Notas iniciais
Ai ai... Gente. Eu sei que falei que ia postar antes, mas não confiem em mim. Tipo, não confiem em mim NUNCA KKK se eu falar que vou postar naquele dia, acrescentem mais um 3 dias, ok? kkkkk
A verdade é que depois de postar o capítulo aqui, ser muito ameaçada de morte, ódio eterno, eu fui sequestrada por leitoras (é verdade) que me torturaram até eu prometer que tudo ficaria bem no final... E elas só me soltaram agora HAHAHA
to zuando.... enfim
espero que gostem.
ps: Em itálico são pensamentos da QUINN.

– Isso é loucura Santana. Você está maluca!

– Quinn Fabray. Será que você pode fazer o mínimo de esforço e tentar resgatar qualquer coisa na memória, qualquer lembrança? Por que eu estaria mentindo? Droga Quinn! Você não tem noção de como a Rachel está!

– Porra Santana! A culpa não é minha! Eu não me lembro, EU NÃO ME LEMBRO DE NADA! – Quinn se ajeitou na cama, tentando sentar sem a ajuda das pernas. – EU NÃO SEI O QUE ACONTECEU, EU NÃO ENTENDO PORQUE ESTOU NESSA CAMA E PORQUE MINHAS PERNAS NÃO SE MEXEM! E A ÚNICA COISA QUE VOCÊ QUER QUE EU FAÇA É TENTAR ME LEMBRAR DA BERRY?

– EU SÓ QUERO QUE VOCÊ SE LEMBRE DA GAROTA QUE SALVOU A BOSTA QUE ERA SUA VIDA FABRAY! AGORA SE VOCÊ NÃO QUER NEM TENTAR, EU NÃO POSSO FAZER NADA!

As duas ficaram se encarando por alguns segundos, ambas com faíscas nos olhos.

– PORRA! COMO EU SENTI SUA FALTA FABRAY! – Santana abraçou a amiga, começando a chorar.

Quinn ergueu a sobrancelha, sem entender nada mas devolvendo o abraço.

– Eu também? – ela disse, mais como uma pergunta do que uma afirmação. – Desculpa Sant, eu não me lembro.

– Olha, eu só te contei o básico. Você foi atropelada por um ônibus quando se jogou na frente da Rachel. Vocês estavam namorando á algum tempo, ela mora no apartamento ao lado e eu moro com você.

– Você não vai me contar tudo direito?

– Eu acho que não tenho esse direito. – Santana sentou ao lado da amiga.

– Como assim?

– A Rachel tem que te contar tudo... Mas você vai ter que escuta-la, e não apenas bloquear qualquer tipo de lembrança, entendeu?

– Ela está muito mal? – Quinn mordeu o lábio e Santana fez que sim com a cabeça. – Ok. Se você está a chamando de RACHEL alguma coisa eu perdi.

Santana riu, concordando.

– Talvez eu tenha descoberto que ela não é tão insuportável quanto eu achava! – Piscou.

– Oh, por acaso você está tendo um caso com a minha namorada que eu não me lembro de namorar? – Quinn relaxou um pouco, fazendo graça.

Santana empurrou o ombro da amiga, revirando os olhos.

– Apenas escute-a.

As duas foram interrompidas pelo médico que entrou segurando alguns exames.

– Senhorita Fabray, os resultados dos exames finalmente chegaram. Aqui está o raio-x da coluna. – Ele mostrou o raio-x – Como você pode ver há uma lesão na sua medula óssea bem aqui. Porém há uma certa “regra” em relação à capacidade de não movimentar as pernas quando acontece esse tipo de lesão. Se você tivesse sido atingida um pouco mais acima, as chances de você andar novamente seriam nulas, mas não foi o seu caso. Também não houve uma compressão medular, portanto não há necessidade de cirurgia.

– Onde você está tentando chegar Doutor? – Santana grunhiu, impaciente.

– O que quero dizer é que Quinn vai precisar se esforçar muito na fisioterapia, e voltará a andar normalmente.

– Em quanto tempo? – Quinn disse, impaciente por não conseguir mais fazer nada sem a ajuda dos outros.

