A Fuga Carpática

9 Busca das Peles Escarlate e Amarelada


Notas iniciais
A viagem dos nossos herois pode despistar Vladimir, porém eles podem encontrá-lo ao invés de serem encontrados.
Boa leitura!

Um monge do mosteiro Argeș indica inocentemente aos capangas de Vladimir que as crianças procuradas saíram de lá acompanhadas duma jovem moldávia chamada Loredana que trabalhava lá. Chegando tal informação a Vladimir, ele convoca seus homens a investigar em toda a região de Valahia (Valáquia). Ele não contaria que as crianças pudessem ir longe, afinal não teriam dinheiro de lá e nem conheciam o país.

Os comparsas passam por várias vilas da região vestidos como se fossem detetives e policiais. Nenhum hotel ou pensão afirma haver visto tais estrangeiros, até que chegam a uma vilinha, já sem esperança de encontrarem em Valahia, pois não era uma vila conhecida nem um centro econômico. Porém, na primeira pensão, perguntam à recepcionista:

- Com licença, moça, você já viu pela região um trio de jovens com dois estrangeiros? Uma pele amarela, um pele vermelha e uma moldávia chamada Loredana? Interroga polidamente o capanga.

- Hi hi hi, Loredana, é!? Eu vi, senhor. Esse trio passou duas noites aqui e seguiram caminho. Hi hi hi. Responde a mulher com um sorriso.

- Eles tinham dinheiro? Comentaram para onde foram? Continua o homem interrogando.

- Eu os paguei para fazerem manutenção nalguns quartos. Com o desconto das noites, sobrou pouco menos da metade. Mas eles não disseram pra onde iam. Eles fizeram alguma coisa? A recepcionista fica curiosa.

- Não se preocupe, eles não lhe darão problemas. Obrigado pela informação.

- Quando encontrá-los, diga a Loredana visitar-nos mais frequentemente. Completa a moça.

Vladimir investe na investigação. Agora pretende usar o trio de exemplo contra o iluminismo no novo mundo. comparsas são mandados para investigarem em todas as localidades situadas na estrada que sai da vilo onde as crianças foram vistas.

Eventualmente, um dos homens chega em Brașov. Lá toma mais tempo investigar nas hospedarias. Quando um deles entra na taverna onde as crianças passaram a noite, repete a pergunta, mas a resposta não é muito honesta:

- Esta é uma cidade grande e tenho muitos clientes, não posso manter informações tão específicas de cada um.

- Mas, senhor, é um trio diferente. Há uma moldávia, um de pele escarlate e uma de pele amarelada. Insiste o capanga enquanto lê a lista de hóspedes na mesa discretamente.

- Ah, eu vi... Chega outro funcionário, mas sua fala é cessada pelo recepcionista.

- Aquelas crianças saíram com Andrei. Ele deve ter feito um negócio muito grande que deixou a empresa deste homem pra trás. Cochicha no ouvido do funcionário.

- Davaj (vamos logo)! Para onde foram as crianças? O que você sabe delas? O capanga aponta uma arma ao recepcionista depois de poder ver o nome Loredana na lista de hóspedes, que nem era cheia como afirmada anteriormente.

- Stai, domnule (calma, senhor)! Eu falo, eu falo! O homem levanta as mãos e fica claramente amedrontado.

- Davaj! Davaj! Esse trio nem significa tanto pra vocês!

- Trio? Quer dizer que Andrei não ter nada a ver com você? O recepcionista põe-se mais aliviado em relação ao seu amigo.

- Fale logo! Para onde foram? Esse Andrei as ajudou? O capanga insiste e coloca a arma na testa do homem.

- Andrei é um mercante amigo meu. Ele está em sua carroça com as crianças rumo ao norte. Isso é tudo! Agora deixa-me! Vă rog (por favor)! O recepcionista implora pela sua vida.

- Svidan'ja, moj drug! I spasibo! (Adeus, meu amigo! E obrigado!) O capanga aperta o gatilho e assassina o recepcionista.

Em seguida o homem sai e comunica a Vladimir e a todos os comparsas que procurem o trio de crianças numa carroça com um homem chamado Andrei.

Sem saber do perigo de serem procurados pelos parceiros piratas, o trio de protagonistas segue na plantação de uvas. Em pouco tempo, achega-se um casarão, quase como uma mansão. Tem acabamento branco, teto em forma acentuada, uma escada na frente com ervas plantadas no corrimão e uma porta bastante larga de madeira. A porta se abre e sai um homem de sobretudo, com um chapeu e um adorno de pena.

- Andrei, Prietene (amigo)! Há tempo não te vejo! Como vai? O que tem feito? Posso servir em algo? Saúda o amistoso homem.

- Saudações, Luca! Bem tenho passado, meus negócios também! Responde alegremente Andrei!

- Que companhia você tem hoje? Interroga Luca descendo as escadas.

- Estou ajudando estas crianças a chegarem ao norte. Responde Andrei.

- Para ser sincero, vim à procura de uvas. Adiciona.

- Pois claro. Mas agora é a época, você não fará muito lucro. Responde Luca.

- Eu gostaria de fazer uma reserva. Você tem onde guardar a uva até que eu volte, e, até lá, eu faço esse dinheiro aumentar. Andrei planejava pagar com o preço de época e vender com preço alto.

