Notas iniciais
Olá pessoas lindas! Milagrosamente temos dois capítulos essa semana. O capítulo era para ter ficado cômico, mas o final ficou meio pesado, carregado, sei lá. Espero que gostem. Tema: Viagem Boa leitura!

HOUSE OF JEALOUS LOVERS

Quando Ishida Yamato abriu a porta da quitinete que divida com Yagami Taichi, ele esperava encontrara qualquer pessoa ali, e intimamente desejava que fosse Sora, mas com certeza, não esperava que quem tivesse apertado sua campainha naquela manhã sem graça de domingo fosse Ichijouji Ken.

Conhecia o adolescente, se dava bem com ele até, mas nada que o fizesse considerá-lo um amigo próximo que poderia aparecer em sua casa em um dia improvável sem avisar. Não pôde esconder a expressão ao encarar o menor parado diante da porta, o cabelo puxado para trás, preso em um coque estilo samurai e agarrado ao fino moletom tentando se proteger do frio duas vezes mais intenso em Tóquio do que Odaiba.

O loiro deu passagem e deixou que o adolescente entrasse no apartamento. Ichijouji cumprimentou com uma mesura e tirou os sapatos, seguindo o anfitrião por um estreito corredor até chegar a uma pequena sala. Ken julgou que a sala deveria ser menor que seu quarto e parecia ainda menor por causa de uma enorme mesa localizada no centro do ambiente.

A mesa de madeira estava coberta de livros e Yagami Taichi estava debruçado sobre ela com uma cara exausta e derrotada. Além dos livros e papeis espalhados pela mesa, era possível ver uma grande garrafa térmica e duas canecas com café. Era final de semestre e a dupla de veteranos passava noites a fio estudando para concluir o primeiro ano de faculdade com boas notas. Taichi lançou um olhar confuso a Ishida quando viu quem o acompanhava, mas o colega deu de ombros.

“Aconteceu alguma coisa?” Perguntou se levantando. “A Hikari está bem?” Para que um dos Digiescolhidos estivesse ali sem avisar, boa coisa não seria.

“Não, não. Está tudo bem com a Yagami-san.” Respondeu.

“Takeru então?” Curvou as sobrancelhas. “Algum dos outros? Vocês estão tento problemas no Digital World ainda?” Tanto Taichi quanto Yamato estavam a par dos recentes acontecimentos graças a seus irmãos. Eles até haviam se oferecido para ajudar, na medida do que podiam e enviados seus parceiros para ajudar nas investigações.

“Está tudo bem com o Takaishi-kun e com os outros.” Respondeu tentando tranquilizar a dupla. “Ainda não resolvemos os problemas no Digital World.” Admitiu. “Mas não é por isso que estou aqui hoje.” A expressão no rosto do menor era indecifrável, parecia muito dura e determinada, mas havia algo mais. “Eu preciso de conselhos... com garotas.” E o rosto corou quase que instantaneamente.

Taichi e Yamato trocaram um olhar sem realmente entender. Então o que havia abalado o gênio de Odaiba até Tóquio tinha sido uma garota?

Ken se sentia completamente constrangido com aquela situação, mas não sabia mais o que fazer. Desde que discutira com Miyako, não sabia mais como tratá-la. Ela havia tentado se desculpar dezenas de vezes, mas ele permanecia irredutível e nem ele sabia realmente o porquê. Ficara chateado sim, porque ela o negara na frente dos amigos, mas ele havia concordado em manter o relacionamento sem títulos e conhecimento geral. Claro que na prática a coisa não havia caminhado dessa forma e tanto a família Ichijouji como a família Inoue já o tratavam como um casal oficial. Por isso, ele não achou que haveria problemas se seus amigos também soubessem, mas Miyako parecia pensar diferente.

