A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.

45 AMADURECENDO - DEMONSTRAÇÕES DE AMOR- Capítulo 44


Notas iniciais
PESSOAS LINDAS, LEIAM NOTAS INICIAIS E FINAIS IMPORTANTES!!!

Olá Pessoas Lindas!!!

CAPÍTULO SAIU NA QUINTA, ME DESCULPEM, HAVIA PROMETIDO NO SPOILER QUE SERIA NA QUARTA, PORÉM, INFELIZMENTE NÃO DEU, ME PERDOEM...

GENTE OS CAPÍTULOS ESTÃO MUITO GRANDES POR CAUSA DO DESFECHO, TENHO PENSADO EM DIVIDIR, SÓ QUE AÍ PASSARÁ DO CAPÍTULO 60, VOCÊS É QUEM SABEM, ME DIGAM NOS COMENTÁRIOS!!!

AGRADEÇO A DEUS POR ESTA SEMANA, ENFIM, ESTOU DE FÉRIAS!!!

E AGRADEÇO AOS MEUS LEITORES E LEITORAS QUE FORAM COMPREENSIVOS POR TER ATRASADO O SPOILER POR UM DIA ESTA SEMANA DE NOVO, VOU COMBINAR ASSIM QUANDO NÃO DER SEGUNDA, NA TERÇA É CERTO!

Agradeço aos meus leitores, fiéis e meus escudeiros de sempre por seu carinho e seus Reviews!

AGRADEÇO A TODOS ESTA SEMANA LEITORES ATIVOS, E ATÉ FANTASMINHAS!!!

FANTASMINHAS, GOSTARIA DE CONHECÊ-LOS, QUE TAL AGORA QUE A FIC ESTÁ ACABANDO? EU NÃO MEREÇO?!

AGRADEÇO A VOCÊ PAULO CÉSAR, POR SEU CARINHO NOS COMENTÁRIOS!!!

Indico algumas FICS:

O Triunfo da Esperança - Minha FANFIC totalmente Petniss do Universo Jogos Vorazes

http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark

Do Inferno ao Paraíso Por Henry Lazar Minha Fanfic Totalmente Henlerie.
http://fanfiction.com.br/historia/373132/Do_Inferno_Ao_Paraiso_Por_Henry_Lazar/

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Apenas uma Noite

http://fanfiction.com.br/historia/322586/Apenas_Uma_Noite

Historia de Nos dois

http://fanfiction.com.br/historia/319703/Historias_de_Nos_Dois

O Jardim das Cerejeiras:
http://fanfiction.com.br/historia/331501/O_Jardim_Das_Cerejeiras

Os Golpistas

http://fanfiction.com.br/historia/337306/Os_Golpistas

Apareçam por lá!

ESTAMOS NO DESFECHO FINAL DA FIC:
Comentando até DOMINGO, na SEGUNDA tem Spoiler que mando por e-mail, e NA QUINTA-FEIRA TEM CAPÍTULO NOVO!

CONHEÇAM MEU BLOG.
http://dicasdamarth.blogspot.com.br/

ESTE CAPÍTULO ESTÁ BEM RECHEADO DE MOMENTOS EMOCIONANTES E DE CRESCIMENTO DO CASAL HENLERIE, ESPERO QUE GOSTEM!!!

Sem mais delongas, Vamos ao Capítulo 44!
Nos vemos nas notas Finais.

Mil Beijos!!!
MBGE

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POV HENRY


Ela me olha constrangida ao extremo, porém, diz:

– Sim, mas, e você não beija o topo da cabeça de Sophie o tempo todo, Henry? E eu nunca fiz uma reclamação sobre isto. Qual o problema?

Sabia que ela estava certa, mas, o fato é que aquilo me pareceu íntimo demais e eu disse a ela...

– É diferente Valerie, aquele beijo foi mais íntimo do que um beijo no topo da cabeça amor.

– Henry tudo bem, se chateou você, me perdoe, eu não faço mais, porém, quero que saiba que tenho tentado me aproximar sim de Érion, pois, se vocês não perceberam, eu sim percebi, ele está doente, Érion não está bem amor. E no mais, depois do que você me ouviu dizendo a ele enquanto conversávamos, não sei por que o medo...

Neste momento eu me lembrei mesmo, da declaração que ela estava fazendo a Érion sobre o seu amor por mim:

“- Sophie esta certa, mas, o que posso fazer: se gosto falar sobre ele? Alias gosto não, eu amo. Henry é tudo pra mim Érion, então, é óbvio que ele ocupará cada conversa, cada pensamento, cada ação minha.”

Eu realmente não tenho motivos para meu ciúme descabido. Porém, lembrar-me daqueles lábios deliciosos, que na verdade, são MEUS, tocando a pele de um homem que não seja eu, instiga-me. E é o que falo a ela...

– Valerie não me agradou a ideia de ver estes lábios, tocando a pele de um homem que não seja eu, sinceramente, pode parecer qualquer, coisa, mas, o fato é que eu não gostei! Vou fazer o que se me incomodou?

– Henry pelo amor de Deus eu não acredito nisto! Quantas vezes eu preciso dizer que eu amo você? E que eu pertenço a você meu amor?

Ela me pergunta preocupada.

– Valerie, pode dizer o quanto e quando quiser, eu sempre vou gostar de ouvir. No entanto, atitudes também contam e este gesto realmente me deixou inseguro, sinto muito, eu não gostei.

Eu digo a ela. Ainda não me rendendo, eu realmente estava corroído de ciúme.

– Tudo bem, me perdoe, eu não irei fazer nunca mais por você, não que eu ache que esteja errado. Porém, se aborrece você, não tem por que eu fazer tudo bem?

Aceno que sim com a cabeça, mas, não digo nada...

Assim, ela faz algo surpreendente: ela levanta-se agora, e vem até a minha frente. Então, leva uma de suas mãos a minha nuca e a outra toca e acaricia meu rosto, e sem aviso cola seus lábios nos meus e me beija com intensidade. Ela corre sua língua sobre meus lábios, e como demoro a ceder ela morde meu lábio inferior fazendo-me arfar, e ela aproveita-se de minha baixa na guarda e pede passagem com sua língua, e por mais que eu não queira ceder, eu não consigo.

Prontamente, eu não só recebo sua língua em minha boca como também, começo a acaricia-la sem censura com a minha. E aquele beijo que começa com uma provocação só dela, torna-se algo compartilhado pelos dois.

Quando percebe que eu cedi, ela retira a mão que está em meu rosto e desce ao meu peito e começa a acariciar ali, primeiro com seus dedos e depois com suas unhas, e mesmo por sobre a camisa, as carícias são gostosas demais e intensas.

Sem forças para continuar resistindo ou hesitando, tomo agora sua cintura com vontade em minhas mãos. E neste momento, abro minhas pernas para trazê-la mais junto ao meu corpo, e ela em resposta abandona meu peito e leva as mãos para as minhas costas puxando-me contra si com uma força incrível.

Então, sussurra em meus lábios entre beijos...

– Um beijo no rosto não é isto... Isto sim é um beijo de amor... Isto sim é um beijo de paixão... Isto é um beijo de entrega... Amo você Henry e já disse... Está na hora de começar a acreditar... Eu sou sua Sr. Lazar! ... – Ela abandona meus lábios, fazendo rastro de beijos até minha orelha, morde ali e diz... — Homem algum é capaz de despertar em mim todo o desejo que você desperta meu amor! Eu só tenho olhos para você Henry. São seus lábios que sempre desejo beijar, é o seu corpo que eu adoro tocar, e é a você que quero me entregar totalmente e fazer amor para o resto da minha vida!

Neste momento uma fome extraordinária dela se apodera de mim e digo-lhe enquanto faço uma trilha de beijos alternados com mordidas leves de seu pescoço até seu ombro...

– Eu quero tanto você Valerie, você não faz ideia meu amor.

– Faço sim, amor, pois eu também o quero demais Henry.

Ela diz totalmente entregue enquanto beijo seu ombro.

Aquilo me preenche de coragem e eu agora desço minhas mãos ao seu quadril, ainda que com receio de afastá-la. Mas, para minha surpresa. Ela não o faz, ao contrário pressiona seu corpo ainda mais contra o meu já totalmente desperto. Já estou extremamente excitado, e sei que ela pode sentir. E por suas reações sei que ela também está. E confirmando o que eu disse ela diz.

– Estou ardendo de desejo por você Henry, eu o quero amor, demais.

Aquelas palavras despertam correntes elétricas em cada parte de meu corpo. Então, digo-lhe olhando agora em seus olhos...

– Então, você me terá amor.

Volto a tomar seus lábios com urgência.

E minhas mãos começam a descer até suas coxas, hesitantemente temendo que a qualquer momento, ela recobre o desejo de permanecer com o compromisso, pois, eu mesmo não estou tão seguro também, porém, o desejo que me queima neste momento é intenso demais e meu raciocínio fica totalmente nublado, a única coisa que consigo, é sentir seu cheiro, seu gosto, a textura de sua pele, o sabor de seus beijos. E tudo isto me impede de pensar em qualquer coisa coerente.

Inclusive, em que em alguns minutos estaremos no lago.

E bastou pensar nisto, a carruagem para.

Fazendo-nos os dois suspirar e gemer. Enquanto recobramos o nosso estado normal de sanidade, que a muito já estava alterado. Então, olhando em meus olhos, e com um sorriso brincando nos lábios ela diz.

– Esta foi por muito pouco...

Também, sorri com aquilo. Mas, a verdade é que eu ainda a queria... Porém, precisava me conter.

Ela percebendo minha frustração diz.

– Aquiles, esqueceu?

Olho sorrindo para ela...

– Sinceramente? Sim...

E começamos a rir os dois juntos... E Valerie diz...

– Amor se já estamos assim agora, imagine após a viagem?

– Nem quero imaginar linda, nem quero! – Digo a ela e sorrimos juntos.

Assim, organizamos as cestas com o almoço para descer. E após tudo pronto, Aquiles, eu creio que percebendo nossa demora, bate a porta, pois a carruagem estava fechada, e diz...

– Chegamos.

– Estamos saindo. – Respondo. E agora digo a Valerie... – Amor preciso que desça na frente...

Valerie me olha ainda não compreendendo. Então, respondo-lhe com o rosto em chamas...

– Ainda não voltei ao normal.

– Ah sim... – Ela me diz vermelha.

Ela sorri e discretamente “me olha” curiosa, e engole seco com o que vê. Assim, digo-lhe olhando em seus olhos:

– Olhe o estado em que você me deixa Sta. Valerie.

Ela cora intensamente, e morde seu lábio inferior, e só aquela cena, já é capaz de me provocar a tal ponto, que minha vontade é esquecer que Aquiles está lá fora, e toma-la agora mesmo para mim. Porém, rapidamente, ela recobra a postura para sair, creio eu que é por que percebeu as alterações em mim, e temia que eu mudasse de ideia.

Assim, ela se ajeita para sair e dou-lhe uma das cestas, a mais leve e ela abre a porta e solicita a Aquiles...

– Aquiles, por favor, você me auxilia a descer?

– Claro. — Aquiles responde.

Ele vem até ela e a ajuda, e eu disfarço que estou ocupado para descer mexendo na cesta maior e digo a Aquiles...

– Já estou indo também Aquiles, só estou fazendo algo aqui primeiro...

Valerie entendendo o meu dilema, solicita a Aquiles que a auxilie a preparar um local para comermos.

Assim, respiro fundo e tento acalmar meu interior totalmente carregado de desejo. Porém, nada surte muito efeito, a não ser no momento em que me lembro em que estamos em um local aberto e podemos estar sendo vigiados por Mildrad.

E a iminência de algum risco para Valerie é o suficiente para sucumbir toda a minha vontade no momento.

Assim, desço rapidamente já em estado de alerta, e assim que me aproximo dela e de Aquiles digo-lhe...

– Aquiles, você pode fazer uma varredura no local para nós, antes de almoçarmos? Estamos em um local vulnerável.

– Sim claro, eu já iria propor isto ao senhor...

– Então, você pode ir, eu ajudo Valerie, obrigado!

Valerie neste momento se encolhe e vem rapidamente ao meu lado. Então, lhe digo.

– Acalme-se amor, está tudo bem, é só medida de precaução.

Ela me olha de olhos arregalados, e sei que exatamente neste instante, sua tranquilidade foi mexida.

Enquanto Aquiles faz a busca, eu e ela preparamos tudo. O lado bom de agora estarmos alertas com Mildrad, é que nos esquecemos do clima denso de desejo. Nossa necessidade no momento é de nos sentirmos seguros, e ao que parece, Valerie só alcança isto agora, nos meus braços.

Pois, só se acalma quando depois de tudo pronto, eu sento-me recostado a uma árvore e a sento entre as minhas pernas, recostada a mim e com meus braços a sua volta, enquanto esperamos Aquiles voltar para almoçarmos juntos, então me diz...

– Este é o melhor lugar de se estar para mim, já te disse não é? Nos seus braços, aqui tenho paz, proteção, segurança e amor.

– Já amor, e é bom ouvir, e saber que sou um refúgio para você minha futura esposa! Eu amo você! – Digo-lhe e beijo o topo de sua cabeça.

Então, ela diz...

– Quero tanto ficar bem para ser um refúgio para você também lindo, tanto. Não quero ficar frágil para sempre!

Percebendo o cerne de sua angústia, eu a sento em meu colo e a viro de lado para que eu possa olhar em seus olhos. Assim, digo...

– Valerie meu amor, preste bastante atenção. – E ela agora tem seus olhos fixados nos meus. – Independente de seu estado, você já é um refúgio para mim. Aliás, você é tudo pra mim meu amor. Minha companheira, minha amiga, meu remédio para minhas dores, meu conforto para meus momentos de angústia, e a fonte de meu desespero quando se trata do desejo que tenho por você como mulher amor! Você já é perfeita para mim de qualquer maneira. Mas, é claro que eu te quero reestabelecida, principalmente por você, por que te quero bem, forte, cheia de vida, como você sempre foi. Mas, também sei que isto é um momento em que você está vivendo, e que precisa de mim mais atendo ao seu lado. Confesso que tenho prazer em poder te oferecer isto, depois de tudo que você tem feito por mim, principalmente a forma com que tem me curado meu amor. Tenho plena alegria de poder ser este Henry que você precisa neste momento. Não tire isto de mim, pois, você não sabe o quanto isto tem sido importante para mim. Amo você minha futura esposa.

