que eu nem me lembrava dele direito, só daquela mala sem alça da Irina.
– Bom, ele não estava perto de mim durante a viagem. – Jacob falou.
– Nem de mim. – Eu disse logo. Os outros acenaram que não com a cabeça ou deram de ombros.
– É... Talvez o James não seja culpado. – Alice falou com um sorrisinho de lado para mim. Fiz uma careta.
– Eles podem ser cúmplices. – Eu falei teimosamente. Ela riu.
– Temos que dar um jeito de provar. – Renesme finalizou.
– Bom, vamos precisar de um plano. – Edward completou.
– Mas acho que agora temos que voltar ao treinamento. – Emmet disse.
– Mas... E se eu tiver um surto daqueles no treinamento e sair matando todo mundo? – Eu perguntei apreensiva.
– Mas você nunca teve um surto em um treinamento antes. – Jacob falou, mas ele tinha uma ruga de preocupação no meio dos olhos.
– E antes eu não sabia que isso podia acontecer né? – Eu falei.
– Não tem como isolar você. Temos que continuar como se nada tivesse acontecido. – Emmet falou decidido.
– Não se preocupe, isso não deve acontecer desse jeito. Acho que só acontece quando você está em perigo de verdade. Ou, pra ser mais exata, quando Edward está em perigo. – Alice me tranquilizou.
– Espero que sim. – Eu falei.
– Edward, mais tarde vou pedir que seu pai e Esme venham aqui e vamos conversar com ele. Precisamos ter certeza se você é mesmo um mestiço. Se isso ocorreu com você, então é provável que o feitiço tenha se desgastado. Ou alguma coisa deu errada com ele ao longo do tempo e temos que descobrir. Se houver mais mestiços por aí, não temos como saber se eles serão tão fiéis quanto você a mim. – Emmet falou pensativo.
– Eu vou pesquisar sobre esse feitiço. Vou precisar passar no castelo ainda hoje, Emmet. Preciso visitar a Biblioteca. – Alice falou.
– Eu já estive na biblioteca do palácio milhões de vezes e nunca vi nada sobre isso. – Edward comentou.
– Não a biblioteca comum Edward. Temos uma Biblioteca secreta no subterrâneo. Agora não tão secreta, mas ainda assim, só Emmet e eu podemos entrar lá. – Alice falou.
– Quantos outros segredos vocês me esconderam todos esses anos? – Edward perguntou fazendo uma careta.
– Você não vai querer saber. – Alice disse divertida.
– Vamos, vamos para o pátio. – Emmet chamou.
Saímos então do quarto e fomos para o pátio, onde o treinamento já havia começado. Caius fez algumas piadinhas sobre sermos importantes demais para um mero treinamento, mas se calou a um olhar do Rei.
Alice não ficou. Ela e Jasper pegaram um carro e foram à cidade, ao castelo do Rei, para visitar lá a tal biblioteca secreta. Sabia que se ela achasse alguma coisa lá, com certeza não ia ser coisa boa.
Nós que ficamos treinamos normalmente, embora quando eu fiz dupla com Edward, ele tenha levado umas pancadas desnecessárias. É como já dizia minha vózinha, que descanse em paz: A mulher pode não saber por que está batendo, mas o homem com certeza sabe por que está apanhando.
A diferença é só que eu sabia exatamente por que estava batendo.
Mas eu também tive uma surpresa naquela noite. Os outros alunos da Academia estavam ali. Eu realmente fiquei surpresa ao entrar no pátio de dar de cara com Tyler, Angela, Mike e Erik.
Não pude falar logo com eles, claro, pois o treinamento já havia começado, mas quando terminou consegui chegar perto deles, bem como Jake, que estava tão surpreso quanto eu.
– Hey! O que vocês estão fazendo aqui? – Eu perguntei me direcionando direto para eles.
– Isie! – Angela correu em minha direção, se jogando em meus braços. Aparei-a com dificuldade e nós duas quase caímos. – Que bom que você está bem!
– Calminha... Por que eu não estaria? – Eu perguntei me afastando dela e sorrindo para os outros.
– Vocês dois sumiram da Academia do nada e sempre que perguntávamos, diziam que era assunto sigiloso e mandavam a gente ficar de bico fechado. – Tyler explicou, já que Angela estava emocionada demais para falar alguma coisa.