A garota tentara se desculpar, mas nunca explicava porque não queria que Daisuke e companhia soubessem sobre eles e isso o deixava com muito chateado. Mas a verdade é que queria fazer as pazes com a garota e principalmente entender o que a motivava a mantê-los em segredo. Como a própria não queria entrar em detalhes e ele não poderia contar com a ajuda de Hikari, que não sabia sobre eles, restara pesquisar sobre comportamento feminino na internet, mas isso só servira para deixá-lo ainda mais confuso. De acordo com os artigos que lera, mulheres eram imprevisíveis e por vezes, assustadoras e nada em seu comportamento fazia muita lógica ou sentido.

Então lhe restara apenas uma opção, perguntar a alguém. Daisuke e Takeru estavam fora de questão, primeiro porque em tese eles não sabiam do relacionamento do amigo e segundo porque nenhum deles tinha qualquer experiência nesse campo. Perguntar para seus pais estava fora de questão, assim como para as irmãs de Miyako, que não conseguiriam ser imparciais. Só lhe restava Ishida Yamato e Yagami Taichi. Os dois veteranos já tinham namorado, namorado a mesma garota, aliás, e eram as únicas pessoas que Ken conhecia que poderiam dar algum conselho. E por isso ele estava ali, com a cara mais deslavada que podia.

“Bem, qual o lance com a garota?” Yamato se sentou em uma poltrona minúscula próxima a porta e indicou uma cadeira para Ken.

“Ela...” Respirou fundo e encarou os próprios pés. “Não quer admitir que estamos namorando.” E se sentiu completamente ridículo por dizer isso em voz alta.

“Como assim ela não quer admitir?” O loiro forçou.

“Alguns amigos perguntaram se nós estávamos juntos e ela disse que não.” Respondeu ainda mais sem graça, ficava com raiva só de lembrar-se da cena.

“Ué, vai ver ela não quer nada sério, só curtir sabe.” Taichi respondeu e só quando recebeu um olhar fuzilante do companheiro de apartamento é que percebeu que falara demais.

“Existe algum motivo que você conheça para que seus amigos não soubessem sobre vocês?” O ex-Digiescolhido da amizade desviou a afirmação do amigo.

“Um dos nossos amigos, ele provavelmente tiraria sarro da situação.” As mãos apertaram a barra do moletom. “Mas eu não acho que isso seja motivo suficiente.” Encarou a dupla com olhos suplicantes como se esperasse uma aprovação da afirmação.

Yamato lançou um olhar para Taichi que sorriu enviesado, mas Ken não entendeu o que aquilo significava. Então prosseguiu.

“Mas vocês estão mesmo namorando?” Não que desconfiasse do moreno. “Mas existem muitas formas de relacionamento, antes do namoro propriamente dito. Pode ser que vocês estejam só saindo, amizade colorida, ficando... Você sabe.” Se lembrava de que Sora também não tinha facilitado muito no início e ele praticamente teve que adivinhar quando eles deixaram de sair ocasionalmente e se tornaram namorados.

“Nós fazemos programas juntos e andamos de mãos dadas e nossas famílias sabem e eu até fui jantar na casa dela. Então acho que isso é um namoro.” Disse sem muita certeza. A verdade é que ele não entendia quase nada sobre o assunto, fora o que via na televisão. E nas novelas e filmes tudo era muito bonito e fácil.

“Me parece um namoro.” Resmungou Taichi do outro lado da mesa, que permanecia em silêncio desde seu infeliz comentário.

“Então, não faz sentido ela não querer assumir, certo?” O moreno questionou.

“Quem é a garota?” Yamato perguntou com um sorriso simpático, incentivado Ken a falar, afinal era difícil responder se ela não assumiria apenas por isso se eles não sabiam que tipo de garota era.

“A Inoue-san.” Não conseguia chamá-la pelo nome diante dos outros. Sentiu as bochechas corarem, mas tentou se controlar o máximo que podia.

“E o garoto é o Daisuke, certo?” Taichi completou dando um sorriso matreiro. O moreno apenas concordou. “Bem, não conheço muito a Inoue, mas ela não parece ser do tipo que se abalaria apenas pelos comentários do Daisuke.“

“Algumas garotas não gostam de títulos, é como se chamar de namorado desse outra magia para a coisa.” Yamato observou.