Assim que termino de dizer, seco seu rosto com meus lábios, pois, suas lágrimas já estavam presentes.

Neste momento, Aquiles chega, e Valerie faz menção de se levantar de meu colo, porém, eu não deixo.

Não me importa que Aquiles veja, muito pelo contrário, o fato me agrada. Ele ver o quanto ela é minha. Não entendo por que, mas, aquilo me traz satisfação.

A princípio ele fica um pouco constrangido, mas, Valerie como sempre, é ótima em fazer as pessoas se sentirem a vontade diz...

– Sente-se conosco Aquiles, vamos comer juntos.

Ela olha para mim buscando aprovação com o olhar, e eu dou-lhe, é claro.

Aquiles, então, senta-se, recostando em outra árvore, mas, antes tira a espada e a posiciona ao seu lado com a bainha embaixo de suas pernas.

Valerie o serve e ele agradece. E quando vai fazer nossos pratos, ocorre-me uma ideia, então lhe pergunto ao ouvido...

– Que tal comermos juntos?

Ela sorri faceira para mim, e diz em meu ouvido...

– Sim, adoraria se você me permitisse colocar em sua boca, posso?

Fico imaginando a cena e o quão constrangedor aquilo seria próximo a Aquiles. Mas, como não quero retirar Valerie de meu colo e se tivermos que comer em pratos separados eu teria de fazê-lo, então lhe digo...

– Tudo bem.

Ela sorri muito satisfeita, e após servir o prato, inicia o processo de me alimentar, e vejo a satisfação que é para ela estes pequenos gestos que faz por mim, e lembro-me do início de nossa aproximação, em o quanto ela tinha prazer em cuidar de mim, mesmo que fosse com pequenas coisas. E exatamente aquilo foi me encantado mais ainda por ela.

Noto que disfarçadamente, às vezes, Aquiles nos observa e ele fica constrangido quando percebe que eu vi. Porém, ajo casualmente para evitar desconforto e por que não quero que Valerie perceba, fique constrangida e pare. Ela intercala as garfadas entre sua boca e a minha e não desgruda seus olhos dos meus. E é incrível como este momento tão simples, parece ser tão íntimo quanto fazer amor. Assim, compreendo o constrangimento de Aquiles.

Aquiles termina e diz que sairá para mais uma busca, porém, tenho certeza que está fugindo da cena que vê, não só pelo constrangimento, mas, também por aquilo o incomodar de alguma forma.

Valerie percebendo que estou divagando sobre o gesto dele, diz.

– Ele sente falta dela.

Olho-a surpreso e pergunto...

– Como assim? Não entendi o que você sabe?

– Não sei muita coisa, ontem à tarde em que acordei e fui para o jardim privado, ele e Érion estavam lá. E além de conseguir conversar um bom tempo com Érion, que foi quando percebi que ele, não está bem. Eu também tive a oportunidade de conversar com Aquiles, enquanto Érion fazia café e chá para nós. E eu já havia percebido que a tristeza dele tem haver com sua perda, mas, não é só isto, Henry. – Ela diz olhando em meus olhos e seu olhar expressa compaixão. — Ele perdeu quem ele amava. – Aquilo foi algo difícil de ouvir, imaginei-me vivendo o que Aquiles vive e meu coração se apertou. E Valerie prosseguiu... — E eu perguntei isto a ele para ter certeza, e ele além de confirmar, disse que ainda a ama. Aquiles sofre Henry... Sabe que, às vezes, eu acho que, foi por isto que ele no fundo aceitou a missão. Mesmo, percebendo o incômodo que minha imagem seria para ele... Ele vê em você o seu próprio desespero em perder quem ama. A sua dor é um estágio anterior da dor dele. E talvez, ele veja nesta missão, uma oportunidade de se curar. Eu creio que é como se ele sentisse que, se conseguir ser bem sucedido, ele fará um bem não só a você e mim, mas, a si próprio também. Eu não sei por que eu sinto e vejo isto, eu só sei que o sinto. Nós temos uma missão na vida de Aquiles amor, eu tenho certeza, assim como ele tem na nossa.

As palavras de Valerie me soaram como verdades, aquilo não era só uma intuição dela, aquilo era uma verdade, acho que mais uma vez seu instinto aprimorado pelo sangue de lobo que corre em suas veias, estava lhe conduzindo e orientando a algo.

Então, eu disse-lhe...

– Acredito que você tenha razão amor.

Terminamos de comer, e eu ajudo Valerie a recolher tudo e colocar na carruagem. Assim, vamos para frente do lago de mãos dadas.

Diferentemente da outra vez, sentamo-nos próximo a margem mais alta, perto de uma pedra, e mesmo sendo à margem ainda há grama ali.

Eu sento-a entre minhas pernas de costas para mim e encostada a mim e temos nossas pernas livres e soltas. Valerie balança as dela numa sensação de liberdade.

Passo o tempo todo beijando o topo de sua cabeça seus cabelos, seus ombros, seu pescoço, quando então, deslizo a ponta de meu nariz para sentir seu cheiro maravilhoso.

Em um determinado momento ela diz...

– Não gostaria de chegar a ficar um mês sem ver você amor, mas, sei que Made precisa mesmo. Neste jantar do noivado, eu pude ver o quanto ela está esgotada. Ela não reclama, mas, apesar dela ter vindo linda e maquiada eu vi o quanto ela tinha olheiras, estava mais magra e estou preocupada com ela. Quero mesmo ajuda-la, se não creio que daqui a algum tempo ela também adoecerá. Porém, o fato de ficar tanto tempo longe de você é uma grande fonte de incômodo para mim, e me perdoe dizer, traz-me aflição e sofrimento.

É impressionante o quanto Valerie se preocupa com os outros e vê através das pessoas enxergando suas dores e necessidades. Mas, também, é impressionante o quanto é solícita em fazer sempre algo em auxílio de quem necessita. Porém, ela quer que eu saiba o quanto aquilo será penoso para ela. E quero dizer-lhe que aquilo não é fácil para mim. Só que antes, ela diz algo...

Ela vira-se de uma forma que alcance meus olhos e para ajuda-la eu aproximo-me de seu rosto.

– Henry, eu sei que você já tem feito muito por mim amor, demais até, reconheço a todos os seus sacrifícios. Porém, tem algo que quero pedir.

Aquilo me deixa em expectativa, pois, é muito difícil Valerie me pedir algo, então, eu lhe digo...

– O que quiser meu amor.

– Se houver oportunidade, gostaria muito de te ver neste intervalo de um mês, seria possível?

Agora que a viagem estava próxima, ela realmente estava sendo assolada pela mesma angústia que eu, não será fácil para nós, estarmos separados.

Então, eu digo-lhe...

– Já tenho pensado sobre isto amor, eu só não tenho como te especificar uma data, mas, eu prometo que eu irei.

Ela sorri e beija suavemente meus lábios. Então, afasta-se e diz...

– Henry eu vou querer trazer nossos filhos sempre aqui, quero que eles conheçam os lugares que gostamos de desfrutar lindo!

Dou um sorriso com aquilo. E respondo.

– Poderemos trazê-los quando quiser amor. Mas, haverá momentos que quero vir sozinho também com você.

Digo isto e beijo seu pescoço, fazendo-a suspirar. E então ela me provoca...

– Hum... É mesmo Sr. Lazar? Posto gostar disto! Mas, por que será que viríamos sozinhos? O que faríamos?

Devolvendo sua provocação, respondo logo após morder seu ombro. E fazê-la estremecer...

– Quero mesmo fazer amor com você aqui minha amada!

– Também quero amor. Está chegando! Em breve!

– Hum, Rum... – Digo sorrindo em seu pescoço...

– E quando nosso terreno estiver todo preparado e com mais privacidade, poderemos desfrutar do nosso lago também amor.

– Hum... Gostei disto!

Ela sorri e eu beijo seu pescoço também sorrindo.

***

Assim, que Aquiles retorna, partirmos para Daggorhorn. E toda a viagem de retorno foi tranquila. Valerie, despois de algum tempo conversando comigo, adormece em meus braços. O que de certa forma para mim é um alívio, pois, realmente está difícil conter o desejo quando estamos a sós. Ao que parece quanto mais se aproxima a viagem, mais difícil se torna.

Isto leva-me a preocupar-me com o após a viagem, creio que será bem pior, pelo período de privação absoluta.

Peço Aquiles para seguir direto ao casarão, pois, quero avisar minha avó e Suzette que estamos de volta. E também, quero passar o diagnóstico de Valerie para elas.

Assim que chego, encontro minha avó, juntamente com Suzette no jardim e é impressionante o quanto as duas andam unidas, exatamente como eu desejava. Uma fazendo companhia à outra.

Desço da carruagem com Valerie nos braços. Pois não quero acordá-la. A princípio elas se assustam e até Aquiles, vejo que está preocupado. Porém, digo-lhes num sussurro...

– Ela adormeceu, pois está exausta e tomou um a xícara do chá que o Dr. receitou. Vou colocá-la no meu quarto vovó.

– Tudo bem, quer que eu ajeite lá para você?

– Não, pode deixar, está organizado. Obrigado vovó!

– Tudo bem... – Minha avó responde.

Rapidamente sigo com Valerie até meu quarto, e ao entrar e com cuidado fechar a porta, sem batê-la para não acordá-la, coloco-a na cama, e vou até o guarda roupas, e pego uma colcha para cobri-la.

É impressionante o quanto estar com ela em meu quarto, reacende as memórias do que vivemos aqui. Cada gesto, cada palavra e cada momento e carícia trocada no dia em que ela foi minha pela primeira vez. O dia em que ela provou para mim que, realmente era a mulher que, arrebatou todo o meu ser para si.

Aproximo-me de seu rosto e a beijo enquanto acaricio seus cabelos. Assim digo-lhe ao ouvido...

– Amo você minha futura Sra. Lazar.

Assim, selo seus lábios com um beijo e saio do quarto.

Retorno ao jardim e vou até minha avó e minha sogra. E chegando junto a elas, beijo suas testas, e sou retribuído com um beijo no rosto de cada uma.

Então, Suzette pergunta...

– E aí Henry?

Respiro fundo, pois, agora terei de acessar e refletir novamente sobre cada palavra de Dartanhã.

– Bem, ela realmente não está bem Suzette. Porém, a boa notícia é que ela pode ficar totalmente boa, mas, precisará muito de nós e de cuidados. Ela está vivendo na verdade, o reflexo da sobrecarga de suas perdas. E com o incidente de Mildrad as coisas afloraram e se agravaram. – Neste momento, lágrimas já correm do rosto de minha sogra, e sei exatamente o que está sentindo. — O mais importante, precisamos poupá-la de muitas coisas, ter paciência com ela, pois, ela pode ter crises de choro, de tristeza até mesmo de raiva. Então precisamos estar atentos. Dartanhã, o Dr. passou... – Neste momento minha avó me olha estranhamente, aí me lembro de que ele conheceu meu pai na infância, tenho certeza que reconheceu o nome... Porém, não me interrompe, ao contrário, me deixa prosseguir. – Ele passou algumas porções, na verdade, são infusões especiais de chás, preparadas para dor e mal estar. Para administrar a ela quando não estiver bem. Ela já está tomando, e estas porções a deixa um pouco mais sonolenta. Por alto é isto. No mais, ela está bem e claro, requer muitos cuidados.

Assim que passo meu relato, abraço Suzette, pois, vejo o quanto ela está abalada, apesar de eu também não estar totalmente bem com aquilo, procuro ser forte, mas, ao olhar para minha avó, sei que ela percebe meu real estado e sei que mais tarde não escaparei dela. Após abraçar Suzette, abraço minha avó por um tempo, e ela procura me passar muito conforto, o que me leva a ter certeza que ela sabe como estou no meu íntimo. E com este gesto, sinto como é bom me sentir acolhido.

Passo mais um tempo ali com elas, orientando-as em com o lidar com Valerie, e traçando algumas estratégias com elas. Suzette se manifesta muito apreensiva quanto a ela viajar assim. E digo a ela que também, estou. Porém, lhe coloco que de certa forma agora com o tratamento será até bom, pois, Dartanhã é de lá. E digo a ela que irei antes do prazo ver como Valerie está. O que a tranquiliza um pouco.

Mais tarde, Aquiles vem até a mim para podermos fazer uma reunião com os homens. Assim despeço-me de minha avó e de Suzette e saio.


POV VALERIE


Sinto uma claridade em meus olhos, e assim os abro. Olho ao redor e acho que ainda estou sonhando, pois me encontro no quarto de Henry. Nossa... Meu desejo é tanto, que já estou sonhando nitidamente com o lugar em que fizemos amor pela primeira vez, neste momento, as memórias daquele dia me invadem...

Só que este sonho parece real demais, apesar de que os meus todos o são, mas, este é demais.

Bem neste momento alguém bate a porta e abre. E só aí percebo que não é um sonho... Pois, trata-se de minha mãe e vovó Lazar. Então, digo já me levantando...

– Mãe... Vovó... Que saudades. — Vou até elas, já as abraçando. Assim digo... – Já estava com saudades.

– Nos também minha filha. — Minha mãe responde.

Conto a elas como foi tudo, e como o Dr. e a Dra. são pessoas ótimas. E por fim, digo a vovó sobre o jantar surpresa que irei fazer para Henry na sexta-feira. E pergunto a ela sobre os detalhes, a respeito de Henry saber tocar. E pergunto-lhe como ela acha que ele reagirá diante do que pretendo fazer. Ela diz que não sabe com certeza, mas, crê que ele agirá diferente, pois afinal eu o mudei muito.

Depois de algum tempo, a vovó sai, me deixando um tempo com minha mãe. O que para mim é ótimo, pois, já estava mesmo sentindo falta de um tempo de mãe e filha. Ela senta-se na cama e eu deito-me em seu colo.

– Mãe, eu quero que me ajude com uma coisa.

– Hum...

Olho em seus olhos e lhe digo.

– Eu e Henry discutimos, e foi bem sério. E aquilo me fez muito mal. Não quero passar por isto novamente.

– Sei... Foi a primeira vez?

– Bem, sério a ponto de nos afastarmos por um tempo? Sim. Porém, agora está tudo bem, mas, mesmo assim é muito desconfortável.

