A Garota Nova
14 Partes do passado
Notas iniciais
*-Cade você?! — disse em tom rude o que era compreensível pelas circunstâncias- Sabe que não pode se esconder, não para sempre!
–"A bela senhorita nunca poderá se esconder de mim para sempre" devo corrigir — ela sai das sombra de uma árvore tão bela que meus olhos brilham
–O que está fazendo aqui?- pergunto me aproximando tão perto que ouvia seu coração tranquilo, nunca sei como ela se controla tando em minha presença que ninguém além de Elijha faz
–Não é evidente? Eu moro aqui...- ela gira e olha para a imensa floresta que estava em minha volta, em nossa volta e pela primeira vez percebi como era bela, como o contraste dos tons de verde caia perfeitamente com o marrom da terra, o verde claro da grama e o colorido das flores e a coisa mais bela de todas, ela ali no meio, sorrindo com aqueles olhos cintilantes olhando para mim e eu quis beija-la, mas ai percebi uma coisa...
–Mora "aqui"? Na floresta? — ela olha para mim e seu sorriso se desfaz em segundos e ela se dissipa nas sombras das árvores — Espera! Qual é o seu nome? *
POV Niklaus:
–Então, como chegou aqui, posso saber? — pergunto assim que ela senta na mesa
–Já disse, seu irmão... Ele sumiu e eu to procurando ele...- ela se serve de pães e duas fatias de mamão e me olha nos olhos com um olhar, aquele olhar que me enlouqueceu por décadas em meus sonhos, mas o que eu poderia fazer? simplesmente chegar e agarrar ela? Não, ai ela não iria nunca mais querer me ver
–Tudo bem, acredito em você...
–Jura?!
–Não, agora vem você vai comigo para a cidade... Então me diga, porque meu doce irmão Kol sumiu de uma jovem como você?
–Ele meio que... bom é uma longa história...
–Sabe que pode confiar em mim não é? — paro em sua frente, para que meu olhar fique evidente para ela fazer o que eu mando
–Eu sei... "Klaus", mas pode crer você não vai querer saber...
–Ah sim, eu vou querer saber!
–Ótimo, então me diz porque seu olho brilhou quando você me viu e porque toda vez que você me vê fica paralisado por uns dois minutos ou por que me olha como se quisesse ver minha alma, para ver se eu estou mentindo por que obviamente você já me conhecia, Nicklaus Mikaelson.
–Você não deveria ter dito isso. -dei a ela o olha mais ameaçador que consegui...
POV Mariana/Rose
[...] Mas ele não me assusta, dei a ele meu olhar mais calmo que consegui.
Então ele me segurou pelo braço e correu a uma velocidade alucinantemente chocante e quando paramos estávamos encima de um telhado de um prédio muito alto:
–QUER SABER POR QUE TE OLHO ASSIM? PORQUE TE TRATO ASSIM? PORQUE NÃO ARRANQUEI TEU CORAÇÃO ASSIM QUE VOCÊ PASSOU POR AQUELA PORTA? AQUELA MALDITA PORTA? — ele gritou — Então me conte, me diga agora o porque de Kol fugir?
Com lágrimas nos olhos comecei a gritar também:
–QUER MESMO SABER? ENTÃO ÓTIMO! Eu sou uma garota de 21 anos de idade que se apaixonou loucamente por um vampiro original louco, com um irmão psicótico, era para vivermos uma vida longa e feliz junto, esquecer do passado, mas de repente ele parou em uma cidade de merda chamada mistic falls onde eu conheci o outro vampiro, o vampiro pelo qual em uma das minhas vidas eu supostamente me "apaixonei" e quase me casei, meu melhor amigo Damon morreu e droga da minha irmã me matou, e para descobrir isso tive que me aproximar do tal vampiro, me aproximar de verdade e Kol não gostou nada saiu sem nem falar comigo, me deixou sem chão e eu não posso nem falar com ninguém por que minha melhor amiga dessa vida, bom, eu descobri que ela na verdade sempre soube dessas coisas de vampiro e tudo mais, e não da para confiar, não dá... — desabo no chão em meio as lagrimas e já não sei mais o que fazer me abri com um vampiro louco, totalmente pirado e não tenho mais ninguém... só que de repente algo muito estranho acontece e alguém me abraça
–Calma, vai ficar tudo bem, vou tirar a dor de você... — Klaus levanta minha cabeça e olha nos meus olhos e puf... estou novamente em outra dimensão
* 12 de julho de 1989
–Nik — bato na porta — Amor você está ai?
–Rose não entre aqui, diga-me o que você deseja, querida...
–Ah meu deus Nik olhe para nós , parecemos um casal de idosos, nos chamando de "querida" ou "querido", quase não nos vemos mais! Você se tranca nessa sala e acha que está tudo bem, mas eu fico nessa casa enorme quase sozinha, se não fosse por Rebeka ficaria louca, Niklaus, eu amo você, mas para mim acabou...
–Rose, não vá, não tão facilmente, estou apenas fazendo negócios, mas logo voltarei ao normal, eu juro!
–Não, Nik estou nessa casa a mais de um ano, sozinha, não posso mais viver assim, eu amo você, eu.. amo você, até concordei em vir morar aqui por você, mas eu não posso fazer isso só por mim, eu sou uma bruxa, sou um elemento da natureza não fui feita para viver em uma casa tão fechada como essa, me sinto presa, totalmente enjaulada
–Rose, você não entendeu, eu te amo faria tudo por você e nunca vou deixar você se esvair entre meus dedos e tudo o que eu quero é te ver feliz, arrume suas malas, querida nós vamos nos mudar e... leve roupas de campo– ele me da um sorriso, aquele sorriso que me acalma e eu fio sem nem saber o que fazer, se não dizer sim, é claro o abraço e beijo, naquela noite despertamos nosso fogo a muito tempo apagado e no outro dia de manha fomos, fui todo o caminho abraçada em Nik e olhando o horizonte, quando estou pegando no sono vejo uma mulher a beira da estrada, ela estava no chão, estava tendo um bebê
–PARE A CARRUAGEM! Nik temos que ajuda-la — ele revira os olhos e eu saio da carruagem, mas ele vem logo atrás
–Você está bem? — coloco a mão em sua testa — ela está muito quente, acho que vai ter o bebê! Niklaus me ajuda aqui! — ele veio correndo e parou de repente, o cheiro do sangue foi muito forte, Niklaus aguente a vida dessa criança está na nossas mãos! — a mulher cochicha uma coisa e desmaia olho para Niklaus, mas ele não está mais lá, volto a olhar para a mulher e quando menos espero em um vulto Niklaus aparece com água e toalhas e faz o parto do bebê, aquela cena iluminou meu coração, Niklaus com aquela criança nos braços olhando para ela como se fosse o próprio pai, a cena foi interrompida por um gemido da mulher
–Cuida... cuida do... bebê — ela sussurrou
–O quê? Será que você poderia repetir
–Cuida do meu bebê- ao dizer isso a mulher morre e eu fiquei ali sem saber o que fazer...*
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