A Filosofia da Vingança
3 Quem é ela?
Notas iniciais
Enfim, boa leitura
– Tudo bem, quem é ela? — Perguntou Brittany, direcionando-se a Sugar.
– Quem é ela, quem? — Rebateu a jovem, fazendo-se de confusa.
– A garota de cabelos pretos e olhos azuis que acabou de passar, ué! — Disse Britt, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
– Harmony Pearce. Por que o interesse? — Sugar respondeu, tentando disfarçar suas emoções para com a garota citada.
– Bem, eu queria perguntar pra ela se por um acaso roubou seus olhos, porque quando passou aqui você não conseguiu olhar pra outra direção. — Disse Brittany, fazendo insinuações sobre a suposta paixonite da colega de cela.
– Eu não...eu...esquece. — Sugar começou, enrolando-se e em seguida desistindo do que ia revelar.
– Ah, fala sério, Sugar. Eu só estava brincando. Você sabe que pode me contar o que está rolando, não sabe? — Britt esclareceu.
– Eu sei, Britt, é que...sei lá, eu não me sinto muito confortável falando sobre Harmony porque sei que não tenho chance alguma com ela... — Sugar desabafou, corando um pouco.
– Ownnnn... Você gosta dela!! Que fofa! — Brittany disse, puxando Sugar desajeitadamente e abraçando-a com um sorriso sapeca. A garota corou mais ainda.
– Fala mais alto, Brittany, acho que a população da Nova Zelândia não ouviu. — Disse Sugar, irônica. Britt soltou o abraço.
– Seu pedido é uma ordem: OWNNN....VOCÊ GOS- Brittany foi cortada pela mão da outra garota em sua boca, impedindo-a de gritar.
– Cala a boca!
– Eu não ia gritar de verdade,... Só estava te testando. — Disse Britt.
– Por favor, não conta pra ninguém. — Sugar implorou.
– Espera, Santana sabe, não sabe? — Brittany perguntou, curiosa.
– Falando no diabo... — Começou a garota, vendo Santana aproximar-se da cela, acompanhada de um carcereiro qualquer. Brittany virou o rosto para a direção que Sugar olhava, abrindo um sorriso espontâneo.
– Falavam de mim, vadias da mamãe? — Santana perguntou, ao entrar na cela.
– Algum progresso em seu caso, Sant? — Questionou Brittany, sem responder a pergunta feita pela outra garota.
– Nenhum. Esses advogados públicos são uma merda mesmo! Nem mesmo um habeas corpus conseguem validar, esse bando de filhos da mãe... — A mulher respondeu, aumentando aos poucos seu tom de voz. As outras deram um sorriso torto e desanimado.
– Voltando ao assunto, você sabe sobre a paixonite de Sugar, certo, Santana? — Disse Brittany, quebrando o silêncio desconfortável que tinha aparecido.
– Pela Pearce? Claro, querida, na verdade eu descobri primeiro que ela própria... — A latina respondeu, com um sorriso safado no rosto.
– Cala essa boca, Santana. — Disse Sugar, irritada.
– Fala sério, Sugar, você sabe que só não consegue pegar ela porque não tem coragem de tomar atitude... — Santana rebateu, com uma expressão de tédio total. Sugar ficou calada, olhando para a parede da cela.
– Gente!! — Gritou Brittany, chamando a atenção das outras, que olharam para ela assustadas. Nesse momento, os carcereiros começaram a aparecer do nada e a abrir as celas para a hora do almoço.
– Andem logo, vadias, tenho mais o que fazer. — Disse Noah, abrindo a cela das mulheres. Santana bufou pela falta de educação do homem.
Rachel's P.O.V.
Desde quando vi aquela Brittany no almoço da terça-feira passada, não consigo dormir direito. A culpa está me corroendo. Não, eu nunca fiz nada de ruim para ela...tirando o fato de ter assassinado sua namorada. Todos podem achar que sou um monstro e devo apodrecer nesse lixo, mas digo que eu não tive escolha, como dizem, às vezes é matar ou ser morto. Mas essa é uma longa história, prefiro não pensar nisso agora.
– Tá acordada, Rachel? Parece que você está dormindo de olhos abertos. O que te aflinge? — Perguntou Harmony, sentando do outro lado da mesa onde eu estava.
– Nada... Só estou pensando em algo. — Respondi, sem dar detalhes. Harmony divide sua cela comigo e com Quinn, desde a minha entrada nesse inferno. Nosso relacionamento é bom, considero-a uma amiga, apesar de não confiar totalmente nela.
– Qual é a dessas cozinheiras ridículas de prisão com essa gororoba podre que elas nos colocam pra comer? Que merda! — Quinn disse, jogando sua bandeja na mesa, com uma expressão irritada, para em seguida sentar ao meu lado.
– Pare de reclamar, Quinnie, ou é isso ou passamos fome. — Disse, olhando para o seu desespero.
– Eu sei, Rach, mas já estou de saco cheio de comer esse monte de bosta! — Respondeu ela, ainda irritada. Harmony nos observava, sem emoção alguma.
– Pessoal, já souberam da maior? — Mercedes disse, passando perto de nossa mesa.