– Entendo. Bem, posso te dar apenas dois conselhos a respeito disto. O primeiro, é que evite ao máximo que estas discursões aconteça. Mas, sei que nem sempre é possível evitar. Então, quando não tiver jeito, uma coisa extremamente importante, você NUNCA deve permitir que uma situação desta perdure, nem ao menos vire uma noite sem se resolverem. Nunca se esqueça disto. E outra coisa: Quando estiverem casados, nunca saia de sua cama, por motivo algum. Isto é uma situação que você jamais deve se permitir a passar. Ao contrário, se necessário for use as armas que você tem, exatamente ali para resolver. Não sempre, é claro, o diálogo sempre deve ser sua primeira opção. Porém, se necessário for, este extremo, faça. Lembre-se ele será seu marido, e “a mulher sábia edifica sua casa”...

– “Porém a tola o destrói com as próprias mãos.”

Eu concluo a citação Bíblica que cresci ouvindo minha mãe recitar para eu e Lucie, quando cobrávamos uma postura dela quanto ao nosso pai.

– Obrigado mãe, eu não irei esquecer. Mas, não quero que se preocupe, pois, agora está tudo bem.

– Que bom, eu realmente fico mais feliz assim, porém, se prepare minha filha pois estas coisas acontecem mesmo, e é preciso administrá-las com sabedoria e discrição. Nunca permita que os problemas de vocês passem dos limites do quarto e da privacidade de vocês, ninguém precisa saber. Nunca o distrate perto dos outros, e nem permita que a situação chegue a este ponto.

– Claro mãe, como você sempre dizia, quando um não quer, dois não brigam. Mais uma vez obrigada mãe.

Ela beija meu rosto e conversamos mais um pouco.

Passo uma tarde muito agradável com minha mãe e vovó, aguardando a chegada de meu noivo mais tarde, para me buscar, para podermos ir embora.

***

Quando Henry chega, estou em seu quarto descansando e ouvindo música.

Ele entra e tranca a porta e vem em minha direção, e eu estou no seu sofá de leitura.

MÚSICA AQUI

(MÚSICA LINDA)

Movido pela música que está ao fundo ele me olha sedutoramente e me tira para dançar. No entanto, antes de iniciar os passos, beija meus lábios com carinho e diz-me...

– Amo você e senti sua falta!

– Também o amo. – Digo-lhe olhando-o nos olhos. Enquanto ele nos posiciona para dançar colando seu corpo no meu. Fazendo-me ficar totalmente em alerta naquele momento. É incrível como eu preciso de tão pouco estímulo para arder de desejo por este homem.

Só de ter sua pele em contato com a minha é o suficiente para eu desejá-lo. O simples cheiro dele faz meu coração se alterar, o mínimo toque de suas mãos, faz meu corpo se arrepiar, mas o seu beijo, faz cada parte de mim, se incendiar inteiramente. Ter os seus lábios nos meus e a sua língua em contato com a minha, provocando-me, é arrebatador e enlouquecedor. E as suas carícias funcionam como se um combustível estivesse sendo lançado em minha corrente sanguínea. Deixando-me, viva e em chamas ardentes de desejo.

E ele parece compreender a extensão exata do que causa em mim, pois a cada gesto seu eu vou ficando mais entregue a ele. E não há nada que eu deseje mais, quando estou em seus braços, do que amá-lo. O que tem me segurado nestes dias é o compromisso, mas, confesso que quanto mais perto a viagem está, pior está sendo para eu esperar. E sei que para ele também.

Assim, muito consciente do que este ambiente faz conosco e esta proximidade toda eu digo...

– Príncipe, vamos embora?

Sinto que ele compreende minha hesitação em permanecermos assim. Então, ele sai do transe em que estava enquanto tinha seu olhar fixo no meu...

– Hum, Rum... Vamos. Porém, eu quero fazer algo antes.

Ele separa-se de mim, e vai até a mesinha de sua cama, e traz dois embrulhos de presente retangulares. Entrega-me um e diz.

– Assim como prometido, eu comprei para você, e acabei comprando outra para mim, para deixar lá no chalé. Eu sinceramente, achei a sua muito estilo você.

Dou-lhe um sorriso, e começo a abrir meu embrulho, e ele também faz o mesmo com o dele. Fico intercalando meu presente e seus olhos para ver sua reação. E no momento em que termino, eu fico maravilhada e grito de satisfação:

– MINHA BÍBLIA! Você me deu minha própria Bíblia Henry, amor ela é linda, realmente combina comigo!

E era mesmo. Ela tinha uma capa cor de rosa com marrom e as escritas na capa eram douradas e em auto relevo.

Olho para a dele, e ela também é linda, é bem masculina, porém, não é tão séria. E digo a ele...

– Amor eu amei a minha Bíblia e também adorei a sua, ela é bem bonita, tipicamente masculina, mas, sem ser muito séria, eu gosto que use as coisas assim, mantém sua personalidade, todavia, não te envelhece.

– Que bom que gostou meu amor! Eu disse que você traz cor a minha vida, que você me mudou! E princesa, eu sinceramente estou muito feliz! Pois, eu não imaginava que você faria uma festa tão grande Valerie!

Eu nesta hora coloco as duas na cômoda e envolvo seu pescoço com meus braços. E digo-lhe:

– Obrigado meu amor eu amei meu presente, e mais, é claro que fiz festa, eu amo ler Henry. E amo lê-la também, e fui privada disto por anos. Até livros comuns eu quase não pude ler amor, pois, nem sempre podia adquiri-los. Mas, nem por isto eu deixei de gostar. E você mais uma vez está restituindo coisas importantes para mim. E então, você vai mesmo lê-la comigo como prometeu?

– Claro minha amada. Ficaria muito feliz e orgulhoso se me permitisse.

– Hum... Claro que quero.

Digo a ele com manha. E ele sorri.

– Faremos sempre isto então, a começar por hoje a noite.

Aquilo me deixou feliz. Beijo os seus lábios com carinho. Então, ele se afasta e diz:

– Amor você me disse que gosta de ler. É sério isto?

– Nossa Henry, muito! Você não imagina o quanto. Pena a condição nunca me permitir fazê-lo com frequência. Pois, sempre haviam outras prioridades para comprar a não ser livros. Mas, tudo bem.

Ele me olha pensativo e percebo que está ponderando algo. Por fim, diz:

– Amor venha aqui comigo.

Eu prontamente obedeço cheia de expectativa pelo o que ele iria fazer.

Ele sai comigo do quarto, com sua mão entrelaçada na minha. E caminhamos pelos corredores do casarão. De repente, ele toma o caminho de uma ala que eu nunca vi antes. Uma ala muito bonita, porém, ao que prece, muito pouco visitada. Pois, há tanta ordem que mais parece um santuário, no sentido de ser um lugar só para se ver ou observar e nunca se tocar.

Henry parece perceber minha incógnita e diz:

– Esta ala toda, pertenceu a minha mãe Valerie. Eu nunca trouxe ninguém aqui. Aliás, eu quase não venho aqui desde que ela morreu é minha avó quem cuida, muito embora, o meu pai ter dado tudo aqui para mim, eu nuca tenho coragem de vir. As vezes tenho até muita vontade, porém, me falta a coragem. Pois, as lembranças dela aqui, são fortes demais. É como se a presença dela fosse muito intensa, mas, eu sei por que, é por que era o lugar que ela mais amava ficar.

Ele caminhava lentamente, e íamos olhando as telas, algumas pintadas por Laura outras por tia Clara, eu reconhecia pelas assinaturas. E outras por Eleonor. E pergunto a ele:

– Henry, quem é Eleonor?

– Ah sim. Era a primeira esposa de tio Heitor, a que faleceu. Assim como minha mãe e tia Clara, ela também pintava. Ela também, era maravilhosa Valerie. Apesar de eu me lembrar pouco. Tio Heitor a amava muito também. Ele sofreu muito sua ausência. Ainda bem que Deus lhe deu a tia Clara.

Olho para ele sem compreender, e neste momento, me lembro o quanto isto é possível pois eu vivi isto. Pois, amei muito Peter. No entanto, hoje, eu amo Henry muito mais. Ele parecendo ler o que estou pensando diz...

– A vida é interessante não é? Mas, eu creio que nem todos tem este privilégio que você e tio Heitor tiveram, de amar tanto duas vezes. E creio que talvez, seja por que tanto você quanto ele são pessoas muito boas e se doam de verdade e vivem intensamente o que vem nas mãos de vocês a cada momento. Assim, quando rompem a jornada, o ciclo fica completo. Bem, é só uma teoria. É difícil explicar estas coisas.

– Se é, eu que o diga. Eu só sei, que realmente eu nunca imaginei que iria te amar e que eu te amaria tanto. Porém, nada me faz tão feliz quanto saber que eu tenho você. Amo você Henry, e sempre amarei você. Sabe disto não sabe?

Neste momento, percebo que paramos de frente para uma bela porta entalhada e trabalhada de Peroba vermelha, porém, estamos de frente de um para o outro e ele diz tomando minhas mãos nas suas e beijando-as:

– Eu sei meu amor. E esta foi a melhor coisa que já me aconteceu. Deus ter realmente me dado você para amar e cuidar. E ter me dado o seu coração. Hoje sei que você me ama minha noiva linda. E mais uma vez, quero que saiba o quanto eu amo você também Valerie, minha futura esposa!

Dou-lhe um sorriso e sou recompensada com um. Porém, eu percebo que desde que entramos nesta ala, Henry está mais melancólico, e algo me diz que ao passarmos por aquela porta, as coisas serão ainda mais intensas.

Bem no momento em que penso isto, ele respira forte e vira-se de volta para frente da porta e agora entrelaça sua mão na minha com mais força. Ele respira novamente e diz olhando para mim.

– Amor, esta porta dá acesso a Biblioteca particular que foi de minha mãe. E seu Ateliê de Música. Na verdade, hoje, eles me pertencem. Pois, meu pai, os deu para mim. Porém, eu nunca consigo reunir coragem para vir aqui. Então, eu pensei que ... – Ele hesitava. – Que talvez, se você entrasse comigo, eu poderia conseguir. Porém, eu preciso saber antes. Você está disposta? Você entraria por aquela porta comigo? Mesmo sabendo do tempo que eu tenho evitado vir aqui? E o quanto isto pode ser penoso para mim?

Eu entendi exatamente o que Henry estava me perguntando, ele queria saber na verdade, se eu estava disposta a enfrentar este momento com ele, que provavelmente não seria algo fácil. Sem pensar duas vezes eu respondi, pois, desde que eu descobri o quanto eu amo este homem eu seria capaz de fazer qualquer coisa por ele. E é o que digo-lhe:

– Claro meu amor! Eu sempre estarei aqui por você Henry. Estarei sempre a disposição para estar ao seu lado para enfrentar as dificuldades, sejam elas quais forem. Assim como você, o tem feito por mim.

Então, ele pergunta ansioso.

– Até agora se eu quisesse?

– Sim meu amor, agora mesmo se você quisesse.

Ele respira forte neste instante, toca meu rosto e beija com suavidade meus lábios e diz:

– Amo você Valerie! Você mudou demais a minha vida meu amor. Com você ao meu lado, eu tenho alcançado coisas que antes eu achava impossível. Obrigado princesa.

– Eu também amo você Henry, e já te disse que sempre darei meu melhor por você.

Beijo-o novamente e agora nos posicionamos para entrar.

Henry leva a mão livre a fechadura. E pela proximidade, sinto o quanto sua respiração se altera, e já posso ouvir as batidas erráticas de seu coração.

Acaricio e aperto sua mão e passo minha mão livre em seu peito acariciando também ali, enquanto busco seus olhos procurando passar toda a confiança que consigo a ele, através de meu olhar.

Assim, ele abre a porta.

Noto que ele sonda cada canto daquela, sala com seus olhos curiosos, criteriosos e meticulosos. E confesso que o meu desejo de olhar, também é enorme, porém, eu estou tão focada nas reações de Henry, que eu não me permito. Eu estou atenta a cada leve mudança de sua expressão e de sua respiração.

Ele começa a caminhar pelo local lentamente, como se estivesse degustando cada ato, e também creio que está observando sua capacidade de tolerar todas as emoções que está sentindo.

A cada estante que percorremos, Henry apresenta uma reação. A esta altura, seu olhos estão cheios de lágrimas, e a cada estante, uma transborda. É impossível para mim presenciar isto sem me comover também. As minha lágrimas também já correm. Por ver e sentir o quanto Henry sente falta de sua mãe.

Estante por estante, ele vai passando a mão livre na capa dos livros e em alguns ele para e enquanto acaricia a capa, ele fecha os olhos e respira profundamente, e suas lágrimas aumentam. E tenho para mim, que tratam-se das obras preferidas de Laura.

Bem neste momento, como se estivesse lendo minha mente, ele diz:

– Este era um dos seus favoritos... Quanta saudade!

Olho para o nome da obra: A Rainha Branca – Philippa Gregory.

Suas lágrimas aumentam muito, e eu me coloco de frente para ele e me aproximo para abraça-lo. Porém, toco seu peito antes, acariciando e depois seu rosto percorrendo o rastro de suas lágrimas e ele abre os olhos. Percebendo minha proximidade, ele me envolve em seus braços e recosta sua cabeça na curva de meu pescoço entre meus cabelos. Ali ele chora, e chora muito, e vou acariciando suas costas, seus cabelos, durante um longo tempo, até que se acalme. E quando o faz eu digo:

– Eu estou aqui meu amor. Eu estou aqui com você príncipe! Eu te amo Henry.

Ele afasta-se agora para olhar em meus olhos. E eu sei que quer falar algo, mas tenho certeza que seu choro não permite, assim, eu me aproximo de seus lábios com os meus e dou-lhe um beijo com a intenção de acolhê-lo em todo o seu sofrimento. Ele parece compreender, pois, sinto toda a sua angustia e seu pesar naquele beijo, e elas são de uma intensidade esmagadora. Ele vai beijando-me e chorando, e chorando muito, suas lágrimas são abundantes, e as minhas também intensificam, pois o sofrimento dele reflete em mim. Acaricio seu rosto o tempo todo e com a outra mão, as mechas de seus cabelos. Quando estamos sem ar ele afasta os lábios dos meus. Porém, mantém nossas testas unidas. Assim diz:

– Obrigado por estar aqui meu amor, e por fazer parte de minha vida. E mais uma vez eu te agradeço por cuidar tão bem de mim. Eu amo você Valerie!

Acaricio seu rosto.

– Eu preciso cuidar bem da minha vida Henry. E você é minha vida meu amor.