– Não há um tempo certo Senhorita Fabray. Se esforce bastante, faça os exercícios. Há também vários métodos que estimulam as pernas, coisas que custam caro e eu desconheço sua condição financeira mas...

– Isso não é problema, nós temos dinheiro. – Rachel estava parada na porta, ouvindo tudo, e até agora ninguém a tinha notado ali.

Todos se viraram pra ela, sentindo a tensão que havia se formado no ar.

– Será que vocês podem me deixar sozinha com a Quinn, por favor?

Santana e o doutor apenas assentiram e foram se dirigindo a porta.

– Espera doutor! Quando Quinn vai poder voltar para casa? Eu estou realmente cansada dos paparazzi e fãs... – Rachel olhou quase suplicando para que pudesse levar Quinn dali.

Fãs? Paparazzi? Era isso que se passava na cabeça de Quinn agora.

– Oh, sim. Bem, a senhorita Fabray vai precisar de cuidados médicos diários, tomar medicações, e exercícios de fisioterapia e alongamento durante o dia.

– Eu posso pagar pro serviço particular. Na verdade nós podemos transformar minha casa em um quarto de hospital se for preciso.

Sua casa?

– Nesse caso, vou lhe fazer uma lista do que a paciente precisará ter em sua residência e se conseguir tudo até amanhã eu a libero.

– Sim, acredito que eu consiga tudo que for preciso até amanhã. Só faça a lista e entregue para Santana... Sant, entregue para Samantha, por favor? Peça – a para fazer tudo que for preciso.

– Sem problemas Berry. – Santana deu uma última olhada em Quinn antes de sair, que a encarava, pedindo explicações.

– Sim senhorita Berry.

– Você pode me chamar de Rachel. – Ela abriu um sorriso.

– Bom, acho que é isso então Rachel, vou deixa-las sozinhas para conversar.

O médico saiu, fechando a porta atrás dele.

Rachel ainda ficou de costas para Quinn por um certo tempo, até tomar coragem e olha-lá.

Abriu o seu melhor sorriso e se aproximou da loira, que fitava a parede com muito interesse.

– Oi Quinn. Como você está se sentindo?

Quinn olhou a baixinha de cima a baixo. Se concentre em lembrar Fabray, lembrar.

– Eu estou bem Rachel... Considerando as circunstâncias... – ela olhou para as pernas.

– Não fique triste, você vai voltar a andar em pouco tempo, eu vou te ajudar com o que for preciso! – Rach soltou uma risada nervosa. Quinn percebeu que a garota parecia ter algum tipo de conflito interno sobre o quanto ela podia se aproximar da loira. Suas mãos brincavam com a barra da sua blusa, sem saber direito aonde repousar.

– Rachel... – Quinn segurou as mãos da morena, fazendo ela sentir uma reviravolta em seu estômago. — Eu imagino que isso esteja sendo difícil para você... Eu não me lembro de nada, e eu realmente estou tentando, mas é TÃO difícil... Eu... Eu, sinto muito. – Quinn desviou os olhos da garota.

– Oh... Tudo bem Quinn, não se preocupe comigo. – Rachel tentou parecer positiva, apesar de toda luta interna dentro dela para não agarrar a namorada, ou seria ex-namorada? Ela nem sabia mais, e não é como se Quinn pudesse esclarecer aquilo.

Quinn suspirou. – Você se importa de me contar tudo?

– Tem certeza? Talvez seja melhor fingir que nada aconteceu... – A baixinha se arrependeu instantaneamente de suas palavras, temendo a resposta.

– Você não me parece disposta a esquecer... E eu realmente gostaria que você me contasse Rach. – Quinn a olhou adoravelmente — Por favor? – Não é como se Rachel tivesse algum tipo de força para recusar-se a fazer o que a loira pedisse. Se Quinn mandasse ela tirar a roupa e andar pelada pelo hospital, ela provavelmente faria isso.

– Bem... – A morena sentou no canto da cama. – É uma longa história. – Rachel sorriu abertamente.

– Beeem... Se tem uma coisa que eu me lembro muito bem é que você adora monólogos. – Quinn sorriu, tentando quebrar aquele clima.