– Sinto muito se ficaram preocupados. – Eu me desculpei sinceramente.
– Mas então vocês estavam mesmo juntos? – Erik perguntou. Já tinha me esquecido de quanto o seu sotaque era charmoso.
– Sim. – Jacob respondeu.
– E o que estiveram fazendo? – Mike quis saber.
Olhei para Jake meio na dúvida e ele fez uma careta.
– Sinto muito galera, mas realmente não podemos contar. – Jake falou meio sem graça.
– Tudo bem. – Tyler deu de ombros.
– Senti sua falta nas aulas de boxe Isie. – Mike falou corando em seguida. Sorri para ele.
– E eu senti muita falta de vocês! – Falei sentindo um aperto no coração.
Parecia fazer séculos que eu havia entrado para a Academia e os conhecido. Tudo havia mudado em tão pouco tempo! Eu própria já não me sentia a mesma, como se algo tivesse surgido repentinamente dentro de mim, algo que nem mesmo eu fazia ideia de existir.
– Agora me digam, por que vocês estão aqui? O treinamento não deveria durar seis meses? – Jacob perguntou.
– É, mas o Rei pediu reforços. Todos nós que entramos para a Academia tivemos que vir para cá mesmo sem ter terminado o treinamento, bem como os professores e o diretor. A Academia está temporariamente fechada. – Erik contou.
– Por que Emmet não nos disse? – Eu perguntei a Jacob.
– Tínhamos muitas outras coisas para falar, lembra? – Jacob falou muito sério.
– Mas a situação das fronteiras está tão ruim assim? – Eu perguntei para eles.
– Tivemos mais dois ataques nos últimos dois dias. Um aqui mesmo no Forte Dois e um no lado leste da cidade. As notícias que temos recebido de outras cidades humanas são as mesmas. Ataques frequentes. Uma cidade menor ao norte foi derrubada. – Tyler explicou.
– Como assim derrubada? – Eu perguntei, mas no fundo sem querer realmente saber.
– Invadiram totalmente. Ninguém sobreviveu. – Tyler falou com a voz rouca.
Olhei para Jacob, que parecia tão perplexo quanto eu. Durante esses poucos dias que havíamos ficado fora nossa situação havia se deteriorado exponencialmente. Uma cidade inteira havia sido perdida, muitas pessoas haviam morrido. Era terrível.
– Isso só pode ser um pesadelo. – Falei sacudindo a cabeça negativamente.
– Eu sei, mal pude acreditar quando soube. – Angela falou pela primeira vez. – Por isso pensei que algo de ruim poderia ter acontecido a vocês, sabe. Tudo está tão bagunçado!
– Estamos treinando com o exército todos os dias. Revezamos-nos com os Patrulheiros na guarda dos muros do forte. – Mike contou ansioso.
– Na verdade, fomos promovidos a Patrulheiros de forma emergencial. – Erik explicou.
– E dentro da cidade? Está tudo bem? – Eu perguntei ansiosa, pensando em meu pai.
– Tudo normal, mas as pessoas estão começando a entrar em pânico. Todos estão com medo de os suprimentos de comida e água acabarem. Nenhuma viagem para fora dos muros está sendo permitida. Está virando um pandemônio lá dentro. – Tyler falou.
– Meu Deus! – Eu exclamei.
– Isso é loucura! – Jacob falou exasperado.
– Eu sei, mas é o que está acontecendo. – Tyler disse, por fim, suspirando pesarosamente.
– Isie! – Ouvi Edward me chamar. Olhei para trás e o vi se aproximar. – Emmet está nos chamando, vamos falar com meu pai. – Ele disse de forma significativa.
– Ah, claro. – Eu falei meio tonta ainda por tudo que havia acabado de ouvir. – Nos vemos depois pessoal.
– Até mais Isie. – Angela falou.
Segui Edward em direção ao quarto do Rei.
– O que você tanto conversava com aqueles garotos? – Edward quis saber. Ignorei prontamente a pergunta, respondendo com outra.
– Você sabia que uma cidade inteira foi perdida essa semana? – Eu perguntei ainda horrorizada.
