A Gota Púrpura

3 Em Águas Turbulentas


Notas iniciais
primeiro de abril hehe

25 DIAS RESTANTES

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Poseidon era uma pequena ilha em meio ao oceano.

Parado, observando o horizonte que estava prestes a deixar de ser escuro para tornar-se dia, o deus se isolava do mundo – mortal e divino – para tentar se colocar no lugar do filho. Sabendo que, agora, Percy não possuía mais um pai humano, sobrava a Poseidon um sentimento de responsabilidade em assumir esse papel. E isso era o que ele esteve tentando fazer pelos últimos dezessete anos, às vezes de uma forma um pouco torta.

Enquanto relembrava cada um desses dias, Poseidon desejou que a manhã nunca viesse. Mas, naquele dia, o sol escolheu nascer mais cedo só para ele.

Apolo materializou-se ao seu lado e ficou sentado sobre uma pequena nuvem de luz. Ele também fitava o horizonte, como se estivesse segurando a manhã por mais alguns segundos.

— Nós ainda temos que conversar. Não adianta fugir.

­— Se eu estivesse fugindo, você não me encontraria.

— Claro. Só levou três dias até você decidir aparecer. Achei que tempo era uma preocupação para você.

— Como ele está?

Apolo o analisou brevemente pelo canto do olho. Seus cabelos dourados, caindo-lhe sobre os ombros em mechas brilhantes, contrastavam com o céu azul escuro ao fundo.

— Abalado. Mas é metade deus. Precisa continuar.

— Sally não é.

Poseidon baixou a cabeça. Via os peixes nadando sob sua sombra. As águas eram tranquilas, totalmente alheias à guerra que acontecia em uma ilha não muito longe dali. Ao seu lado, a tensão de Apolo era quase palpável. Ele não parecia confortável nem mesmo sentando em uma maldita nuvem. Lambeu os lábios e estralou alguns dedos.

Suspirou.

— Poseidon, eu vim oferecer misericórdia.

O deus do mar virou em sua direção com olhos estreitados.

— Como é?

— Misericórdia — repetiu, agora uma estátua sob aquele tom de voz gelado.

Poseidon bem sabia que não era medo o que Apolo sentia. Era preocupação. Pelos últimos cem anos, essa foi uma expressão que Poseidon vira diversas vezes nos rostos dele, de Atena e de Ártemis. Como se os três estivessem tentando se aproximar de um animal feroz, machucado e imprevisível. Poseidon se perguntava se era isso o que ele realmente havia se tornado.

Endireitando a postura, ele ficou alguns centímetros mais alto que Apolo ao seu lado. Ambos voltaram a olhar para a linha do horizonte como se nunca a tivessem visto antes.

— Eu agradeço — respondeu Poseidon. — Sinceramente. Vocês... são dotados de um amor inigualável.

— Nos importamos com você. Podemos imaginar o quanto está sofrendo. E por isso queremos ajudar. Queremos que saiba que estamos ao seu lado.

Poseidon foi incapaz de segurar uma pequena risada. Enquanto, de um lado, aquilo poderia ser verdade, de outro... era impossível. O caminho que Poseidon queria trilhar era apenas dele, e nem Apolo, nem Atena e nem Ártemis concordariam em acompanhá-lo. Mesmo assim, o ser das águas não queria afastar seus amigos de si. Era uma guerra que não queria travar. Pelo menos não ali.

Então limitou-se a concordar com um movimento de cabeça.

Apolo parecia um pouco menos ansioso que antes, com os ombros ligeiramente mais relaxados.

— Atena quer vê-lo — avisou. — O Olimpo está uma bagunça desde que Zeus partiu. Aliás, o Olimpo esteve uma bagunça gigantesca pelos últimos anos, mas acredito que agora seja a melhor hora para começar a consertar tudo.

— De fato. Diga a ela que vou ao reino até o fim do dia.

