Notas iniciais
Boom, como prometido... Ta ai o capítulo.
Nem acreditei no número de mensagens que andei recebendo O.O, sinceramente haha. Sei que não respondi todas mas foi porque preferi vir aqui e falar para todas...
Agradeço por vocês gostarem tanto da minha fic :D

QUINN’S POV

Ela se preocupa tanto comigo.

Talvez se eu me esforçasse um pouquinho mais eu me lembrasse.

Quem você quer enganar Fabray? As chances de você lembrar de alguma coisa são tão grandes quanto à chance de você andar logo.

Eu realmente me odeio. Sou uma idiota. Afinal, como eu pude terminar com ela?

Ela te traiu.

Sim, mas mesmo assim, ela me parece perfeita demais para eu não perdoa-la.

Eu queria poder levantar daqui e ajuda-la a guardar aqueles copos.

Eles realmente parecem pesados para ela.

Sim, ela pode se machucar.

E se nós nos concentrássemos em levantar?

Ok, no 3.

1...

2...

3...

– Quinn, o que você está fazendo? – Rach surgiu no meu campo de visão, com a mão na cintura e batendo o pé. – Você vai se machucar!

Realmente Fabray, você deve estar parecendo uma idiota se contorcendo da cintura para cima na cadeira.

– Eu queria te ajudar com os copos, eles parecem tão pesados... – abaixei o olhar, que sem querer foi parar em suas pernas expostas. Corei.

Rachel se agachou na minha frente, ficando na mesma altura que eu.

– Quinn, eu não preciso de ajuda. Fique tranquila e se esforce o mínimo possível, me deixa cuidar de você hun? – Rachel se aproximou, apoiando suas duas mãos nas minhas, que estavam repousadas no meu joelho.

– Já se passou um mês Rachel. Eu não melhorei nada... Eu estou atrapalhando sua vida...

– Nós já conversamos sobre isso Quinn! Você NÃO atrapalha minha vida. Eu estou aqui para o que você precisar amor. – Ela soltou minhas mãos e ficou me observando.

Acenei para que ela se sentasse no meu colo. Ela obedeceu prontamente, se aconchegando em mim. Nossa relação tinha sido assim desde que voltei para casa. Ela cuidava de mim, eu me esforçava o máximo para lembrar mas não tinha obtido nenhum resultado. Éramos como duas grandes amigas, que se abraçavam, se amavam e viviam juntas, mas nada tinha acontecido ainda. Rach não forçava uma relação além de amizade, nada de caricias demais e nada de beijos. A verdade é que eu não sabia sobre o passado, sobre nossa relação, mas a atração que eu sentia por ela ás vezes chegava a ser insuportável. – Me desculpa por não lembrar, me desculpa rach. – passei a mão nos seus cabelos. – Mas eu sinto que não é justo com você, se prender a mim. Você é linda Rachel, é uma das mulheres mais influentes desse ano e esta perdendo a oportunidade de brilhar mais ainda por minha causa. – Ela abaixou o rosto, fazendo sinal de negativo várias vezes. Segurei seu queixo e a fiz olhar para mim – Você precisa me deixar Rach.

– Não me peça isso Quinn, você sabe que não vai acontecer. – Ela olhou nos meus olhos, fazendo uma cara extremamente fofa. – Eu não me importo com nada além de você nesse momento. Eu errei uma vez, não vou fazer isso de novo. – Seu rosto estava a milímetros de distância do meu, respirei fundo e senti seu corpo se arrepiar quando soltei o ar. Ela se aproximou mais ainda, colocando uma das mãos no meu rosto. – Q, você se importa de eu tentar uma coisa? – Fiquei em silêncio, observando seus lábios se mexerem mas sem ouvir tudo direito. Ela encarou isso como uma forma de prosseguir e foi aproximando mais seus lábios dos meus. Quando finalmente achei que ia beijar ela, a campainha toca. Ficamos nos observando por alguns segundos, antes dela pular do meu colo e ir em direção à porta.

– Oi – Samantha entrou correndo – Ok. Nós temos uma entrevista ás 14 horas, uma sessão de fotos às 16 horas – ela andava de um lado para o outro falando sem parar – Quinn, um dos donos da sua editora quer uma reunião, você acha que pode ser... amanhã às 15 horas? A Rolling Stones quer fazer uma matéria com você, nada muuito grande mas é algo importante. O que acha?

