Notas iniciais
Este capítulo, é um pouco leve. E menos tenso. Mais você vai gostar, não faz a mínima ideia do final disso tudo.

Cá estou eu. 2 da manhã. Estudando. Minha vida é um saco. Vivo estudando e estudando... Minha mãe costuma dizer que eu sou o único “certo” nesta casa. Diz que ela e meu pai não completaram os seus estudos. E que lutaram muito para conseguir trabalho, e sustentar uma família. Meu pai hoje é um policial que vive de plantão. Mal falo com ele. E minha mãe... Vive escrevendo. Apesar de não saber corretamente a língua portuguesa. Se soubesse, já tinha escrito um livro. E eu, trabalho como garçom em uma lanchonete aqui do bairro e estudo á noite. Não sobra tempo para quase nada. Mais um motivo pra querer sair do emprego. Não suporto mais.

Enfim, terminei de fazer as atividades. Preciso dormir. Amanhã, é um novo dia. Que provavelmente não vai ser muito bom. Amanhã é segunda-feira. Fecho os cadernos e livros e vou dormir.

Acordo com um barulho enorme, que parece ter originado-se daqui de casa. Olho no relógio do celular, ainda são 3:30 da manhã. Pego uma lanterna da gaveta e vou verificar. Nada na cozinha, nem na sala, nada no banheiro. Então só resta um cômodo da casa: O quarto dos meus pais.

- Pai? – pergunto levando a mão à maçaneta.

Não há resposta.

- Mãe?

Silêncio.

Abro a porta. Acendo a lâmpada. Meu pai, como sempre está jogado na cama desajeitado. Ele toma remédios antes de dormir por causa do stress do trabalho. Nenhum barulho é capaz de acordá-lo. Parece uma pedra dormindo. E minha mãe... Espera, cadê minha mãe? Corro pelo quarto e não a encontro em lugar algum. Então, em cima da sua cama, no lugar onde ela dorme – dormia no caso-,estava uma flor lilás. Eu nunca tinha visto aquela flor antes. Deve ser uma espécie diferente. Mais isso não importa, onde está minha mãe? Estou preocupado com ela. Preciso achá-la. “Preciso achá-la” Como se eu fosse um adulto para resolver um mistério desses. Se é que é um mistério. Minha mãe não é sonâmbula e se ela fosse sair me avisaria. Mais então como e porque ela saiu? E o que foi aquele barulho? Sim, é um mistério. Sou só um garoto de 17 anos e não posso resolver isso sozinho. Não posso acordar meu pai, ele dorme feito uma pedra. Eu preciso fazer algo. Qualquer coisa. Lembro-me da flor e vou correndo ao computador para procurar saber sobre ela. E porquê ela estava no lugar da minha mãe.

Nada. Todos os tipos de flores que vi na internet não são compatíveis á ela. Ela é Lilás, grande, com uma cor esverdeada por dentro, e no meio, um ponto preto. Quero dormir, mais não consigo. Então fico andando de um lado para o outro sem conseguir pensar no que fazer. Olho no relógio: 5:30 da manhã. O remédio do meu pai irá acabar o efeito logo.

- Guilherme? – diz uma voz.

É o meu pai. É ele. Não sei com o remédio dele durou tão pouco essa noite.

- Pai! – digo – Porque acordou tão cedo? Preciso conversar, minha mãe sumiu e eu estou ficando LOUCO. Acho que esse não foi a melhor maneira de contar-lhe isso mais é o que tem pra hoje.

- Esse foi o motivo por ter acordado esse horário. Virei de lado na cama e não encontrei sua mãe. Sabe onde ela está?

Em que parte de: “ Minha mãe sumiu ” você não entendeu? É CLARO QUE NÃO SEI , penso.

-Não.

- Pra onde ela pode ter ido?

- Ela não. Alguém á levou. Eu ouvi um barulho durante a noite. E quanto mais tempo a gente fica aqui conversando como se nada estivesse acontecido, minha mãe pode estar sendo torturada ou presa. Ou até mesma sendo comandada, aprisionada.

- Mantenha a calma. Vamos resolver isso.

Ele saiu loucamente para porta. Provavelmente vai chamar uma equipe de busca ou chamar alguns policias para ver se encontra alguma coisa sobre o barulho ou até mesmo uma pista. Vejo que não dá para ficar aqui parado sem fazer nada. Passo no trabalho e conto tudo o que aconteceu. Preciso dar uma força a meu pai e manter a calma. Por isso não vou trabalhar. Então só resta uma coisa á fazer. Ir á igreja.

Notas finais
Obrigado. Este é o primeiro capítulo, pequeno, mas interessante.