A Guardiã

14 Capítulo Treze: A profecia


Notas iniciais
N/A NO FINAL. LEIAM!

– Acabei de voltar da biblioteca e a coisa não está boa para nós. Vão querer saber primeiro a boa ou a má notícia? – Ela foi logo falando.

Belo jeito de quebrar o clima sentimental do momento.

Tava sentindo que mais uma bomba ia cair na minha cabeça hoje.

A guardiã: Nosso destino é a eternidade...

Capítulo Treze: A profecia

– Bom... Se tiver que escolher, acho que prefiro a boa primeiro. – Eu falei meio na dúvida.

– Fala logo Alice! – Emmet mandou.

– Bom, a boa notícia é que não há outros mestiços por aí. O que houve com Edward foi um fato isolado e bem específico, na verdade. – Alice disse se aproximando da mesa e se jogando em uma cadeira.

– Sério? Como você sabe? – Edward perguntou.

– Do que vocês estão falando? – Carlisle perguntou.

– Alice foi até a biblioteca do castelo. Precisávamos saber por que Edward nasceu, sem ofensa cara. – Emmet falou, olhando culpado para Edward. – Poderia haver um defeito no feitiço que impede o nascimento de mestiços e, se houvesse mais Death Knights por ai, precisávamos saber o quanto isso poderia nos afetar agora, que estamos praticamente em guerra.

– Bem pensado Emmet. E então Alice, o que descobriu? – Carlisle perguntou.

– Bom, como eu disse, não há outros mestiços por aí. O feitiço está funcionando perfeitamente bem. Mas... – Ela falou naquele tom que parece quase uma ameaça. – Encontrei uma profecia muito antiga, que previa o nascimento de um mestiço com uma função bem específica.

– Não tem como você ser mais vaga não? – Edward perguntou impaciente.

– Argh, como você é irritante! Então escute isso, senhor tenho-que-saber-de-tudo. – Ela ergueu então um papel e começou a ler:

A sede de sangue pintará tudo de vermelho,

E a ordem será abalada pela matança.

O mundo humano cairá em desgraça,

A menos que se levante um da extinta raça.

Para que a vida se preserve,

A Fênix deverá morrer e das cinzas se erguer,

Então, em sua glória, o Tirano irá perecer.

– Quem fez essa profecia? – Edward perguntou de olhos arregalados para Alice.

– Não olhe pra mim, isso aqui tem quase quinhentos anos. Foi alguns séculos depois da extinção dos Death Knights. O Oráculo que fez essa previsão provavelmente estava vendo o que está acontecendo agora. – Alice falou passando o papel para Emmet.

– Sabe, eu acho que não gostei muito dessa coisa de sede de sangue, matança, desgraça e morte. – Eu falei meio atordoada.

– Um da extinta raça, é o Edward, claro. A Fênix provavelmente é a Isie, que já quase morreu uma vez e voltou. Mas quem seria o Tirano? – Emmet quis saber.

– É o que nós temíamos desde o começo Emmet. Alguém está agrupando os Vampiros Vermelhos e os transformando em máquinas de matar. O Distrito J já caiu sob os ataques deles. Agora temos que aguardar e ver qual será o seu próximo passo. – Carlisle falou seriamente.

– Isso é terrível. – Falou Rosalie, ecoando o pensamento de todos ali presentes.

– Aguardar? Vamos ficar aqui sentados esperando que eles venham com tudo para cima de nós? – Eu perguntei exasperada.

– Não há nada que possamos fazer enquanto não soubermos com quem estamos lidando Isie. – Emmet respondeu.

– Claro que podemos. Sabemos que há um espião entre nós e temos dois suspeitos na mira. Está na hora de tomar decisões drásticas para descobrir qual deles é o culpado. – Eu falei decidida.

– Que decisões? – Edward quis saber, desconfiado.

– Vamos perguntar. Se eles não responderem por bem... Bom, terão que responder por mal. – Eu falei inexpressivamente.

– Eu tenho medo de você, sabia? – Alice perguntou balançando a cabeça negativamente.