Rachel riu, revirando os olhos.

A risada dela não me parece tão ridícula que nem na época da escola. Talvez nós realmente sejamos namoradas.

Fabray, ela ainda é Rachel Berry. Você ainda nem admitiu que tem um certo interesse por mulheres, como poderia estar namorando justo ELA?

Talvez eu tenha admitido mas você não se lembra, cérebro idiota.

Faz sentido.

– Na verdade, nós meio que não estávamos mais namorando. – Rachel soltou, tentando começar o assunto.

Droga, justo agora que eu estava me acostumando com a ideia de namorar ela?

– Por quê?

– Você terminou comigo, minutos antes do acidente acontecer.

Oh. Por que eu faria isso?

– Por que eu fiz isso?

– Eu acho que te trai...

– Você acha? – Quinn ergueu uma sobrancelha.

– É... Digamos que eu tenho uma ex-namorada psicopata e ela estava dando em cima de mim. Algum idiota tirou uma foto minha e dela quase se beijando e acabou saindo na mídia.

– Ok... ex-namorada. Paparazzi. Mídia. Eu estou definitivamente confusa.

– Acho melhor eu começar do início não é, amor? – Rachel retirou uma mexa do cabelo de Quinn do rosto, o que fez a loira se assustar e corar furiosamente.

– Desculpe, força de hábito — Rachel pigarreou, voltando a deixar suas mãos sobre o colo. – Eu estava num dia normal, fazendo meus exercícios diários quando de repente...

E que comecem os monólogos.

–-x--

– Então eu me mudei para o apartamento ao lado do seu?

– Sim.

– E pedi desculpas por tudo que te fiz no passado e dei em cima de você?

– Sim

Eu que dei em cima dela. Fabray sua vadiazinha.

– E então nós começamos a nos aproximar e você meio que correspondeu meus sentimentos?

– Uhum.

– Eu fui as suas apresentações na Broadway? E meu deus, você realmente conseguiu entrar na Broadway? Uau!

– Sim.

– E agora você é algum tipo de estrela adolescente do cinema que todo mundo ama?

– Sim – Rachel riu.

– Isso é loucura! – Quinn cutucou Rachel na barriga. – Você conseguiu!

Rachel continuou rindo – É meio estranho te CONTAR tudo isso, sendo que você VIVEU tudo isso comigo...

– Eu sinto muito – Quinn sorriu triste.

– Oh, não estou me lamentando Q! Só comentando...

– Uhn... Então... E tudo que você contou sobre sua relação comigo, todos os lugares que fomos, as confusões dessa tal Tracy... Uau! Loucura...

– É... Mas não se preocupe com isso, eu nunca mais vi ela. Infelizmente ela fugiu, mas a ordem de prisão já foi declarada. Mas a mídia está escondendo tudo. É um absurdo, porque quando EU fui acusada as pessoas fizeram questão de estampar minha cara por todos os lados.

– Eu quebrei a cara dessa tal de Tracy?

– Não, mas você se arriscou bastante por mim.

– Uhn, eu definitivamente odiaria ter esquecido de ter quebrado a cara dela. Acha que posso quebrar a cara dela agora?

– Vai em frente – Rachel levantou os dois braços, fingindo redenção.

Um silêncio confortável tomou conta do quarto, já estava entardecendo e elas haviam passado o dia inteiro conversando.

– Eu quero te mostrar uma coisa... Você se importa de eu te ajudar a ir para a cadeira de rodas?

– Sem problemas, mas não acha que sou pesada demais para seu corpinho, tampinha? – Quinn sorriu de lado.

Rachel suspirou, ficando com os olhos molhados de repente.

– O que foi Rachel? Eu não estava sendo grossa nem nada, eu falei de brincadeira e...

– Não é isso. É que eu senti tanta falta de você me chamando assim – Ela limpou os olhos, balançando a mão no ar – esqueça. Vou te ajudar.

Rachel pegou a cadeira e cuidadosamente começou a ajudar Quinn a se sentar na cama. Logo depois ela pegou a garota pela cintura com um braço, e o outro envolveu em seu pescoço, levantou o corpo da mais alta com bastante esforço e transportou ela para a cadeira.

