A Garota da Casa ao Lado
11 Conhecendo o Mundo!
Notas iniciais
tô tão feliz com os reviews nossa, agradeço de coração pelos comentarios e estou hiper feliz por estarem gostando, beijo e boa leitura
Chegamos na casa da minha vó e eu sai do carro, vi a surpresa no rosto de Gabriela quando ela viu a casa que minha vó morava.
Digamos que era uma casa grande, tinha dois andares, o 2º ela alugava de vez em quando pra ter renda por alguns meses. A frente da casa era feito de pedras que davam um ar rústico a casa, entrando nela você via a sala, grande e espaçosa, com TV e um sofá grande o bastante para 10 pessoas, mais adiante estavam os quartos, tinha uns 3 ou 4, não lembro, o da minha vó, um meu, um da minha mãe e um para hospede, sim 4.
Mas pro fundo tinha um quintal onde minha vó costumava colocar suas plantas, tinha um jardim na verdade, muito bonito e florido, ela tinha diversas flores.
Gabi adorou aquela parte da casa, e tinha o terraço, onde havia a piscina. A levei lá, onde sentamos na escada que dava pra piscina e conversamos.
- Nossa, a casa é enorme, dá pra se perder aqui. — falou ela olhando em volta
- Sim, minha vó tem um senso bom sobre grandeza.
- Você já morou aqui?
- Sim, quando era pequeno. Fui morar com a minha mãe quando tinha 8 anos. Minha vó não gostou muito, mas acabou aceitando.
- Entendo, deve ser difícil sair de um lugar onde cresceu não?
- Um pouco, eu sempre vinha pra cá nas férias, mas agora ta mais complicado.
- Por que? Eu viria pra cá todo dia se pudesse.
- Minha mãe foi promovida há pouco tempo, então tem que se acostumar com o trabalho. E sobre vir aqui todo dia, isso não seria problema nenhum.
- Como assim?
- Se você quiser pode sempre vir pra cá, só me falar e eu te trago.
- Eu não poderia — falou, abaixando os olhos.
- Não vai ser nenhum problema, minha vó não se importaria, não ia se encomo..
- Não Alex, eu não poderia vir pra cá, não posso deixar minha mãe sozinha.
- Ah, eu.. Entendo. Mas pode vir sempre que quiser.
- Nem sempre.
- Seu padrasto não deixaria?
- Não.
- Ele não é nada seu Gabriela, não é seu pai, você pode fazer o que quiser, e quando quiser.
- Não é bem assim Alex, você não o conhece, não posso sair quando bem entender, me prejudicaria.
- Você tem medo dele?
Ela me olhou e suspirou, entendi que não me falaria nada. Ela tinha medo dele, do que poderia acontecer, mas ele não faria nada com ela, não ousaria, ele não é nada. Não é?
- Alex? — me chamou, vendo meu silencio
- Fala
- Obrigada por hoje. — falou, chegando mais perto.
- Mas eu não fiz nada.
- Fez sim, me apresentou o mundo — então, ele me abraçou. Senti seu perfume, seu cheiro, não a soltaria mais, ela seria minha pra sempre.
- Alex, Gabi? — chamou minha mãe — Vamos?
Olhei pra Gabi e seu olhar foi de tristeza, sei que ela não queria voltar, não queria deixar o mundo que eu a apresentei e que um dia seria dela.
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