– Você está pensando em tortura Isie? – Edward perguntou parecendo espantado.

– Eu não vou ficar de braços cruzados esperando que eles invadam a fronteira da cidade. Meu pai está lá dentro e farei qualquer coisa para protegê-lo. – Eu respondi seriamente.

– Acho... Eu... – Emmet não sabia o que dizer.

– Eu concordo com Isabella. É uma tática antiga de guerra. Os espiões devem ter o tratamento merecido. – Carlisle falou e abanou a cabeça em concordância.

– Mas veja... Não temos certeza sobre James... – Edward começou.

– Eu estava pensando em Laurent. Apesar de ter minhas diferenças com James, não temos realmente uma motivo para acusá-lo além do fato de ele ser insuportável. – Eu falei.

É, o que eu podia fazer? Adoraria que James fosse o espião só para ferrar com ele, mas essa não era uma possibilidade muito viável. Já Laurent... Ninguém o vira durante a nossa busca por Alice, por isso ele era o primeiro suspeito.

Edward olhou para mim muito surpreso. Aposto como ele achava que eu não seria madura o suficiente para admitir que estivesse errada. Há! Toma pra tu, cabeçudo. Já ele... Teria que admitir que estava errado com todas as letras para me ter de volta.

– Então... O senhor se encarrega disso tio? – Emmet perguntou parecendo enojado.

– Claro. Mas gostaria que a Isabella me ajudasse. – Carlisle pediu.

– Claro. – Eu disse logo.

Torturar alguém provavelmente não era a coisa mais agradável do mundo, mas eu estava disposta a ir até o fim para proteger as pessoas que eu amava.

– Isie... Você não pode estar falando sério! – Edward falou.

– Claro que estou. – Eu disse me levantando.

– Então eu vou junto. – Ele decidiu, levantando-se também.

– Você que sabe! – Dei de ombros.

Carlisle ficou de pé e se dirigiu para a porta, com Esme logo atrás. Os segui, com Edward na minha cola. Saímos do quarto em direção ao pátio em silêncio. Uma tênue linha de luz verde indicava que o amanhecer estava próximo.

– É o turno do Laurent e da Irina no portão. – Carlisle falou.

Então seguimos naquela direção.

Logo vi a figura loira e alta de um lado e o moreno do outro lado do portão.

– Laurent! – Carlisle chamou.

Eu não estava esperando pelo que aconteceu quando Laurent ouviu seu nome.

Ele viu nossa aproximação, observou nossos rostos resignados por alguns segundos e, então, parecendo adivinhar o que estávamos pensando, sacou a espada, correndo para perto de Irina, o que foi basicamente uma confissão de culpa.

– Abra o portão! – Ele gritou para ela, mas não deu tempo se quer de eles se mexerem direito e eu já estava em cima deles, bem como Esme. Nossas lâminas apontavam direto para os seus pescoços.

– Eu não posso acreditar. Ainda tive esperanças de que não fosse verdade. – Edward sacudiu a cabeça com desgosto. – Você nos traiu.

Laurent ergueu o queixo, orgulhoso.

– Eu sirvo a um bem maior. A humanidade nos mantém presos em nossos corpos, afastados de nossa verdadeira natureza. Não é justo abandonarmos nossos irmãos por causa do gado. Eles sacrificaram seu bem mais precioso por nós. – Laurent falou duramente.

– Como é? – Perguntei sem entender. Ele sorriu cinicamente.

– Como você acha que são criados os Vampiros Vermelhos, garotinha? – Laurent perguntou com as sobrancelhas arqueadas para mim. Fiquei calada, tentando pensar em algo para dizer, mas não me ocorreu nada.

– Quem lhe dá as ordens, você tem um parceiro? – Carlisle perguntou se aproximando. Tive a nítida sensação de que ele queria afastar o assunto.

– Minha parceira é Irina, a única que vale a pena. Quanto ao meu senhor... Por nada nesse mundo revelarei o seu segredo. – Laurent falou com um brilho fanático em seus olhos, estendendo a mão para segurar a de Irina.