– Pronto. Vamos.

Rachel abriu a porta do quarto, avisando a enfermeira de plantão que iria apenas até o final do corredor.

Lá havia uma janela imensa de vidro, como na maioria dos hospitais. Havia alguns cartazes e Quinn não tinha tanta certeza, mas alguns pontinhos coloridos andavam e agora pareciam acenar para a janela.

– Isso são pessoas?

– Aham...

– E porque elas estão aqui, acenando como se eu fosse uma celebridade?

– Bem... Por que você É uma celebridade.

Quinn gargalhou, as lágrimas de tanto rir escorreram pelo seu rosto.

– Ah ta. Agora fale sério Rachel... São seus fãs? Por que está me mostrando isso?

– Fabray, são meus fãs... Mas são SEUS fãs também.

– Ãh?

– Sim, você trabalha com Erik em uma galeria de arte, aonde você expõe, obviamente, seus desenhos. E você é a mais nova escritora queridinha dos adolescentes.

– Ah ta. Rachel, para de palhaçada. Ninguém sabe que eu desenho... ou escrevo.

– Eu acho que TODO mundo sabe disso. Se não soubessem por que estariam levantando livros para o alto agora mesmo? E por que... – Rachel pegou sua bolsa, retirando algumas revistas e um jornal – sua cara estaria estampada em todas essas revistas, te apontando como uma revelação do ano?

– Oh meu deus! Isso só pode ser brincadeira! A quanto tempo eu sou famosa?

– Infelizmente você ficou famosa enquanto estava em coma...

– Ah...

– Você viu meus desenhos de você?

– Sim, sua estreia na galeria foi um desenho meu.

– Oh meu deus, que vergonha. – Quinn abaixou o olhar, corando.

– Q, já passamos dessa fase! Você toda envergonhada depois de Santana me mostrar seus desenhos. E você também não queria minha ajuda para publicar seu livro, mas eu ajudei mesmo assim e não quero saber de você reclamando.

– Aquela vadia... E eu poderia muito bem publicar o livro sozinha Berry. Eu sei me virar sozinha...

Rachel revirou os olhos, levantando uma das mãos de Quinn e acenando para as pessoas lá em baixo.

– Mas e agora Rachel? – Quinn perguntou, fitando aquelas pessoas, sem acreditar.

– E agora o que?

– O que eu faço? Eu não sei como agir... Eu não lembro de nada, e se as pessoas vierem falar comigo na rua, o que eu faço?

– Fabray. Ninguém vai te incomodar enquanto você estiver em tratamento e eu vou me certificar disso. Eu também vou contratar uma agente que controle toda sua vida profissional e se alguém vier falar com você... simples: Seja gentil, tire foto, dê autógrafos. Resumindo, aproveite essa vida Quinn Fabray, você é famosa, APROVEITE!

Quinn se aproximou mais da janela, tentando abrir uma parte, mas como estava muito alto Rachel fez isso para ela.

A loira colocou uma mão para fora, acenando novamente. Algumas pessoas gritaram seu nome, outras gritavam o nome de Rachel, era uma loucura para as duas.

Os flashes começaram a ficar fortes demais, então as duas resolveram sair dali, dando um último aceno.

– O que você quer fazer agora?

– Andar não é uma opção né?

Rachel olhou, reprovando o tom de voz amargurado dela.

– Oook... Eu realmente quero comer um bacon agora.

Rachel olhou para aquele par de olhos pidões. Só Quinn para faze-lá observar alguém comendo animais mortos.

A risada dela é fofa. Eu gosto do fato dela continuar com a franja nos olhos. E de como esses olhos são intensos.

– Ok... se prepare para voar até o térreo Fabray. – As duas saíram dali, rach brincando com a cadeira de rodas, enquanto Quinn resmungava que não queria cair de bunda, ou pior, de cara, no chão.

Eu preciso me lembrar de você garota.


Notas finais
E então? Revieeeews?
Quero postar um capítulo da outra fic maaaaaaaas, essa dor de garganta que eu estou..... fala sério.
beijo beijo
até o próximo.