A Filosofia da Vingança
4 Alguém falou em assalto ao banco central?
Notas iniciais
Enfim, no capítulo anterior, perguntei seus palpites sobre a novata, e uma certa pessoinha acertou, sabe, BrittanaFamilly?
Boa leitura
Meu nome é Marley Rose, tenho dezenove anos, fui condenada à cinco anos e quarenta dias de prisão. Parece que meu carro estava envolvido num assalto ao Banco Central. Na verdade, não tenho nada com isso, sou inocente, mas nada adiantou dizer isso ao juiz. Acabei sendo jogada nesse fim de mundo por algo que não fiz e muito menos sei quem fez, porém, tenho minhas suspeitas sobre quem foi.
O início do meu primeiro dia na cadeia não foi nada...agradável, se é essa a palavra que posso usar para caracterizá-lo. A começar pelas minhas colegas de cela: Mercedes e Unique, cada uma mais estranha que a outra. Mercedes, ao meu ver, não passa de uma fofoqueira lunática, não parava de me fazer perguntas sobre como vim parar aqui e se eu gostava de Tater Tots, que por um acaso não faço ideia do que seja. Unique, já chegou me dizendo que é transsexual sim e que não tem vergonha disso, sem eu ter ao menos perguntado. Disse que eu faria uma ótima quenga para seu prostíbulo, na época em que ela tinha um. Tirando seus pequenos problemas, elas parecem...legais?!
Enfim, depois dessa cansativa manhã, chegou a hora do almoço. Um homem de moicano, aparentemente mal-humorado, começou a abrir as celas com uma 'educação' surpreendente...
- Andem logo, vadias, tenho mais o que fazer. — Escutei ele esbravejar para as detentas da cela ao lado. Franzi o cenho, não estava acostumada com esse tipo de comportamento. Sempre fui uma menina de ouro, enchia minha família de orgulho, até, é claro, o momento em que meus pais se voltaram contra mim quando mais precisei deles. Ninguém da minha família acredita na minha inocência, mas prefiro não comentar sobre isso agora.
No refeitório, Mercedes e Unique me abandoram à deriva de algumas estranhas detentas.
- Olha lá, Franchesca, carne nova no pedaço! — Uma ruiva de olhos escuros disse, aparentemente empolgada, para uma mulher acima do peso, enorme e com uma expressão maliciosa no rosto. Encolhi-me assustada.
- E aí, vadia? Primeiro dia de prisão? Posso te ajudar com isso... — Disse, de um modo sugestivo. Tremi dos pés à cabeça.
- Fico agradecida mas,...não vai ser necessário. — Respondi, com medo de sua reação.
- Então deixa para a próxima. Mas não te deixarei escapar, gracinha. — Disse a tal Franchesca.
Virei o mais rápido que pude e andei sem direção, procurando alguma expressão amistosa. Meu olhar parou em uma mesa com três mulheres, uma loira, uma latina e a garota mais linda que já vi na vida. Mas ela não estava olhando para mim, e sim para uma garota de cabelos pretos e olhos azuis, que estava numa mesa mais ou menos próxima, e que por acaso estava olhando na minha direção. Arrisquei um sorriso e logo a vi se levantando e vindo até mim.
- Harmony Pearce. — Disse ela, estendendo-me a mão direita.
- Marley Rose. — Respondi, apertando a mão que ela me ofereceu.
- Primeiro dia? — Perguntou ela, com um sorriso torto. Assenti. — Tem muito tempo pela frente?
- Cinco anos e quarenta dias. O que acha? — Disse eu, sorrindo.
- Nada mal. Cinco anos e dois meses. Mas pode tirar meus primeiros quatro meses já cumpridos. — Respondeu ela, também com um sorriso no rosto.
- Para falar a verdade, sou inocente.
- Todas dizem isso. Mas acho que posso acreditar em você.
- Por que? — Questionei, sem entender.
- Digamos que você não faça o tipo serial killer ou brutamontes que estou acostumada a ver por aqui. — Disse Harmony.
- Ah. Interessante. — Falei, rindo um pouco.
- Já conhece suas companheiras de cela? — Perguntou a garota de olhos azuis.
- Sim. Mercedes Jones e Unique Johnnson. E se me permite comentar,...são umas loucas!
- Nossa, parece que você ficou logo na cela das mais piradas do presídio... Mercedes já te perguntou sobre Tater Tots? — Disse ela, rindo na última frase. Assenti, com uma sobrancelha arqueada. — Já era de se esperar. Aposto que Unique te disse que você seria uma boa quenga. — Corei.
- Como sabe que ela disse isso? — Perguntei, afinal, ela havia dito exatamente a mesma coisa que Unique pronunciou.
- Já fui companheira de cela das duas. No meu primeiro mês aqui. Mas eu e Mercedes não nos damos muito bem, e devido às nossas constantes brigas, me trocaram, e agora vivo com Rachel e Quinn. — Disse ela, simpática.
- Nossa. Sério que você e Mercedes não se bicam? Ela parece fofoqueira, mas gente boa...
- Acontece que o lado fofoca dela, foi maior que o gente boa. Se é que você me entende. — Os carcereiros começaram a voltar a guiar as detentas para suas respectivas celas.
- Bom, te vejo depois. Foi bom te conhecer, Marley.
- Também gostei de te conhecer, Harmony. Espero que sejamos amigas.- Claro. E a propósito, você é linda. — Disse ela. Corei.
- O-obrigada. — Respondi. — Até mais. — Segui um dos carcereiros de volta para meu 'novo lar'. Quando estava entrando, vi a tal garota da mesa que eu tinha encarado antes de conhecer Harmony. Ela entrou na cela ao lado da minha. "Se essa parede não ficasse no meio..." Pensei comigo mesma. "É, até que nada tão mal para o recomeço da minha vida."
Notas finais
Só eu que tô sentindo cheiro de triângulo amoroso/odioso?
OBS: Sei que essa história louca tem e ainda vai ter muitos erros cronológicos. O motivo? Sou péssima até na matemática mais simples (doença chamada preguiça) e números me apavoram, ou seja, meus cálculos são uma boa merda, ou ignoro tudo que tenha relação com números. É capaz de até no final da história eu falar que a Rachel tem quinze anos -q tô exagerando, mas nunca se sabe, né?
Obrigada por ler, até o próximo capítulo ;P
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