Notas iniciais
Olá a todos!
Deixo-vos aqui um capítulo sobre esta crossover, ainda agora começou e no entanto prometo deixar-vos mais uma vez com os olhos em bico.
Há várias surpresas neste primeiro Tomo (Volume) que ainda está longe a ser terminado.
Em breve tudo irá mudar.

O sol sobe no horizonte e a sua luz amarela e muito quente entra em forma de raio numa varanda. A persiana mal fechada transparece as suas marcas no chão de um quarto, a luz embatendo contra uma estante de madeira de cerejeira de cor castanha clara. As luzernas de sol aquecem a planta verde ao canto do quarto, posta num vaso branco, e resplendem-se no espelho que logo conduz a luz para a cama defronte a este. Deitado na cama está um corpo que se move ainda devagar devido ao sonho que tivera naquela manha de verão. De repente, senta-se na cama, puxa as pernas, e mete a cabeça em cima dos joelhos:

– Bolas, porquê que o raio do sono me afectou tanto? Lisa foi só um sonho, okay… – Ela queria que tudo se resumisse à sua vontade – eu não posso… não quero perder o controlo desta maneira, quero ter calma… – e reprime-se – Porque estou eu a pensar nisto? Nem tenho namorado… – Lisa zanga-se consigo mesmo, em seguida bate com força na cama. Era, contudo, estranha aquela reacção. Lisa levanta-se da cama e olha para o espelho, entrando em hipnose. Em seguida dirige-se para o quarto de banho, abre a torneira e deixa a água correr.

Despe-se e entra na banheira. Os seus movimentos eram monótonos e vagarosos, molemente mitigados. Lisa abre o champô e põe na mão, esfrega a mão na cabeça e deixa a água a correr por cima dela. Instantaneamente, passa o gel de banho de aroma a mel e leite no corpo, mais cinco minutos debaixo de água e sai da banheira, rodando a torneira para fechar a água. Lisa lava os dentes e abandona a casa de banho enrolada numa toalha vermelha. Entra no seu quarto e algo a prende. Olha para o espelho posicionado em cima da cómoda e de lá reproduz a imagem de uma bola que roda e transmite uma luz violeta. A rapariga ouve um som parecido com as ondas do mar e deixa cair a toalha, quando ouve uma voz grossa e não muito clara que lhe diz Vem, estou a tua espera. De repente a imagem desaparece e já não se ouve o som do mar. Lisa volta ao seu estado normal. O seu olhar desprende-se do espelho mas uma súbita vontade permanece, uma ideia de ir à praia. Está um óptimo dia, o Céu azul, mas não é um azul daqueles muito carregados, não! É um azul ciano, não existem nuvens que possam ameaçar alguma corrida de aguaceiros.

Lisa abre o guarda-fatos e vê o seu biquini laranja dobrado no fundo do abrigo, retira-o e veste as cuecas, depois o seu sutiã. Aperta-o pega, no seu páreo vermelho com a parte superior dourada, enrola-o e aperta-o. Mete a ponta para dentro e, após essa tarefa, põe a outra ponta ao pescoço e com a outra parte dá um nó atrás do colo. Depois aperta-o à cintura dá um nó na parte lateral, lança mão de um saco de praia castanho feito de verdinha e abre o fecho, metendo no interior um frasco de protector solar, uma garrafa de água e uma toalha vermelha. Calça as suas havaianas, põe os óculos de sol à cabeça e, em seguida, arruma a cama e abre a janela para o quarto ficar a arejar. E sai, descendo as escadas. Já na sala, pega no seu telemóvel e nas chaves e sai de casa.


*


Tomás sai do quarto de Pedro, em seguida desce as escadas e quando chega à sala…
– Olá Tia – Tomás cumprimenta Dora.


– Olá Tomás – retribui, dando-lhe um beijinho na face – não sabia que tinhas cá passado esta noite.


– É verdade, o Pedro ontem, bom…

– Tu nem me digas que ele bebeu? – Pergunta Dora

– Quer dizer, também não foi uma coisa assim por aí além, nós fomos sair, e ele bebeu umas cervejas – coça a cabeça

– Cervejas? E mais? – Dora conhece bem Pedro e sabe que ele não se iria ficar só por umas cervejas.

– Martini… – Tomás vomita a palavra

– Só?

– Sim só – Tomás põe-se de costas para Dora. Nunca soube mentir bem e, para não encarar a verdade, voltava as costas, assim não descaía, tão facilmente – Tomás eu conheço-te, sei que és um bom menino – encara Tomás nos olhos.

– Whisky e Vodka – diz ao fim de algum tempo.

– Ah! Está melhor… mas o estado de Pedro é preocupante, ele assim onde é que acaba? Vai morrer em breve…

– Não, não tia. Ele só bebeu ontem…

– Ontem e na passagem de ano – acrescenta a Dora, com pena do caminho que levava o filho – posso pedir-te uma coisa?


*


No andar de cima da casa, Pedro já não está enjoado, apenas tinha um desejo de se levantar, tomar banho e de ir há praia. Neste intuito, dirige-se ao quarto de banho, despe-se e abre a água. Não se lembra de nada do sonho daquela manhã e a água escorre-lhe pela cara abaixo. Pedro sai do duche, enrola uma toalha amarela à cintura e, em seguida, lava o próprio duche. Desliga a água, limpa-se e veste o roupão amarelo de banho. Entra no seu quarto e contorna a cama, dirigindo-se ao guarda-fatos. Retirando umas cuecas, umas calças de ganga azul, um cinto preto com as fivelas em metal e os buracos também em metal e uma camisa bege clara, quase branca, Pedro veste-se e calça uns ténis. Depois alcança uns óculos de sol, o seu relógio e a sua guitarra e desce as escadas apressado, quase a correr.


Tomás está sentado no sofá branco da sala, Pedro fala-lhe ao ouvido por detrás.

– Olá Tommy – diz, a sorrir.

– Ai – mão ao peito – tu queres-me matar do coração! – Pedro ria muito das partidas que fazia a Tomás – Espera, tu não estavas cansado e coisa e tal?

– Dizes bem… Estava, mas tive um sonho com…

– Muito vago, sonhaste com… o quê exactamente, Pedro?

– Acho que tive um sonho erótico… – Pedro poisa a guitarra pensante, encostando-a às costas do sofá.

– Com uma babby?

– Não com uma galinha, queres ver? – Pedro goza Tomás mais uma vez, estava a ficar perito nisso – é claro que foi com uma miúda, e até era bonita por acaso.
– Espera, deixa ver se eu entendi, – pausa, tenta arranjar a melhor forma de provocar Pedro – tu tiveste um sonho erótico com uma babby… – acrescenta Tomás – e apaixonaste-te por ela? Olha, oh Pedro, cura-te – conclui com tom provocador.



Notas finais
Próximos de capítulos escaldantes, e das primeiras irritações entre os personagens.
Bejinhos, até breve.
Boas leituras.
Anne.