“Você está falando da Inoue ou da Sora?” Yagami mostrou a língua para o amigo. Sabia como Takenouchi tinha problemas com títulos e oficializações. O relacionamento entre Taichi e Sora fora fácil e Yamato, quando ocupou seu lugar, passou pelos mesmos problemas.

Ken ficou assistindo os dois veteranos se provocarem. Takenouchi parecia tão séria e centrada, não imaginava que ela tivesse problemas para admitir seus sentimentos e ingressar em uma relação. Mas será que esse era o problema de Miyako? Seria engraçado de certa forma, já que ambas eram guardiãs do brasão do amor. Mas não via motivos para a garota desgostar de títulos. Ela mesma havia se declarado e sugerido que ficassem juntos. Embora, ela também havia sugerido que eles não assumissem títulos. Será que ela tinha medo que a coisa mudasse se eles estivessem efetivamente namorando? Pensando melhor, as coisas estavam bem mornas entre eles até que ele tomou iniciativa para beijá-la, será que ela queria ficar nesse estágio para sempre?

“Eu não tenho culpa que você a deixou tão traumatizada, que ela começou a ficar com pavor de namoro.” Rebateu o loiro com uma careta, respondendo a provocação de Taichi.

Ichijouji fechou o cenho instintivamente. Será que era esse o problema de Miyako? Sabia que ela era mais experiente e já tinha saído com outro garoto antes, mas tinha sido só um beijo, não? Ou ela tinha namorado o sujeito? Tudo o que sabia era o que Daisuke tinha lhe contado. Na época não se sentira enciumado, afinal havia a sombra de Izumi para se preocupar, mas agora, pensando melhor, a garota beijava muito bem e tinha muito mais noção do que eles deveriam fazer, onde deveriam ir. Não podia ser só de ler shoujo mangá, poderia?

Aquilo o deixava enciumado e apavorado. Será que ela não estava considerando a ideia porque ele não tinha experiência? Ou o relacionamento anterior tinha sido tão ruim que ela não queria mais verdadeiramente se envolver com alguém?

“Será que a Inoue-san tem algum trauma?” Perguntou de repente, tirando os dois da discussão infantil que travavam.

Os veteranos o encararam sem saber o que responder, nenhum deles conhecia a garota do cabelo lavanda tão bem para saber de sua vida particular.

“Talvez ela só tenha medo de que isso estrague a amizade de vocês. Sabe, as meninas têm medo disso.” Taichi passou a mão pela cabeleira castanha. “As garotas têm desses problemas. Elas gostam, mas têm medo de perder. É aquela história de ter um pouco a perder tudo.”

“Fala da Sora?” Desta vez, foi Yamato quem provocou. A garota do cabelo castanho tinha tido muita dificuldade em aceitar os sentimentos de Yagami porque temia que isso arruinasse a amizade entre eles.

Ichijouji sabia o peso disso. Até ele tinha receio de que isso afetasse sua amizade com a garota. Desde que começara a gostar dela isso vinha afetando o relacionamento que tinham, as crises de ciúmes, as brigas. Havia a possibilidade das coisas não deram certo, mas ele não queria pensar nisso, ele estava feliz por finalmente estar bem com a garota e queria que a situação permanecesse dessa forma. No final, havia tantas possibilidades que ele se sentia ainda mais confuso que antes.

A campainha tocou e Yamato foi atender a porta, Taichi observou a expressão confusa no rosto do calouro e tentou minimizar a situação com um sorriso.

“Eu sei que pode parecer estranho e até mesmo desesperador esse tipo de situação, mas as garotas são assim mesmo, tem algumas frescuras bem estranhas em relação a relacionamentos. Talvez, ela só esteja esperando você pedi-la oficialmente em namoro.”

“Pedir oficialmente?” Ichijouji curvou as sobrancelhas.

“Elas gostam dessas formalidades.” Completou fazendo uma careta divertida. Pensando bem, nunca nenhum deles havia dito realmente a que pé a relação estava, por mais que seus pais a chamassem de namorada e a família Inoue o tratasse como tal, ele nunca tinha perguntado se Inoue queria ser sua namorada.

