A Garota de Sovengard
1 Prólogo
Notas iniciais
Em uma cidade média, ao norte de tudo, existia Stein. Uma cidade simples, porém populosa, produtora de vinho e outras bebidas quentes. Nela havia um pequeno centro comercial e quase todos moravam em pequenas fazendas espalhadas pelo território.
Uma garota, Megara, nasceu longe de Stein. Nasceu nas ilhas do sul, em Islandgard. Era uma criança tempestuosa e teimosa, como a maioria de seus parentes. Era muito parecida com seu pai, Jorah, O grande. Ele era líder de um clã da costa de Islandgard, era um homem muito aclamado e tinha apoio de famílias de outros clãs que se apoiavam naquela época.
Tudo começou em uma noite de lua cheia, onde a bebedeira e os berros dos homens bêbados assustavam as crianças nos quartos. Megara estava em um dia de fúria descontrolada, algo muito curioso para uma criança de seis anos. Havia meses que se encontrava em Riften, abandonada pelos pais na casa de um “estranho”. Pulou a janela, em mãos tinha apenas seu arco feito sob medida, com a madeira de algum carvalho poderoso. Correu como nunca, se escondendo de todos em pequenos esconderijos que só a cabiam. Ninguém podia reconhecê-la, afinal, era parecida com todas as outras meninas: pele branca, cabelos castanho escuro e olhos negros. Esgueirou-se até os estábulos. Havia milhares de cavalos, todos enormes e peludos, Shires, vindos de Witherun, a cidade dos cavalos. Ela observou e por fim, concluiu que eram grandes demais para que ela conseguisse alcançar o dorso.
Pelo canto, mau equipado e mau humorado, um potro. Tinha o olhar selvagem e puro, arregalou-o para observá-la. Seria ele, um pequeno Shire e uma pequena garota. Roubou uma capa marrom e vestiu-se dela. Subiu no cercado e se jogou sobre a sela improvisada. O cavalo coiceou, pulou e reclamou. Ela caiu. Olhou em volta, o barulho que ele fez podia ter chamado a atenção dos tratadores. Viu um mato e o trouxe como distração. Passou a mão pelas bochechas do potro e viu a marcação em sua cabeçada: Memphis.
- Memphis – ela disse. O cavalo a olhou e tornou a comer.
Subiu no cercado, encaixou o pé no estribo e montou.
- Vamos. – ordenou. O animal ignorou-a completamente.
Ela puxou sua rédea e nada. O mato acabou enquanto ela dava nada gentis toques na barriga do filhote. Ele empinou, se virou e galopou para fora do celeiro em que estava. A menina se atrapalhava enquanto esforçava-se para não cair novamente. O conjunto galopou ferozmente até o portão de Riften e se foi, como um sopro.
“Não sei onde estou, apenas estou assustada, vai ficar tudo bem.” Repetia para si mesma. Estava envolvida por sua capa marrom encostada em uma árvore na floresta, que era cheia de um verde escuro e pouca luz.
A garota continuou seu caminho por dias. Desistiu logo, apenas gritava por socorro enquanto o jovem potro os guiava pelo desconhecido. Encontrava fios de água e dele bebia. Ela ia morrer logo.
- Ou, isso, bom garoto.
- Ela está viva?
- Está respirando, precisamos levá-los daqui, agora. Vá chamar os outros.
Ela foi carregada, inconsciente, para mais longe do que planejava. Os caçadores eram do Vale e a levaram para ele, até a cidadela, chamada Elder, assim como o vale.
Fale com o autor