A Force Called Love
2 Halloween
Notas iniciais
Tudo bem?
GENTEEE
Eu estou feliz, tenho um favorito *-* Obrigada, linda!
Bom, agora ao cap. Eu mudei a personagem, a Jess, não vai ser mais como a Miley, vai ser como está descrita aqui, ok? É como eu a imaginei desde o início.
Bom. É isso. Até lá em baixo!
POV’S JESS
Me encostei no carro. O vento frio da noite batia em mim, mas era agradável. Revirei meus olhos cheios de maquiagem.
- VAMOS LOGO, NATE! – Ele saiu da casa dele e fechou a porta, mas parou no meio do caminho quando me olhou.
- Ah, você tá doida se acha que eu vou te levar vestida desse jeito. – Ele falou isso de um jeito contrário, como se estivesse adorando e odiando ao mesmo tempo. Olhei pra minha própria roupa. Usava shorts curtinhos pretos, com suspensório da mesma cor, uma blusa branca com “I AM FREAK AND I LIKE IT” escrito em preto, meia calça de redinha igualmente preta, vans old skol pretos e tinha feito mechas laváveis azuis claras no meu cabelo curto e negro. Minha mãe meio que me obrigou a passar maquiagem, “pelo menos hoje”, disse ela. Então, deixei. Ela maquia bem, eu fiquei bonita. Minha maquiagem era baseada no preto, totalmente. Lápis, sombra e rímel pretos, com um gloss brilhante. Olhei pra ele de novo.
- Como assim?
- Não acha essa roupa um pouco extravagante para uma festa normal de Halloween do ensino médio?
- Com extravagante você quer dizer que eles vão ficar olhando pras minhas pernas e bunda, né? – Digo, cruzando os braços.
- Só troca de roupa. Te espero aqui. – Olhei incrédula pra ele.
- Ah, sim, vamos recapitular: desde quando você manda em mim mesmo? Acho que perdi esse capítulo. – Ele suspirou.
- Você não vai mesmo fazer o que eu peço, né? – Abri a porta do carona.
- Cara, eu preferia ir andando a vir nesse carro com você. Acha que vou aceitar ordens suas? Vamos logo.
***
A festa estava muito legal. Eu já esperava isso, os pais da Caroline tinham contatos que conseguiam fazer de uma festinha uma coisa memorável. Era tudo de terror. As pessoas gostaram da minha roupa, os meninos realmente olharam pro meu corpo e algumas torceram o nariz pras minhas mechas azuis e pro fato de eu estar usando vans em vez de salto alto. Normalmente confunde as pessoas o fato de eu simplesmente NÃO usar salto. Por quê? Eu tenho 1,58 de altura. Deveria usar salto pra disfarçar, mas eu odeio, acho ruim, acho desconfortável, bleh. Peguei um “ponche”, que, na verdade, era alguma coisa química sem álcool e totalmente inofensivo que fazia o negócio fumaçar. Mas, como sou boa em química, resolvi não colocar os gelos na boca.
- E aí, moça? – Me viro. É o Rafa, meu amigo mais antigo fora o Nate (que não pode ser considerado meu amigo). Rafa era um cara bonito, com seus olhos verdes e seus cabelos pretos. Eu era rodeada de pessoas branquinhas e de olhos claros, enquanto que eu era morena de olhos castanhos. Porra.
- Oi, Rafa. – Ele se sentou do meu lado.
- Curtindo a festa? – Dei de ombros.
- As músicas são legais e a comida é boa. Só duvido que a Caroline Sem-Cérebro tenha desenvolvido isso sozinha. E você?
- Curtindo bastante. E não, a Carol não fez isso sozinha. Na verdade, ela só madava e os empregados arrumavam.
- Tá explicado.
- Por que você tem tanta implicância com a Carol?
- Sei lá, ela não gosta de mim e me trata mal. Eu só não consigo suportar o jeitinho dela. Sem ofensas, sei que ela é sua melhor amiga, mas usar as pessoas para se satisfazer sem nem ligar para os sentimentos delas é algo meio... Satânico. – Ele sorriu.
- Tudo bem. Aliás, gostei da sua roupa. – Ergui uma sobrancelha.
- Obrigada. Também gostei da sua. – Ele usava jeans, uma blusa preta do Pink Floyd e all-stars pretos.
- Valeu. – A voz enjoada da Caroline soou nos alto falantes.
- E agora, vamos ouvir uma pessoa muito especial tocar e cantar!! Com vocês, meu lindo, Nate Forges! – Todo mundo aplaudiu. Nate subiu no palco com sua guitarra fodástica vermelha e branca. Ele começou a intro de “Far Away”, do Nickelback, e eu pensei: “Ele só pode estar brincando comigo”. Aquela era MINHA música, e ele sabia disso. Se aquilo era uma brincadeirinha de mal gosto, alguém ia sair bem ferido dessa, e não seria eu. A voz dele era perfeita, não tão rouca quanto a da música original, mas sim limpa e clara. Era maravilhoso e hipnotizante ouví-lo cantar. Ele chegou ao refrão:
“That I love you
I have loved you all along
And I miss you
been far away for far too long
I keep dreaming you'll be with me
And you'll never go
Stop breathing if
I don't see you anymore”
Quando ele terminou, a platéia explodiu em palmas. Ele merecia. Ele era perfeito naquilo. Essa era uma das poucas coisas que eu admitia que ele era muito bom. Ele desceu do palco e eu deixei meu ponche na mesa, me levantando.
- Vai onde? – Pergunta Rafa.
- Bater um papinho com meu vizinho. Já volto. – Andei até onde ele estava e fiquei olhando-o tirar a guitarra dos ombros. Eu estava um pouco irritada, até agora. Mas, por algum motivo, eu sabia que ele ia me irritar ainda mais.
- Jess! – Diz ele, me vendo. – Gostou da música? Foi pra você. – Ok, isso teve dois sentidos. Um: foi pra mim porque ela já era minha, ou dois: ele queria mesmo dizer tudo aquilo da música pra mim. A menos que ele tenha fumado purpurina, a resposta é a um.
- Vai te foder, Nathaniel. Que merda cara, você não se importa mesmo com o que eu sinto ou deixo de sentir, né? Para você não importa, acha que eu posso suportar tudo.
- O...? Ah. – Diz ele, e vejo uma fagulha de compreensão em seus olhos. – Nossa, Jess, me desculpa. Eu não lembrava daquilo. – Cruzei os braços.
- Conta outra. Você ama me ver mal, né cara? Olha, só não estraga o resto da minha noite, ok? Já tô cheia por hoje. – E saí de perto dele. Por que ele tinha que ser tão cínico? Por que ele tinha que saber mentir tão bem? Por que ele tinha que ser tão irritante? Por que ele tinha que ser tão... Ele??
Notas finais
Mereço reviews por esse capzinho ridículo? Espero que sim ((:
Beijos sabor brigadeiro.
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