— É urgente. Venha comigo agora.

Poseidon encolheu os ombros, quase tímido.

— Eu pretendia refletir mais um pouco... sobre... você sabe. Preciso...

Apolo ergueu-se de supetão e, em pé ao seu lado, com nuvens ao seu redor, estendeu-lhe a mão direita em um gesto amigável.

— Levante-se. A misericórdia já foi oferecida e aceita. Você sempre será bem-vindo, Poseidon.

— Agradeço, sim, e não tenho dúvidas acerca de sua boa-fé, amigo — respondeu, olhando para a mão estendida. Não sentia vontade de pegá-la. Com todos os pensamentos sobre a Profecia e sobre salvar Percy que rondavam sua mente, aceitar aquele pedido parecia mais uma mentira que Poseidon não queria ter que contar. — É que alguns fantasmas só podem ser mortos por mim mesmo.

— Como quais, por exemplo?

— Alguns que necessitariam maior cautela. Como... ahn, a mortal, por exemplo. A prima de Percy. Acredito que se chame Rachel.

Como uma sala se torna automaticamente escura ao se fechar as janelas, o rosto de Apolo tornou-se indecifrável. A mão que estendia recuou.

— O que tem ela? — perguntou de forma incisiva, com a voz tão firme quanto a de uma mãe ciumenta.

Poseidon notou a mudança, e inclinou de leve o rosto para encarar o deus que estava de pé sobre ele.

— Eu ia apenas pedir desculpas — disse, calmo.

Apolo pareceu voltar a si, pois seus olhos piscaram e sua cabeça meneou devagar, como se tivesse esperado por algo muito pior que não veio. A mão que ele havia oferecido e depois recusado fechou-se em um punho ao lado de seu corpo, enquanto ele tentava sorrir.

— Certo. Compreensível. Você... pode, claro.

Poseidon ainda estava na mesma posição, observando o esforço de Apolo em tentar esconder aquilo que o deus das águas já tinha claramente percebido. Sob seu olhar verde intenso, Apolo parecia brilhar um pouco menos.

— Estão esperando por nós — comentou simpático. — Melhor nos apressarmos.

— Apolo — disse Poseidon, em tom firme. — Eu não pretendo fazer mal algum a Rachel.

— É claro que não.

— Você acabou de me oferecer misericórdia. Eu pedi perdão várias vezes nos últimos anos pelo o que aconteceu a Caroline. E agora eu peço novamente por Rachel.

Dessa vez, Apolo continuou calado. Seus olhos viajavam de Poseidon para o chão e de volta para Poseidon.

O silêncio não agradava a Poseidon. O tridente, que esteve o tempo todo jogado ao seu lado, agora reluzia dentro de sua mão direita. Após alguns segundos, em meio à solidão do oceano e à escuridão do dia que ainda não havia nascido, Poseidon colocou-se em pé e, mais alto que Apolo, falou em tom baixo e firme.

— Há mais alguma coisa, além da misericórdia, que você queira me dizer?

Apolo não havia aberto o punho até então. Deu apenas um passo à frente, para falar bem próximo ao rosto do deus.

— Sim, há — respondeu. — Quero apenas avisá-lo que eu protegerei Rachel dia e noite, e se um fio de cabelo dela aparecer no lugar errado... eu já sei por quem procurar.

Poseidon não reagia, apenas ouvia.

— Eu não vou hesitar, Poseidon — continuou Apolo. — A Batalha não será nada comparada à guerra que eu começarei se você tocar novamente no meu oráculo. Você me entende?

— Meu objetivo é e sempre será salvar Percy — retrucou Poseidon. — Não cruze meu caminho, e eu não cruzarei o seu.

— Você está ficando sozinho.

— É um sentimento familiar.

— Espero que saiba o que está fazendo.

Poseidon deu um passo para trás e sentou-se novamente sobre as águas.

— Estarei no castelo ao fim do dia.