“Quem gosta de formalidades?” A voz fininha de Takenouchi Sora ecoou assim que entrou na sala e lançou um olhar inquisitivo para o ex-namorado. Ela pareceu confusa com a presença do calouro ali, mas o cumprimentou com um sorriso, que Ken retribuiu com uma mesura.

“Talvez Sora saiba te responder melhor.” Taichi passou a responsabilidade para a recém-chegada. “As meninas entendem umas as outras, certo?” E deu uma piscadela para amiga.

Antes que a garota pudesse perguntar do que se tratava, Yamato a deixou a par da situação e Ken só conseguiu manter-se em silêncio, sentindo o rosto corar ao ouvir sua própria história. A mulher ouviu atentamente, os olhos se arregalaram vez ou outra, ela coçou o queixo, chamou a atenção de Taichi duas vezes pelas bobagens que proferira ao adolescente e no final apenas sorrir, sem dizer o que realmente concluirá.

Yamato foi preparar um chá para a namorada, que se acomodou na poltrona onde ele estava e a conversa no apartamento fluiu para as intrigas no Digital World. Ichijouji explicou a teoria que formulara, mas sem muitos detalhes e Yagami e Takenouchi se ofereceram a ajudá-los no que fosse necessário. O loiro voltou com chá e bolinhos e a conversa caminhou para coisas mais leves, típicas do cotidiano de universitários e Ichijouji percebeu que era hora de ir.

Se levantou e com uma mesura se despediu, mas ficou surpreso quando Takenouchi se ofereceu para acompanhá-lo até a estação. Yamato disse que iria junto, mas a garota declinou e fechou a cara só para dar mais ênfase ao não. Ichijouji estranhou, afinal ele não era próximo da ex-tenista, mas ao vê-la despachar o namorado, achou melhor não declinar a oferta.

O caminho do apartamento até a estação não era muito longo, mas Sora caminhava lentamente, como se quisesse prolongar a jornada. Ela o encarava e sorria, mas nunca dizia nada.

“Takenouchi-san, não precisava me acompanhar.” Disse sem jeito depois de receber mais um sorriso.

“Está tudo bem, eu estava a fim de caminhar um pouco.” Mas considerando que ela tinha acabado de chegar ao apartamento do namorado, aquilo não deveria ser totalmente verdade. “Além disso, seria impossível termos uma conversa adequada na companhia daqueles dois.” E revirou os olhos. “Pelo que percebi, eles não te ajudaram muito.”

O garoto só sorriu, não queria admitir que a dupla, além de não ter ajudado nada, contribuiu ainda mais para que ele ficasse confuso.

“Miyako-chan só está tentando proteger você.” Enfiou as mãos nos bolsos do casaco.

“Me proteger?” Curvou as sobrancelhas sem entender.

“Não sou muito próxima da Miyako-chan, mas sei que ela se preocupa muito com você.” Sorriu de forma calorosa. “Ela me disse que vocês vinham tendo alguns desentendimentos, ela queria encontrar uma forma de vocês se acertarem.” Puxou uma mecha do cabelo e colocou atrás da orelha. “Koushiro-kun disse a ela que ela deveria dizer como se sentia para você e isso acabaria resolvendo as coisas. Vejo que ele estava certo.” E sorriu novamente.

Ichijouji não sabia de nada disso, não fazia ideia de que Izumi tivesse contribuído para a união entre eles. Não deixava de ser estranho, considerando que o moreno sempre achou que o geek seria seu maior empecilho. Mas mesmo assim, não conseguia entender como Miyako queria protegê-lo.

Os dois continuaram caminhando, Sora cantarolava uma canção que Ichijouji não conhecia, mas que ouvira Takeru cantar diversas vezes. Finalmente, depois de atravessar uma rua movimentada, chegaram à estação.

“Takenouchi-san, eu não entendo.” Pensara nisso o caminho todo, mas não chegara à conclusão nenhuma. “Por que disse que Inoue-san está me protegendo?”