– Nem se eu cortar a garganta dela? – Esme perguntou, apertando mais a espada na jugular da loira.

– Ela sabe que lutamos por uma causa maior do que nós mesmos. Se fizer isso, terei apenas que me juntar aos meus irmãos como um deles, não é mesmo? – Laurent falou seriamente.

– Você é louco. – Edward sentenciou.

Laurent não respondeu. Parecia que decidira que já falara demais e agora ficaria de bico fechado. Percebi que não importava o que fizéssemos, ele não voltaria a falar. Olhei para Carlisle em busca de orientação, bem como Esme.

Foi nessa hora que Irina puxou sua arma e abriu caminho por entre nós, dando passagem ao seu mestre. Eles saíram do abrigo do portal, tentando subir as escadas que levavam ao topo do muro. Eu não pensei bem no que fiz a seguir e essa é uma das coisas das quais me arrependo, embora tenha certeza de que era tudo o que poderia ter feito naquela hora. Laurent não podia fugir levando nossos segredos com ele, seria arriscado demais.

Por isso, por puro instinto, saquei a minha Wakisashi que estava presa em minhas costas e atirei-a na direção de Laurent. O sabre atravessou-o diretamente na altura do coração e ele imediatamente se desfez em cinzas. Surpreendentemente, Irina também de dissolveu, sendo levada pelo vento junto com o seu mestre enquanto minha espada se cravava no espaço entre duas pedras do muro.

Eu nunca tinha pensado em como era a morte de um Guardião caso seu Vampiro morresse e não me pareceu agradável.

Ainda chocada pelo que havia acabado de fazer, fiquei apenas parada, olhando para a espada que ainda parecia zumbir, ecoando as mortes que acabara de causar.

Ninguém disse nada, mas percebi um desconforto ao meu redor. Edward se virou lentamente para mim, espantado. Evitei o seu olhar e fui em direção ao muro para pegar a minha espada. Arranquei-a da pedra e a coloquei de volta em sua bainha. Em seguida passei por todos, voltando para o meu quarto.

Eu sabia o que todos estavam se perguntando, por que eu ecoava seus pensamentos, me perguntando o mesmo: Será que eu tinha mesmo controle sobre os meus instintos de assassina?

Algum tempo depois ouvi a porta se abrir. Eu havia tomado banho e trocara de roupa. Vestira minha roupa de treinamento e estava me preparando para sair para ir treinar com Jacob. O dia já devia ter amanhecido e os vampiros já deveriam se recolher. O forte ficaria para os guardiões.

Peguei minhas espadas e me virei, para ver Edward parado no meio do quarto, as mãos nos bolsos, olhando atentamente para mim. Eu havia me demorado propositalmente. Havia uma coisa que eu queria lhe perguntar.

– Edward... O que Laurent quis dizer quando me perguntou se eu sabia como os Vampiros Vermelhos eram criados? – Eu perguntei meio que timidamente. Ainda estávamos brigados e ele teria todo o direito de não responder se quisesse.

Edward, no entanto, suspirou e tirou uma de suas mãos do bolso, passando os dedos pelos cabelos acobreados.

– Essa é uma deficiência que sempre me envergonhou, em nosso sistema. – Edward falou, os ombros tensos de pesar. Esperei apenas. – Você já se perguntou o que acontece quando um vampiro perde o seu guardião?

– Já. Muitas vezes. – Eu falei sinceramente.

– Como eles se alimentariam sem seus guardiões, Isie? – Edward perguntou devagar, me testando.

Olhei para ele com incredulidade. Ele não queria dizer o que eu achava que queria dizer, certo?

– Você está me dizendo que todos os Vampiros Vermelhos já tiveram Guardiões um dia? – Eu perguntei, imaginando por que nunca havia percebido algo tão óbvio.

– Sim. O Vampiro não morre quando perde seu Guardião. Torna-se algo muito pior, pois a dor de perder seu único parceiro eterno é insuportável. Sua sede é praticamente sem fim, pois sua dor também é infinita. Há milhares de anos, decidimos apenas excluí-los de nosso meio, sem pensar nas consequências. Agora eles são muitos e há séculos que não podemos controlar isso. É nossa culpa, pura e simples, que eles estejam mais famintos de vingança do que de sangue, nesse momento. – Edward falou com a expressão sombria.

