Notas iniciais
e ai gente? espero que gostem

Caminhavam em silencio, nenhuma das duas falavam e sempre que Gabi tentara, inutilmente falar, a Vó (N/A: vamos chamá-la assim), levantava a mão, a calando. Esse suspense todo estava fazendo Gabi surtar. Para onde afinal, Vó a estaria levando.

Andaram mais alguns quarterões, chegando a uma pequena estrutura. Gabriela procurou o nome avistando uma grande placa que dizia \"Centro de Fertilização\". Ela não acreditou que a Vó a levara a uma clínica de fertilização, seria basicamente impossivel.

- Por que me trouxe aqui? — preguntou ela, fazendo a Vó parar.

- Por que quero que tente isso.

- Mas se não funcionar?

- Não saberá se não tentar, vamos — falou puxando Gabi pelo pulso. Entraram na clínica e fora até a recepção. — Com licença.

- Em que posso ajudá-la? — preguntou a recepcionista dirigindo seu olhar a Vó.

- Gostaria de falar com o Dr. George.

- Vou chamá-lo, um instante — assentiu e se levantou indo procurar o médico.

- Você o conhece? — preguntou Gabriela um tanto confusa.

- Eu já andei por ai procurando clínicas de fertilização, e aqui foi a única que gostei.

- Espere, a senhora andou procurando...? Há quanto tempo?

- Desde o último surto da mãe de Alex — falou indo se sentar em uma das cadeiras da saleta de espera. Gabriela parecia surpresa e confusa. A Vó, que era imparcial aos assuntos, agora estava até ajudando para Gabi finalmente tentar ter um bebê.

- A senhora acha que vai dar certo? — perguntou um pouco desconfiada.

- Vamos ver — disse assim que o médico chegou sorrindo.

- Olá, sou o Dr. George — sorriu lhes estendendo a mão — Ah, olá senhora — falou reconhecendo-a.

- Como vai doutor? Está aqui é a Gabriela, a que eu lhe falei.

- Prazer em conhecê-la Gabriela.

- O prazer é meu senhor.

Dr. Geoge as levou até sua sala. Ao entrarem sentaram-se nas cadeiras de frente para o médico que não deixara um minuto de sorrir. Gabriela reparou no doutor que possivelmente a ajudaria. Era um homem que beirava a casa dos 50, tinha poucos cabelos brancos na lateral de sua cabeça. Seu sorriso passava confiança e carisma. Era um homem bonito afinal.

- Então, como posso ajudá-la? — perguntou olhando para Gabi.

- Digamos que não sabemos se ela pode ou não ter filhos doutor. — falou Vó, tomando a palavra de Gabi. Sabia que ela não gostava de dar muitas explicações, e para dizer como George poderia ajudá-la, teria que, basicamente, abrir-se com ele, contando-lhe parte de seu passado.

- Tomo pilula Gabriela?

- Não.

- Namora, é casada?

- Namoro. Moro junto com Alex, na verdade.

- Certo — murmurou anotando em uma ficha. — E as relações sexuais, usam camisinha constantemente?

- Não temos usamos há uns 2 meses.

- E sua mestruação veio normalmente?

- Sim. — falou desviando seu olhar de George e observando sua sala. Vira fotos de uma mulher e crianças. Constatou que fosse a familia dele. Quadros cubriam o espaço das paredes.

- Vamos fazer alguns exames e veremos se está apta a talvez, fazer uma insiminação. — tendo a atenção de Gabi.

- Está bem.

- Espero que a ajude George — falou Vó inclinando-se por cima da mesa do doutor. Parecia que suplicava por ajuda.

- Vamos fazer o possivel senhora — falou, sorrindo. Ele passava esperanças para Gabi. Esperanças há muito predidas.

Gabiela seguiu George até a sala de exames. Fizera todo tipo de testes e exames para verificar se ela poderá engravidar. Gabriela fizera exames hormonas, raio X das trompas e ovários e útero. Alex teria que fazer espermograma, para saber a quantidade de espermas ejaculado. O processo demorou mais ou menos 1 hora.

- Os exames foram feitos com sucesso Gabi, aparentemente não tem nada de errado com você.

- Então por que não consigo engravidar doutor?

- Talvez seja algum problema de fertilidade ou infecção no colo do útero. Não se preocupe Gabi, tudo isso tem jeito.

- E o que eu posso fazer para engravidar? — perguntou apreensiva.

- Podemos fazer uma ensiminação, caso queira. Seu namorado virá aqui e nos dará seu esperma, faremos a junção do esperma com seu óvulo e depois inserimos no seu útero.

- Qual a probabilidade deu engravidar?

- Muitas.

Gabriela conversou mais um pouco com George, esclareceu algumas dúvidas, falou seus medos e vontades. George assegurou que fará o possivel para ajudá-la. A Vó e Gabi sairam da clínica e foram juntas para casa de Gabi.

Fizeram o jantar juntas e conversaram mais sobre a inseminação, quando Alex chegou.

- Gabi? Vó? — chamou ele ao ouvir vozes vindo da cozinha.

- Estamos aqui!

- Gabi, não conte nada a Alex, será melhor.

- Tudo bem. — falou, vendo Alex sorrir ao encontrá-las rindo e fazendo o jantar juntas.

- Mas que honra encontrá-la aqui vó — lhe deu um beijo e foi até Gabi — Oi minha linda! — falou, lhe dando um selinho.

- Como foi no hospital?

- Foi tudo bem. Chegou um bebê com pneumonia, pedi para cuidar dele... — falou, sentando-se a mesa onde estava sua vó. Gabriela e Vó se olharam. Gabi não gostava de esconder nada de Alex mas, talvez dessa vez fosse preciso. Pensava que, não dando certo seria mais um decepcionado.

Com o jantar pronto, todos comeram e conversaram animadamente. Gabi se pegava distraida pensando como seria perfeito ter um bebê com Alex. Era o pedacinho que faltava em seu coração.

Vó foi embora e Alex fora tomar banho. Gabi arrumou tudo e foi se deitar.

- Estava pensativa no jantar, o que houve? — perguntou Alex saindo do banheiro.

- Nada demais.

- Gabi, se for ainda por causa da minha mãe...

- Não Alex. É sério, estou bem amor — falou, chamando-o para a cama. Ele deitou-se ao seu lado e adormeceram abraçados. Porém Gabi, não conseguia dormir, pensava muito no que George falou. Quando conseguiu dormir, sonhou com um bebê com a carinha de Alex.

Notas finais
e ai? tá bom? achei o caps um pouquinho estranho.. sl.. reviews?