Mercedes era uma das presidiárias mais loucas que já conheci, ela vai para a solitária pelo menos uma vez na semana, sempre pelo mesmo motivo: Tater Tots, suas famosas e amadas batatas. Todo santo dia de visita, um de seus familiares ou amigos tentava contrabandear a comida favorita da garota para dentro do presídio, mas Mercedes sempre era pega, não sabia se controlar quando tinha as tais Tater Tots por perto. Dá pra ouvir seus gritos de dentro da minha cela. "Tater Tots! Eu quero minhas Tater Tots! Quando eu sair desse chiqueiro vocês vão ver!! Eu vou comer minhas batatas, nem que seja a última coisa que faça!!" Todos pensam que ela é louca.
– O que? — Perguntou Harmony, interessada.
– Unique está traçando Finn Hudson na solitária. — Respondeu Mercedes, que ama fofocas. Cuspi meu suco aguado e sem sabor sobre a mesa.
– Unique está o que?? — Disse, arregalando os olhos.
– Traçando Finn Hudson, aquele carcereiro alto e desajeitado. — Rebateu Mercedes, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
– Como assim? — Perguntou Harmony, confusa.
– Porra, garota, quer que eu desenhe? — A negra disse, sem paciência. Quinn olhava para o outro lado do refeitório com uma cara de tédio total estampada em sua face. Novidade...
– Desde quando os carcereiros dão mole para Unique? — Continuou Harmony, irritando Mercedes.
– Pergunte pra ela, branquela, vou pra longe daqui pois não quero ir para a solitária por bater numa pirralha. — Disse a obcecada por batatas, cuspindo as palavras, virando de costas e deixando Harmony a ver navios.
Voltei a lembrar do que fiz com Trish, e meu olhar caiu, com culpa. Quinn olhou para mim como se soubesse que tinha algo errado.
– Vai me contar o que é? — Perguntou, olhando em meus olhos. Assenti e dei um beijo em sua bochecha.
Santana's P.O.V.
– O que você pretende fazer? Você sabe,...com Rachel... — Perguntou Brittany, pegando a bandeja com seu almoço e sentando comigo numa mesa qualquer.
– Ainda não pensei nisso, Britt. Acho melhor darmos um passo de cada vez. — Respondi, sincera.
– Tudo bem, concordo com você, na verdade. — Disse Brittany, brincando com sua gororoba. Sugar sentou na nossa frente, trazendo seu almoço.
– E aí, quando colocaremos em ação o nosso plano Aniquilador de Quinn Fabray? — Perguntou ela, curiosa.
– Não aniquilaremos a Quinn, Sugar. — Cortou Britt.
– A não ser que ela tente estragar nossos planos. Certo, B? — Completei sua frase.
– Certo. — Disse ela. Quando olhei pra Sugar de novo, ela estava procurando Harmony com o olhar. Novidade.
– Por que não vai falar com ela? — Perguntei, motivando-a.
– É, Sugar, aposto que não seria tão ruim... — Brittany disse, ajudando-me a convencê-la.
Sugar's P.O.V.
Estava começando a considerar a proposta de Santana, quando me lembrei:
– Mas, ela é amiga de Quinn e Rachel, gente, isso não é um problema? — Perguntei, receosa.
– Pensando bem... — Começou Santana — Talvez seja até bom, afinal, podemos arrancar boas coisas da garota.
– Não me parece uma ideia ruim. — Brittany disse, concordando com Santana.
– E se ela me rejeitar? — Perguntei.
– Não estamos mandando você pra se jogar em cima dela, se você não entendeu, Sugar. Converse um pouco com ela, comecem a criar laços, e aos poucos você vai se aproximando dela, até que um dia vai acontecer. — Disse Britt, como se fosse a coisa mais simples do mundo.
– E falando sério, Sugar, você não tem nada de feia, a garota não seria burra o bastante para rejeitar isso. — Disse Santana, com sua pose usual de bitch. Pensei por alguns minutos.
– O que tenho a perder, né? — Disse, levantando-me da cadeira.
Foi quando vi alguém que eu nunca tinha visto por aqui antes. Olhei para Harmony. Ela estava encarando a tal novata com uma cara de quem acaba de ver um anjo. Eu acabo com essa garota, juro. Virei de costas e sentei onde eu estava anteriormente. Brittany e Santana me encararam.
– O que deu em você? — Perguntou Santana, debochada.
– Perdeu a coragem? — Apontei para a novata com a cabeça. As duas olharam para ela e entenderam tudo. Parece que uma guerra vai começar.
Notas finais
Antes de mais nada, para o pessoal que vai me perguntar: Cadê Brittana? Faberry? Personagens que ainda não deram as caras? Guys, os capítulos são pequenos para se focarem em um ou dois assuntos por vez, ou seja, terão capítulos sem Brittana, Faberry e etc, aliás, Brittana só vai se envolver mesmo mais pra frente, então, digo que meu lema para essa fic é: Paciência, gafanhoto.
Por favor, não deixem de considerar o que eu disse nas notas lá em cima.
Ah, e a pergunta da semana é: Quem é ela? Quem é a tal novata, huh? Uma dica: Tenho quase certeza de que ninguém vai acertar MUAHAHAHA
Até o próximo capítulo, fui
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