Nos próximos dias eu andava durante a tarde pelo Quartel, quando vi um garoto de uns 16 anos passando, ele piscou para mim e me virei;

– O que pensa que está fazendo? – Lhe perguntei.

– Apenas observando uma loirinha.

– Se quiser algo comigo, tenho spray de pimenta, tá me entendendo?

– Opa, pera aí, já percebi que você é durona então nem vou chegar perto.

– Acho bom.

– Mas e então, quer sair comigo?

– Pode ser. Que horas?

– Hoje no Rousseau’s as 19, fechou?

– Por mim tudo bem, sou Alissa.

– Kaleb.

Depois que ele foi embora, fiquei cantarolando uma das músicas sobre Nova Orleans que eu gostava... Quando fui para casa, tio Nik estranhou eu estar cantarolando.

– Conseguiu algum paquera, Princesa?

– O que você acha? Cadê a Hayley? Preciso da ajuda dela com umas coisas.

– Elijah... – Nik chamou por papai.

– O que houve Niklaus?

– Sua filha conseguiu um primeiro encontro.

– Nunca é cedo para amar.

– Como é que tá o placar? Eu: 1 X Tio Nik 0; Toma Nik – Laus.

Marcel entrou e riu.

– Tô vendo que a perfeita Cinderela tá que tá hoje.

– Sim, hoje estou que estou então é bom não mexer comigo que tenho que me preparar para um encontro.

– Quem é o príncipe?

– Um amigo.

– Jovem Joshua? – Perguntou tio Nik.

– Cala a boca, Klaus. – Subi para o meu quarto.

– Ela quer fazer mistério. – Ele sussurrou para papai. Joguei um travesseiro em seu rosto, felizmente eu consegui. Marcel riu.

– Gostei mais da Alis agora, sabia Klaus? – Tio Nik jogou o travesseiro de volta.

– Pensa rápido! – Ele gritou. Eu ri, mas fui direto pro chão quando ele me acertou.

– Você tá marcado! – Berrei.

– Cuidado com eles Alis. – alertou Marcel.

– Não prometo nada Marcel...

– Mas você está bem?

– Sim, eu estou. Só que acho que recebi um galo na cabeça.

– Mais cuidado da próxima vez, Klaus. Uma criança não pode contra um vampiro híbrido de mil anos.

– Muito pelo contrário, essa menina já conseguiu me jogar para longe sem encostar-se a um fio de cabelo meu. Isso incluindo Elijah, Finn, minha mãe e a mãe dela.

– Forte até para os Originais? Estou surpreso.

– É eu sei.

– Mas agora ela tem um encontro para o qual se preparar, então nós vamos deixar ela se preparar.

– Ok.

Depois daquela briga com tio Nik, subi para o meu quarto; Tomei banho, lavei os cabelos, passei secador e me vesti: blusa branca, jaqueta preta de lã, calça jeans e tênis Fila vermelho. Ao descer as escadas, andei em direção aos enormes portões de aço e passei por eles sem fazer o mínimo ruído, depois disso, fui para o local marcado para o encontro.

Quando cheguei, ele já estava lá, sentado numa das mesas que ficavam ao lado da vitrine. Me sentei e ele sorriu.

– Pontual... Gostei de você. – Ele pegou na minha mão. Então eu vi que ele não era ele, aquele garoto era a mesma pessoa que uma noite tentara me matar. Olhei bem nos olhos dele e ele pareceu perceber que eu estava assustada. – Espera, eu não vou fazer nada dessa vez, só vim conversar, eu prometo.

Apesar de não confiar nele, me sentei de volta.

– O que você quer?

– Tem uma coisa sobre sua mãe que você deveria saber e que ela me contou pouco antes de eu vir para cá. – Fiquei curiosa e gesticulei para ele continuar. – Estava cuidando de sua irmã mais velha quando sua mãe me visitou e me contou que Elijah não é seu pai biológico.

– Como assim? – Ele não respondeu. – Espera um minuto... Está me dizendo que você é meu pai?

– Fiquei chocado quando ela me contou, mas queria que você soubesse.

– Por que quis me contar?

– Por que Elijah não sabia. E apenas Alexa e eu sabemos da verdade.

Saí do bar assim que ele terminou a frase. Fui correndo para casa, assustada. Elijah me seguiu quando eu entrei no meu quarto.

– O que foi, Alissa?

– Descobri uma coisa.

– O que você descobriu?

– Você não é o meu pai verdadeiro. – Eu o abracei, chorando. – É o tio Kol.

– Quem te contou?

– Ele.

– Você foi se encontrar com ele? — Perguntou papai, preocupado, com um tom de censura em sua voz.

– Mas na hora eu não sabia. — Expliquei.

Tio Nik, Marcel, Rebekah e Hayley entraram no quarto. Rebekah correu para me abraçar e me consolar

– O que houve, Alis? – Perguntou tia Rebekah.

– Elijah não é o meu pai.

– Como assim, princesa?

–Meu pai é o Kol.

– Você foi se encontrar com ele, Alis?

Assenti, chorando.

– Até meu pai quer me matar, tia Rebekah. — Eu a abracei.

– Calma Alis, tudo vai ficar bem. Quer que eu prepare um chocolate quente? – Assenti, engolindo as lágrimas. – Tudo bem, princesa, agora suba para lavar o rosto está bem?

– Tá bem.