Ele puxa uma grande lufada de ar, separa-se de mim novamente, porém, enlaça nossas mão mais uma vez ,e voltamos a prosseguir rumo a mais uma porta. E Henry diz num fio de voz:

– Agora, vem a parte mais difícil... Este era o Ateliê de Música de minha mãe, Valerie. Aqui é onde ela passava a maior parte do dia, e onde nós passávamos mais tempo juntos, aliás, longas horas juntos, eu adorava vê-la tocando e cantando.

Agora ele leva a mão a fechadura e respira novamente, e então, abre a porta, e dá um longo, mas hesitante, passo ali para dentro.

Nem todas as suas reações de antes, me prepararam para o que eu veria ali. Na verdade, eu já pude contemplar com meus olhos o quanto Henry sente falta de Laura, o quanto a ama, e o quanto sofreu e sofre por sua ausência. Porém, nada me preparou para as reações que ele teria ali naquele Ateliê.

Ele agora prossegue muito mais lentamente. Porém quando começa a percorrer os olhos de uma forma mais apurada, sobre os pertences que eram de sua mãe, suas pernas travam. Sua respiração altera-se consideravelmente e seu coração fica enlouquecido para bombear sangue para oxigenar seu corpo, que naquele momento, creio eu que, sofre uma descarga enorme de uma tristeza violenta. E ali ele desaba, seus joelhos cedem e dobram-se até o chão e ele cobre seu rosto com as mãos e chora desesperadamente e como eu nunca o vi chorar. E há tanta dor ali, que é como se algo houvesse rasgado seu coração. E vê-lo naquele estado, me deixa em desespero. Ajoelho-me em sua frente e digo, enquanto abraço sua cintura.

– Eu estou aqui meu amor! – Falo em meio as lágrimas que já correm soltas de meus olhos por vê-lo assim.

Automaticamente ele me envolve em seus braços e mais uma vez, chora em meus ombros.

O choro de Henry, me entristece, pois é doído demais. Quanta dor o meu amor tem guardada em seu coração. A saudade de Laura é muito profunda. E aquilo dói tanto em mim. E percebo que não há como ser diferente. Eu estou tão conectada a Henry, que a sua dor, é a minha dor, seu sofrimento, é o meu sofrimento. Não há como fugir disto, assim como tudo que acontece comigo reflete demais nele. O que acontece com ele afeta demais a mim. Sua tristeza é a minha tristeza e sua angústia é a minha angústia, e elas são palpáveis naquele momento.

Passamos um longo tempo ajoelhados um de frente para o outro. Chorando envolvidos um no outro. Até que por fim, depois de termos nossas “almas lavadas”, ele separa-se de mim, nos ergue e termina de me mostrar o Ateliê, ainda em silêncio, creio que se recuperando. Por sinal, o Ateliê é lindo e bem rústico. Laura era impecável em seu gosto, assim noto, que provavelmente, Henry herdou isto dela. Pois ele é assim.

Assim que terminamos ali, voltamos a biblioteca. E ao fazermos, ele termina de examiná-la. Então diz, já mais calmo:

– A partir de hoje, ela é sua! É um presente meu para você. Você nuca mais terá de ficar sem ler meu amor.

Fico engasgada e comovida com aquilo, o que ele percebe e me dá um tempo para me recuperar. Porém, quando minha voz retorna eu digo:

– Henry, não posso aceitar, foi um presente do seu pai e sua mãe para você.

– Eu sei meu amor. Porém, apesar de também gostar muito de ler, eu sei que você AMA LER, e terá nossos filhos para ensinar, para que com um tempo eles aprendam. Será muito mais útil a você. E eu sei que poderei usá-la sempre que eu quiser e que você não irá se importar. Então...

Nisto ele tinha razão. Então ele diz:

– Você me faria ainda mais feliz do que já faz, se o aceitar.

Olho para ele com carinho e amor, e com lágrimas nos olhos, e então digo...

– Tudo bem meu amor. Eu aceito.

Ele fica tão feliz que me abraça forte erguendo meus pés do chão e diz:

– Te amo princesa e muito obrigado por estar disponível aqui para mim.

– Sempre estarei amor, assim como você tem estado por mim Henry!

Ele me abraça mais, e me beija por um longo tempo de forma muito suave, demonstrando gratidão e amor.

Assim, saímos dali mais leves e voltamos ao seu quarto.

Ao chegarmos em seu quarto, ele fecha e tranca a porta e abraça-me com amor e paixão. E toma meus lábios novamente, no entanto, num beijo potente e avassalador, e cheio de desejo.

Claro que eu retribuo, porém, meu estado de alerta está no nível mais alto possível. Suas carícias em meu corpo são intensas e seu aperto sobre mim é maravilhoso. Seu beijo já está num nível que deixa bamba as minhas pernas...

Porém, minha mente trabalha avidamente. E começo a tentar clarear meus pensamentos. E neste momento, ele parece compreender minha hesitação e trava em meus braços. Assim, ele afasta nossos lábios e nós dois respiramos fundo em busca de ar e para clarear nossos pensamentos, e aplacar um pouco o desejo. E ele diz:

– Desculpe meu amor. me perdoe Valerie, eu passei dos limi...

Não o deixo terminar...

– Tudo bem amor. Foi gostoso para mim também, porém eu acho melhor irmos embora agora. Tudo bem para você?

– Claro Valerie. Quer levar alguns livros para o chalé? Inclusive leve alguns para ler na viagem o que acha?

– Ótimo.

Ele separa-se de mim, o que meu corpo inteiro protesta e vai até o som e desliga-o.

Agora ele vem cauteloso até mim e beija-me. Assim, eu pergunto-lhe com carinho e também cautela...

– Amor eu tenho uma curiosidade...

– Pode perguntar Valerie... — Ele me diz sondando-me, pois, percebe que estou hesitante em fazê-lo.

– Bem, como pode alguém que canta tão bem, e ser tão inteligente, não tocar? Você não gosta?

Bem neste momento, ele congela. E me arrependo de ter perguntado, pois, como estamos abraçados novamente, eu sinto os leves tremores em seu corpo. Com receio de aquilo ser demais para ele eu o digo...

– Perdão, se isto for demais para você Henry. Não precisa falar amor.

Ele me olha insondável e respira profundamente, leva-me até o sofá de leitura e senta-me em seu colo. Então, diz...

– Eu quero falar amor, eu só não estava preparado para conversar sobre isto no momento com você, mas, posso fazer isto. A verdade é que eu já toco amor. Desde novo. – Naquele momento, ele dá um pequeno sorriso. – Devo dizer que eu tive a melhor professora que uma pessoa poderia ter: minha mãe. Ela tocava divinamente, era como se você estivesse ouvindo uma sinfonia do céu. Era lindo, perfeito, eu amava passar horas ouvindo-a e observando-a tocar, era uma perfeição e suavidade incrível, parecia que o instrumento era uma extensão de seus braços. Ela me ensinou desde pequeno e eu aprendi tudo que pude. As pessoas que já me viram tocar, dizem que eu a superei, ela mesmo dizia, mas, na verdade, eu nunca acreditei nisto, acho que nunca vai existir alguém melhor do que ela. Ela tocou no casamento de tio Heitor com tia Clara... — Ele falava com os olhos focados em algum ponto, e tenho certeza que ele via claramente cada imagem que descrevia... – Por fim, ela partiu e assim como cantar, tocar foi impossível para mim. Mas, eu confesso que depois que voltei a cantar eu tenho sentido vontade de tocar, mas, eu não tenho mais meu alaúde, pois... – Ele hesita e sei que está com vergonha de falar sobre o que houve. – Meu pai ficava insistindo para eu voltar a fazer e teve um dia que lá na casa dos tios, eu dei uma crise de raiva com aquilo e quase quebrei o alaúde, mas, com o receio de ficar mau diante deles eu me contive. Porém, eu pedi que meu pai o vendesse e eu fiquei sem. Tenho pensado em adquirir outro, mas, sei que aquele ou igual a ele é impossível, ele era uma relíquia e foi de minha mãe.

Eu olho para ele e sinto vontade de pedir-lhe...

– Gostaria que um dia voltasse a tocar meu amor, ficaria maravilhada de ver, pois, já o fiquei vendo-o cantar, imagina! Porém eu só o quero se te fizer bem Henry.

– Tenho pensado sobre isto amor. E com você me pedindo assim, certamente, não seria um grande sacrifício.

Beijo seus lábios e ficamos algum tempo falando sobre nós, nossos planos para a semana, sobre a viagem, e sobre algumas coisas do casamento.

Após uma hora, mais ou menos, conversando, nos ajeitamos e saímos do quarto, passamos novamente na biblioteca e pegamos alguns livros.

E Henry me pergunta quando estamos deixando o ambiente com os livros e as Bíblias...

– Você me deixa então, separar um local na reforma para o meu Ateliê de música e para sua biblioteca?

– Claro amor. Sem problemas.

Ele me beija e saímos a procura de minha mãe e vovó para nos despedirmos. E quando o fazemos, seguimos rumo ao Chalé. Aquiles segue conosco. Nestas noites, ele ficará fazendo ronda no lugar de Camelot e o mesmo ficará nos portões do vilarejo.

A noite é maravilhosa, jantamos juntamente com Aquiles. Ele e Henry, parecem se dar melhor a cada dia.

Conversam sobre a Guarda, sobre batalhas.

Aquiles fala muito sobre um certo Coronel-General Constantine. Diz que Henry precisa conhecê-lo. Conta os feitos dele ao Henry, diz o quanto ele é um homem bom, honesto e humano. Aquiles diz que confia muito nele.

Henry disse que gostaria que o dia em ele estivesse em algum treinamento na Guarda, de pegá-lo como superior direto. Aquiles sorri com aquilo. E por observá-lo eu tenho para mim, que fará alguma coisa para que Henry realize seu desejo.

Aquiles diz que, para se ter alguns privilégios e benefícios no sentido de se ter as portas abertas sempre na Guarda, é necessário, cair nas graças dele, pois, ele é muito respeitado e um homem de muita honra.

Durante toda a conversa dos dois sobre a Guarda, eu fico observando o quanto Henry gosta daquilo. E fico pensando, será que é justo privá-lo de uma coisa que gosta tanto? Mas, aí me lembro das guerras e da possibilidade de perde-lo. Rapidamente volta ao meu coração, a vontade de tê-lo bem longe da Guarda.

Mais tarde, quando vamos nos deitar, optamos dormir de frente a lareira, pois a noite está mais fria.

Então, Henry traz nossas Bíblias e diz.

– Vamos ler?

Dou-lhe um sorriso, satisfeita e respondo:

– Claro, vem sente-se aqui.

Ele senta-se ao meu lado. E diz.

– Quem escolhe um texto hoje?

– Prefiro que seja você. Pois, é a primeira vez que a leremos na nossa futura casa. Acho justo que seja você, afinal você é o homem da casa amor!

Ele sorri com o que digo e beija meus lábios, então diz:

– Leremos então o texto de Efésios 5: 31.

E ele começa:

Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.

– Este texto fala sobre como o homem deve proceder após se casar, que sua família principal passa a ser a sua esposa e filhos, e o mesmo acontece com a mulher.

– É lindo o texto Henry.

Sorrimos um para o outro. E ele coloca as Bíblias na mesinha.

Assim nos deitamos envolvidos um no outro.

E após conversarmos por um longo tempo. Adormeço com ele acariciando meus cabelos e sussurrando uma linda melodia para mim.

***

Esta semana está passando rápido. Já estamos na quinta-feira e cada dia foi uma experiência diferente. De terça para quarta, as meninas vieram dormir aqui no chalé. No entanto, para que eu e Henry não ficássemos longe, ele e Cedrico combinaram de também dormirem aqui. Porém, nós dividimos assim: eles dormiriam no quarto de Henry, sendo que, um na cama outro ao chão. E eu e as meninas, Rox, Prudence e Rose, no meu quarto. Elas deixaram a cama para eu e Prudence e foram para o chão.

Mas, naquela noite, aconteceu algo bem especial que creio que nos marcará por muito tempo...


FLASHBACK ON


No meio da madrugada, como de costume, quando não tenho Henry dormindo comigo, eu acordo sentindo falta de algo. As meninas dormem profundamente. E eu resolvo sair do quarto, e quando estou perto da porta vejo uma claridade diferente vindo da sala pela fresta da porta. Imediatamente identifico ser a lareira e imagino que Henry esteja acordado. Sorrateiramente, pego meu travesseiro e um cobertor. E saio do quarto.

Como eu previa, era ele. Ele estava sentado no sofá com a lareira acessa e escrevia em um bloco de cartas, e ao me ver, olhou para minhas mãos, e vendo o que eu trazia, imediatamente deduziu o que eu queria, ficar ali com ele, para passarmos a noite juntos. Seu sorriso se acendeu no rosto assim como o meu.

Rapidamente ele guardou o bloco na mesinha e estendeu seus braços para me receber, e eu fui na maior alegria. No percurso, soltei o travesseiro e o cobertor no carpete e fui sem pensar, para o seus braços. Porém, assim que me recebeu, ele se inclinou um pouco, e pegou o cobertor novamente, e como algumas noites, sempre esfriam um pouco mais aqui no chalé, ele nos cobriu.

Assim que o fez, capturou meus lábios nos seus, evidenciando toda a falta que sentia de mim, e naquele beijo eu demonstrava-lhe toda a carência que eu estava dele, principalmente despois deste dia, pois mais cedo ele havia saído daqui muito aborrecido e não tivemos tempo de conversar melhor sobre o que aconteceu para esclarecermos, porém, ao retornar para casa à tarde o fizemos, mas alguma coisa ainda estava em aberto, e parecia que agora, era o momento de nos acertarmos.

***

Tudo aconteceu assim:

Henry anda com ciúme demais de mim. E Érion, tem sido seu maior alvo, desde o dia do bendito beijo no rosto.

Érion hoje veio aqui em Daggorhorn, e passou no Chalé para me ver, antes de ir à ferraria, pois, avistou Aquiles e percebeu que eu estaria aqui.

Veio e conversamos um pouco. E também ele fez um favor que eu o havia pedido desde Grewnville. Assim, ele se foi.

