Notas iniciais
EEEEEEEEEEI POTATOES!
Hoje não demorei só por causa da twilight (isis) que me pressionou. ENTÃO, agradeçam a ela.

Espero que gostem, ficou fofinho, e eu to amando mais o Guto que o Nate agora eheehehehehe

BJUNDA ♥

Acordei com a luz que invadia o quarto. Abri os olhos lentamente e senti o peito de Nate erguer e abaixar com sua respiração calma e regulada. Ele estava completamente enlaçado em mim. Como se tivesse medo que eu fosse embora.

Me encolhi mais contra seu corpo, pronta para dormir de novo, quando ele acordou. Me olhou e sorriu, bocejando.

- Bom dia, linda. – Me deu um selinho. Eu sorri.

- Bom dia, amor. – Seus olhos brilharam. Ele mordeu o lábio e me apertou mais.

- Com fome? – Diz, se levantando. Me espreguiço.

- Muita. – Me ponho de pé e solto um gemido. Ele me olha instantaneamente. Eu sorrio, tranquilizadora. – Parece que um mamute passou por cima de mim. – Ele franziu o cenho, preocupado.

- Eu... te machuquei? – Fui até ele e o abracei.

- Não. Só estou cansada. – Ele sorriu.

- Vamos comer McDonalds? Tô sem vontade de fazer comida. – Fiquei na ponta dos pés e o beijei.

- Vou em casa me vestir, me pegue em dez minutos. – Ia saindo do quarto, mas Nate me segurou, sorrindo malicioso.

- Não vou deixar você ir. – Olhei pra ele.

- Eu não vou fugir, Nate. – Ele riu mais.

- Jess, é melhor você se vestir. – Olhei pro meu corpo nu. Sorri.

- Ops. – Ele me analisou mais uma vez dos pés à cabeça e se virou para o guarda roupa. Puxou uma camiseta do Pink Floyd preta e me deu.

- Isso vai dar pra você atravessar a rua. – Me olhei no espelho e prendi o cabelo.

- Ficou melhor em mim que em você. – Ele deu um tapinha na minha bunda.

- Vai logo, coisinha. – Saí da casa e fui até a minha. Quando Nick abriu a porta, soltou um suspiro aliviado.

- Já tava achando que tinha sido sequestrada. – Passei por ele, entrando em casa.

- Quase isso.

- De quem é essa camiseta?

- Nate. – Digo subindo as escadas. Quando cheguei lá em cima, ele terminou de raciocinar.

- VOCÊ TRANSOU COM ELE?? – Dei risada, entrando no quarto sem fechar a porta. Nick me seguiu, atônito. – Você FINALMENTE perdeu a vinginidade? UOU, momento histórico! – Revirei os olhos. Arranquei a camiseta e joguei na cara dele.

- Idiota. – Sim, eu ficava pelada na frente do meu primo. Era um irmão pra mim, crescemos juntos. Peguei sutiã e calcinha e vesti. – Me dá. – Ele jogou a camisa pra mim, meneando com a cabeça.

- Você realmente ama esse bocó né? – Enfiei a camisa pela cabeça. Me apoiei nele pra vestir a calça jeans.

- Amo.

- Você tá feliz?

- Demais. – Ele passou um instante sem dizer nada.

- Ele te machucou? – Olhei pra ele, enquanto estava fechando o botão. Ele olhava pro chão. Ergui seu queixo com o dedo e sorri, ternamente.

- Não se preocupa, Nick. Eu não sou mais um bebê. – Ele me olhou nos olhos por alguns instantes e me abraçou.

- Sou sete anos mais velho que você. Você sempre vai ser um bebê. – O abracei forte.

- Eu te amo, panacão.

- Também te amo, gorda. – Sorri pra ele e baguncei seu cabelo.

- Vou no Mc e depois na casa do Nate. Quer alguma coisa?

- Quero. Não fique grávida.

~*~

Entramos no Mc e sentamos.

- A camisa realmente ficou mais legal em você. – Eu ri.

- Sei disso. Quero um McChicken. – Ele assentiu e foi pegar. Fiquei futucando o celular até ele voltar.

- Peguei um BigMac pra mim. – Bufei, rindo.

- Gordo. – Ele fez careta e seu celular tocou.

- Mãe? É, tô com ela sim. – Diz, sorrindo pra mim. – O quê? Agora? Mas... Mã... Tá mãe. Também te amo, tchau. – Ele desligou.

