Notas iniciais
HEEEEEEEEEEEEEY

Hoje é meu penúltimo dia de férias )':
Então, essa semana não vou poder postar todo dia, só nos fins de semana. Triste, né?

Reclamem para a minha mãe. Bom, é isso. Espero que gostem desse cap, ficou... fofo ♥
Beijosss

POV’S JESS

Na semana em que eu iria embora, Guto me levou para uma festa.

Eu estava meio avoada com o beijo dele. Sabia que não esquecera Nate, e que meus sentimentos não haviam mudado. Mas... eu sentia algo pelo Guto também. Algo como... bom, algo como o amor.

A festa parecia legal. Eu e Guto não podíamos beber, mas até que estava sendo divertido. Me encostei em uma das paredes do lugar. As luzes psicodélicas estavam me deixando meio tonta. Vi alguém se aproximando. Um menino. No escuro não podia ver direito, mas ele parecia ser bem bonitinho. Ele se aproximou e me puxou pela cintura.

- E aí, gracinha? – Estava bêbado, e seu hálito de álcool denunciava que não era pouco. Espalmei as mãos em seu peitoral e o afastei de mim.

- Hoje não, garotão. – Ele tirou minha mão e segurou minha nuca.

- Eu digo quando é e quando não é, vadia. – Antes que eu pudesse dar um chute onte mais dói nele, Guto apareceu e o fez me soltar.

- Ela disse hoje não, idiota. Dá um tempo.

- É o pai dela, por acaso? – Guto riu, sarcástico.

- Sou, e você é sua vovózinha?

- Engraçadinho. Uma mina dessas merece mais que um pau mole como você. – Achei que o Guto fosse cometer um homicídio.

- Tu pediu. – Ele começou a bater no cara de um jeito que eu nunca vi alguém bater em outra pessoa fora dos ringues do UFC. E, sinceramente, era meio assustador. Quando percebi que o cara estava bem acabado, puxei o Guto dali. Fomos lá pra fora, longe do barulho alto e das pessoas taradas. Me encostei na parede e respirei o ar puro. Guto estava na outra parede. Olhei para ele e pude ver algo escorrendo do canto direito da sua boca.

- Droga, Guto. Ele te bateu. – Digo, me aproximando e olhando melhor o lugar. Guto riu pelo nariz.

- Eu bati bem mais nele. – Sorri, ainda sem parar de ver o sangue. Passei o dedão ali e limpei o filete vermelho. Aqueles lábios me despertavam uma coisa... que nem eu sei. Me afastei dele e fiquei fitando o céu.

- Jess?

- Hum?

- Aquele beijo significou algo pra você? – Olhei pra ele. Apesar de ainda amar o Nate, eu gostava muito do Guto. E, depois do beijo, entendi que não era como amigo.

- Guto, você sabe que eu ainda tenho sentimentos pelo Nate. Mas... sim. O beijo significou muito pra mim. – Guto se desescorou da parede e veio pra perto de mim. Ficamos em silêncio, lado a lado, olhando para o céu estrelado.

- Eu tô apaixonado por você. – Diz ele, quebrando o silêncio. Olhei para ele.

- Guto...

- Não é recíproco, é?

- É complicado demais. – Fiquei em silêncio um tempo. – Eu amo os dois. – Ele franziu a testa como se estivesse entendendo. Depois deu um sorriso triste.

- Vou sentir sua falta. – Olhei pra ele, tentando não chorar. Por que as férias têm de acabar? POR QUÊ?

- Não posso te levar na mala? – Ele riu.

- Acho que minha mãe não ficaria exatamente feliz com isso. – Eu sorri. – Que horas você vai?

- Às três. – Ele olhou pro chão.

- Você ficaria muito chateada se eu não fosse me despedir de ti? – O olhei, confusa.

- Ué, por que não quer ir? – Ele pareceu envergonhado.

- Não quero chorar na frente da sua mãe e das suas irmãs. – Ao ouvir isso, o abracei. Não me segurei. Como um cara pode ser tão verdadeiro? É até estranho. Sabe, pra quem teve o Jake e o Nate, alguém verdadeiro é realmente difícil de acreditar que exista. Mas ele existia. E estava retribuindo meu abraço com mais força. Nos afastamos um pouco, apenas o suficiente pra podermos ver o rosto um do outro.

- Quero aproveitar essa noite pra fazer... – Pigarreou.

- Pra fazer o quê? – Ele olhou nos meus olhos por segundos antes de respirar fundo e dizer:

- Isso. – Ele uniu seus lábios aos meus. Levei minhas mãos aos seus cabelos negros e o apertei contra mim. Ele me encostou na parede e aprofundou o beijo. Sua língua travava uma guerra com a minha, e ele me puxava pela cintura cada vez mais pra perto dele. Cravei as unhas na sua nuca e puxei. Ele gemeu.

- Porra, isso é muito bom. – E me beijou de novo. Ele me ergueu e eu enlacei as duas pernas na sua cintura. Ele me encostou na parede de novo. Minhas mãos acariciavam sua nuca e as dele passeavam por minhas pernas nuas, já que eu estava de shorts. Aquilo me arrepiou, e ele sorriu quando percebeu. Sem parar de passar as mãos nas minhas pernas, ele mordeu meu lábio inferior e o puxou. Eu ri e ele passou os beijos pro meu pescoço, apertando minhas coxas. Ofeguei. Segurei os dois lados da cabeça dele e uni nossos lábios de novo. Paramos o beijo e ele continuou acariciando minha perna, com a testa encostada na minha.

