Notas iniciais
E aíí, POTATOS?
Tecnicamente já é domingo, né?
O que levou essa escritora doida a escrever a essa hora da noite?
TÔ MUITO FELIZ, É ISSO!
Bom, espero que gostem do cap.
Não curto fantasmas, acho ofensivo, então COMENTEM!
BEEIJO

O banho era o mais próximo que eu chegava de ficar completamente isolada e relaxada. Por isso, eu AMAVA tomar banho. Era meu único momento sozinha, em que nem o idiota do Nathaniel podia me irritar. Deixei a água morna rolar por todo meu corpo, inclusive meu cabelo, tirando as mechas azuis. Ele não devia ter feito isso. Não mesmo. Ele sabe de tudo. De tudo... Respirei fundo e lavei o cabelo, saindo do quarto só de toalha. Olho pela janela. Minha janela dá pra do quarto dele. Ele estava lá, tocando violão e olhando pra parede, uma das paredes que eu não podia ver da janela. Parecia distraído e feliz com o que via. Revirei os olhos. Ele tocava “I’m Yours”. Tipo... porra. Essa música é perfeita. Fui fechar a cortina para me trocar e ele me olhou. Sua boca se entreabriu. Fiquei com vergonha. Bufei e fechei a cortina com tudo. Maldito corpo!

POV’S NATE

Ela quer me matar. Ela vai para aquela festa com aquela roupa e depois aparece só de toalha na janela? Mas que porra. Eu estava olhando pra foto na parede. Uma foto que tinha ela. Nós estávamos na sétima série, eu acho, e as nossas mães resolveram que seria legal viajar pra praia com a gente. Na foto, eu estou de calção de banho, todo encharcado, rindo e abraçando ela, que tá com cara de brava, com um biquíni preto. Já naquele tempo ela era perfeita. Seu corpo é muito lindo. Ela tem muuuuuita curva e seu rosto é maravilhoso. A diferença é que hoje ela tá com mais cara de mulher e que seus cabelos (naquele tempo batiam na cintura) estão na altura dos ombros. Depois que ela fechou a cortina, me joguei na cama e fechei os olhos. Cara, por que eu faço tudo errado?

***

Acordei no outro dia e me vesti correndo. Comi, peguei a mochila, dei um beijo na minha mãe e saí, com as chaves do carro. A Jess já estava ali. Até com a calça de abrigo e o moletom (ambos do uniforme da escola) ela ficava linda.

Vamos? – Digo.

Ainda estou revoltada por ter que ir de carona com você.

Reclama com a sua mãe, não comigo, ué. – Ela bufou e entrou no banco do carona. Chegamos rápido na escola. A primeira aula, infelizmente, era de artes.

Bom dia, alunos. Hoje vamos fazer uma coisa muito legal. Cada um vai desenhar seus sentimentos em uma arte, pode ser abstrata ou ter figuras reais. No final, vamos expô-las no corredor. Podem começar. – Eu tive que pensar quase o primeiro período inteiro pra começar a fazer o negócio. Já a Jess, no instante que a professora disse “podem começar”, abaixou a cabeça e começou a desenhar. Ela era muito boa nisso. Eu não. O meu saiu um menino sozinho com um pensamento distante. Aprofessora recolheu e mandou que eu e o Rafael pendurássemos no corredor. O da Caroline era bem superficial, tudo cor de rosa, com maquiagem e dinheiro. Quando cheguei no da Jess, meu coração doeu. O dela era uma menina sentada no escuro, e a única coisa colorida era um coração despedaçado ao seu lado.

***

Jess! Jessica! Ô garota, espera! – Ela se virou pra mim e me olhou bem antes de cruzar os braços.

Que que é?

Que porra de desenho foi aquela? – Ela trincou o maxilar e seus olhos perderam o foco por um segundo antes de se fixarem novamente nos meus. Mas seu maxilar continuou trincado.

