Março 2033

Nova Orleans-Luisiana


Já passava das 11:00pm quando acordei, e mesmo assim aqui estou eu ainda deitada na cama sem vontade de levanta. Do lado de fora do complexo eu ouvia música alta, as vozes animadas das pessoas enquanto passava pelo quartel admirando a beleza da arte. E minha família no andar de baixo conversando coisas banais. E mesmo assim eu continuava trancada no quarto enquanto o dia já avisa, iniciando faz tempo.

Suspiro virando na cama ao ouvir meu celular tocar em cima da mesa de cabeceira. Pensei que fosse Jacob mais uma vez com sua preocupação. Mas ao ver que não era me sento na cama rápido atendendo a chamada de vídeo preocupada, mas acabo sorrindo aliviada ao vê-lo sorrindo — Oie Sarah — Dylan fala sorrindo tombando a cabeça para direita olhando para tela curioso — Por acaso estava em uma guerra? — Ele pergunta passando a mão direita no próprio cabelo. Acabo rindo alto ajeitando o celular nas pernas e ajeitando meus cabelos em seguida o prendendo com a piranha que estava na mesinha.

_Oie Dylan — Falo parando de rir pegando o celular de novo — E não. Apenas acabei de acordar pirralho — Volto a falar e viro o celular para o lado mostrando um pedaço da cama. — Como você está?

Dylan rir e olha para trás dele rindo mais — Papai disse que você deveria estar aproveitando mais do que dormindo igual a bela adormecida. E estamos bem. — Ele fala me olhando divertido

_ Não ouvi isso — Falo confusa, já que não escuto a voz do Embry em momento algum.

_ Ele disse em libras. Sabia que aqui na escola têm essa matéria? É bem legal — Dylan fala feliz. Sorrio com a sua felicidade. Era bom saber que ele estava gostando da escola da Flórida. Apesar de fazer apenas três meses que eles se mudaram para lá de vez. Ficamos conversando mais um pouco até ele passar o celular para o pai.

_Oi pequena, como você está? — Embry fala olhando com atenção para o celular, provavelmente me olhando.

_ Estou bem Dindo. E você?

_ Estou bem. — Ele responde e se deita em algo. Acho que o sofá— Liguei para o Jake hoje, ele me disse que tinha ido para Nova Orleans ontem à noite. Só liguei para ver se estava bem — Sorrio ao perceber sua preocupação na voz.

_Estou bem. — Respondo me deitando na cama — Não tive tempo de ver nada ainda. Cheguei de madrugada e fui dormir. E como pode ver ainda estou deitada — Contínuo a falar rindo sendo seguido por ele

_Estou aqui se precisar de algo. Sabe disso, né?

_Sei sim Dindo. Obrigado — Falo gentil —Do amanhecer ao anoitecer

_ Do amanhecer ao anoitecer — Ele repete sorrindo.

Ficamos mais um tempo conversando, ele me contando como está sendo a adaptação na Flórida, a oficina. Sobre ele não está mais se transformando, em como tem dias que é difícil sentir o lobo e ter que se concentrar para não o deixar sair. Me perguntou sobre o casamento. Confesso que fiquei surpresa nessa parte, a maioria das vezes as pessoas ao meu redor não falam sobre, e não é porque não aprovam. Acho que é com medo de falar algo e meu pai surtar e acabamos brigando, porque sempre que alguém fala e ele está por perto é como se a pessoa estivesse com receio de falar. Como aconteceu com Kim na semana passada.

Após encerrar a ligação prometendo que ligaria depois, levanto-me indo direto para o banheiro tomando um banho e vestindo algo confortável depois. Um short jeans, uma blusa preta simples, e sandália.

_Bom dia querida — Kol fala assim que chego à sala. Ele estava sentado no sofá lendo um livro. O que achei estranho.

_Bom dia Kol— Falo sorrindo, seguindo em direção a mesa a direita me sentando para tomar o café da manhã. Não que eu estivesse com fome. — Onde estão todos? — Pergunto ao perceber o silêncio da casa.

