Eu estava a caminho do estacionamento quando eu vi Damon com seu ADORADO Camaro 1969, uma garota estava com ele, ela tinha cabelos negros,usava roupas escuras como as de Dam, não pude distinguir a cor de seus olhos por que um óculos de sol encobria seus olhos. Fora isso, ela parecia ser uma pessoa legal; Apenas parecia...

– Quem é esta? — Gesticulei para a garota.

– Esta é a Lisa,Lisa Mackinson.

Coloquei minha mochila no banco de trás e entrei. Sorri, apesar de ter sido contra a minha vontade; Fiz isso por que era o que D iria quer da minha parte afinal, eu sou a prima dele. Lisa tentou puxar conversa comigo durante o trajeto até a minha casa, só que na tentativa de evitá-la,eu fingi que estava dormindo. E pareceu ter dado certo, ela não me incomodou mais depois de eu fingir o primeiro ronco. No entanto, apesar de ele saber que tudo não passava de mero fingimento, ele estava sorrindo. Se minha mãe estivesse viva, imagino como "teria gostado" de ouvir a fofoca vinda da boca de seu segundo sobrinho favorito ( ela gostava mais do Stef por que eu o considerava como segundo pai )

Quando chegamos, ocorreu o milagre de eu nem olhar para a cara do Stef nem de ninguém. Ao invés disso só subi indo em direção ao quarto sem nem olhar para os lados. Quando cheguei no quarto, vi um envelope igual ao que estava uma das primeiras cartas de mamãe. O abri, e lá estava mais uma de suas cartas, mas essa parecia especial, tinha um maravilhoso cheiro de limão e gengibre:

Querida Ali

Como você está, minha princesa? Espero que esteja bem, você sabe que eu posso estar te vigiando daqui onde eu estou; Mas o principal assunto que precisa ser tratado é o seguinte:

Nem eu, muito menos seu pai e seus tios e os garotos gostaríamos de ter lhe contado, mas Ali... Você tem uma irmã.Uma irmã gêmea.

– Eu o quê? — gritei dentro de mim.

Pode parecer chocante para você,minha filha, mas é uma assustadora verdade. Espero que não fique chateada ou zangada comigo, mas me desculpe querida. Era só isso que eu queria te contar

Eu te amo, sua mãe...

Fiquei indignada sobre a carta a respeito de minha irmã. Mas estranhamente, o aroma vindo do envelope me deixou sonolenta. Então, me joguei em cima do travesseiro e adormeci.

Estava numa aldeia. Vi vários corpos a minha volta mutilados e ensanguentados; Era lua cheia, mas acreditei que ela já chegara ao ápice. Então vi uma moça trajando um vestido azul claro correndo em meio ao fumacê cinza e inebriante, quando ela tropeçou e caiu, percebi que se tratava de uma das duplicatas de tia Elena. Era Tatia, a garota que roubara o coração de papai e tio Nik quando eles ainda eram humanos, ela parecia estar correndo de algo que a deixara realmente apavorada; Quando caiu, pude ver de quem ela estava fugindo: estava tentando escapar das mãos de meu pai.

– Não me toque! — Ela gritou.

– Tatia, por favor... — Papai estava desolado.

– Fique longe de mim!

Ela se cortou, papai se aproximou ainda mais dela, mas não conseguiu se conter e atacou, mordendo-na no pescoço; Ela caiu inconsciente no chão. Ele a pegou no colo e a levou até minha avó; Ela não sabia o que fazer e pediu para que ele fosse embora para que pudesse cuidar do corpo. Ele saiu de casa e me viu.

– Quem é você?

– Papai, sou filha da Katia.

– Katia não tem filhos.

– Você é quem pensa.

– Qual é o seu nome?

– Alissa.

Ele me levou até o meio da floresta, então sentamos num banco de madeira.

– Eu não posso ficar perto de você, sou um perigo para você agora.

– Mas eu posso te ajudar.

– Como?

– Eu sei algumas coisas sobre vampiros.

– Como o quê por exemplo?

– Sei como poder compelir as pessoas.

– Como?

– Olhe nos olhos da vítima, se concentre e diga o que quer que aconteça acreditando que aquilo venha a ocorrer.

– Como sabe que isso ajudaria?

– Porque ela me contou.