A Força D'um Amor (+18)
29 Capitulo XXVIII – Hierarquias Sociais.
Notas iniciais
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O bairro Beverly Hills era o mais popular de Los Angeles. Viviam lá os famosos de Hollywood, era onde existiam as casas mais caras de Los Angeles. No entanto, a vizinhança era agradável e existia harmonia, entre os vizinhos.
Numa casa de grandes dimensões bem situada que tinha corte de ténis e uma piscina, vive o Senhor Potter. É um homem de negócios habituado a mover grandes quantidades de dinheiro e que lida bem com o stress da bolsa de valores. É casado com Nanda Potter que trabalha numa revista de moda, a Runway. Ela é a editora chefe, gosta muito de moda e tem as roupas mais caras da indústria. Nanda é uma senhora distinta no mundo da cultura. Casada desde cedo com Frederik Potter, ama-o muito, e do casamento nasceu Emma Potter.
Emma acabou o oitavo ano, em Ridefless High School. É a melhor aluna que aquela escola alguma vez conheceu. Faz natação de alta competição desde os três anos. Esta instituição apoia a natação e os jovens que a frequentam num nível de alta competição. Gosta de se divertir, mas o que mais gosta de fazer é ir ao ginásio. Tem um corpo bastante atlético para a idade, magro e bem formado. É loira, tem olhos pequenos e azuis. É, no entanto, um modelo a seguir, de valores morais e dos bons costumes, liga mais ao status do cartão de crédito, do que há verdadeira amizade.
Rikki Chadwick é rebelde, chateou-se com os pais e vive num barco. Acabou também o oitavo ano na Ridefless High School.
Apesar de todas as divergências existentes, é amiga de Emma e esta vê em Rikki um verdadeiro tanque de guerra. Junta-se a ela numa “batalha” por temer pela própria vida, uma vez que Rikki é a justiceira do grupo, diz sempre o que pensa mesmo que no minuto a seguir se possa arrepender.
Por fim, Cleo Sertori, tem olhos castanhos, e cabelos da mesma cor, é alta, magra e é a mais atinada, tem uma maturidade acima da média. Vive na modesta vila de Ocean com os seus pais, e a sua irmã mais nova, Kim, que este ano vai frequentar o quinto ano ao lado da irmã em Ridefless High School. Kim Sertori é uma criança adorável, não fosse ela querer andar sempre atrás de Cleo.
Na vila de Ocean, Cleo estava a ler um livro, sentada à escrivaninha preocupada com as equações que ainda não sabia resolver. Apaga a luz do seu quarto e baixa o estoro da sua janela. Deita-se na sua cama, a irmã já dormia há horas. De manha tinha que saber da Rikki, mas agora o sono abatia-se sobre ela, boceja uma ou duas vezes na tentativa de ser mais forte do que o cansaço mas depois deixa-se adormecer. Amanhã será outro dia.
A luz da Lua brilha no firmamento, o escuro da noite, o canto dos grilos, das rãs nos lagos, despertam os sonhos cor-de-rosa. O mundo imaginário reluz ao fundo de um túnel, cega-nos e seduz-nos, capaz de ser algo que encontramos, uma esperança.
Quiçá um perigo, uma nova oportunidade nos sorri, uma nova vida nos encanta, onde vemos pessoas a sorrir e felizes, num banquete celestial, os nossos antepassados, até as nossas vidas.
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A meio da noite, Pedro acorda, estremunhado, cansado de dormir, com dores nas costas. Os seus olhos vêem uma névoa branca, não define todos os contornos das coisas, mas algumas, as que lhe são mais próximas do leito. Ele sente algo fresco em cima da sua perna direita. Pedro assusta-se ao pensar que poderá ser uma fera, concretamente uma cobra, qual pele gélida mas traiçoeira, o que o leva a fazer todos os esforços possíveis, impossíveis e imaginários por encolher as pernas e desviar-se do objecto imóvel sobre as suas coxas. Mas a curiosidade é tão elevada que Silva Lobo consegue pôr-se de bruços e o objecto cai em cima do colchão.