Apolo balançou a cabeça, desapontado. Deu meia-volta e começou a ir em direção à sua carruagem do Sol, parada a metros deles e que até então Poseidon sequer havia notado.

— Eu agradeceria bastante se o céu continuasse escuro assim por hoje — comentou ele.

Escutou quando Apolo apenas deu uma risada.

— Desculpe, mas é hora de todos acordarem — retrucou, e então subiu em sua carruagem e voou até sumir no céu, conforme o dia começava a nascer atrás dele.

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Percy encontrou sua mãe na antiga sala de estudos de Paul. A sala ficava em uma das torres mais altas do castelo, com uma visão ampla e rica do reino à esquerda e, à direita, o mar. Eram as águas cinzentas da Inglaterra que refletiam nos olhos da antiga rainha.

Entre o pó que emergia dos livros parados em estantes, as sombras do dia que ainda amanhecia e o aroma vazio de um castelo sem rei, Sally repousava na janela, vestida em negro, com o vento empurrando mechas de seu cabelo e fazendo seus olhos, vermelhos, piscarem repetidas vezes. Vez ou outra, fungava com delicadeza, e soltava ar pelos lábios. Sua mão direita, no entanto, era firme ao pousar sobre a moldura de pedra.

— Tanta alegria em um dia, e tanta tristeza em outro — disse. — Um dia, cheia. No outro, vazia. Não tenho mais idade para lidar com isso, Percy.

Ela se virou para o filho, mas não saiu do lugar. Percy estava parado no meio da sala, incerto quanto ao que fazer.

— Eu sinto muito, mãe. Profundamente.

Sally inclinou a cabeça um pouco para a direita e o olhou de uma forma carinhosa. Então caminhou até o jovem e o abraçou.

Percy já havia sugado forças suficientes de Annabeth, mas não resistiu a se apoiar na mãe e afundar seu rosto entre os tecidos macios de seu vestido, da mesma forma que fazia quando pequeno. Ele conseguia sentir a rainha-mãe apertar seus dedos contra sua roupa, como se Percy também pudesse desaparecer a qualquer momento e deixá-la sozinha. Ainda assim, Sally era silenciosa, igualmente o foi toda sua vida. O reino lá embaixo desconhecia a coluna de fortaleza que Sally era.

Vários minutos se passaram, até que Sally enfim se afastasse do abraço e, segurando os ombros de Percy, olhasse-o nos olhos. Com os lábios tremendo um pouco, ela pensou bastante antes de falar.

— Paul... foi muito especial em minha vida. Não apenas por ter me protegido quando soube de sua existência. Isso era o mínimo que eu poderia esperar dele. Paul era íntegro, amoroso e fiel. Eu fui muito amada por ele, e com certeza o amei com cada pedaço de mim — sorriu, e uma lágrima desceu por sua bochecha. — Nunca achei que a tarefa de rei estivesse à sua altura.

— Eu devia tê-lo escutado mais — respondeu Percy. — Por anos, achei que... bem, não importa. Eu estava errado.

— Que Paul não via você pelo que realmente era?

Percy se lembrou das aulas na Sacada Real. As longas, longas aulas na Sacada Real.

— Ele via demais em mim onde eu mesmo não via. Achava que mentia para me agradar, e que no fundo estivesse decepcionado comigo.

Sally passou a mão nos cabelos de Percy. Sua voz era frágil como uma linha de bordado.

— Perseus... Paul o amou como o filho que nunca poderia ter.

O jovem rei estreitou os olhos para a mãe, que apenas assentiu. Ele engoliu seco. Sentia as palavras virem até sua garganta, mas não poderia dizê-las. O olhar de Sally sussurrava que era melhor não o fazer. Em vez disso, ele pegou nas mãos da mãe, que estavam frias e eram tão pequenas, e as guardou dentro das suas por alguns segundos. Sally deu um beijo em sua fronte. Lá fora, tudo era silêncio, e não se ouviam passos alguns nas pedras. Ninguém ousou atravessar o corredor principal enquanto ambos estivessem lá, na sala de Paul.

