A Garota Nova
13 A Mulher de Vestes Singelas
Notas iniciais
–O que? — ele riu — Kol está morto! Quem é você? Uma bruxa? Mais uma de suas vadias...- não deixei continuar e dei um soco em sua cara
–Não me chame de vadia! E Kol não está morto...- ele me segurou pelos pulsos, mas eu continuo ali, sem piscar, não me assusto, já estou familiarizada com esses surtos, vi bondade em seus olhos vi que ele não me machucaria...
–Escuta aqui, você vem na minha casa, me da um soco e ainda tem a coragem de me chamar de mentiroso? Na minha cara?- faço que sim com a cabeça e ele me solta e sorri- Ta certo, pode entrar...
Entrei em sua casa com as malas em punho, vendo os candelabros em ouro e estatuas esculpidas a mão:
–Você pode ficar aqui, mas só por uma curta temporada, suba as escadas e...
–Não precisa, já sei onde vou ficar...- o interrompo e vendo sua expressão concretizei-... Kol uma vez me falou dessa, casa... de tudo, então já sei o bastante para reconhecer essa casa como minha e conhece-la como a palma da minha mão...
Segui para o quarto, o qual já pertenceu a Kol, quando chego... é exatamente como ele me falou e é perfeito... deito-me na cama e durmo...
POV Klaus
Mau pude acreditar que era ela, realmente era ela, Rose, a mesma aparência, mesma voz, mesmo nome... fui andando direto para meu quarto e remexo em uma gaveta e vejo ele, assim como ela, mais presente que nunca, o desenho de seu rosto que fiz logo no final do sec. XIX, um dia antes de sua morte, uma das mais belas paixões que tive em minha vida, assim como uma das únicas se encaixando bem embaixo de Caroline... Olho de novo para o desenho de Rose e lembro do dia em que a notei pela primeira vez...:
* 17 de Setembro de 1897
–Faça o que quiser eu nunca vou deixar de procura-lo, nem que você jure perder toda a pouca lealdade que ainda resta por mim- digo aquela figura que me acusa tão calmo e certo de que sou tão insano como a maioria realmente pensa
–Nicklaus, não cutuque mais essa ferida, meu irmão...
–Irmão? E tal termo se aplica a nós, Elijah? Você nem mesmo se importa com o que seja que resta de mim, nunca se importou, tantas vezes que repetimos "sempre e para sempre", e não somos irmãos..
–Não seja tao duro consigo mesmo, nem mesmo você merece esse fardo... irmão... só quero que entenda...
–NÓS NÃO SOMOS IRMÃOS!- Saio correndo, e deixo Elija a gritar sozinho, para intender como me sinto...
Corro, corro e corro sem ter a minima noção para onde vou, de quem eu sou até que bato em uma coisa, eu não sei o que é, pois estava tão perdido em meus pensamentos que não vi, não a vi, mas quando a vi era uma mulher de vestes singelas e olhar triste..:
–Oh Deus! Me desculpe, você apareceu de repente e eu..- ela disse, mas não conseguiu terminar ao ver meu rosto mudou de expressão- Ah, é só o senhor...
–"Só o senhor..."? Sabe quem eu sou, não sabe?
–Nicklaus Mikaelson o cara rico lá de cima, eu trabalho para você...- ela aponta para minha mansão no topo da montanha
–E não tem medo de que com toda essa falta de educação, seja seriamente ferida?
–Olha, meu senhor. Após tudo o que eu passei e ainda passo, agradeceria se me matasse aqui e agora, mas como sabemos que não vai tenho que trabalhar.
ela ia ir para longe estava começando a andar e eu ia deixar mas segurei seu braço:
–Como sabe que não te machucaria?
–Porque eu vejo, assim como sempre vi bondade em seus olhos, assim como também vi paixão, agora a pouco quando reparou em mim, uma simples empregada e eu não sei se notou, mas até sem sapatos eu estou- olhei para seus pés , mas ela estava com sapatos e começou a rir- Brincadeira, você é muito sério!
–Você é com certeza a primeira pessoa que me faz rir de verdade, simplesmente contando uma piada... *
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