Era pequeno e tilintou ao escorregar para o leito. Pedro debate-se para se soltar, mas é-lhe em vão. Toca numa superfície dura, parece-lhe uns sacos pesados tacteia à procura de algo, introduz as mãos nas grades e volta a tocar na superfície, parece-lhe uniforme.
Pedro pensa: quem me dera ter força para me levantar, e saber onde estou… cada vez mais a visão o atraiçoa, parece que está num balde enorme de leite, vendo tudo branco e sem a clareza necessária para definir o que se passa à sua volta. Pedro passa uma mão no estrado e toca no objecto. Está frio, ele agarra-o para si. Uma enorme luz vinda da rua bate contra a janela, as gretas da persiana mal fechada permitem a entrada dessa luminosidade. Os homens do camião do lixo recolhem os contentores, põe-nos no elevador que sobe e os despeja dentro do veículo, a luz afasta-se e Pedro apalpa o objecto que tem dentro da sua mão. Tem uma argola, depois duas coisas idênticas penduradas, uma bola com um furo ao meio por onde sai o cilindro metálico da argola, e um pequeno braço com uma serrilha e, o mais estranho de tudo, o animal feroz permanece imóvel ao toque de Pedro. Ele pensa: “Não, não pode ser…” e sorri.
Apalpa a outra mão, que está acima da sua cabeça. Delineia os dedos, a palma da mão e o pulso, com o seu relógio. Depois alguma coisa que lhe dói quando tocada seguida de uma espécie de pulseira de ferro. Ele apalpa a toda a volta, o ferro é bastante duro e bastante liso, escorrega-lhe das pontas dos dedos, mas não desiste. Até que com a ponta da unha, dá com uma espécie rugosa, sobre o ferro, “Espera! Está aqui algo, mas o que é isto?” indaga meditando consigo. “ Talvez sirva” cada vez mais acordado, e mais lúcido introduz o objecto naquela ruga, e puxa a mão, abrindo assim a pulseira. Posteriormente, volta-se outra vez para o tecto, sentando-se na cama, e introduz a mesma chave na pulseira do pé, mas não tem a mesma sorte. Experimenta-a na outra e retira o pé direito do interior da pulseira.
– E agora? – Murmura – já estou livre, mas o que é isto? – Pensa – onde estou?
Senta-se na pildra com os pés para o chão, cada vez mais a visão melhora, aos poucos e poucos, Pedro consegue decifrar os objectos que o rodeiam. Uma mesa, junto à janela, ulteriormente uma estante, posteriormente uma parede, uma porta fechada, uma guitarra, um guarda-fatos, e depois vinha a mesa-de-cabeceira e uma cama na qual estava sentado.
– Este é o meu quarto, e esta é a minha cama… Quem fez isto? – Pergunta-se Pedro.
“ Pedro ia a cantar, alegre e contente, numa rua perto da estação de Entrecampos. Segue o passeio, passa para o outro lado, vê uma rapariga alta e morena com os cabelos aos caracóis que passa por ele e olha-o de uma forma com um certo interesse, e segue o seu caminho. Pedro levanta os óculos de sol e sorri-lhe, ela devolve-lhe o sorriso e olha para o chão.
Perto do “Modelo”, Pedro atravessa a rua, segue o caminho pelo passeio da câmara municipal quando vê Sérgio Silva Lobo com a uma mulher, morena queimada do sol. No momento em que ele se esconde atrás de um carro vê o pai puxar a mulher e dar-lhe um beijo. Pedro chama-o.
– Pai?
– Sérgio, quem é este? – Pergunta a mulher.
– Quem sou? Isso, pergunto-te eu…
– Pedro, temos que falar…
– É assim que anda a enganar a mãe…
– Tu és casado?
– Pelos vistos não é só a mãe…
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