Poucos minutos depois, Henry chega um pouco estranho, mas, como eu não estava ciente do que estava acontecendo, recebo-o normalmente:

– Olá meu amor, que saudades príncipe! — E vou direto envolver seu pescoço. Porém, mesmo sendo beijada e correspondida por ele, sinto-o diferente, frio, distante... E aquilo me choca um pouco. Assim, pergunto-lhe... – Aconteceu algo com você Lindo? Você está diferente Henry... E amor, se você chega um minutinho antes, veria o Érion, ele esteve aqui e ia para a ferraria te ver. Você não o encontrou na floresta?

– Sim. — Ele me respondeu simplesmente.

Ele me olhava com o semblante estranho e aquilo me preocupou e entristeceu meu coração, porém, imaginei que pudesse estar tendo um mal dia no trabalho, então ignorei, sua frieza e agi normalmente.

Enquanto ele foi para seu banho que eu tinha preparado, servi seu almoço e fiquei a sua espera. Ele voltou, porém, comeu sem dar uma palavra. E eu sabia que ele estava aborrecido com algo e aquilo me consumia por dentro e me deixava triste. Pois, eu não conseguia entender o que estava acontecendo. Mas, mais uma vez pensei que podia ser algo em relação ao seu trabalho e deixei passar.

Porém, já estava quase na hora dele voltar e eu estava angustiada com aquilo, e mais uma vez me odiei por estar frágil, pois, a única coisa que eu queria era chorar, mas, eu não gostaria de demonstrar tanta fraqueza assim, eu queria me mostrar forte. Mas, era difícil. O medo me preenchia. Medo de ele ter se cansado de mim, medo dele ter se arrependido, medo dele não querer mais se casar e estar preso ao compromisso que fez comigo. E eu não o quero comigo, só pela obrigação. Ou por medo de me deixar por eu não estar bem, eu o quero comigo, por que me quer e por que me ama.

Quando chega sua hora de ir, eu é que vou até ele, e beijo-o nos lábios me despedindo, ele retribui muito contida e friamente. E sai.

Assim, quando ele vai para o trabalho, eu desabo emocionalmente e despenco no chão de tanto chorar. Em um dado momento, Aquiles percebe que estou chorando, acho que pelos barulhos, então, ele pede licença e entra no chalé para ver o que está acontecendo.

Ele procura conversar comigo, mas, eu não consigo responder. Assim, ele fica um tempo comigo... Mais tarde, eu acordo em minha cama e deduzo que dormi de tanto chorar e Aquiles me trouxe para o quarto.

Quando está próximo ao horário de Henry chegar, percebo que estou muito apreensiva e com receio. Principalmente por que, Cedrico e as meninas dormiriam conosco hoje. E sinto que não teremos como disfarçar o clima em que estamos. Passam das dezessete horas e nada dele chegar... Dezessete e trinta e nada, aquilo me deixa ansiosíssima e minha cabeça começa a latejar, e rapidamente tomo meu chá com a porção. Chegam dezoito horas e estou a ponto de enlouquecer, seu lanche já havia esfriado, seu banho estava preparado. E por fim, dezoito e dez ele entra no chalé e simplesmente olha para mim. E vejo seus olhos bastante vermelhos evidenciando que chorou, o que reflete certamente os meus. Porém, no meu coração tudo o que vinha era que ele queria me deixar e não sabia como fazer, e aquilo foi demais para eu suportar. Por mais que eu odiasse estar frágil eu não podia mudar aquilo, eu o estava. Então, eu desabei ao chão. E só senti quando ele gritou:

– VALERIE...

E veio correndo me acudir...

Mas, a escuridão me envolve...

***

Ao longe ouço vozes, e pouco a pouco, consigo discernir, era Aquiles e Henry.

Aquiles diz...

– Ele esteve aqui rapidamente Henry, nem entrou... Conversaram na porta e devo dizer que foi rápido e ele passou mais tempo comigo. Ele estava preocupado com ela. Tanto que foi o que ele disse a você quando você o recebeu daquela maneira: “Vá ver SUA noiva, ela precisa de você, e está com saudades de você!”

– Eu sei Aquiles, mas, ele sabia que eu não estava aqui. Veio fazer o que aqui? – Henry dizia nervoso.

– Olha Henry, eu não tenho nada haver com isto, mas, quer saber? Confie mais em sua noiva e no seu irmão, pois é o que Érion é, praticamente seu irmão. Você mesmo deixa sempre isto claro. Eu sei que você a ama demais, mas, não permita que seu medo de perdê-la cegue você, qualquer um percebe o quanto ela ama você. Meu Deus, do que mais você precisa para acreditar? E no mais, eu creio que ela só tem preocupação por Érion, por que visivelmente ele não está bem, e ela sabe que se algo acontecer a ele ou a qualquer um daquela casa, você sofrerá. Bem, mas, quem sou eu para dizer algo? Sou apenas um funcionário temporário seu. Mas, o pouco que convivo com a Sta. Valerie eu percebo o seu caráter e quanto ela ama você! E me desculpa a intromissão mesmo, mas, é que eu acho que esta pressão toda que vocês estão vivendo por cauda de Mildrad, a segurança, a viagem, o casamento próximo, e à própria distância a que serão submetidos pela viagem dela, está mexendo com os nervos de vocês, principalmente o seu, mas, sinceramente, eu acho que ela não merece isto, e nem você Henry, vocês já tem sofrimentos demais para lidar, para que mais? Diz-me?

Sinto Henry respirar fundo e dizer...

– Você tem razão Aquiles, eu me sinto um completo tolo. Preciso acertar isto. Obrigado mais uma vez.

– Henry, eu quero que você saiba de uma coisa, eu admiro demais você e sua Senhora, vou continuar a chamando assim, e sei que você sabe que é por respeito a você, por que é o que ela é, sua e breve, muito em breve, sua esposa. Não faça nenhuma besteira impulsionada pelo calor do momento. Sou mais velho que você, eu tenho algumas experiências de vida a mais, e de coração eu digo: esta mulher o ama, nunca abra mão disto. Não deixa circunstância alguma tirar você deste foco, pois você também à ama não ama?

– Demais Aquiles, você não imagina o quanto.

– Então. Acerte isto e coloque uma pedra sobre este assunto. Em nome deste amor. Hum?

– Você está correto Aquiles, muito obrigado! Eu nem sei o que dizer ou fazer para te agradecer.

– A única coisa que quero, é ver Mildrad morto, e vocês casados, e se possível, antes destes dois meses, para acabar logo com este sofrimento de vocês, pois, já está dando até nos meus nervos, e olha que cheguei a menos de uma semana pelo amor de Deus. — Aquiles diz incomodado.

E enfim, ouço risadas de Aquiles e Henry, que agora aparenta mais relaxado.

Assim, Aquiles sai do quarto e Henry fica comigo, e sinto quando seus lábios tocam os meus e depois vão ao meu ouvido e ele diz...

– Amo você amor, me perdoa pelo que fiz. Desculpe Valerie, volte para mim princesa, preciso de você.

E sinto duas gotas pingarem em meu rosto, e de repente parece que estou despertando de um sonho e quando abro os olhos vejo que não era um sonho, Henry estava chorando. Ele vendo que eu havia despertando, toma minhas mãos e diz-me...

– Me perdoa Valerie, perdoa pelo que eu fiz amor. Eu fui muito tolo, eu nem sei o que dizer. Eu estava morrendo de ciúme amor. Desde o dia daquele maldito beijo no rosto, eu estou morto de ciúme de Érion. E hoje quando eu cheguei, e o vi saindo daqui, foi à gota d’água. Perdoa-me amor, eu sei que você não pode se aborrecer.

Levanto-me num impulso, e tomo seu rosto em minhas mãos... Ele me olha com olhos vermelhos. E digo-lhe...

– Henry, me perdoa por ter dado aquele bendito beijo no rosto de Érion eu nunca imaginei que aquilo fosse motivo de você sentir tanto ciúme amor, afinal, Érion é praticamente seu irmão. Mas, quero que saiba uma coisa, que se caso tenha desistido de mim, de se casar comigo, de estar comigo, eu quero saber, não fique comigo por causa de obrigação ou compromisso algum, ou por que eu não estou bem de saúde, eu só quero você se for por que me ama entende?

Ele me olha assustado e aproxima-se de mim.

– Como assim Valerie? Por que esta me dizendo isto?

– Por que é isto que eu pensei quando você... Chegou com toda aquela frieza aqui. Eu odiei ver você daquela maneira, sentir... Seu desprezo... Foi horrível...

Eu hesitava a cada pedaço, pois, o nó já se formava em minha garganta e eu não pude mais conter as lágrimas...

– Por mais que eu não queira te perder Henry, eu não quero você comigo por pena, compaixão, ou qualquer outro motivo que não seja me amar...

E não consigo mais falar... Pois, o choro se abate sobre mim... Ele me toma em seus braços e começa a me acalmar. Envolve-me protetoramente em seu colo, e vai me dizendo...

– Perdoe-me por te dar esta impressão, perdoe-me por ter sido cego de ciúmes, perdoe-me por que eu fui fraco. E eu não estou com você por pena Valerie, de onde você tirou isto amor? De onde tirou que eu não te amo mais?

Ele agora me faz olhá-lo segurando em meu rosto. E diz...

– Eu te amo, eu te amo demais, eu sou perdidamente apaixonado por você amor, eu fui inseguro, imaturo e demasiadamente tolo de me deixar cegar pelo medo de perder você, pois, foi isto que aconteceu. Eu tenho tanto medo de te perder que há momentos que eu permito este medo me cegar amor. Mas, eu não permitirei mais isto acontecer. Eu prometo. Nunca mais pense que eu quero te deixar, eu jamais faria isto Valerie, jamais você me ouviu?

Aceno que sim com a cabeça, mas, bem naquele momento, olho para a mesinha e vejo o relógio, são dezenove horas e as meninas e Cedrico chegam às dezenove e trinta.

Henry também compreende que estamos sem tempo de concluir nossa conversa...

Assim, nos beijamos mais uma vez, rapidamente.

Corremos para terminar de ajeitar tudo e esquentar a comida, Henry toma seu banho, depois me ajuda com o restante, põe a mesa para mim... E por fim, depois de tudo pronto, as meninas e Cedrico chegam e passamos uma noite agradável. E, apesar do clima não está pesado, ainda estamos mais contidos, pois, a situação ainda estava meio em aberto. Aquiles janta conosco, mas, vai à vila rapidamente para tomar banho e conversar com os homens. Eu e Henry procuramos agir naturalmente próximo a todos, mas, eu e ele sabemos que ainda precisamos de um momento nosso para poder nos acertar de vez.

***

Assim, quando ele me envolve em seus braços e nos cobre com o cobertor, imediatamente meu desejo por ele grita, eu o quero, eu o quero demais. E depois de hoje então, cada célula minha necessita dele, e sinto em suas reações, que com ele não é diferente, ele está sedento por me possuir, porém, antes que as coisas se intensifiquem ele toma meu rosto entre suas mãos, e diz, olhando em meus olhos.

– Eu sei que me quer e eu também a quero muito, mas, o que vamos fazer no momento é conversar, não quero que nenhuma ranhura de hoje permaneça, quero resolver tudo, põe pra fora tudo o que precisa que eu saiba, e que eu ouça, que eu também colocarei tudo que está no meu coração amor.

Olho-o com carinho e respondo...

– Tudo bem Henry.

Começo a detalhar para ele tudo o que está me afligindo e ele ouve atentamente cada palavra, e pede-me perdão por cada gesto errôneo, por cada palavra mal colocada. E por ter agido como agiu hoje, sem ao menos, me ouvir ou chamar-me para conversar.

Assim, eu também o ouço, seus medos, suas angustias, suas inseguranças, e sua desconfiança que estava sentindo em relação à Érion. E eu pude entender que, o maior motivo, era por que desde o dia em que ele percebeu que Érion lutaria por Prudence mesmo sabendo que estava noiva e que a única coisa que o refreou foi a gestação dela, ele ficou com receio desta proximidade ser um sinal que ele estava se apegando a mim, e que ele lutaria por mim. Na verdade ele ficou meio que obcecado por esta fantasia, e este medo que se instalou em sua mente.

Conversamos muito e por fim, tudo ficou esclarecido e mais uma vez, o nosso amor triunfou.

Porém, para passarmos a madrugada, bem juntinhos, até que o sono chegasse, ele foi ao seu quarto, pegou mais uma coberta, e nos cobriu. Pois, havia esfriado mais, e foi até a cozinha e pegou uns espetinhos de marshmallows prontos que ainda tínhamos, ele também fez um chá, e trouxe para nós ficarmos de frente da lareira.

Passado mais algum tempo, e estávamos sentados no carpete, sendo que ele estava, recostado no sofá, e eu recostada nele, entre suas pernas, e estávamos cobertos com os cobertores. De repente, a porta de meu quarto se abre, e sai de lá uma Prudence descabelada, ajeitando seus cabelos. Um pouco constrangida, ela diz...

– Perdoa a intromissão, mas, eu senti o cheiro e não resisti...

E passou a mão na barriga evidenciando que estava com desejo por causa do bebê. Eu e Henry rimos daquilo, mas, a chamamos para sentar-se ao nosso lado. Porém, antes de vir, foi ao quarto e pegou sua coberta e seguiu nosso exemplo.

Como se parecesse ter sido combinado, passam-se mais um tempinho, e Cedrico sai do quarto com cara de sono e também descabelado o que faz Henry rir muito. Só que ao olhar para Prudence, ele nem mais enxerga a mim ou Henry, seus olhos se focam nela e seu sorriso se desmancha feito bobo. E fico pensando que esta deve ser a exata expressão minha quando vejo Henry, e dele quando me vê.

Ele vem e faz com Prudence, exatamente o que Henry fez comigo, posiciona-a entre suas pernas e ela recosta-se nele. E aquele foi um, adorável início de madrugada. Nós conversamos, brincamos, e eu falei com o bebê na barriga de Prudence. E por fim, nós quatro somos tomados por um choro de comoção quando Cedrico e ela anunciam a mim e a Henry, que nos querem como Padrinhos de seu bebê. E nós prontamente aceitamos e ficamos felizes e orgulhosos com o fato.

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Num determinado momento, Henry se levanta, e vai até a porta do Chalé com uma xícara de chá e com espetinhos de marshmallows nas mãos, e na hora sei que vai dar a Aquiles. Eu fico impressionada de ver o quanto Henry já aprendeu a gostar dele, há algo em Aquiles que o faz próximo de Henry, que ainda não sei identificar o que é, mas, posso sentir que nossas histórias, de alguma maneira, estão interligadas. Henry o chama um pouco e ele entra e Henry tranca o chalé novamente. E Aquiles diz...