- Que foi?

- Vamos viajar.

- Pra onde?

- Praia. – Sorri.

- Aquela praia?

- Aham. – Não sabia se ficava mais feliz por ir com o Nate ou porque ia ver o Guto.

- Agora?

- Só termina de comer que a gente já vai. – Comi tudo de uma bocada só quase, e saímos. Tia Gê já estava colocando as coisas na mala com minha mãe quando chegamos.

- Entrem no carro.

- Mas e as minhas coisas? – Resmunguei.

- Você não desfez a mala da última vez. – Diz minha mãe, sorrindo. – Entrem. – Não contrariei, e entramos no banco de trás.

- Putz. – Murmurei. – Nate, pega meu livro?

- Pego, onde?

- Na minha mesa de cabeceira. – Ele foi buscar e elas fecharam o porta malas. Quando ele voltou, elas jás estavam completamente imacientes.

- Se enfia nesse carro agora Nathaniel. – Diz a mãe dele e ele pula pra dentro, fechando a porta.

- Toma. – Me deu o livro. Era “A Sombra do Vento”, e era muito, muito, MUITO bom. Fui lhe dar um beijo, mas me toquei e beijei sua bochecha. Ele sorriu. Olhou pro meu pescoço e viu o colar com o símbolo do infinito.

- Quem te deu? – Pergunta, pegando no pingente.

- Um amigo da praia. Quando eu estava puta com você. – Ele sorriu, culpado.

- Jogou fora o outro né? – Sorri do mesmo jeito.

- Queimei. – Ele riu.

- Tudo bem. Esse é lindo. – Eu sorri e continuei lendo até chegarmos lá.

~*~

Assim que entramos na pousada, eu coloquei um biquíni e enfiei a mesma camisa do Pink Floyd. Saí correndo pra praia. Nate disse que ainda ia se trocar e que me encontrava depois.

Meus pés tocaram a areia quente e fofinha e eu corri para a beira do mar. Ele estava lá. Virado para o outro lado, e eu via seus músculos perfeitos das costas se retraírem quando ele se mexia. A minha felicidade era tão intensa que eu quase chorei.

- Guto! – Ele se virou distraidamente e quando me viu sua boca se escancarou.

- JESS! – Correu até mim e me ergueu nos braços. Nunca o vi tão feliz, e isso me fez sorrir. – Caralho que saudade de você! – Diz, me apertando forte.

- Eu é que tava com saudade, chato. – Ele me olhou, como se ainda não acreditasse que era eu.

- Meu Deus, princesa. – Diz, me apertando em seu peito. – Senti tanto sua falta. – Aquele abraço era tão carinhoso, tão verdadeiro, que quando nos soltamos, senti abstnência.

- Então... tudo ok? – Ele sorriu, mostrando aquela pequena covinha.

- Ah, tudo bem. E você?

- Muito bem. – Ele estudou meu rosto e camiseta. Sua expressão mudou de feliz pra desconfiado.

- Não vai me dizer que... – Nessa hora, Nate me abraçou pela cintura. Eu nem havia visto-o se aproximar. Guto e ele se encararam por um tempo.

- Hã... Nate, esse é o Guto. Guto, esse é o Nate.

- Namorado dela. – Nate fez questão de acrescentar, estendendo a mão. – Prazer. – Guto a ignorou e olhou pra mim.

- Sério, Jess? – Fechei os olhos.

- Guto...

- Tudo bem. Falo com você depois. – Disse, se afastando, e Nate me enlaçou mais.

- Esse é o amigo? – Suspirei.

- Acho que... Era.

~*~

No outro dia, Guto não foi à praia. Achei estranho, mas não comentei. Nate era um namorado tão tão tão perfeito que dava vontade de viver minha vida inteira com ele. No segundo dia que o Guto não apareceu, eu fiquei preocupada. Fui até a casa dele. Tive que dizer pro Nate, ele não gostou da ideia, mas “liberou”. Chegando lá, bati na porta. Uma mulher, sua mãe provavelmente, abriu a porta. Tinha os mesmo olhos verdes e os mesmos cabelos escuros. Além de que seu sorriso também podia iluminar uma noite de tão lindo.

- Olá. – Diz, simpática.

- Oi, o Guto está? – Ela sorriu mais.