– Emmet estava me contando agora pouco. Isso é terrível. – Ele disse com a testa franzida, ecoando meus pensamentos.
– Isso é loucura Edward. Eu sinto como se o mundo estivesse prestes a desabar sobre nós! – Eu falei exasperada.
– Não se preocupe, vai dar tudo certo, ma petite. – Ele falou pegando a minha mão, mas eu me soltei dele.
Ele que não pensasse que eu tinha me esquecido daquela coisa da procriação. Se há uma pessoa que não esquece uma briga facilmente, essa sou eu. Se Edward ia mesmo procriar com Renesme, ele que não pensasse que ia colocar suas mãos em mim de novo. Estava declarada uma greve de sexo até segunda ordem.
Hum... Talvez um século o fizesse repensar suas atitudes.
– Isie... – Ele sussurrou me olhando com o olhar pidão. Ignorei prontamente aquela carinha fofa, olhando para o outro lado. Também se eu ficasse olhando demais ia acabar não resistindo.
Chegamos à porta dos aposentos do Rei e Edward bateu. Emmet estava lá sozinho com Rosalie. Entramos e nos aproximamos da mesa à qual ele estava sentado.
– Pedi a seu pai que viesse me ver. Ele deve estar chegando a qualquer minuto. – Emmet falou. Sentamo-nos à mesa para esperar.
– Vossa alteza, se me permite... – Comecei.
– Me chame de Emmet, Isie. – Ele pediu.
– Emmet... Eu soube que os humanos estão entrando em pânico na cidade. Estão com medo dos ataques. – Eu falei.
– Sim, a situação está ficando cada vez mais grave. No entanto, os ataques estão mais frequentes, porém não mais intensos. É como se estivessem brincando conosco. – Emmet comentou parecendo frustrado.
– Eu... Eu gostaria de pedir permissão para visitar o meu pai. – Eu falei meio duvidosamente. A ideia não estava totalmente formada em minha cabeça, mas no momento em que falei percebi que aquele era o meu maior desejo no momento.
– Eu não sei se vai ser possível por enquanto Isie. Precisamos de todos os reforços que pudermos obter. – Emmet falou parecendo sentir muito.
– Sei, você mandou buscar os alunos da Academia. – Eu falei séria.
– Exato. Mas se tiver uma oportunidade, eu farei com que saiba. – Ele prometeu.
– Muito obrigada, Majestade. – Eu falei realmente agradecida. Emmet era um cara legal, se ele achava que eu não poderia ir por enquanto, ele tinha seus motivos. Não sei como alguém poderia pensar em traí-lo. Ele despertava total confiança de qualquer um que falasse com ele.
Ouvimos então uma batida na porta.
– Entre. – Emmet mandou.
Sir Cullen entrou, seguido por Esme.
– Edward! Você aqui? – Ele perguntou surpreso.
– Sim pai. Temos algo importante para falar com você. – Edward explicou.
O engraçado foi que os olhos de Sir Carlisle e de Esme voaram imediatamente para mim. Com certeza eles estavam por dentro de algo que nós não sabíamos e eu com certeza podia imaginar o que era.
– Então... Sobre o que querem falar? – Ele disse, desviando o olhar de mim para Emmet. Já Esme continuou me encarando.
– Tio, todos os anciões importantes de nossa raça são presenteados com conhecimento. Um conhecimento privilegiado sobre nosso passado, nossa história. Conhecimento esse que é dever do Rei e do Oráculo proteger a cada geração. O senhor é um desses privilegiados. O senhor teve permissão para ler dos livros antigos e tenho certeza de que conhece essa marca. Isie, se fizer o favor... – Emmet olhou para mim.
Levei os dedos à minha blusa e comecei a abrir alguns botões. Antes mesmo de ver a tatuagem, os olhos de Carlisle já estavam arregalados. Ele olhava para mim como se visse um fantasma, bem como Esme. Quando botou os olhos na marca queimada em minha pele branca, o homem, horrorizado, chegou perto da mesa e sentou-se em uma cadeira.
– Ah, Deus! Tive esperanças de que isso não acontecesse! – Ele falou com os dedos apertando a ponte do nariz. Esme se postou atrás dele e colocou as mãos em seus ombros.
