A Force Called Love

18 Music changes EVERYTHING


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOI
Desculpa desculpa desculpa a demora.
Tava com um bloqueio dos bravos.

Tô com muita vergonha desse cap, nunca escrevi algo assim (>/////////<) NÃO ME MATEM!!!

Amo todos, bjks, fui ♥

Parei na frente do cartaz pendurado no quadro de avisos do corredor. Sério mesmo? SHOW DE TALENTOS?

Quando eu estava na sétima série, sonhava que na droga da minha escola tivesse a porra de um show de talentos porque eu queria conquistar um moleque que eu gostava na época. Mas agora, eu nem me importava mais. E AÍ A DIRETORA FILHA DA MÃE VAI E FAZ, QUE MERDA HEIN?

- Vai se inscrever? – Diz o ruivo, parando ao meu lado.

- Tô em dúvidas sobre isso. – Ele enfiou uma ficha de inscrição na minha cara.

- Se. Inscreve. Jessica. – Peguei a ficha, contrariada, e comecei a escrever.

- Ontem eu voltei a compôr. – Murmurei, enquanto escrevia os dados.

- Sério?? Vai cantá-la no show?

- Provavelmente. — Murmurei, pondo o cabelo que caía em meu rosto atrás da orelha.

- Ela ficou boa? – Hesitei. Dei a folha para o rapaz da inscrição e saí arrastando Mike.

- Acho que sim.

- Acha?

- É. Nunca gosto muito mesmo das minhas músicas.

- Mas elas são ótimas!

- O Jake me dizia isso. – Mike me abraçou.

- Nisso ele tinha juízo. Qual é o nome dela?

- Não sei ainda. Tenho que pensar, e terminar o arranjo. Será que consigo fazer isso até sábado que vem?

- Claro que sim, você é a mulher maravilha. – Eu ri. Ele beija minha testa. – Te amo, nanica.

- Te amo, Ron Weasley. – Ele riu.

- Quando ela estiver pronta, quero ser o primeiro a ouvir.

- Vou pensar no seu caso.

~*~

- JESSICA!! – Grita Nick. – O jantar tá na mesa! – Como se o cheiro maravilhoso daquele macarrão não chegasse até meu quarto e torturasse minha fome. Eu realmente estava disposta a emagrecer, mas como?, com uma família viciada em massa é complicado emagrecer. Parei de tentar encaixar a letra na música e desci pra comer. Quase desci rolando os últimos degraus, para você ver como eu sou coordenada. Sentei à mesa e pedi desculpas à minha dieta. Devorei três pratos de macarrão, e ainda queria comer mais, mas havia acabado.

- Sua gulosa. – Diz Nick. – Quase não deixa pra gente. – Reviro os olhos.

- Mas eu passei o dia sem comer, vocês não, comeram como morsas o dia inteiro.

- E fomos nós que te obrigamos a ficar sem comer? Foi essa sua ideia idiota de fazer dieta. Sabe que aqui em casa isso nunca funciona. – Franzi os lábios e subi as escadas. Precisava terminar a música antes que chegasse sexta feira, e para isso teria que me puxar. E, olhem que coincidência: sexta era dia 17. Dia 17 é meu aniversário. É, sou canceriana. E é, vou fazer 18.

Peguei o violão e percebi o por que do meu bloqueio. Fazia uns dias que eu não falava com o Nate. Depois daquele beijo, eu sentia os olhares dele, mas nunca ia até ele. Orgulho? Panaquice? Chame como quiser. Mas eu não queria falar com ele e voltar a sentir tudo de novo. Eu não queria lembrar que ele me apostou por 500 reais. VAI TRABALHAR PRA CONSEGUIR ESSE DINHEIRO, PORRA!

Mas, mesmo que eu quisesse dizer que ele não importava mais pra mim, quando eu pegava a caneta e o papel, a única coisa que saía era ele. Ele estava em pessoa naqueles versos. Naqueles textos, desenhos, súplicas, bilhetes, cartas, desabafos. Ele estava em mim, porque eu estava completa e insanamente nele. Então, depois de alguns minutos olhando pro papel, foi como psicografia. As coisas vinham e eu só escrevia, sem deletar nenhuma parte. Eu encaixei na música e não consegui mudar nem um pedaço da letra, afinal, era exatamente aquilo que eu queria dizer pra ele.

Quando eu fui fechar a cortina, já tarde da noite, o vi em seu quarto, segurando a guitarra e olhando para a parede que eu não conseguia ver. Corei. Com minhas muitas idas até sua casa, eu havia visto o que tinha ali.

[Flashback on]

Ele me jogou na cama, me fazendo cócegas.

- N-N-N-N-N-N-AAAAA-A-A-A-A-AAAA-T-T-T-T-TTT-T-TT-EEEEEE EU VO-VOU T-T-TE MA-MATAR QU-QUANDO SA-SA-SAIR DAQUI-I-I-I!!!!!!!!!!!!!! – Ele só riu. Me soltou e eu dei um tapa em seu ombro. Ele me pegou pela cintura e me girou no ar, me colocando no chão logo depois.