Fiquei olhando sem saber o que falar. Minha cabeça girava, eu estou realmente começando a pensar se é isso que eu quero sabe, ser famosa e tal. Eu não tenho um bom pressentimento, pelo menos não nessas condições que eu estou agora.

Rachel olhou para mim, entendendo meu pavor.

– Sam, calma. – Ela apertou o braço da ruiva – Olha, você sabe que eu tenho que ir com a Quinn na fisioterapia hoje as 15:30, não tem como remarcar isso tudo? E Quinn vai aparecer na mídia quando ela se sentir preparada para isso, certo? – Ela voltou a me olhar.

– Você quer que eu remarque uma sessão de fotos na Elle e uma entrevista com David letterman por causa de um dia de... fisioterapia? – ela praticamente engasgou na última palavra. – Você só pode estar brincando comigo!

– É muito mais do que isso! Quinn pode voltar a andar a qualquer momento e eu quero estar lá para ver!

– Rach... – finalmente resolvi me intrometer – nós duas sabemos que isso não vai acontecer hoje, sinceramente... Vá para sua entrevista, suas fotos e tudo mais. Eu vou ligar para a Brit e pedir uma carona.

– Não, Quinn! Espere! — Parei minha cadeira no meio do caminho e a observei. – Sam, desmarque tudo, depois eu falo com você, eu e Quinn precisamos conversar sozinhas.

Samantha olhou com uma cara feia mas saiu dali, afinal, Rachel ainda era sua chefe.

Rachel se aproximou sem dizer nenhuma palavra, pegou minha cadeira e começou a arrastar para fora do apartamento.

– O que você está fazendo? – Eu disse, receosa, depois de entrarmos no elevador.

– Te levando num lugar. – Ela apertou o botão e observei as portas do elevador se fechando.

FIM QUINN’S POV


RACHEL’S POV

– Quinnnnnn, sentimos sua falta — Uma das garotas mais velhas veio em nossa direção, abraçando Q.

Quinn ficou parada por alguns minutos, parecendo confusa. Estávamos no orfanato que ela costumava frequentar, talvez isso a fizesse a ver as coisas de outra forma.

– Quinn! – um grupo de crianças veio em sua direção, saltitando e sorrindo. – Você veio nos contar uma história?

–Hoje não – Ela se abaixou um pouco, na direção das crianças que agora pareciam adoravelmente fofas – Mas eu prometo que vou voltar aqui todos os dias para contar váriaaas histórias.

– Promete? – Um garotinho de cabelos negros se aproximou, levantando o dedinho.

– Eu prometo! – Quinn agarrou o dedinho do garoto, sorrindo.

– Crianças, deixem a Tia Quinn respirar! – Uma das donas do lugar, uma mulher de mais idade, veio em nossa direção sorrindo. – Quinn, como você está?

– Estou bem... – ela sorriu de lado – sabe, tentando lidar com as coisas. Me desculpe por ter sumido, mas acho que você deve ter ouvido sobre o acidente.

– Não se desculpe! Não foi culpa sua querida. Só quero que você saiba que sempre será bem vinda aqui para ajudar, mesmo agora que sua vida parece estar bem cheia han?

Quinn corou, sorrindo – Sim, está um pouco cheia, mas eu prometo voltar a ajudar aqui. O máximo que eu puder, como anda as instalações do local? Tudo em ordem?

As duas começaram uma conversa e resolvi me afastar um pouco. Fui lá fora e respirei fundo, meu pescoço doía e eu estava bem cansada. Me encostei na parede e fechei os olhos por alguns minutos.

– Ei Rach, tudo bem? – Quinn apareceu na porta, arrastando sua cadeira com dificuldade.

Abri os olhos, voltando a sorrir – Sim Quinn, pronta para ir? Temos sua fisioterapia ainda...

– Rachel. Por que você me trouxe aqui?

– Eu queria que Quinn Fabray enxergasse o mesmo que eu vi quando você me trouxe aqui.

– Mesmo? E o que seria isso senhorita Berry? – Ela sorriu, apertando minha mão.

Abaixei para ficar na sua altura novamente. — Eu queria que você enxergasse a pessoa maravilhosa, talentosa e bondosa que eu vi naquele dia. O olhar brilhando, e o mais importante, esse sorriso no rosto.

Quinn abaixou a cabeça e eu segurei seu rosto com as mãos – Querida, de alguma forma você trás felicidade para essas crianças, você faz eles sonharem e acreditarem num futuro melhor. E eu acredito em você, acredito que vai voltar a andar, e que quando eu estiver ganhando um Oscar, você não vai ser apenas a acompanhante de Rachel Berry, e sim a grande escritora pessoa maravilhosa que você é, Quinn Fabray.