– Eu não quero atrapalhar...

– Não atrapalha Aquiles. — Eu repondo de onde estou.

Assim, ele relaxa e vem sentar-se próximo a nós e Henry volta ao seu lugar junto a mim, me envolvendo em seus braços. Passamos um dos cobertores para Aquiles, pois, percebemos seu cabelo molhado de sereno e imaginamos que está com frio. Um pouco constrangido, ele aceita e agradece.

Quando menos esperamos a porta de meu quarto se abre e mais duas cabeças descabeladas saem de lá, Rox e Rose. Porém, Rose ao ver Aquiles rapidamente se ajeita, e vem sentar-se constrangida perto de eu e Henry, e Rox perto de Prudence e Cedrico. Percebo o quanto Aquiles olha para Rose, embora tente disfarçar. Sou retirada de minha observação, quando Rox diz...

– Vocês são umas traíras né? – Ela diz isto olhando para eu e Prudence.

E todos nós rimos... E eu digo...

– Claro que não Rox, não foi nada premeditado.

Henry vai ouvindo e rindo enquanto beija o topo de minha cabeça.

– É verdade. — Cedrico diz. — Eu saí do quarto, porque me levantei para ir ao banheiro e vi a claridade. Então, quando cheguei, vi meus tesouros aqui, e onde meus tesouros estão, eu vou atrás.

Cedrico diz. Beijando a cabeça de Prudence e acariciando seu ventre por sobre as cobertas. Prudence, por sua vez, diz...

– Eu acordei com o cheiro de marshmallows, e não resisti.

Agora Aquiles diz.

– Henry acabou de me chamar...

E Rox muito vermelha de vergonha, ao constatar o que realmente havia acontecido, conclui:

– E nós Rose, acabamos de fechar, o número daqueles que acabaram com a noite romântica de Valerie e Henry de frente para lareira... Nossa, nós somos os maiores “empata romance” da história!

E todo mundo começa rir deixando e eu e meu príncipe roxos de vergonha!


FLASHBACK OFF


Assim, como eu disse a semana passou rápido demais.

Hoje é quinta feira e estou ansiosíssima pelo dia que tenho pela frente, pois, hoje, minha mãe e vovó Lazar, vêm passar o dia comigo no chalé, para que possamos preparar as surpresas para Henry. Confesso que estou desesperada para ver sua reação a tudo o que fiz.

Na verdade, amanhã, será um dia todo especial desde o momento em que Henry acordar até o momento dele dormir. Eu o acordarei com café na cama, o almoço será especial. Ele vai receber um presente na ferraria! Porém, a noite, ele receberá a melhor parte.

Tenho para mim que ele não espera. Nem se quer passa por sua cabeça.

Eu, minha mãe e vovó, preparamos tudo para o chalé ficar bem organizado. Digamos que damos uma “limpeza mais criteriosa” peço a elas que comprem flores e mandem me entregar amanhã bem cedo. Pois, prepararei toda o casa para recebê-lo.

O dia passa rápido, nós conseguimos fazer tudo, ainda damos uma pausa para o almoço, pois, Henry vem para almoçar comigo, como de costume.

No intervalo entre o tempo em que minha mãe foi embora mais a vovó, paro para fazer algumas coisas para amanhã. Primeiro, escrevo umas cartas para Henry. Preparo o bolo que ele gosta, o de cenoura, biscoitos, tudo para adiantar para amanhã.

Combino com minha mãe para comprar as coisas de que vou precisar para o almoço e o jantar de amanhã.

Peço a ela para combinar com o rapaz das flores, a respeito dele entregar o que preciso para Henry na ferraria.

É engraçado ver que como Érion foi fundamental para que eu conseguisse realizar o que queria para Henry. Como se revelou prestativo e solícito.

E por falar nele, é interessante que depois do episódio de ciúme obsessivo com Érion, Henry está muito mais apegado comigo, mais preocupado, mais atencioso e mais carinhoso do que já é. Na verdade, vejo-o se sentindo um pouco culpado por me permitir passar um dia de tanta aflição, a ponto de passar mal, sem uma necessidade verdadeira para aquilo.

Vejo isto claramente, quando no fim da tarde, ele chega, e a esta altura, sua avó e minha mãe já se foram. Voltando aos bons costumes, eu o espero no jardim.

E ele chega com um sorriso deslumbrante e diz:

– Hum... Você agora é toda minha?

– Sim, toda sua, sempre toda sua!

Ele sorri de orelha a orelha, feliz demais. Aproxima-se e toma minha cintura e ergue-me girando-me.

– Estava com saudades de você e de você me receber aqui.

– Nossa, eu também senti muita falta de voltar a nossa rotina, te esperar e preparar tudo para você amor.

– Hum... Nem me diga! Pelo cheiro, sei que fez lanche para mim...

– Sim, eu fiz.

Ele aproxima-se, está com um grande sorriso nos lábios. Então, beija-me. Retribuo este beijo de forma diferente. E aquilo o surpreende. Ao tocar seus lábios nos meus eu o recebo com cautela, porém, ele começa a explorá-los com urgência, e eu mantenho a calma, a paciência, só vou dando-lhe pequenas medidas de retribuição. Por fim, ele pede passagem com sua língua, e eu faço o mesmo, ao invés de encontra-la com a minha, permito-o explorar cada canto de minha boca na busca do contato que tanto quer, porém, mantenho a intensidade das carícias para que ele não interprete como frieza ou indiferença, e sim, como provocação mesmo.

Enfim, quando minha língua encontra-se com a sua, até minha exploração, faço-a de forma tímida e lenta, levando-o a diminuir seu ritmo de urgência. Percebo que só neste momento que Henry realmente compreende o que estou fazendo, e a partir daí entra no meu “jogo”.

Ele agora é mais cauteloso em explorar minha boca, digo cauteloso, e não mais contido, muito pelo contrário, ele é muito mais ousado. Porém, é uma ousadia pautada em cautela, paciência. Uma marca dele, algo em que ele realmente é muito bom.

E por mais incrível que pareça, aquilo torna o beijo muito mais sensual, muito mais quente, e muito mais gostoso. De repente, Henry me ergue no colo, só que sem quebrar o beijo. E leva-me para o chalé. Sinto quando sobe as escadas, ouço quando fecha a porta. Sinto-o caminhar até seu quarto. E sinto-o ajoelhar-se, sinto quando ele lentamente desce meu corpo, e pela maciez, sei que estou em sua cama. Ele prossegue o beijo, e agora posiciona suas pernas entre as minhas, e vou ficando em alerta máximo. Minha expectativa está nas alturas.

Lentamente, ele desce o corpo sobre o meu. Então, afasto-me um pouco de seus lábios, abro os meus olhos e vejo-o olhando os meus olhos, e sinto meu coração martelar no peito e o desejo queimar minhas veias, porém, minha consciência estava totalmente desperta. Levo uma de minhas mãos ao seu peito naquele momento. Acariciando por sobre a camisa, e neste momento, eu fecho os olhos para concentrar-me nas sensações, que são boas demais, o calor da sua pele que mesmo com a camisa é evidente, as batidas ensandesidas e erráticas de seu coração, a respiração descompassada.

Surpreendo-me quando ele tira minha mão dali e começa a beijar cada cantinho dela, abro os olhos e meu corpo inteiro queima, pois, a visão dele, com olhos gritando de desejo e expressão facial tão entregue, enquanto beija a minha mão, é extremamente sexy e provocante. Fecho os olhos novamente, para continuar absorvendo concentradamente cada sensação de prazer que aquele gesto me trás. Porém, arfo de surpresa, quando o sinto conduzir minha mão novamente ao seu corpo. A surpresa é pela localização, pois, ele a posiciona sobre o seu ventre, uma área proibida dentro das regras que combinamos.

Aquilo gera um redemoinho dentro de mim. Pois, o desejo de tocá-lo é gritantemente absurdo, mas, a certeza de que não terá volta também é. E eu não pretendo ceder. Mas, confesso que é empolgante vê-lo tão sedento e tão entregue. Nestas horas, é como se o tivesse completamente em minhas mãos, e é muito bom saber o poder que tenho sobre este homem.

Quando percebe que ainda não cedi, ele agora pega minha mão e a conduz por baixo de sua camisa, o que me evidencia o quanto ele quer aquilo. Henry desempenha cada gesto sem deixar meus olhos. Ele posiciona minha mão novamente em seu ventre. Neste momento, ele mesmo a movimenta, me provocando para que eu ceda, e em seus olhos eu vejo o quanto ele deseja que eu o toque. O desespero de seu desejo é profundo. Sinto-me completamente quente, e quase sou levada a ceder, quando ele faz-me tocar os pelos daquela região, pois rapidamente, minha mente é levada ao dia em que fiz aquilo sem limites e sem pressa, enquanto fazíamos amor, e a lembrança aliada com o momento, triplicou as reações e o calor em meu corpo. Porém, uso todo o controle que consigo reunir, para me conter.

Quando percebe que estou imóvel e não reajo às provocações, ele pergunta-me...

– Não vai me tocar? Eu estou pedindo, eu quero e quero muito!

– Eu sei, e também quero, mas, conheço meus limites e não vou, pois, sei que não vou parar por aí.

Ele abaixa um pouco mais seu corpo e muito próximo ao meu rosto e aos meus lábios diz...

– E se eu não quiser que pare...

Ele diz agora me mostrando com estas palavras e com seu olhar penetrante, o quanto me deseja, o quanto me quer exatamente naquele momento. Porém, por mais que eu também o queira absurdamente, reúno forças e digo-lhe...

– Eu quero que pare lindo... Eu ainda pretendo manter o compromisso...

Digo cada palavra com seriedade e olhando em seus olhos, e fico surpresa quando ele me dá um largo sorriso...

Ele retira minha mão dali e volta com ela para seu peito. O que me leva a sorrir também, e agora sim, acaricia-lo.

Então ele pergunta...

– Não me deseja mais?

Embora ele faça a pergunta em tom de brincadeira sei que ela é séria. Assim, respondo.

– Pelo contrário. Desejo tanto, que eu não seria capaz de voltar atrás se eu começasse. E eu quero o compromisso amor, ainda o quero. Por que, você desistiu?

Ele respira fundo e diz...

– Não é o fato de ter desistido, e sim, por que está difícil suportar mesmo. Mas, se você ainda não quer, eu respeito você e sua vontade amor, e aguardo. Afinal, valerá a pena cada minuto, disto eu tenho certeza. Mas, confesso que fácil, não está sendo.

Olho em seus olhos e vejo o quanto ele está sendo verdadeiro. Porém, depois do que aconteceu conosco, e de sua reação pelo ciúme de Érion, agora que eu quero mesmo esperar, é uma forma de tê-lo de certa maneira ainda com mais desejo de nos casarmos.

Depois daquele dia, em que Henry ficou tão afastado de mim, até conseguirmos resolver tudo e esclarecermos a situação, vi o quanto ficaria vulnerável se o perdesse. Então, esta também, é uma forma de mantê-lo ainda mais ansioso por me fazer sua esposa.

Pois, neste momento, o que mais quero é isto, a segurança de saber que ele realmente é meu, pois, não tenho dúvida alguma a respeito de eu ser sua, pertencer a ele. Assim, o digo...

– Eu sei como é difícil, mas, pense em o quanto valerá a pena Henry!

– Sim, Eu sei! – Ele diz compreendendo,

Agora ele sorri pra mim, nitidamente mais relaxado.

Beijo os seus lábios e ele diz...

– Sabe que eu amo demais você, não sabe?

– Sim, mas, eu gosto muito, de ouvir.

– Seu pedido é uma ordem: amo você Valerie!

– Também amo você Henry!

Ele volta a me beijar, no entanto é notório que não há mais provocação no gesto.

Passamos mais um tempo conversando, e curtindo um ao outro, depois ele vai para o banho enquanto esquento seu lanche.

Desfrutamos o resto da noite, muito juntos um ao outro. Porém, evitando momentos intensos, depois que eu o disse que quero mesmo esperar, ele passou a se conter mais nas carícias e beijos. E eu claro, facilitei as coisas reduzindo consideravelmente as provocações.

Os momentos mais difíceis giram em torno das situações onde há muita proximidade entre nossos corpos, por exemplo, na hora de dormir, ao acordar, momentos próximos à lareira, inclusive, estes tem virado um hábito para nós, nas noites mais frias então, nem se fala.

Quando já estávamos deitados e próximos de dormir esta noite, ele me disse algo interessante...

– Amor?

– Hum? – Eu respondi abrindo os olhos e inclinando a cabeça para olhá-lo.

– Eu percebo que você mudou um pouco, depois do que aconteceu a respeito de Érion. Aliás, depois da minha crise de ciúme a respeito de Érion.

Aquilo me deixa desconfortável, pois, eu sabia que havia mudado, mas, não queria compartilhar, pois, teria de falar do medo que eu sentia agora, e creio que ele se sentirá culpado. Porém, ele percebe que eu hesito e diz...

– Sei que está omitindo algo de mim, pois teme que eu me culpe pelo que está sentindo. E mesmo que não me diga eu já me sinto culpado. Porém, ainda que eu venha a me sentir assim, eu quero saber o que te aflige. Lembre-se que Dartanhã pediu para você se poupar, muito embora, a culpa de que você não tenha sido poupada nesta situação, seja minha e eu reconheça. Eu já te pedi perdão, peço de novo se assim for necessário, mas, por favor, não esconda o que sente de mim amor. Eu tenho sentido o quanto está diferente.

Respiro fundo, pois, sei que não há como escondermos nada um do outro. Fico ponderando aquilo, e pelo seu olhar sei que ele sabe o que está acontecendo. Então muito sinceramente eu falo...

– Eu estou com medo...

Ele me olha pensativo...

– De que? De mim? – Ele pergunta tristemente.

– Não Henry, eu não tenho medo de você, eu tenho medo de perder você, meu amor! É o maior medo que tenho, principalmente, depois que eu experimentei sua frieza, seu desprezo, e seu silêncio, pois, eu me senti vulnerável.

A cada palavra que eu dizia, os olhos de Henry brilhavam e logo identifiquei que eram lágrimas, e os meus olhos também já as tinha.