- Bobo. – Digo, rindo. Olhei para a parede e coloquei meu cabelo atrás da orelha.

- Gostou? – Diz ele, parando do meu lado. Eu nem sabia o que dizer. Eram fotos nossas quando éramos crianças. A única época que eu admitia que alguém tirasse fotos minhas junto dele. E a mais nova, na praia. Onde fizemos as pazes.

- Adorei. – Ele me abraçou de novo, sorrindo.

- Fiz por você.

[Flashback off]

Fechei as cortinas, me joguei na cama e fiquei de olhos fechados esvaziando minha mente até conseguir dormir.

~*~

Sexta feira. Show de talentos. E eu ainda não acreditava que estava nos fundos daquele palco esperando para me declarar pro Nate na frente da escola toda. Respirei fundo quando a menina do palco acabou de cantar “Girlfriend” da Avril e a apresentadora me chamou.

- Para o palco, Jessica Moulart!! – O público aplaudiu e eu subi no palco com o violão. Sentei no banco de frente pro microfone e comecei o dedilhado.

“Heart beats fast

Colors and promises

How to be brave

How can I love when I'm afraid to fall

But watching you stand alone

All of my doubt suddenly goes away somehow


One step closer


I have died every day waiting for you

Darling don't be afraid

I have loved you for a thousand years

I'll love you for a thousand more”

Eu não o via, mas sabia que ele estava ali. Por qual outro motivo eu sentia sua presença? Ter minei a música e o público explodiu em palmas. As únicas que eu queria ver, eu não avistei e saí do palco com um sorriso fingido no rosto. Deixei o violão com os outros instrumentos e sentei no meu lugar.

Adivinhem quem subiu no palco? Nate. Exatamente. Aqueles olhos bicolores se fixaram em mim e ele começou aquele dedilhado. O dedilhado que agora eu não associava mais ao Jake, sim a ele.

“This time, This place

Misused, Mistakes

Too long, Too late

Who was I to make you wait”

Ele tocava e cantava muito bem, mas não foi isso que me fez sorrir. Foi o sentimento que ele pôs naquela música. Foi o jeito como ele cantou, o jeito como ele me olhava. Era uma declaração. Porra, eu não conseguia evitar as lágrimas de felicidade que subiam a meus olhos.

Ele terminou e imediatamente os aplausos recomeçaram. Eram ensurdecedores. Quando ele saiu do palco, não me demorei. Corri do local lotado e fui para o corredor, iluminado com a luz fraca e branca dos leds.

Olhava pros lados tentando encontrá-lo. Então senti um puxão no braço e já sabia que era ele. Ele me jogou contra o armário e me beijou vorazmente. Sua mão boba estava agitada nesse dia, e ele percorria toda a minha boca com a língua. Então ele me olhou bem fundo nos olhos e disse:

— Aquilo era tudo o que eu precisava, Jess. – E voltou a me beijar. Não sei como, mas minutos depois, estavamos em um táxi, indo para a casa dele. Ele nem ligou para o carro, que deixara na escola, só pensava em me beijar.

Abriu a porta com dificuldade e me beijou mais e mais intensamente, me levando aos tropeços até seu quarto. Fechou a porta com um chute e me soltou na cama, tirando a blusa. Continuou me beijando. Quando estava tirando minha blusa, sussurrou ao meu ouvido:

— Tem certeza que quer isso, Jess? Eu... Eu posso te esperar. – Pelo estado do cara, e o tanto que ele tava excitado, eu acho que não podia não. E nem eu.

— É você que eu quero. – Então, deixei que ele tirasse o resto da minha roupa e da dele também. Enquanto me beijava, se encaixou em mim e murmurou.

— Pode doer um pouco... – Eu o beijei de novo e ele entrou. Doeu, doeu mesmo. Mas ele abafou meu gemido/grito com um beijo. De novo. Cravei as unhas nas costas dele. E puxei. Senti a pele se rasgar, mas nem eu nem ele ligamos muito pra isso. O ritmo foi aumentando e a dor diminuindo.

— Jess... – Ofegou ele. Eu estava de olhos fechados, ainda arranhando suas costas. – Jess. Jess, olha pra mim. – Abri os olhos devagar e encontrei os seus, intensos e cravados em mim. – Eu te amo. – Logo depois desse ofegar, um jato de prazer intenso nos invadiu. – Puta merda Jess... – Geme, sorrindo, de olhos fechados. Cai do meu lado. Eu estava exausta. Completamente exausta. Mas feliz. Ele me abraçou e me aninhou em seu peito.

— Eu te amo bem mais. – Murmurei, antes de sentir seu beijo em minha testa e cair no sono.

Notas finais
E aí? to ferrada???
comentem, PLEASE!!

Gente que favoritou e que não comenta, eu gostaria de saber o que têm pra dizer, ok? Sou carinhosa, juro :3

Beijosssssssss