Quinn ficou em silêncio, me olhando nos olhos – Por que você tem que ser tão dramática hein? – Quinn apertou meu nariz. – Rachel...eu...

Eu não pude ouvir o final da frase porque flashes surgiram no nosso caminho. Fala sério, esses fotógrafos estão por toda a parte! É só você virar uma esquina e eles pulam de algum arbusto!

– Vem Rachel, vamos entrar! – Quinn agarrou minha mão e começou a me puxar.

– Não, Quinn, espera! – Peguei sua cadeira e comecei a guiar até onde eles se encontravam parados e meio perplexos por eu estar indo na direção deles.

– Rachel, o que você está fazendo? – Quinn me encarava apavorada. Não respondi e quando chegamos a uma pequena distância entre os fotógrafos eu me virei para ela.

– Rachel? –Ela me olhava com uma sobrancelha erguida.

– Quinn – Me sentei em seu colo – Eu cansei de te esconder do mundo. Eu tenho certeza que você é a mulher da minha vida, e mesmo que você não se lembre de nada do que aconteceu, eu sei que todas as memórias ainda estão ai, guardadas em algum lugar no seu coração – envolvi seu pescoço e me aproximei – Você é maravilhosa demais para eu te esconder dentro de um apartamento – Me inclinei e encostei meus lábios nos seus sutilmente, vi que ela não apresentava nenhuma resistência e parecia meio sem palavras. Soltei uma risadinha e a beijei com vontade. Oh, como eu senti falta daquilo! Eu mal via as pessoas em volta, ninguém estava acreditando... Aqueles lábios eram o paraíso! Senti sua língua pedindo permissão, que eu concedi sem pensar duas vezes. Quando nos separamos pude ver que o número de pessoas tinha duplicado. Encostei minha testa na sua e ficamos assim por alguns segundos.

– Vamos sair daqui? – Ela disse, acariciando meu rosto.

– Sim, precisamos ir para fisioterapia. – Me levantei do seu colo e comecei a abrir passagem para sairmos dali. Ignorei as pessoas gritando nossos nomes e me concentrei totalmente em uma loirinha sorrindo na minha frente. Ainda esbarrei em uma garota de óculos escuros e chapéu que pareceu ter surgido do nada, ela me encarou por alguns segundos e depois saiu dali sem falar nada. Dei de ombros e fui embora.


FIM RACHEL ‘ S POV

– Eu não consigo Rachel! – Quinn bateu os braços do lado da maca, bufando.

– Quinn!

– Eu não consigo! Eu tento e tento mas nunca consigo mexer nenhum músculo. – Uma lágrima escorreu do olho da loira.

Rachel respirou fundo e começou a exercitar as pernas da garota novamente, dobrando e esticando uma de cada vez.

– Nós já conversamos Quinn, se esforce por favor... – A baixinha apertou os dedos do pé de Quinn – Você sente isso?

Quinn fechou os olhos, se concentrando. Acenou negativamente. Não é como se ela estivesse mentindo, realmente não sentia nada.

– Tente pensar num lugar que você gosta muito, um lugar onde você gostaria de estar andando agora.

Quinn abriu um olho, lançando um olhar interrogativo.

– Só pense Fabray!

Quinn fechou os olhos novamente... Só pense... Só pense... A loira se imaginou num campo, várias flores, Rachel e Beth ao seu lado, andando de mãos dadas. Pisando na grama descalça e...

– Espera, Rachel! Aperta no mesmo lugar que você apertou antes.

– Aqui? – Rachel a olhou

– Não... Não sei... Tenta de novo.

Rachel apertou e Quinn quase saltou da maca, se ela pudesse fazer isso provavelmente teria.

– Eu senti isso Rach! Eu senti! – Lágrimas começaram a cair do rosto de Quinn e Rachel dava pulos em volta da maca.

– Sério? – A baixinha parecia emocionada.

– Sim, sim! Aperta de novo!

Rachel começou a apertar várias vezes, e deu uma mordida no pé da loira, o que fez ela rir.

A morena ajudou Quinn a se sentar e colocou seus bracinhos em volta da cintura da mais alta.

– Eu sei que pode parecer cedo pra você Q – ela sussurrava – mas eu... Eu te amo.

– Eu também te amo Rach, muito.


Notas finais
é isso, até o próximo... talvez saia hoje
xx