– Eu percebi amor, você ficou menos espontânea, até a forma de se entregar a mim mudou. Você ficou mais hesitante nos gestos, mais ponderada, e eu sinto que é por receio de se machucar, você realmente acha que eu seria capaz de te deixar. E sei também, que só palavras no momento não são suficientes para prová-la que isto não é verdade, e também sei que, a culpa é minha...

Não o deixo prosseguir...

– Não há culpa Henry. Foi algo que aconteceu. E só.

– Sim eu sei, mas, deixou marcas em você Valerie.

– Como em você também amor. – Digo-o tocando seu rosto. – Estamos amadurecendo no nosso relacionamento Henry, estas coisas acontecem mesmo, de vez em quando. E no mais, já superamos tanto, é apenas mais alguma coisa.

– Tudo bem. — Ele responde ainda tristonho. Ele desvia o olhar de meus olhos, e sei que é para esconder de mim o quanto se sente culpado. Aquilo dói em mim, pois, não gosto de vê-lo sofrendo... Então lhe digo:

– Olhe para mim. – E ele volta a me olhar... – Eu amo você!

Ele me olha com verdadeiro amor, toca meu rosto, e diz...

– Também amo você demais, demais mesmo, Valerie!

Apesar de não estar totalmente feliz com aquilo, ele não insistiu mais.

Mas, toma meus lábios para si num beijo que me mostra o quanto ele está sentido com este leve afastamento. E para mostra-lo que eu o amo e o quanto o amo, derramo meu coração naquele beijo, porém, em um dado momento também digo...

– Não te quero triste amor e nem que sofra, pois, não suporto isto!

– Eu sei princesa, mas, é difícil. Não gosto de ver você afastada de mim.

– Sei como é isto. – Ele me olha entendendo o que quis dizer, eu senti a mesma coisa mais cedo com sua reação. – Mas, vai passar.

Ele respira fundo e rendido diz...

– Tudo bem Valerie. Vamos ler e depois dormir?

– Sim claro amor.

Lemos um texto escolhido por mim. Assim que terminamos, nós nos deitamos de novo. Ele beija meus lábio com carinho e diz:

– Durma com Deus meu amor.

– Você também lindo. – Digo e dou um beijo suave em seus lábios.

Ele volta a acariciar meus cabelos e eu envolvo sua cintura com um braço e ponho a outra mão em seu coração, como gosto e estou acostumada.

Assim dormimos nos braço um do outro.

***

Sinto-me alerta e subitamente abro os olhos, e olho imediatamente para o relógio, faltam exatamente vinte minutos para o horário em que coloquei o despertador para despertar. Assim, o tiro da programação, para que não acorde Henry.

Antes de levanta-me, fico observando-o com carinho, beijo seu rosto e lábios com satisfação, por acordar esta manhã em seus braços. Fico admirando-o por um tempo, feliz por este lindo homem ser meu.

Levanto-me, vou para o meu quarto, tomo banho, faço minha higiene matinal, me visto e preparo nosso café da manhã. Ontem, eu preparei tudo que ele gosta, o bolo de cenoura e biscoitos da receita de minha avó. Faço o suco de laranja que ele gosta, e chá para mim.

Preparo tudo em uma bandeja e vou até meu quarto, pego a carta que fiz e também, um dos presentes que Érion comprou para que eu desse a ele, exatamente como pedi. Dou uma ajeitada em tudo, vou ao jardim, o molho. Colho algumas rosas e coloco num jarro junto com a carta e os presentes para enfeitar a bandeja.

Nisto, eu vejo Aquiles, que pelo visto, acaba de chegar de uma ronda. Então, digo sorrindo...

– Bom dia Aquiles.

– Bom dia senhora. – Ele responde.

– Venha tomar café Aquiles.

– O senhor Lazar acordou? – Aquiles pergunta.

– Ainda não. – Eu respondo.

– Então, se não se importar, eu prefiro que me sirva aqui fora, senhora.

– Tudo bem Aquiles.

No mesmo momento eu entendo sua atitude. Aquiles teme as reações de Henry, afinal, ele viu de perto o que houve em relação a Érion, pois, ele sabia o que realmente Érion veio fazer, e por ver o quanto Henry se precipitou por ciúme, ele agora, ainda é mais cauteloso.

Entro e preparo outra bandeja, só que agora é para Aquiles e levo para a mesa improvisada por Cedrico, que só será retirada com a reforma. Limpo-a e sirvo Aquiles. Despeço-me dele e entro para o chalé, o tranco, termino de preparar a bandeja para a surpresa de Henry, e sigo até seu quarto.

Chego colocando-a sobre a mesinha.

Volto a sala e pego o som e trago para o quarto, e o ligo baixinho:


MÚSICA AQUI

(Ouçam bem Suave — Perfeita)

Assim, sento-me ao seu lado. E fico observando-o dormir tranquilo e serenamente.

Porém, depois de um tempo, começo a acariciar seus cabelos suavemente, a tocar seu rosto, e por último, beijar seus lábios.

Neste instante, ele move seus lábios os abrindo para receber os meus, e automaticamente me envolve com seus braços puxando-me para si. Eu prontamente cedo e permito-me deitar ao seu lado para que me envolvesse naquele abraço.

Beijamo-nos por um longo tempo, e sem provocações. Acho interessante isto, que por mais que Henry me deseje, ele me respeita demais.

Assim, quando nos falta o ar, afasto-me de seus lábios e digo:

– Bom dia meu homem lindo, meu amor, e príncipe que habita o meu coração.

Com estas minhas palavras, ele dá um sorriso deslumbrante. E diz-me...

– Bom dia minha amada! Razão do meu viver e dona absoluta de tudo o que sou, amo você Valerie!

– Também amo você Henry! E hoje, eu tenho algo especial para você lindo!

– Hum... É mesmo? Estou curioso amor... – Ele me diz e realmente a curiosidade está em seus olhos.

– Sente-se amor e feche os olhos.

Antes ele me olha com uma expectativa enorme, mas, logo em seguida obedece prontamente, sentando-se recostado na cabeceira. E eu sento-me ao seu lado, porém de frente para ele e na beirada da cama.

Então, pego a bandeja e coloco em seu colo. E digo-lhe:

– Pra você meu príncipe. É simples, mas, foi tudo feito com todo o meu coração, pois quero que este dia seja todo especial. É meu dia para despedir-me de você! Este dia é todo em sua homenagem Henry Lazar, meu amor, meu homem lindo que habita cada parte de mim. Sentirei demais sua falta Henry.

Olho para ele e ele está estático, em choque, creio que realmente não esperava! Lágrimas agora rolam por seu rosto. Ele está maravilhado!

Ele puxa-me até onde é possível, pois a bandeja nos separa, e beija meus lábios com gratidão.

Então ele diz...

– Obrigado meu amor! Que surpresa linda, pois, é perfeito ser acordado pela mulher mais bela do mundo, que por sinal, é aquela que eu amo de toda minha alma. E, ainda receber um café delicioso deste, e presentes na cama? Acho que eu morri e fui para o céu! Pois, eu estou realmente no Paraíso, amor.

Começo a sorrir e ele me acompanha e digo...

– Espero realmente que goste amor. Pode abrir seu presente e a carta.

Imediatamente, ele o faz. Primeiro a carta, e a lê alto para mim...

~~~~~~~~

Ao Príncipe que habita o meu Coração: Você Henry Lazar!

Bom dia meu Amor!

Amar você, é algo extraordinário para mim Henry. Não há nada mais neste mundo que me dê tanto prazer do que amá-lo e ser amada por você!

É maravilhoso poder acordar em seus braços, compartilhar o meu dia com você, e cuidar de você então? É perfeito para mim.

Nesta manhã, quero que receba este simples gesto, como prova do grande amor que eu sinto por você, e saiba que cada ato deste dia, é dedicado a você, e para celebrarmos este amor.

Jamais duvide de o quanto te amo Henry, pois, tenho certeza que o amo mais que minha própria vida meu príncipe!

Sou e serei sempre grata a Deus pelo presente maravilhoso que ele me deu: Você!

Amo você e sempre te amarei.

Que seu dia seja lindo e abençoado!

Você é Meu Homem Lindo e Perfeito!

De Sua Noiva que muito em breve será Sua Esposa!

Sempre Sua: Valerie.

~~~~~~~~~~

A cada palavra que ele lia, uma lágrima escorria e ele agora olhava sorrindo para mim, e eu sentia que ele queria agradecer, mas, sua voz estava embargada pelo choro.

Então, tomo o presente e coloco em sua mão e digo-lhe:

– Pra você, de todo o meu coração!

Ele abre e noto que enquanto o faz, suas mãos estão trêmulas. Pois, realmente ele está emocionado. Fico imaginando a reação que terá agora ao abrir aquela caixinha dentro da bolsinha de papel.

Ao retirar a caixinha, ele me olha curioso, e eu digo...

– Abra, é para você amor!

Ele prontamente o faz.

E quando vê o conteúdo, imediatamente o toma nas mãos e lê o que está escrito:

Era um cordão de ouro com um Relicário, onde na frente estava gravada esta frase:

~ Henlerie ~

Henry e Valerie

Para Sempre!

E ao abrir, dentro havia um compartimento onde poderiam ser gravadas mais algumas mensagens. E estava escrito de um lado:

~ Henry Lazar ~

O Príncipe

Que Habita

Meu Coração!

E do outro Lado:

Amo Você!

Sua Valerie

~ Eternamente ~

Henry olhava o objeto e intercalava com meus olhos, enquanto chorava como uma criança. Ele afasta a bandeja por um momento, colocando-a na cama e abraça-me com amor diz:

– Amo você Valerie!

Para em seguida capturar meus lábios num beijo, doce, suave e apaixonado. Ele realmente estava tocado por aquilo, pois, suas lágrimas não cessavam, e a esta altura as minhas também, já corriam.

Quando o ar nos faltou ele afastou nossos lábios, porém, manteve nossas testas unidas por um tempo. Então respirou fundo e disse:

– Obrigado meu amor, eu jamais esperaria algo assim. Mas, como saiu para fazer? Não nos separamos, e esta loja é de Grewnville... Você o comprou lá?

E bem no momento em que pergunta, ele faz a conexão, arregalando os olhos e ficando vermelho, e creio eu que, de vergonha. Então, pergunta para que eu simplesmente confirme o que ele já sabe...

– Foi o Érion não foi? Então, foi por isto que... Ele veio aqui? Ele te ajudou com tudo?

Vi que Henry estava envergonhado por ter desconfiado de mim e de seu irmão. Digo irmão, pois, pra mim é o que todos eles são, irmãos, embora não o sejam de sangue, que para mim é um detalhe insignificante. Assim respondo...

– Sim amor. Eu disse a ele que queria fazer algo especial para me despedir de você, ele me deu algumas sugestões, assim eu tive esta ideia, passei para ele e ele fez do jeito que eu pedi. Eu disse até que gostaria que eles viessem, mas, ele disse que era um momento nosso e não achava uma boa ideia e que me ajudaria com tudo, e quando ele esteve aqui foi para trazer o que pedi.

Depois de pensar por um longo tempo, Henry diz:

– Me perdoe por tudo o que fiz naquele dia amor! E eu preciso pedir perdão a Érion também. Estou me sentindo tão mal pela minha estupidez.

– Amor, fique tranquilo, você fará isto. Mas, Érion entende meu amor, eu tenho certeza, mas, agora me diga, o que achou?

Ele me olhava emocionado.

– O que achei? Você ainda pergunta? Eu amei Valerie! É lindo, perfeito, e eterno, assim como meu amor por você!

E ele me toma em seus braços novamente beijando cada centímetro de meu rosto.

Afasto-me e pego o cordão com o Relicário de sua mão e ele posiciona-se de uma forma reverente, e abaixa-se para que eu coloque em seu pescoço.

E devo dizer que fica lindo nele! Digo a ele...

– Espere aqui...

Corro ao meu quarto e pego um espelho pequeno e o trago a ele. E ele se olha, e enquanto o faz, vai tocando o Relicário, encantado. Ele a abre e dá um lindo sorriso, e deixa de olhar o espelho e volta a olhar para mim e diz enquanto guardo o espelho na mesinha:

– Amo você Valerie, eu adorei seu presente.

Dou-lhe um sorriso e digo:

– Este é só o começo.

Ele arregala novamente os olhos e sorri para mim. Mas, então pergunta...

– Amor, eu amei, mas, preciso perguntar... Você mexeu em suas reservas? Não brigue ou fique aborrecida, por favor, amor, eu amei mesmo! É que, não quero que fique desprevenida. E já era para eu ter deixado, uma certa quantia com você, até começar a ir comigo para ferraria, mas, eu iria fazer isto a partir da viagem, pois, eu não previa que desejava fazer algo que te leve a ter algum gasto no momento, me desculpe. Depois, como é você que vai administrar tudo mesmo, todo mês, você terá sua retirada para o que precisar minha amada.

Eu entendi sua colocação, era só preocupação mesmo. Então, deixei passar. Mas, disse:

– Tudo bem lindo, não preciso de muito pra mim, sabe disto.

– Eu sei, mas, pensa bem, é que às vezes é necessário, para um caso assim, por exemplo. E sabe, eu acho que vou me acostumar com estas surpresas. Eu realmente amei amor.

Nós dois sorrimos, eu por alegria de ouvir aquilo, e ele por estar satisfeito com seu presente e este nosso momento.

– Vamos tomar café lindo? Estou preocupada com seu horário.

– Sim amor claro!

Assim, nós tomamos o nosso café da manhã, felizes e sorridentes. E assim que terminamos, ele toma seu banho que eu já havia deixado preparado. Ele se arruma e sai para o trabalho. Porém, antes de sair, me beija enlouquecidamente e me abraça como se fosse passar longos dias sem mim, e assim que penso isto, eu me lembro de que ele vai mesmo.

Henry sai para trabalhar e eu começo a adiantar o que farei para o almoço. Assim que termino, vou para meu quarto e preparo uma breve cartinha para o meu segundo presente. Pois, quando o rapaz das flores vier entregá-las, ele levará o presente para entregá-lo na ferraria.

As flores chegam, e eu preparo o chalé. Coloco-as por toda a casa e o perfume de rosas, logo inebria o local.

Termino o que tenho de fazer e vou para o sofá ficar na expectativa da chegada de meu amor. Pego a caixa de cartas e sonhos e fico por um tempo, lendo, relendo, só deixando à parte, aquilo que não queríamos que fosse lido.