O castelo inteiro era um único túmulo.

— Querido — Sally disse, e apontou para as duas cadeiras estofadas com algodão que existiam na sala. — Há algo que devo lhe dizer.

Percy se sentou de frente para a mãe. Agora, Sally parecia mais tranquila, embora ainda abatida. O sol que atravessava finalmente a janela iluminava de leve seu rosto e denunciava que a rainha havia permanecido desperta durante toda a noite. Mesmo assim, sua postura era ereta e, a cabeça, erguida, carregando uma coroa invisível.

— A partida de Paul, embora me destroce, não foi uma surpresa — começou, e Percy teve a gelada sensação de saber aonde aquela conversa rumava. — Há meses ele esteve doente, e por todo esse tempo ele se preocupou em preparar seu futuro. Nenhum de nós contávamos com os elementos do mundo sobrenatural que interferiram recentemente em nossos dias... — ela pausou, molhou os lábios e continuou — ...mas, aqui, no mundo natural, sua vida ainda é a mesma.

— Eu entendo, mamãe — Percy respondeu imediatamente. — Annabeth também entende. Nós dois sabemos que a Inglaterra precisa ser governada e...

Percy parou. Sally o olhava com uma expressão próxima à dó.

— Disse algo errado?

Sally balançou a cabeça.

— Não. Disse exatamente o que esperava.

— E a senhora preferia que eu dissesse outra coisa?

— Percy, eu sei sobre seu desejo de salvar Annabeth — respondeu, subitamente afiada. — Eu sei dos planos para a viagem. E eu sei que você contava com seu pai e comigo para permanecermos no governo. Mas... a vida claramente não pode ser planejada.

A cadeira de algodão não era mais tão confortável como antes, e Percy se remexia nela.

— Não entendo o que quer dizer.

— Percy, agora que Paul se foi, eu não vou continuar no trono. Eu não consigo, e eu não quero.

Depois de ouvir aquilo, Percy se jogou para trás na cadeira, como se as palavras da mãe o tivessem empurrado. Sally, embora parecesse triste, era também impassível. Ficou em silêncio por todo o tempo que Percy precisou para assimilar o que ela havia dito.

Não, não e não. Percy havia prometido a Annabeth que ambos partiriam juntos. E não era apenas por levar a esposa consigo, era também pela questão do tempo. Eram apenas 27 dias – agora, 25 – e Percy não poderia buscar a planta, encontrá-la, colhê-la e trazê-la de volta ao reino em um espaço de tempo tão curto. Era impossível, ou requereria alguma magia do mundo sobrenatural ao qual ele não queria ter acesso, uma vez que já havia dito a todos os semideuses e deuses menores que a batalha já tinha terminado.

Mas, sem o apoio de sua mãe, deixar Annabeth sozinha para governar era a única opção possível. O que seria outro risco, considerando todas as experiências que Annie já havia tido com o castelo e com os nobres. Naquele ninho de víboras, Cronos não seria o único interessado em tirar sua vida, e talvez Percy tivesse um prazo ainda menor que 25 dias para retornar.

— Não se sinta obrigado a esconder sua raiva — sussurrou Sally, tão doce e tão venenosa ao mesmo tempo. — Eu entendo.

— Eu... na verdade, eu não sei o que fazer.

— Não é mais fácil para mim, acredite. Mas eu não posso perder ambos agora.

— A senhora não acredita que conseguiremos?

A rainha-mãe segurou o fôlego, claramente impedindo a si mesma de responder rápido demais. Suas mãos uniram-se em seu colo e ocuparam-se em estralar os magros dedos.