– Há algo que pudesse se fazer por eles? – Perguntei exasperada.

– Não sei. Algumas pessoas, há muitos anos, sugeriram que os vampiros poderiam deixar seus guardiões doarem seu sangue para alimentar nossos irmãos, que perderam seus companheiros a serviço do rei. É obvio que isso não preencheria o buraco que a perda de seus guardiões deixava, mas pelo menos os alimentaria sem ferir ninguém. – Ele deu de ombros. – Mas os vampiros são muito egoístas, possessivos demais. Não dividiriam o que havia de mais precioso em suas vidas. E agora simplesmente é tarde demais.

– Não me admira que Laurent estivesse com tanta raiva. – Falei pensativa.

– Você agora concorda com ele Isabella? – Edward perguntou, seus olhos faiscado em minha direção.

– Não, claro que não. Mas posso entender o que ele sentia. – Dei de ombros. Edward me olhou atentamente.

Pensei no que eu havia feito, me lembrando do corpo de Irina desaparecendo sem nem mesmo ser tocado. Por que, afinal, eu havia feito aquilo?

Olhei para Edward mais uma vez.

Embora eu quisesse culpá-lo pelo fato de eu ser uma aberração, isso simplesmente não fazia sentido. O que ele havia feito, afinal, além de nascer?

Lembrei ainda daquela profecia e do seu significado sombrio.

– Quando eles vão me trancar no calabouço? – Eu perguntei tentando brincar.

– Não temos calabouço, Isabella. – Ela disse simplesmente. Cara, ele sempre estragava as minhas piadas.

– Eu sou um monstro. – Falei naturalmente. Já tinha meio que aceitado a ideia.

Acho que sempre soubera que eu nunca me encaixaria em lugar algum.

– Você fez o que era necessário, Emmet concordou comigo. – Ele disse decidido. Eu não disse nada, apenas revirei minhas armas entre os dedos.

– Você precisa se alimentar. – Eu disse para mudar de assunto.

– Sim. – Ele disse apenas.

Aproximei-me dele, joguei as espadas sobre a cama e curvei o pescoço de lado, esperando. Edward penetrou seus dedos por entre os meus cabelos e com a outra mão apertou fortemente a minha cintura. Pensei na minha resolução de não ceder a ele e achei que seria meio difícil, no momento.

Fechei meus dedos em seus braços enquanto seus lábios percorriam minha pele com delicadeza. Então senti seus caninos se cravarem e minha pele. Edward sugou meu sangue com vigor e eu permiti que a sensação enervante tomasse conta de mim por um tempo. No entanto, quando senti seus dentes me abandonarem e seus lábios repousarem em minha pele em um beijo, me afastei. Edward tentou ainda me segurar, mas eu já estava agarrada às minhas armas novamente.

– Você quer falar sobre isso? – Ele quis saber.

– Sobre o quê?– Perguntei inocentemente.

– Sobre porque você está sendo tão cruel comigo. – Ele falou parecendo magoado. Magoado, veja você! Como se eu fosse a vilã aqui. Será que ele realmente não entendia o que estava se passando aqui? – Qual o sentido de ferir meus sentimentos desse jeito?

– Você já parou para pensar que eu tenho sentimentos a ser feridos também? Ou apenas pensa que eu sou um objeto que carrega pra todo o lado? – Eu perguntei estressada. Edward me olhou parecendo sem palavras.

Encaminhei-me para a porta, decidida.

– Onde você está indo? – Ele ainda perguntou, cautelosamente.

– Treinar, mestre. – Eu falei séria.

– Pode ficar comigo? – Ele quis saber.

– Desculpe, mas não estou com vontade. A menos, é claro, que seja uma ordem. – Falei maldosamente e saí do quarto sem esperar resposta.

