A Filosofia da Vingança

2 Vida. Sofrimentos e desilusões.


Notas iniciais
E aí, genteeee! Bom, hoje estou começando a postar essa história louca mas geralmente vou atualizá-la nas terças, então, próximo capítulo na terça que vem.
Okay, esse é um dos mais chatinhos, não tem nada de muito interessante, ao meu ver, mas é necessário para o desenvolvimento da história.
Enfim, se estiverem gostando, por favor comentem, favoritem, recomendem, sei lá, mas não guardem pra vocês mesmos, please kk
Boa leitura :)

– Enfim, como você veio parar aqui? — Perguntou Brittany à Santana.

– Bem, essa história é um pouco longa...mas se você quiser perder seu tempo com isso.... — Santana respondeu, revirando os olhos — Minha vida nunca foi fácil, perdi minha mãe aos 8 anos, vítima de câncer no fígado. Minha irmã e eu passamos a viver às custas do meu pai...que não era,...bem,...um pai que toda criança gostaria de ter. Ele tinha alguns problemas com álcool e drogas...que acabaram alguns anos depois, quando um dos traficantes da vizinhança em que viviamos, que por um acaso não era das mais pacíficas, resolveu que ele deveria pagar uma dívida da forma mais agressiva possível,...com sua vida. Sabendo do risco que corria, ele nos deu um simples pedaço de papel dobrado e alguns trocados suficientes para nos alimentarmos por apenas uma semana. No papel estava escrito um endereço, com o nome de um homem, que supostamente era amigo do papai. Decidimos ir até o tal local indicado, na esperança de encontrar ao menos um lugar para nos alojarmos pelo tempo necessário, até que conseguíssemos nos reestabelecer...

Flashback


Tocamos a campainha duas vezes até sermos atendidas. Um homem de olhos azuis abriu a porta.

– Boa tarde, em que posso ajudá-las? — Disse o tal homem, educadamente. A vizinhança daquele lugar era simplesmente perfeita. O ambiente então, nem se fala. A casa era grande, podendo ser considerada como uma mansão.

– Boa tarde. Gostaríamos de saber se aqui mora algum...Kurt Hummel...? — Disse Trish. O homem pareceu pensar um pouco.

– Bem, Kurt Hummel sou eu. Perdoem-me, mas, eu conheço alguma de vocês? — Rebateu o suposto proprietário da enorme casa.

– Na verdade,...não. Mas passamos por dificuldades nos últimos dias, e,... bem, aparentemente, nosso pai conhecia o senhor. Tanto que ele nos deu um pedaço de papel com o endereço dessa casa anotado e seu nome. — Respondi, da forma mais educada que consegui.

– Se puderem me dizer o nome de seu pai, talvez eu possa ajudá-las. — Disse Kurt. O homem aparentava ter uns trinta e poucos anos.

– Seu nome era Jonathan. — Falou Trish, cabisbaixa. O dono da casa pareceu ter percebido sua mudança de humor.

– Ah, Jonathan, claro, éramos bons amigos. Sinto muito pela sua perda... — Kurt disse, com uma expressão de dor, ou algo parecido.

– Então já sabia sobre a sua morte? — Perguntei, franzindo o cenho, em confusão pelo fato de que não tínhamos comentado sobre o falecimento de nosso pai.

– Infelizmente, sim. Sabe como dizem, notícia ruim se espalha rápido. — Respondeu o homem, ainda com a mesma expressão.

– Então,...será que existe alguma possibilidade de que o senhor nos abrigue até conseguirmos nos reestabelecer e continuarmos a tocar a vida? — Disse Trish, esperançosa.

– Claro, não seria de incômodo algum. Na verdade seria até bom ter alguma companhia por um tempo.

– Muito obrigada, Kurt. Obrigada mesmo. — Disse Trish. Sorri para o, aparentemente, bom homem.


Fim do Flashback


– Acontece que, algumas semanas depois, Trish descobriu tudo sobre o tal do Kurt. E digamos que tenhamos cometido um erro ao procurar sua ajuda... — Continuou Santana, mas foi interrompida por Brittany.

– Imagino que seja essa a parte onde as coisas começaram a ficar feias para Trish... — Disse ela. Santana assentiu tristemente.