— Não — concluiu. Mas acrescentou logo em seguida: — Perseus, eu vi o suficiente dessa vida para conseguir me manter otimista em situações como essa. Eu poderia recitar dezenas de vezes em que pedi por finais felizes e recebi lágrimas. Hoje eu posso olhar para trás e pensar que tudo foi para o melhor, afinal de contas, mas isso não me salvou do medo que sinto todas as vezes em que olho para você.

Quando ela terminou, suas bochechas estavam rosadas e a respiração era pesada. Ela cobriu a boca com a mão direita, mas era tarde — as lágrimas vieram em torrentes que a fizeram virar o rosto e soluçar.

Enquanto a mãe lutava com as lágrimas impiedosas, Percy se manteve em silêncio. Ele sentia todo o seu corpo se contrair e endurecer como se estivesse se preparando para outra batalha. Nos últimos dias ele não tinha tido descanso. A cada hora, uma nova facada o deixava zonzo. Em algum momento, e Percy tinha certeza disso, ele iria quebrar ao meio.

— Percy, se eu pudesse salvá-lo de tudo isso — Sally sussurrou, ainda incapaz de olhar para ele. — Se eu pudesse simplesmente deixá-lo ir, ou se eu pudesse escolher e evitar que você fosse rei, ou fosse um semideus, ou se eu pudesse... ah.

Ela soava frustrada consigo mesma. Quando enfim encarou Percy, ela impediu que ele falasse qualquer coisa.

— Mas não podemos, certo? — ela fungou e sorriu sem alegria. — Você conhece seu dever real tão bem quanto eu. A Inglaterra ainda está lá fora. Há pessoas inocentes nessas terras que não fazem ideia do que está acontecendo a você e não têm culpa alguma disso. Não podemos permitir que elas sofram por algo que sequer entendem.

— Eu sei — disse Percy.

Sua mãe moveu a cabeça lentamente em um aceno de aprovação.

— Essa é sua metade normal, querido. Você não deve negligenciá-la. Eu sinto muito, mas um de vocês deve ficar.

Percy poderia ter gritado e reclamado. Eram apenas vinte e cinco dias, o que raios aconteceria ou deixaria de acontecer num período tão curto? Mas ele não tinha essa força e tampouco era ignorante o bastante para argumentar contra sua mãe. Nem tudo dizia respeito ao mundo divino, afinal. Pela maior parte de sua vida o Reino era tudo o que ele conhecia e priorizava. Não poderia ser diferente agora.

Restava saber se Annabeth entenderia isso.

— Se você quiser, posso conversar com Annabeth — Sally sugeriu, lendo mais em suas expressões faciais do que ele alguma vez seria capaz de exprimir.

— Não — respondeu, monótono, sua boca tão seca quanto um deserto. — Eu preciso fazer isso.

Sally se inclinou na cadeira e alcançou uma das mãos sobre sua bochecha, acariciando com ternura.

— Eu te amo tanto — segredou. — Espero que um dia possa me perdoar.

Ele colocou sua mão sobre a dela.

— Não há nada o que perdoar.

Então se levantou, despedindo-se da Rainha-mãe com um sorriso cansado. Ela voltou a repousar na cadeira, a cabeça levemente inclinada e os olhos pousados lá fora, nos campos esverdeados que pintavam o vazio da janela.

Percy caminhou até a porta e se preparava para sair, mas parou. Virou-se para a mãe, hesitante.

— Mamãe — chamou. Sally ergueu os olhos da janela para ouvi-lo. — Meu pai... o outro. O das águas.

Ela franziu as sobrancelhas para ele. Percy escolhia as palavras.

— Ele não tem ligação alguma com isso, certo?

Sally pausou por dois ou três segundos, e então sorriu. Voltou a observar a paisagem diante de si.

— Diga-me você. Não sou eu que tenho o sangue dele — respondeu.

Notas finais
então gente eu falei que eu ia voltar também achei que seria mais cedo mas i suspect you have questions...........................
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.