No corredor, me encostei à parede para respirar fundo. Um nó havia se formado em minha garganta. Não sabia se era puramente raiva ou a mesma mágoa que havia visto nos olhos de Edward.

Então outra porta se abriu e por ela saiu Jacob, corado e parecendo animado. Provavelmente ele ainda não sabia o que havia ocorrido com Laurent. Logo a história se espalharia e eu seria motivo de cochichos por todo o lado. Queria aproveitar enquanto isso não acontecia.

Jacob me viu ali parada e sorriu para mim.

– E ai Isie? Tudo beleza? – Ele quis saber.

– Para você, parece estar tudo às mil maravilhas. – Eu desviei o assunto. Não queria dizer que estava bem, já que era uma mentira, mas também não queria dizer que não estava, para evitar perguntas.

– Eu vou levando. – Ele falou.

Seu tom me deixou curiosa e, vendo meu olhar interrogativo, Jacob olhou para os dois lados do corredor. Em seguida se aproximou ainda mais, cúmplice.

– Eu vi você e Edward se beijando na clareira. E sei o que aconteceu quando vocês sumiram. – Ele comentou. Corei furiosamente.

– E? – Perguntei, desafiadoramente. Aonde ele iria com isso?

– E... Eu acho que é comum essa coisa entre vampiros em guardiões, não é? – Ele perguntou animado.

– Ah. – Falei simplesmente, sorrindo. Agora entendi.

– O quê? – Ele perguntou na defensiva.

– A Renesme andou te dando um carinho. – Eu respondi rindo em seguida.

– Fica na sua. – Ele disse se virando de lado para se encostar à parede e me olhando com o canto dos olhos. Eu ri ainda mais e ele não resistiu, me seguindo.

– Agora vamos treinar garanhão. – Eu falei divertida.

Jacob me levou pelos corredores até uma ampla sala forrada com um tatame parecido com o da academia, fofo e bom para qualquer tipo de luta.

– Sabe, eu nunca pensei que fosse sentir algo assim por alguém. Eu queria poder... Você sabe. – Jacob comentou enquanto jogávamos nossos casacos no chão e empunhávamos nossas espadas.

– O quê? – Perguntei distraída.

– Ter filhos com ela. Aquela coisa de feitiço me deixou meio pensativo. Afinal, como eles nascem? – Jacob quis saber.

Acho que todo o guardião que começava a se apaixonar por seu mestre acabava fazendo essa pergunta uma hora ou outra. Eu só não queria que ele tivesse perguntado a mim.

– Jake... – Eu sussurrei mordendo o lábio em seguida. Estávamos unidos nesse caso mais do que ele poderia imaginar.

– Você sabe de alguma coisa? – Ele perguntou desconfiado. Engoli em seco.

– Você deveria perguntar a Renesme. – Eu disse por fim, tentando me livrar da responsabilidade.

– Estou perguntando a você agora. – Ele replicou, largando a espada e vindo mais para perto de mim.

– Jake... Os vampiros só podem procriar com outros vampiros. – Eu falei.

– E? – Ele pressentiu que havia algo mais.

– As famílias escolhem os parceiros deles. Os que acharem melhor. Edward estava me falando sobre isso no outro dia. E... Ele disse que já escolheram uma parceira para ele. – Eu disse de uma vez, como quem puxa um curativo. – Renesme.

Jacob me olhou incredulamente por alguns segundos e em seguida virou as costas, agarrando suas coisas e saindo do ginásio. Eu podia entender o que ele estava sentindo. E me doía saber que ele estava passando pelo mesmo que eu. Jacob era meu amigo. O melhor que eu já tivera até hoje e era difícil, para mim, vê-lo sofrer.

Isso estava se tornando cada vez mais complicado.

Notas finais
Gente, eu não sou uma autora de ficar cobrando muito nem nada, e tenho postado direitinho, uma vez por semana ou mais e tals. Mas acho injusto de vcs não comentarem aqui. Como tem mais de 200 pessoas acompanhando, mais de 40 que marcaram como favorita, e só um punhado comenta aqui? Isso desanima qualquer um, mesmo sendo só uma repostagem. Em fim, até breve.