– Bem, como eu estava dizendo, Kurt não era um homem muito...honesto. Na verdade, o filho de uma mãe não passava de um bandido... Foi ele quem mandou matarem meu pai. Segundo ele, Jonathan lhe devia mais que a própria casa e a vida de toda a nossa família, que era um trapaceiro e que havia sido roubado por ele diversas vezes. — Continuou Santana, sentindo seu sangue começar a ferver. — Tudo bem que meu pai nunca prestou, mas chamá-lo de trapaceiro e ladrão! Mesmo quando estava caindo de bêbado ou drogado, ele nunca roubou ou foi desonesto! Meu pai era um homem trabalhador antes de se afundar na vida! E continuou sendo por toda a sua existência na Terra, da melhor forma que conseguiu. Enfim, você não sabe a ira que essa notícia causou em Trish... Ela arrumou suas coisas e foi procurar outro lugar pra ficar assim que isso chegou em seus ouvidos. Mas o pior de tudo, ela jurou vingança. Jurou vingança em nome de nosso pai e de toda a família. É claro que Kurt não gostou nada dessa história, não preciso nem comentar. Sai da casa do marginal e comecei a me virar sozinha no mundo. Alguns meses depois, eu vim parar aqui, acusada de portar drogas e por ter cometido homicídio culposo. Que eram acusações falsas! Encontraram cinco quilos de cocaína e quatro de crack no meu apartamento. Obviamente, as provas foram implantadas. Eu nunca me envolvi com drogas, só de pensar no que elas causaram ao meu pai. Lembro muito bem de quando meu melhor amigo, Mike Chang, morreu, encontraram vidro moído em sua bebida. Onde ele estava quando foi assassinado? Sim, na minha casa. Fui acusada? Claro. Sou culpada? Não. Eu jamais mataria uma pessoa tão importante pra mim quanto Mike! Ele era meu melhor amigo! Mas a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco, como sempre dizem, vim parar aqui. Nas minhas primeiras semanas de prisão, Trish sempre que podia, vinha me visitar, ela me contava sobre você e sobre o plano de vingança contra Kurt que ela estava tentando montar. Mas no segundo mês, ela sumiu. Não veio mais me ver, fiquei preocupada com ela...até que recebi a notícia. Trish estava morta. Com um tiro certeiro em sua cabeça. Acho que essa é a parte da história em que eu paro de falar, já que o final disso tudo você já sabe. — Disse Santana.

– Eu sinto muito. — Falou Brittany, com um sorrisinho triste em seu rosto.

– Eu não sabia que você tinha passado por tanta coisa. — Adicionou Sugar.

– Tudo bem. Vocês não têm culpa. A culpada disso tudo é Rachel. Aquela piranha não devia ter se metido com a minha irmã, agora ela não tem mais pra onde escapar. Vou pegá-la de qualquer jeito. — Santana rebateu.

– Eu posso contar como vim parar aqui também? — Perguntou Sugar. — Estou me sentindo excluída. — Brittany e Santana riram.

– Claro, Sugar. Conte-nos sua história. — Disse Brittany. Santana revirou os olhos.

– Eu sempre fui uma garota muito popular, rica, famosa, gostosa, maravilhosa, deslumbrante, perfeita, talentosa,- Sugar começou, mas foi interrompida.

– Já entendemos, agora pula essa parte, Motta. — Disse Santana.

– Vocês são insuportáveis. Mas enfim, como eu ia dizendo, eu sempre fui a primeira maravilha do mundo. Meu pai era muito bem-sucedido e um bom homem. Mas ele começou a apostar. Primeiro, todo o dinheiro, depois, sua empresa, em seguida, nossos bens, e por último, nossa casa. Um dia, bêbado e desolado, por ter nos levado à falência, ele me contou sobre seu esquema de lavagem de dinheiro. Eu não tinha recursos pra continuar vivendo, e não conseguiria aguentar vida de pobre, então, aceitei na hora fazer parte da sujeirada. Conseguimos o dinheiro para pagar nossas dívidas e comprar nossos bens mais uma vez, porém, um dos 'clientes' do nosso esquema, foi botado contra a parede e entregou todo mundo. Meu pai fugiu para Las Vegas com o dinheiro que tinha sobrado, mas por ironia do destino, ele achou melhor me deixar para trás. Pra ficar aqui, nesse inferno, chamado cadeia. — Disse Sugar.