_ Saíram para dar uma volta. Seus primos devem chegar de Mystic falls antes do almoço — Ele responde se sentando à minha frente. Concordo com a cabeça comendo um pedaço de bolo. — Tem sangue no freezer no depósito. Quer que eu pegue para você? — Paro com a xícara no meio do caminho o olhando séria. O vendo me olhar compreensivo— Sangue animal. Não se preocupe.

_Desculpe. Não consigo falar sobre isso tão naturalmente. Não sei como consegue — Falo depois de beber mais um pouco do café. Kol sorri escorando na cadeira.

_ Sou vampiro a mais tempo do que a civilização Sarah. Seria estranho se eu agisse estranho a respeito disso. — Ele responde tranquilamente. Sorrio concordando com a cabeça me escorando na cadeira. Ele me olha curioso, desconfiado.

_Nik contou né — Falo suspirando. Kol concorda com a cabeça — Nik está me saindo um ótimo fofoqueiro

_Ele está apenas preocupado com você — Kol fala sério, compreensível —Sabe, antes de ser vampiro, eu era o único dos meus irmãos que possuía magia. E eu amava aprender cada feitiço. Mais aí eu me transformei e perdi isso — Kol fala com o olhar distante sem desviar o olhar do meu — E nenhum deles entendia o porquê eu estava tão irritado, com tanta raiva. Foi como perder quem eu realmente era. Ser vampira e depender de sague humano é como se você perdesse quem é. Como se deixasse de ser quileute. É assim que se sente, não é? — Não respondo, apenas fico o encarando por um tempo suspirando em seguida, me levantando da cadeira indo até a janela do lado direito. Ele estava certo. E pela primeira vez em meses é como se ele fosse o único que realmente me entendia de verdade sem que eu precisasse colocar em palavras.

_Eu nasci para proteger pessoas de vampiros. Não tirar a vida delas. E me tornei isso. Quem eu deveria matar — Falo baixo, enquanto olhava as pessoas andando na calçada abaixo. Kol se levanta parando ao meu lado de braços cruzados — Sinto que decepcionei o vovô Billy. Que decepcionei todos os quileutes que morreram lutando contra os vampiros para proteger nosso povo. E isso me mata por dentro sempre que a sede vem — Continuo falando num sussurro, como medo da minha própria voz.

_Não decepcionou Sarah — Viro a cabeça para Kol, o vendo me olhar com carinho, compreensão — Vocês não dizem que os espíritos ligaram o Jacob a Renesmee pelo imprinting para terem descendentes mais fortes para proteger a tribo— Concordo com a cabeça confusa, tentando intender onde ele queria chegar — Então. Veja seu nascimento, quem você é dessa forma. Você é o ser mais forte do mundo, capaz de protegê-los de qualquer coisa. Apesar de não ser fruto de um imprinting, você nasceu, cresceu contra todas as eventualidades. Então o que decidir fazer, todos que te amam sabe que será para o bem de todos. E principalmente para o seu bem. — O pouco que conhecia do Kol era que ele não falava muito ou dava conselhos. Mais ali o que ele disse me fez pensar em muitas coisas.

_Obrigado Tio Kol — Falo com sinceridade. O pegando de surpresa pelo tio. Já que eu nunca os chamei assim. Sorrio ao sentir seu abraço o abraçando de volta.

_De nada querida. E mais uma coisa. Você não precisa matar pessoas para se alimenta. Podemos nos alimenta e apagar a memória delas, e será como se nada tivesse acontecido para elas. Só precisa usar seu alto controle, e isso eu sei que você tem de sobra. — Concordo com a cabeça entendendo o que ele disse, em seguida o sinto beijar minha cabeça com carinho.

Nik estava certo, vim para Nova Orleans esse final de semana realmente vai me fazer bem. Me fazer intender algumas coisas. Depois de um tempo saio do complexo indo em direção ao pântano, garantindo a Freya que tinha chegado que não demoraria a volta. Até porque tinha uma reunião com as bruxas e vampiros a noite. Ao qual eu mesma pedir para ela marca quando decidir vim para cidade. Só não falei com meu pai ou Nathan, e pedir para Freya não conta. Pois se os dois soubesse eles não me deixariam vim sozinha com o Nik.