Assim, volto a guardá-la e guardo até a minha carta para Henry de hoje pela manhã. Fico pensando em o quanto ele gostou da surpresa de hoje, ele realmente se surpreendeu.

Vou para o jardim, e lá vejo Aquiles no banco, vou até ele e sento-me ao seu lado, e fico na expectativa da chegada de Henry, enquanto eu e Aquiles conversamos.

POV HENRY

Nunca me senti tão tolo quanto esta manhã. Descobri que agi impulsivamente, e ainda julgando minha futura esposa e meu irmão.

Quando Valerie me mostrou o que realmente estava por trás da vinda de Érion aqui, me senti extremamente envergonhado. Aquilo que fiz foi péssimo.

Mas, serviu de lição, pois, assim que chego à ferraria tenho certeza que jamais farei aquilo de novo, pois, de tanto refletir, consigo enxergar as evidências de o quanto aquilo que eu criei em minha cabeça era impossível.

Passo a manhã envolvido com o trabalho e conversando muito com Cedrico que está feliz demais agora que o susto da gravidez passou. Agora, ele e Prudence estão curtindo a chegada do bebê. E devo dizer que aquilo me empolga também, por saber que daqui a algum tempo, eu e Valerie estaremos da mesma forma pelo nosso.

Estava envolvido com Cedrico que havia acabado de chegar das entregas da manhã, quando de repente:

O rapaz das flores entrega-me um embrulho e diz que é para mim.

Cedrico me olha maravilhado, e pergunta...

– É seu aniversário hoje Henry? Será que eu ando tão lerdo que eu me esqueci disto?

– Não Cedrico, mas, acho que sei de quem é.

Bem nesta hora o entregador diz:

– Tem uma carta...

Agradeço-o e ele sai.

Sento-me no sofá da ferraria e primeiro abro a carta:

~~~~~~~~

Olá Príncipe!

Amo você Meu Homem Lindo e Perfeito!

Amor, esta é a segunda parte de sua surpresa, espero que goste, pois resolvi fazer baseado no que conversamos, só não quero que se sinta pressionado, pois, não é este objetivo!

Realmente, só volte a tocar quando desejar, mas, agora não há nada que te impeça, pois, já tem o instrumento, meu lindo!

Espero que goste, foi de todo o meu coração! Não é o que sua mãe te deu, eu sei. Mas é o que sua futura esposa está te dando, e uma surpresa, é um porquinho mais moderno e pode também ser usado para enfeitar um ambiente!

Amo você Henry!

Tenha um dia Feliz e Abençoado!

Estou morrendo de saudades de você e te espero ansiosamente para o almoço!

De Sua Noiva que te Ama demais:

Sempre sua, Valerie!

~~~~~~~~~~

Rapidamente, abro a caixa, incrédulo, com o que está na carta, pois, se ela disse tocar, é um instrumento.

Meu Deus, não pode ser ela me deu um... ALAÚDE. E ele é lindo!

Cedrico vem até a mim para ver e fica maravilhado.

Mesmo com Cedrico ali, não consigo conter, as lágrimas correm de emoção. Depois de tantos anos, tenho um instrumento, e melhor, dado por ela, por aquela que tem devolvido tudo o que perdi, de volta para mim, até o desejo de tocar. Como eu a amo!

Valerie cuida de mim de uma maneira inacreditável. A forma de ela me acessar é incrível. E com estas surpresas de hoje, ela me agradou de uma forma que eu nem sei explicar. Eu já a amo demais, mas, a cada dia o que sinto ainda fica maior.

Depois de um tempo admirando meu presente, sou tomado por uma imensa vontade de dedilha-lo, e ocorre-me algo... Vou preparar alguma música para tocar para ela hoje! Mas, aí penso, depois de tantos anos...

E como que adivinhando minha batalha interior Cedrico diz...

– Vamos Henry toque, dê umas dedilhadas para desenferrujar. – Ele diz aquilo sorrindo, o que me tira da letargia, e me faz lembrar que ele está ali, pois sua discrição é tanta, que eu tinha até esquecido.

– Claro Cedrico! – Respondo a ele devolvendo o sorriso.

Assim, começo e Cedrico dá um largo sorriso para mim. Começo a tocar algumas notas e vejo que ele é potente e seu som é alto, a acústica perfeita, e tem um suporte lindo, que serve para guardá-lo e deixá-lo em uma posição em que realmente enfeite um ambiente, como Valerie disse na carta.

Depois de algum tempo dedilhando algo, guardo-o feliz, e volto a trabalhar, ansioso demais por acabar tudo para ir ver minha noiva na hora do almoço.

***

Minha manhã passa rápido, acho que é porque tinha tanto a fazer que nem vi.

Estou terminando de atravessar as ultimas árvores que ficam nos arredores do bosque que cobrem a clareira em que fica localizado o chalé. Assim, que o faço, já a vejo, sentada no jardim me esperando. E confesso, é bom demais vê-la, e principalmente nestes dois últimos dias em que ela está tão melhor das crises e dores, os chás de Dartanhã, realmente tem surtido efeito, e o fato de nós estarmos, mais tranquilos, nestes dois dias, também tem contribuído.

Vejo que seu sorriso intensifica-se à medida que me aproximo.

Paro a carruagem no lugar de costume, e desço com a caixa do meu presente. E quando faço isto, ela vem ao meu encontro, e quando coloco a caixa na grama, e estendo os braços para ela, ela sem hesitar, corre em minha direção sorrindo ainda mais e me fazendo sorrir.

Quando ela me alcança, rapidamente envolve meu pescoço e eu a sua cintura, com fúria e paixão, já capturando seus lábios macios e quentes nos meus, e enquanto a beijo, vou girando com ela um pouco, fazendo-nos rir entre beijos.

Então, quando paro e desço-a sem soltá-la de meus braços, ela afasta seu rosto, já olhando em meus olhos e digo-lhe...

– Eu amo você e senti demais sua falta, e a propósito, eu amei meu segundo presente também amor.

Ela sorri ainda mais e diz...

– Fico feliz que tenha gostado, pois, foi de coração. E venha, vamos entrar tenho mais coisas para você amor!

Ela me diz puxando-me para dentro, e pego a caixa para segui-la, porém, pergunto-lhe...

– E Aquiles?

– Está fazendo uma ronda para ver como está o perímetro antes de você chegar amor.

– Ah, sim, mas ele não vai almoçar?

– Ele já almoçou, pois, eu o servi logo, pois, perguntei se queria almoçar conosco e ele disse que preferiria não, então, para ele não esperar tanto, já o servi logo Henry.

– Claro Valerie, você fez o certo.

Sigo-a, e fico encantado em como ela preparou o chalé com flores. E ele está perfumado e o ambiente acolhedor e agradável.

Ela me conduz ao quarto, para que eu tome meu banho, e já está tudo preparado.

Assim ela diz...

– Vou sair para você ter privacidade amor, te espero para almoçarmos.

Porém, antes que ela saia, eu a puxo para mim, e digo provocantemente enquanto vou beijando seu pescoço...

– Você não tira minha privacidade amor. Muito pelo contrário.

E volto a beijá-la com paixão, porém, sinto o quanto ela está hesitante e que não pretende deixar que as coisas se aprofundem. Então me afasto e digo...

– Me perdoe. Não vou insistir.

Ela sorri e diz.

– Obrigado, amo você Sr. Lazar, demais!

Então, ela dá-me um selinho e sai.

***

Nosso almoço é agradável, ajudo-a com tudo depois, e assim passamos um tempo, desfrutando juntos de meu presente. E percebo o quanto ela está feliz por eu ter gostado.

Algo me ocorre, que preciso fazer algo para lhe agradecer, e tentar estreitar novamente os laços dela comigo, no sentido da confiança de que eu nunca a irei deixar. Então, vou chamá-la para um dia juntos somente nós dois, amanhã, num passeio a cavalo com direito a piquenique...

– Amor, eu quero fazer-lhe um convite... – Eu digo-lhe...

– Pode fazer príncipe! – Ela me diz sorrindo.

– Eu quero na verdade, desfrutar de um dia inteiro com você amanhã, pois é o nosso último dia juntos antes da viagem, e pensei num passeio a cavalo com direito a piquenique. O que acha?

Ela da um belo sorriso e diz...

– Amei amor, e tenho dois lugares para sugerir se não se importar...

– Sim. Claro... – Digo a ela e ela sorri de novo.

– Nosso terreno, assim dá até para aproveitar o nosso lago e o Monte Grimor. – Ela diz e eu concordo.

– Claro! Eu gostei das sugestões. Então, estamos combinados.

***

Volto ao trabalho e minha tarde é corrida o que me ajuda a vencer a saudade dela.

Ao fim da tarde, volto ansioso para o chalé.

Ao chegar próximo, surpreendo-me com Aquiles numa postura atenta já ao longe. Então apresso minha chegada.

– Aquiles algum problema?

– Na verdade não, é que a Senhora precisou ficar boa parte da tarde aqui fora cuidando de algumas coisas e eu não pude fazer uma ronda antes de você se aproximar então fiquei alerta com sua chegada, mas, já que já esta aqui, e vai poder ficar com ela, farei agora.

– Claro, pode ir Aquiles, mas, tome cuidado!

– Obrigado senhor, pode deixar.

Assim que Aquiles sai, Valerie aparece na porta e desce correndo as escadas para vir ao meu encontro, e devo dizer que ela está linda de vestido verde de bolinhas brancas.

Como sempre faço, estendo os braços, porém, sou tomado de um impulso para fazer algo que a surpreende, pois, quando ela abraça meu pescoço , ao invés de tomar sua cintura, tomo suas coxas e as ergo ao meu quadril aproveitando que estamos sozinhos e que Aquiles não está por perto, porém, com receio dela não aprovar, pois, tem estado mais receosa quanto ao nosso contato. Assim, olho em seus olhos que expressam alarme, e pergunto.

– Posso? Sinto falta... – Digo sério para ela...

Ela sorri tímida pra mim e responde.

– Tudo bem, eu só não quero que ultrapasse os limites. Tudo bem para você?

– Claro amor. Tudo bem para mim.

Apesar de não ser fácil, sabia que precisava ir com calma, pois, ela realmente estava apreensiva comigo ainda. Neste instante, termino de envolver suas pernas em mim, e percebo que ela não faz como sempre fez, aumentar o aperto para me provocar.

Ela na verdade fica mais cautelosa ainda. Mas, procuro ignorar o fato, pra não quebrar o momento. Então, ela diz, olhando para mim, enquanto subo as escadas com ela.

– Senti sua falta Henry, muita!

Olho-a com amor e digo-lhe.

– Eu também, mas, agora estou aqui para matar a nossa saudade amor.

Ela dá um imenso sorriso.

Quando entramos no chalé. Tranco-o e vou até meu quarto e sento-me com ela na cama, naquela posição, e a sinto desconfortável, então, resolvo perguntar...

– Amor o que é? Fique calma Valerie não vou ultrapassar os limites.

Ela me olha corada e acaricio seu rosto.

Ela ainda me olha de forma insondável, e eu também correspondo, porém, como tenho vontade de beijá-la aproximo meu rosto do seu.

Sinto todo seu corpo estremecer quando nossos lábios se tocam, e sinto-a agora envolver as mechas de meus cabelos com seus dedos. Porém, ainda está hesitante. Neste momento, algo me ocorre... Peço passagem com minha língua em sua boca e ela me recebe no mesmo instante e vem com a sua de encontro a minha. Começo lentamente a provoca-la com aquele beijo. Porém, sou contido nas carícias com as mãos, mas, o que me contenho nas carícias em seu corpo, passo a não conter nas provocações a sua boca e sua língua, e sem que ela perceba, eu creio que por instinto, sua respiração vai se alterando, seu coração começa a bater irregularmente e suas mãos agora exercem mais força ao puxarem-me contra seu corpo.

Porém, eu continuo me contendo, o máximo que posso, mesmo que meu desejo seja difícil de controlar.

Percebo que suas mãos em minha nuca se aquecem mais e vejo o quanto ela está realmente se contendo, mas, que seu desejo está ali latente. Sou confirmado, quando nos afastamos em busca de ar, ao olhar em seus olhos, vejo que estão escurecidos de desejo.

Sei que ela percebe que a estou analisando, pois, diz...

– O que foi Henry?

– Estou observando você e é só.

Ela me olha pensativa, então diz...

– Hum... Tenho algo para você amor. Porém, preciso que tome seu banho, já está tudo pronto lindo.

Dou-lhe um beijo na pontinha de seu nariz o que a faz sorrir e digo...

– Está bem, mas, é mais um presente amor?

Ela sorri lindamente e diz...

– Lindo não vou dizer, tome banho rapidinho que você vai descobrir.

Aquilo me faz sorrir, mas, também ascende minha curiosidade.

– Está bem, eu estou indo.

Digo e levanto-me com ela em meu colo, porém, viro-me e deito-a no centro da cama. Ela parece ficar um pouco surpresa, porém, continua a me olhar e com profundidade. Porém, quando vou me aproximar para cobrir seu corpo com o meu, ela me dá um olhar de aviso e diz...

– Banho amor.

E compreendo na hora, que eu não posso avançar. Apesar de estar frustrado com aquilo, dou-lhe um sorriso, pois no fundo compreendo seus motivos.

Sigo em direção ao banheiro...

***

Ao sair, Valerie está sentada na cama, ao que parece me esperando. Ela dá um imenso sorriso quando me aproximo. De repente ela faz algo, fica em pé sobre a cama e próximo à beirada. Aproximo-me mais e vou sorrindo com a carinha faceira que vejo nela.

Assim que chego bem próximo, ela diz...

– Henry, eu tenho algo para você. Quero que feche os olhos...

Faço o que ela me pede, e sinto quando ela me vira de costas para ela e cobre os meus olhos com algo, na hora entendo, é uma venda.

Aquilo me deixa em plena expectativa... E não resistindo pergunto.

– Valerie o que vai fazer amor?

~~~~~~~~

Notas finais
NOSSA...
O QUE SERÁ QUE VALERIE IRÁ FAZER VENDANDO HENRY?
GENTE, DIGAM TUDO O QUE ACHARAM NOS COMENTÁRIOS, PRECISO SABER!

E aí Pessoas o que Acharam???

Mereço Reviews e Recomendações???

Comentem e Recomendem. E se o fizerem até QUINTA no Capítulo 45!!!
VOLTAREMOS PARA QUINTA.

Mil Beijos!!!
MBGE