– Nossa. — Brittany falou, mas para si mesma do que para as outras. — Seu pai te deixou aqui e fugiu? — Sugar assentiu. — Que tenso isso...

– Nem me fala... — Santana disse.

– E você, Britt? Vai nos contar como veio parar aqui?

– Claro. — Falou Brittany, com um meio sorriso no rosto. — Como vocês já sabem, Quinn Fabray é minha irmã adotiva. Bem, minha mãe a trouxe para nossa casa pois ela tinha ficado órfã algumas semanas antes e não tinha nenhum parente vivo, ou seja, estava condenada a viver sozinha pelo resto de sua vida, mas como eu acabei de dizer, minha mãe arrumou um jeito de colocá-la em nossa família. Quinn nunca foi uma irmã perfeita, e muito menos uma boa filha para meus pais, ela dava muitos problemas e parecia não ter medo de nada. Quando minha mãe morreu, alguns anos depois, Quinn saiu de casa. Ela disse que ia para uma festa e não voltou mais. Meu pai e eu ficamos preocupados, óbvio, mas não conseguimos nenhuma notícia dela. Alguns anos depois, eu conheci a Trish. Ela era perfeita, eu a amava mais que tudo no mundo, mas um dia, ela entrou na minha casa com uma aparência estranha... Ela parecia nervosa e estava descontrolada. Perguntei o que era, mas a única resposta que ela me deu foi silêncio. Poucos segundos depois, eu ouvi batidas na porta. Trish me fez um sinal para não abri-la, e assim fiz. Fiquei imóvel, esperando que o incômodo fosse embora, mas isso não aconteceu. Escutei um barulho estrondoso e olhei para a porta. Lá estava ela, com um revólver na mão. Ouvi um disparo e vi Trish cair no chão, ensanguentada. Meu coração foi esmagado e olhei de novo para a porta, com os olhos cheios d'água. Prestei atenção em cada detalhe do corpo daquela,...assassina. Mas não pude evitar de enxergar as lágrimas escorrendo de seu rosto. E no próximo segundo ela tinha sumido. Cai ajoelhada ao lado de Trish. Chequei seu pulso e chorei. Por horas. Meu pai voltou do trabalho e me encontrou jogada no chão, ao lado de um corpo sem vida. Resolvi que iria até o inferno para encontrar quem fez isso. Procurei em todos os lugares imagináveis por anos, sequestrei o irmão de Rachel, Blaine. Mas a vigarista preferiu deixar o pobre coitado nas minhas mãos a entrar em contato direto comigo. Quando eu dei por mim, a polícia já estava me caçando. O mais rápido que pude, arrumei documentos falsos, na esperança de conseguir continuar fugindo, mas parece que como bandida eu sou uma ótima cozinheira. Fui pega. E aqui estou, na mesma cadeia que a irmã gêmea de Trish, minha irmã adotiva e a asssassina. — Disse Brittany.

– Deve ter sido difícil, você sabe, passar por isso tudo. — Sugar disse, abaixando os olhos.

– Na verdade, essa história toda me fortaleceu por dentro. Eu já estava cansada de ser a boazinha mesmo. — Rebateu Brittany. Santana continuou em silêncio. — Santana? — E com isso, a latina levantou de onde estava, parou na frente de Brittany e a abraçou. Palavras não foram necessárias. E muito menos a cara de apaixonada de Sugar ao ver uma garota de cabelos pretos e olhos azuis passar em frente à cela, acompanhada de um dos carcereiros.

Notas finais
Dúvidas? Sugestões? Opiniões? Críticas? Atualizem-me sobre o que passa pelas suas cabeças, eu adoraria saber kk
Para a Stephanie, que me perguntou sobre a Tina e pra todas as outras leitoras que tenham curiosidade pra saber se ela vai aparecer ou não, digo uma coisa: Certamente ela vai aparecer mais pra frente na história, e vai ter um papel de peso nisso tudo, só aviso.
Gente, só pra explicar um pouco, primeiro eu estou focando em coisas mais simples e individuais, depois é que vai começar a loucura, o barraco, as Tater Tots da Mercedes, as peripécias da Unique, enfim, aguardem kkk
Perguntinha: Quem vocês acham que é a tal garota misteriosa de cabelos pretos e olhos azuis que a Sugar está de olho? Muito fácil, né, pessoal kk
Obrigada por ler e até o próximo capítulo :D Comentem plz