Quem é você pra me perguntar isso? – Fala ela, meio zangada.

Alguém que se importa. – Ela ficou quieta, lambeu os lábios e deu um sorriso cínico.

Você, mais que ninguém, sabe o que houve, não se faça de inocente.

Desculpa, ok? Eu só... adoro aquela música.

Você adora é me irritar. Se acha que eu vou chorar como uma garotinha toda vez que você me provocar com o que mais dói, você tá muito enganado. – Diz e sai andando. Meninas são DIFÍCEIS.

POV’S JESS

Canalha, sem vergonha. Se faz de anjo mas sabe EXATAMENTE o que aconteceu. Ele sempre sabe. É meu pior inimigo, mas sempre tá perto de mim em todos os momentos. É nisso que dá ser vizinha dele. Mas aquela música foi golpe baixo. Ela me fez repassar tudo de novo. Toda a dor... daqueles tempos.

FLASHBACK ON

Eu amo você. – Disse ele.

Eu também amo você. – Nesse momento, a música de fundo passou para “Far Away”, do Nickelback, música que eu estava viciada no momento. Ele sorriu.

Destino?

Pode ser. – Falei.

Essa será nossa música agora. Sempre que ouvi-la, se lembrará de mim, não?

Com certeza. Pra sempre.

Pra sempre. Quer namorar comigo, Jess? – Sorri, inundada de uma felicidade jamais sentida por mim.

Mas é claro que sim. – E o beijei.

***

Já haviam se passado dois anos desde que começamos a namorar. Muito tempo? Sim, é. Mas, de qualquer forma, ainda tínhamos 15 anos. Éramos jovens. E o baile de outono se aproximava. Eu não queria ir. E se fosse, seria de tênis. Não estava nem aí pro mundo.

Mas meu amor, temos que ir, é o baile! – Dizia ele.

Acho que normalmente são as meninas que têm de arrastar os meninos pro baile.

Sim, mas nós não somos bem normais. – Eu ri.

Verdade.

Vamos, por favoooooooor!

Tá bom, seu mala. Eu vou.

Com direito a salto, joias e vestido rodado? – Pergunta ele, esperançoso.

Isso te faria feliz?

Muito.

Então, sim. – Ele me rodou no ar e me beijou.

Como eu te amo.

Eu sou irresistível. – Fizemos compras, eu seria a menina mais bonita da festa, segundo ele. O vestido era bonito, preto, tomara que caia, compridão e rodado, como o de todas as meninas. Eu usava joias incolores, mas que brilhavam muito e faziam de mim algo que chamava atenção. Minha mãe adorou a ideia de me maquiar, e eu calcei saltos prateados, só por aquela noite. Eu realmente estava linda. Tinha feito um penteado em meus cabelos (compridos, na época), e ficara perfeito. Na hora da valsa final, quando todos s casais apaixonados dançavam, ele fez algo de que eu nunca vou esquecer. Foi para perto da Ashley e a abraçou pela cintura, indo até o microfone e anunciando em claras palavras, para todo o baile, que eles estavam juntos, e que eu era só uma diversão passageira até a Ash começar a gostar dele. Eu me senti muito mal. Muito, muito mal mesmo. As pessoas começaram a me olhar com pena, como se eu fosse uma criancinha abandonada e precisando de cuidados. Depois perguntam por que eu sou tão grossa e fechada. Por que será? Um idiota partiu meu coração e eu tenho que ficar bem? Sorte que eles não ficaram muito tempo juntos, ele foi pra Nova Zelândia e ela o substituiu mais rápido que eu poderia gritar um “EU TE ODEIO VADIA” pra ela. E, toda vez que eu ouço a música, a nossa música, o mundo para. Eu só enxergo ele. Queria que alguém pudesse mudar isso. Eu não aguento mais.

FLASHBACK OFF

Notas finais
E AÍ?
Reviews?
Não?
Vou ficar quieta.
BEIJOOO