- Sim, vou chamá-lo. – Mas, assim que ela virou, deu de cara com aquele peitoral e pôs a mão no coração. – Augusto, assim você me mata do coração. – Ele sorriu fraco.

- Obrigado mãe. – Ela piscou pra ele e entrou, fechando a porta. Ele parou na minha frente. Ergueu os braços em sinal de “pode mandar”.

- Então? – Diz, com a voz mais rouca que o normal. – Suspirei.

- É. É ele. – Guto me olhou, incrédulo.

- Jess...

- Eu sei, te amolei por três semanas por causa dele, sei que disse que não queria pensar nele, mas eu amo ele, Guto. – Ele fechou os olhos.

- Ai.

- O que foi?

- Dói.

- Anh? – Ele me olhou, franzindo os lábios.

- Seu amor por ele. Dói.

- Guto... – Ele pegou minha mão e colocou sobre o coração. Minha vez de fechar os olhos para abrí-los instantes depois e encontrar aqueles poços verdes.

- É todo seu, Jess. – Apertou mais minha mão contra o local pulsante. – Só seu. – Fiquei váris segundos olhando naqueles olhos.

- Guto. Me entende. Eu amo ele. E eu amo você. – Ele soltou minha mão e bufou.

- Que porra você tá fazendo comigo, Jess? – Diz, com a voz um pouco elevada. – Você me quer, mas não me quer, você namora ele, mas ama nós dois. Sabe o quanto isso machuca? Machuca saber que a menina que eu amo tá com outro. E é pior ainda saber que ela tá com outro sendo que me ama. Jess, eu amo você. E isso NUNCA vai mudar. Entendeu? NUNCA. Acha que eu não tentei? Quando você foi embora, eu tentei me envolver com outras meninas, mas eu procurava você nelas. Jess, se eu não tiver você, como eu vou conseguir ser forte pra cuidar da minha mãe?

- Cuidar? – Falei. Ele mexeu no cabelo.

- Jess, você tá me deixando DOIDO! Eu só quero você, você não entende, eu não consigo raciocinar perto de você, tudo em que eu penso é em como seria bom te ajudar a se livrar desse biquíni! – Ele começou a andar de um lado pro outro, sua repiração acelerada.

- Não é minha culpa se é o que eu sinto, Guto. Não é minha culpa se eu sinto a mesma coisa pelos dois! NÃO É MINHA CULPA, EU NÃO ESCOLHI ISSO. – Ele me prensou na parede da casa. Com o antebraço acima de minha cabeça, pois era bem mais alto que eu. Respirava contra meu rosto e me olhava nos olhos. Passou o dedo de leve no meu pescoço e me fez arrepiar. Tocou o fio do colar.

- Não tirou? – Diz, sorrindo de leve. Meneei com a cabeça.

- Eu nunca vou tirar, Guto. – Ele olhou para minha boca. Se aproximou um pouco e parou a dois centímetros da mesma. Umideceu os lábios com a língua e se afastou de novo.

- Preciso pensar, e com você assim não dá. – Diz, apontando para meu biquíni. – Tenho que ir. – E saiu, me deixando ali, paralisada por algo que ficou em minha cabeça. “Jessica. Você está traindo os dois um com o outro por pensamento.”.

~*~

Cheguei na praia. Nem sinal do Guto, mas sim do Nate e de uma outra menina. Ela era alguns centímetros mais alta que eu. Tinha longos e ondulados cabelos negros que terminavam em pontas douradas por californianas. Seus olhos eram castanhos e esbanjavam preocupação. Ela era linda.

Me aproximei dos dois e Nate me abordou.

- Jess, o que você fez? – Eu franzi a testa.

- O quê? – A menina se aproximou.

- Essa é a Julie, e nós dois queremos saber o que você falou pro Guto. – O pavor me invadiu.

- Por quê? Onde ele está? – Julie suspirou.

- Essa é a questão. A gente não sabe.

- Como? – Perguntei, alarmada.

- Jess, ele chegou aqui, pegou um bug e saiu feito um louco. Pras rochas. A gente não sabe o que pode acontecer. – Fechei os olhos. NÃO. Não podia ser.

- Tem mais bugs? – Perguntei a Julie.

- Tem sim.

- A gente vai atrás dele. – Falo. Entramos no carro e eu só rezava a todos os deuses de que conseguia lembrar que ele não estivesse morto.

Notas finais
gOSTARAM? Espero que sim ^^
comentem! beijossss