- Eu te amo, Jess.

- Eu também te amo, Guto.

~*~

Colocar as malas no carro foi mais deprimente que tirá-las quando eu cheguei. Estava ajeitando tudo no porta malas enquanto essas três semanas me passavam pela cabeça. Encontrei o melhor amigo do mundo, mas quase me afoguei e ele me salvou. Me beijou em seguida e depois desse beijo percebi que não era como amigo que eu gostava dele. Então teve a festa, ele me salvou de novo, disse que estava apaixonado por mim e me beijou de novo. E agora, eu iria voltar para o pesadelo que deixei para trás. Que vida boa, hein?

- Filha, termine aí de colocar as malas no carro, eu e sua irmã vamos trocar a Alice, ok? – Eu assenti e elas entraram na pousada. Pensei em entrar no carro e ficar ouvindo músicas depressivas até eslas voltarem, mas mal eu fechei o porta malas, senti mãos fortes me virarem pela cintura e me colarem no corpo do garoto.

- Gut...? – Seus lábios avançaram nos meus, ferozes, urgentes e quentes. Ele me fez recuar até estar encostada na lataria do carro, e me ergueu para que eu sentasse no capô. Abracei seu pescoço enquanto ele percorria minha boca com a língua. Lágrimas salgadas se uniam ao nosso beijo, e eu só conseguia pensar: “não chora, eu vou chorar também”. Quando nos separamos, ele manteve as mãos na minha cintura, e eu continuei com os braços em volta de seu pescoço. Só tirei uma das mãos para limpar as lágrimas insistentes que caíam de seus olhos. Seus olhos verdes brilhavam pelo choro, e seu lábio inferior tramia. – Não chora, Guto. Por favor... – Ele me apertou contra si. Eu (um pouco mais alta que ele já que estava sentada no capô) apertei mais sua cabeça contra meu peito.

- Por favor, me diz que isso não é um adeus. – Eu meneei com a cabeça, mesmo sabendo que ele não podia ver por estar agarrado em mim.

- Claro que não. Minha mãe é viciada nessa praia, e Canela nem é tão longe assim. Vá me visitar. – Ele ri, com o rosto contra o tecido da minha blusa.

- Claro que eu vou, sua chata. – Ele ergue o rosto para mim e eu acaricio seus cabelos escuros. Passo o nariz no seu em um gesto um tanto infantil. Ele se estica e me dá um selinho. – Até logo, então. – Diz, me ajudando a descer do capô.

- Até logo, príncipe. – Ele acaricia meu rosto de leve e beija minha testa.

- Minha princesa. – E se afasta. Quando o perco de vista, entro no banco carona do fiat e Apoio a cabeça no encosto, sentindo as lágrimas caírem por meu rosto. Era um choro silencioso, afinal, era uma despedida passageira. Era mais por ter visto ele chorar. Quando avistei minha mãe e minhas irmãs vindo, limpei as lágrimas e coloquei os fones. Cobri as provas do choro com os óculos escuros e fiquei calada. A viagem quase toda. Lá pelo meio, quando Laura e mamãe estavam discutindo sobre o jantar, Lala me tirou do transe.

- Por que está tão calada, Jess?

- Hum? – Ela deu um sorriso malicioso.

- Está triste por ter deixado seu gatinho surfista? – Senti o rosto corar.

- Cala a boca, Laura. – Resmunguei, ajeitando o óculos escuro.

- Se tem um gatinho eu quero saber quem é! – Diz mamãe, animada.

- Mãããe! – Grunhi.

- Ah, diz aí, Laura. Ele é bonito?

- PERFEITO! – Elas começaram a tagarelar sobre o Guto e eu aumentei o volume da música, que era Monster, do Skillet. Dormi e sonhei com um dia perfeito na praia ao lado do Guto. Pelo menos um sonho sem ser um pesadelo nem algo com o Nate. Pelo menos um.

~*~

Quando chegamos, eu nem olhei para a casa do Nate. Queria apagá-lo da minha vida. Peguei minha mala e abri a porta da frente.

- Estarei no meu quarto. – Subi correndo, larguei a mala aos pés da cama e fechei a porta com o pé antes de me jogar em cima das cobertas floridas. Era reconfortante e assustador ao mesmo tempo estar de volta no meu quarto cheio de posters e livros por todo lado. Ouvi o conhecido e abafado som da guitarra no quarto do Nate e fechei os olhos. Os mesmos se encheram de água quando percebi o que ele estava tocando. Far Away já é covardia. Enfiei a cara no travesseiro e gritei. Gritei até minha garganta doer, gritei até ficar vazia de tudo que tinha dentro de mim no momento, e só depois disso, pude adormecer.

Notas finais
E aí? Muita pegação, né? EU TÔ AMANDO O CASAL GUTO & JESS, não sei vocês, mas eu tô ♥

Espero que comentem ♥

Beijinhos *u*