“Porque você é Ichijouji Ken.” O garoto não entendeu. “Ela me disse certa vez que queria poder te apoiar, mas tinha medo de se tornar um peso a mais para você carregar. Eu disse a ela que não acreditava que ela fosse se tornar um peso para ninguém, mas ela me explicou que ela não seria um peso para outras pessoas, mas seria para Ichijouji Ken.” Os olhos do adolescente se arregalaram e assumiram uma expressão sombria. “Acho que isso faz mais sentido para você do que para mim, talvez esteja relacionado com o fato de você ser um gênio e ela julgar que não está a altura.”

Sora sorriu, mas o adolescente não sorriu de volta. Agradeceu, se despediu com uma pequena mesura e se encaminhou para a estação.

=8=

A viagem de Tóquio até Odaiba não era longa. O vagão de trem sacolejava ritmicamente e embalava o sono de boa parte dos passageiros. Ken queria estar sonolento, mas as palavras de Takenouchi ecoavam em sua cabeça repetidamente. Sabia que o maior peso de ser Ichijouji Ken era ser Ichijouji Ken. Sabia que ser o garoto gênio sempre seria um problema, mas nunca poderia imaginar que Inoue temia se tornar um peso para ele, assim como seu passado era e como a lembrança do irmão sempre seria.

“Ela sabe que você é um fracote.” A voz sádica e familiar ecoou em seus ouvidos. “E você achando que ela estava com medinho, na verdade o medroso é você.” Ken apenas arqueou as sobrancelhas, encarando sua outra parte. “Não me olhe desse jeito. A garota entende mais de você do que você mesmo.” E os lábios rasgaram o rosto em um sorriso presunçoso.

“Takenouchi-san disse que Miyako acreditava não estar no mesmo patamar.”

“Isso foi o que aquela magricela disse, mas você sabe muito bem que não é disso que a quatro olhos estava falando.”

“Acha que ela será um peso para mim?”

“E já não é? Não é quem te faz sofrer e perder o controle de quem é? Quem te faz me procurar para algum consolo?” E o moreno não poderia negar tais afirmações. “Tirá-lo da sua zona de conforto é sempre um risco. Foi assim quando seu irmão morreu, e quando você me abandonou. Foi assim quando você descobriu que gostava dela e será assim quando a coisa entre vocês ficarem mais sérias.”

“Mas nós estamos bem...”

“Ah, a apaixonite do começo.” Ironizou. “Você ficou idiota depois que nós nos separamos?” E o sorriso se ampliou. “Acha que não vai haver conflitos, brigas e sofrimento? Ela sabe como você é cheio de paranoias quando o assunto é sentimental, por isso esse relacionamento a passo de tartaruga.”

Ichijouji Ken abriu a boca, mas não respondeu nada. Encarou seu reflexo no vidro da janela e viu Kaiser esperar algum argumento. Sabia que haveria problemas e esperava enfrentá-los ao lado da garota. Respirou fundo, tentando achar uma solução, mas uma lágrima desobediente escorreu pelo rosto pálido.

“Ela será um peso maior do que você pode carregar.” Provocou.

“Ela não será.” Gritou revoltado. A voz ecoou pelo vagão, acordando os passageiros e atraindo a atenção para si. Pôde ouvir duas mulheres próximas a si comentar da falta de educação dos jovens enquanto um rapaz um pouco mais velho comentou com a namorada que aquele era o menino gênio. Encarou seu reflexo na janela apenas para ver a si mesmo ofegante e corado. No final, ele é quem seria um peso para Miyako.

Notas finais
N/T: Isso ficou meio trágico, mas não consigo me desvincular do fato de que Ken não consegue lidar bem com emoções muito fortes. Qualquer um que me conhece sabe que eu não gosto de nomes em inglês, seja da fanfic ou nos capítulos, mas achei que combinava com o capítulo. Caso alguém tenha curiosidade, House of Jealous Lovers é nome de uma música do The Rapture. Comentários, críticas, sugestões são sempre bem-vindos!