A Força D'um Amor (+18)
33 Capítulo XXXII - A Incessante Busca Parte I
Notas iniciais
Lisa sente que tem de o encontrar, e pensa numa forma de o conseguir, apesar de não saber muito bem como. Mas, seja como for, irá conseguir falar com ele, não sabe como.
A jovem caminha para a frente e para trás no seu quarto. De olhos postos no chão, levanta a cara, põe a mão na testa. Teria de arranjar alguma forma de encontrar Pedro.
Num quarto com uma cama de casal a meio, encostada à parede, uma pessoa presa ao catre estremece, solta-se a sua alma. Pedro sai do seu corpo, senta-se na cama, agarra o pulso e roda-o. Não lhe doía, por incrível que possa parecer, olha para a cama, e:
“Eu morri?” – assusta-se por ver que está deitado com a barba grande. Algo o puxa, a janela abre-se de par em par e deixa Pedro sair. Este elevasse no céu num raio de Sol, agarra-o à cintura e faz com que ele flutue, os raios do astro rei movem-se e iluminam a rua uma casa branca ao fundo e levam Pedro assim invisível ele próprio não se debatia, por artes magicas o calor escaldante aquece a janela, que se abre de par em par, do quarto da rapariga de catorze anos, que vagueia agora pelo quarto à procura de uma resposta para o seu problema.
Um raio de Sol entra e faz com que ela o siga apenas com os olhos. O raio ilumina primeiro o chão, depois o espelho e posteriormente a cadeira onde Lisa se sentou. O computador acende-se automaticamente e ouve-se o som das teclas a baterem onde é escrito as seguintes palavras no monitor negro.
“Lisa! Não temas, deves dar graças a Deus pois foste escolhida” Lisa lê o que está escrito no ecrã o teclado continua a ser calcado e as teclas baixadas “segue o teu caminho, lembra-te chamo-me Pedro Silva Lobo, Pedro, Lisa, Pedro”
A rapariga dá um salto para trás, olha em volta enquanto o computador se desliga. Torna a fixar os olhos no monitor à sua frente, desta vez apagado, liga-o outra vez e acede à Internet. Na página do Google, insere o nome Pedro Silva Lobo e clica em Enter para procurar. Entra numa página da wikipedia destinada a apoiar a campanha de Silva Lobo para ser eleito presidente da Câmara Municipal:
“Ah! Eu bem disse que conhecia o apelido” pensa Lisa. Mas continua a sua busca, fecha a página e procura mais uma vez na Internet, encontra informação acerca de Pedro, dos irmãos, e dos pais. Mas não aquilo que procurava. Desiludida, consigo mesma. Fecha o computador e desce para a sala. Caminha de olhos fixos no chão, circunda o sofá de três lugares, e move-se em direcção à cozinha. Tem fome. Lembra-se que no frigorífico há ovos e iogurtes. Abre a porta da despensa, vê leite, farinha e açúcar.
Lisa fecha e senta-se num banco à mesa. Estende os braços em cima do tampo e bate com as pontas dos dedos. Não resiste, levanta-se e caminha até ao armário ao pé do fogão. Abre a gaveta e retira uma colher, seguidamente tira uma tigela do armário que está por cima da banca, parte um ovo para lá e acrescenta leite, farinha iogurte e bate tudo.
E come. Entretanto, Pipa abre a porta, e vai à cozinha encosta-se à ombreira da porta e:
– Pipa!? Estavas aí há muito?
– O que estás a fazer, Lisa? – Pergunta Pipa com algum nojo, vendo os fios de ovos a escorrer pelos cantos da boca da rapariga.
– Eu nada, deixa que já arrumo isso…
– O que se passa, querida! Estou muito preocupada contigo…
– Nada, Pipa!
Pipa sai da cozinha, Lisa acaba de comer, lava, limpa e arruma as coisas, abre o caixote e vê uma revista Fama que na capa deste mês trás Pedro e a sua família. Lisa pega nela e sobe para o quarto.
Passando pela sala onde Pipa vê televisão, sentada no sofá. A jovem caminha até à entrada da sala e encosta-se à porta com as mãos atrás das pernas, tentando esconder alguma coisa.
– Pipa? – Admira-se.
– Já acabaste? – Indaga Pipa enquanto poisa o comando na mesa à frente do sofá e roda a cabeça, fixando agora o olhar em Lisa. Esta parecia-lhe pálida.
– Estavas aí há muito?
– O que tens aí?
– O quê? – Inquire Lisa tenta passar despercebida – Ah, isto! Oh Pipa, é para me distrair um pouco, lá em cima.
Em seguida, Lisa sobe as escadas com uma revista nas mãos, encaminha-se para o seu quarto e relê a reportagem em casa de Silva Lobo. Repara num nome, pega no telemóvel e marca um número espera:
– Revista Fama bom dia!
– Bom dia, quero falar com Firmino Pau de Vassoura & Chouriço, é possível?
– Quem é que deseja falar com ele? – Pergunta a voz sedutora do outro lado enquanto, pinta as unhas.
– Lisa Valentino Scott!
– Ah! Eu vou passar a chamada, só um momento…
– Ok!
Rita Junqueira tapa o verniz e clica no asterisco com muito cuidado para não estragar as unhas acabadas de pintar. Põe música, levanta-se e circunda a mesa, em seguida bate à porta.
– Eu não quero ser incomodado – diz uma voz grossa, com uma mulher em cima.
– Desculpa, Firmino! – Rita entreabre a porta.
– Espero que seja de extrema importância…
– E é, temos a Lisa Valentino Scott ao telefone…
– O que é que a miúda quer?
– Não sei… mas passo?
Firmino olha para a outra vulgar rapariga, e por fim responde:
– Espera cinco minutos, e depois passa.
Rita volta a fechar a porta, deixando Firmino e a mulher lá dentro. Ele tinha as calças no chão enquanto ela acariciava o seu pénis e o levava há loucura.
– Não, agora não dá – explica Firmino
– Mas tu prometeste! – Reclama Raquel
– Eu sei, fica para outra altura.
Entretanto, no exterior daquele escritório, Rita vai para o lugar calmamente senta-se e cruza as pernas e pega na caneta. Lança mão do auscultador do telefone:
– Lisa? Ainda aí está?
– Sim!
– Vou passá-la então ao Firmino Pau de Vassoura & Chouriço.
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