Luca concorda com o amigo e dá-lhe um papel com as informações da venda (quantia, preço, peso e o nome do vendedor). Andrei parte da plantação e segue ao norte ainda pelo rio. No meio do caminho, um dos capangas disfarçado para Andrei como se lhe pedisse informação.

- Com licença, senhor, pode dizer-me onde deste mapa estou eu? O homem mostra um mapa da região e finge estar perdido, mas apenas procura investigar todas as carroças.

- Veja: Este rio é o Siret, como no mapa. Estamos na altura da vila Focșani. Andrei ajuda-lhe sem saber de nada.

- Ah, sim. Muito obrigado, senhor...? Fala como se quisesse saber seu nome.

- Andrei, sou o Andrei Codreanu.

- Muito prazer Andrei. Eu sou o Filip, Filip Gheorghiu. Por acaso você não está indo a vila Sîmbăta, está? Interroga o comparsa a fim de obter informação do destino da carroça.

- Não, não. Agora estou no rumo de Vaslui. Responde inocentemente Andrei.

Depois que a carroça continua seu caminho, o homem de Vladimir envia a informação de onde está e para onde vai o trio.

Homens são mandados para invadir as hospedarias de Vaslui. Eles rendem todos os funcionários e tomam o controle procurando receber e capturar as crianças. Ao fim do dia, já sem sol, o trio chega em Vaslui. Lá, hospedam-se numa pensão qualquer. Naturalmente, Andrei encontra quartos para todos, pois não seria bom para Vladimir que eles não passassem ali a noite.

Normal e silenciosamente, o grupo janta e vai aos seus aposentos. Na noite quieta, Hinata levanta-se para ir ao banheiro. Sem que ela ouça nada, dois homens armados, ainda vestidos como funcionários da pensão, invadem o quarto de Hinata. Eles não a encontram, mas a procuram pacientemente entre as cobertas, sub a cama, no armário, menos no banheiro, pois, se estiver trancado e ela visse a maçaneta mexer-se, poderia suspeitar.

Por descuido, a porta que foi aberta fecha-se bruscamente. O ruído é ouvido por Hinata, que começa a dar mais atenção à voz da noite. Altamente treinada, ela nota que há alguém no quarto, então põe em suas mãos o rodo e sai do quarto num movimento ágil derrubando os dois homens ao chão por tempo suficiente para sacar sua própria arma e sua faca de dentro de sua roupa no armário, onde a costuma esconder.

Quando os homens levantam-se novamente, o que não demora, Hinata os atrai até a janela usando a si mesma como isca. É então que dispara duas balas certeiras nas costas dos capangas que caem do 2º andar.

Hinata guarda sua faca, mas mantém em mãos sua arma de fogo e sai imediatamente do quarto atrás dos seus amigos. Primeiramente acorda Loredana, do aposento ao lado, e lhe explica a situação. Escolta a garota até o quarto de Jaguar, também despertando-o. Sai com o jovem pelo corredor à procura de Andrei, que ficava num quarto mais distante, no 3º andar. Na escada, batem de frente com três comparsas. Jaguar põe-se na frente mirando-lhes uma flecha enquanto Hinata escondia sua arma para que não fosse atacada como prioridade. Ao ver um dos inimigos mirar a arma e destravá-la, Hinata salta na frente de Jaguar atirando. Em resposta Jaguar também atira a flecha noutro homem e o último foge subindo as escadas.

O par sobe as escadas ligeiramente atrás do homem e tentando defender Andrei, mas não chegam a tempo. O capanga faz Andrei de refém em seu aposento.

- Proshchat', moi druz'ja (perdão, meus amigos)! Agora vocês terão que acompanhar-me até o meu veículo. Senão, o seu amigo vai virar húmus. Ameaça o capanga.

Neste momento, entra surpreendentemente na sala Loredana atirando uma faca retamente no pescoço do ameaçador.

- Lola? Mas de onde? Quando? Como? Interroga o par (Hinata e Jaguar).

- Enquanto ocês subia até aqui, eu fui pra cozinha da pensiunii e tomei-me uma faca. Com o treinamento de Jaguar melhorei minha mira, então num foi difiço acertar o hômi. Explica Loredana com um sorriso.

- Nós devíamos fugir, se andarmos mais com Andrei ele ficará em mais perigo. Comenta Hinata.

- Mesmo assim, temos que levar Andrei até um lugar seguro, há piratas em toda a pensão e, talvez, até na cidade. Afirma Jaguar.

- Levamo' até Bârlad, minha cidade natal, aqui perto. Propõe Loredana.

O trio concorda com a ideia. Eles fazem uma corda com os lençois e cobertas do quarto e descem, então, um a um até a carroça. Começa a perseguição. Muitos piratas estavam na cidade e começam a seguir a carroça. Nem todas as balas ou todas as flechas são suficientes para abatê-los. Assim que Andrei guia os cavalos em direção a uma floresta de coníferas, onde distrai os piratas e pode desviar seu caminho novamente a Bârlad.

Notas finais
Neste episódio, o nosso trio viu que lutar contra piratas exige muito mais na cidade do que na floresta sul-americana.
Até agora vê-se muita geografia nos episódios, o que opinam a respeito disso?
Como a estória é distópica, achei interessante ressaltar essas parte semelhantes ao nosso mundo.
Obrigado por acompanhar "A Fuga Carpática"!