– Então é verdade. Eu sou mesmo filho de vocês dois? – Edward perguntou indignado.
– Sim, Edward, é verdade. – Esme falou parecendo se sentir culpada.
– Por que vocês nunca me contaram? – Edward quis saber.
– Eu estava tentando proteger você, filho. Você não sabe o medo que tive de que eles quisessem matar você, que quisessem eliminá-lo para proteger o trono. Na época, seu tio ainda era o Rei e, perdão Emmet, mas ele era muito paranoico e decididamente um tirano. Ele foi assassinado exatamente por isso! – Carlisle falou olhando para Edward parecendo torturado. Fiquei com pena do homem. Eu entendia totalmente o que ele havia feito. Em seu lugar, faria o mesmo.
– Você mentiu pra mim todos esses anos! – Edward reclamou.
– Seu pai está certo Edward. Meu pai era mesmo um tirano. Ele não hesitaria em matá-lo se previsse a menor sombra de perigo no futuro. – Emmet falou.
– Mentir não é o melhor a fazer, Edward, mas às vezes é nossa única opção. – Eu disse. Edward olhou para mim, em seguida para o pai e logo depois para Esme.
– Eu teria gostado de saber. Você sabe que eu já considerava você minha mãe de verdade Esme. – Edward falou baixinho, parecendo constrangido.
– Ah, meu filho! – A mulher deixou escapar um soluço e se jogou no pescoço de Edward. Este a abraçou, enfiando seu rosto nos cabelos de sua mãe. Funguei.
Eu não vou chorar, eu não vou chorar!
Resisti bravamente às lágrimas, mas Rosalie não. Quando olhei para ela, seu rosto estava totalmente molhado. Ela sorriu lacrimosa para mim e eu sorri de volta.
– Agora me diga, Edward, o que aconteceu? Como essa tatuagem apareceu? – Carlisle quis saber.
Edward e Esme se afastaram, e Edward contou a história do que passamos lá fora. Carlisle não pareceu tão surpreso. Tive a impressão de que ele já esperava algo assim acontecer.
– Eu tive a esperança de que ela nunca precisasse usar esses poderes. De que nunca tivesse que passar por isso, mas estamos em uma situação muito difícil. – Carlisle falou suspirando. Em seguida olhou para mim. – Na verdade, fico feliz por isso. Sei que você estará mais bem protegido do que qualquer um de nós, Edward, e para mim é isso que importa.
– Ele vai estar senhor. – Eu garanti.
– Você deve ser uma garota muito especial, Isabella. Seus pais deveriam se orgulhar de você. – Carlisle falou.
– Na verdade, senhor, eu só estou aqui hoje por sua causa. – Eu disse.
– Como assim? – Carlisle perguntou.
– Quando era pequena, não havia muros em torno da cidade. Minha mãe e eu fomos atacadas por Vampiros Vermelhos e minha mãe morreu. Mas o senhor me salvou. O senhor e sua Guardiã chegaram a tempo de me tirar de lá. Foi por sua causa que eu me alistei, foi por sua causa que eu decidi ser uma Guardiã. – Eu disse.
Meu pequeno discurso pareceu pegar a todos de surpresa, até mesmo Edward, que já sabia da história. Sir Cullen parecia mesmo emocionado.
– Eu me lembro de você. – Esme falou animada. – Era uma garotinha tão linda, os cabelos tão vermelhos! O Edward ainda era um garotinho.
– Eu sou muito grata pelo que fizeram. – Eu falei.
– Não precisa agradecer, criança. Você arriscou a vida pelo meu filho mais de uma vez. Isso não tem preço. – Carlisle falou abanando a mão.
Sorri para ele e para Esme. Ela sorriu largamente de volta, os olhos marejados.
Foi nessa hora que a porta do quarto foi escancarada, bateu na parede e quicou, porém foi aparada por Alice, que embarafustou pelo quarto como um rinoceronte enfurecido, com Jasper a seguindo de perto.
– Acabei de voltar da biblioteca e a coisa não está boa para nós. Vão querer saber primeiro a boa ou a má notícia? – Ela foi logo falando.
Belo jeito de quebrar o clima sentimental do momento.
Tava sentindo que mais uma bomba ia cair na minha cabeça hoje.
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