A Filha de Jacob Black
76 Capítulo 76
O pântano estava como me lembrava, úmido pela recente chuva e calmo. Conforme andava eu ouvia o som do vento, dos pássaros. Assim que comecei a ouvir as vozes paro de andar apurando meus sentidos, foi quando ouvir o disparo me virando para direita desviando da flecha, mas logo veio outra, a pego com a mão direita — Invisqui — Sussurro o feitiço correndo para direita parando a alguns passos
_Para onde ela foi? — Escuto uma voz masculina perguntando, foi quando vir um homem aparecendo de trás das árvores. Pelo cheiro era lobisomem. Estava indo jogar a flecha em uma árvore próximo a ele quando sinto o cheiro do Oscar.
_O que ouvir? — Ele pergunta aparecendo logo atrás dele
_É assim que recebe um dos seus Oscar? — Questiono aparecendo escorada em uma árvore mostrando a flecha a ele. Ao me verem o homem ergue o arco apontando a flecha em minha direção. Mais não me mexo, apenas sorrio — Diga a ele que isso será um erro, Oscar — Falo seria
_ Abaixe isso agora. Ela não é uma ameaça — Oscar fala firme dando um passo à frente o olhando. Ele abaixa a flecha o olhando confuso
_Pai, o cheiro dela — Ele fala, ainda olhando em minha direção desconfiado.
_Essa é Sarah Black, a filha da Samantha — Me afasto da árvore andando em direção a eles, vendo o homem baixar a guarda totalmente — Me desculpe por isso, Sarah
_Tudo bem, Oscar — Falo parando na frente dele sorrindo — É bom vê-lo
_Também é bom vê-la garota — Oscar fala sorrindo me abraçando em seguida. Retribuo o abraço. Apesar de não conversa com ele com frequência, de não termos uma relação, era realmente bom vê-lo.
_E só um aviso. Isso só ia fazer córsega — Digo me virando para o outro, o olhando séria. Ergo a flecha em direção ao filho do Oscar o entregando.
Meio excitante ele ergue o braço direito à pegando sem desviar o olhar do meu — Peço desculpas. Não sabia quem era — Concordo com a cabeça. A verdade era que eu nem sabia que Oscar tinha filho. E das outras vezes que estive aqui nunca o tinha visto.
_Não sabia que tinha um filho Oscar — Falo o olhando confusa
_Ele morava com a mãe na Inglaterra — Oscar responde olhando para o filho me olhando sério em seguida — Mais, ele se transformou a dois meses. Então veio morar comigo— Concordo com a cabeça olhando para o homem que não desviava o olhar de mim. — Esse é o Carl.
_Prazer em conhecê-lo Carl — Falo estendendo a mão direita em sua direção. Ele a segura concordando com a cabeça a soltando em seguida. — Podemos conversa a sós Oscar? — Pergunto sério o olhando
_Claro. Carl volte para casa. Avise aos outros que Sarah está aqui, não queremos um incidente — Carl concorda saindo em seguido por entre as árvores. — Aconteceu alguma coisa?
_Não. Eu só tomei algumas decisões e vim informar pessoalmente — Falo calma começando a andar em direção ao rio ali perto com ele me seguindo com um olhar calmo, até demais.
_Qual decisões foram essas? — Oscar questiona de braços cruzados me olhando. Suspiro me virando para frente vendo o rio Mississippi, cruzando os braços também começando a falar. E enquanto eu falava, ele apenas me olhava prestando atenção, sem questiona ou me interromper.
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_Então você é a famosa filha da Samantha — Desvio o olhar das crianças brincando olhando para direita ao ouvir a voz do Carl. Franzo a testa me sentando melhor no tronco da árvore — Eu a vir uma vez, quando ela estava gravida.
_Sério? — Questiono sorrindo me virando para ele, que continuava em pé. Ele me olha estranho, sorrindo em seguida.
_Sim. Ela até disse que ia adorar me ter como genro — Paro de sorrir ao ouvi-lo falar. Ele me olhava divertido dando de ombros — O que pensando bem, seria bom para os crescentes. Sabe, a unificação de força. — Me levanto o olhando de braços cruzados, erguendo a sobrancelha. A unificação nada mais era do que um feitiço, onde os dois alfas de linhagens nobre dos Crescente se casariam unido assim suas forças. No meu caso, a minha força, minha capacidade de controlar a transformação passaria para a matilha.
_ Isso não vai acontecer. — Falo erguendo a mão direita. O mesmo ao ver o anel fazer careta me olhando em seguida.
_O que está acontecendo ai? — Oscar pergunta parando ao nosso lado nos olhando cauteloso até
_Nada. — Respondo o olhando.
_Nada pai. Só acabo de levar um fora — O olho na mesma hora irritada. Ele sorrir erguendo as duas mãos saindo dali em seguida.
_Me desculpe por isso — Oscar fala envergonhado. Balanço a cabeça de leve dizendo que estava tudo bem. — Vem, quero te mostrar uma coisa — Ele fala sorrindo saindo andando em seguida. O sigo passando por entre as pessoas que me olhavam com admiração e respeito abaixando a cabeça de leve. Confessor que me sentindo incomodada com o gesto. Suspirando parando ao lado de uma enorme árvore onde tinha vários nomes gravados, incluindo o da minha vó, Hope.
_O que é isso? — Pergunto curiosa passando a mão direita pelos nomes
_São os nomes dos nossos Alfas já falecidos. Sua avó Hope não era, mas era uma de nós. E importante para nosso povo. Esses nomes gravados aí é uma forma de homenageá-los e dizer que não serão esquecidos. — Oscar fala sério me olhando. Concordo com a cabeça sorrindo. — Toma. Achei que você deveria escrever o nome da Samantha —Ele volta a falar me estendendo uma faca. Fico o olhando emocionada a pegando.
_Obrigado — Ele concorda com a cabeça sorrindo, me dando um beijo na testa saindo em seguida, dizendo que eu tinha que fazer isso sozinha.
Respiro fundo começando a fazer. Assim que comecei a escrever a letra ‘S’ sinto um vento gelado em meu rosto, não um gelado rim. Acabo sorrindo sussurrando — Oi, mãe — E como para confirma, o vento fica mais forte.
Depois de passa praticamente a tarde com os crescentes rindo, brincando com as crianças, ouvindo histórias dos mais velhos, incluindo da minha mãe e avó. Voltei para o complexo me sentindo mais leve comigo mesma, garantindo a eles que voltaria mais vezes.
Ao chegar lá fui atacada pelos meus primos, ouvindo-os reclamar que eu deveria aparecer mais vez. Eu só ria, dizendo que eles poderiam ir me ver também o fazendo suspirar e dizer que eu tinha razão. Confesso que sentia falta deles, mesmo falando com eles pelo celular não era a mesma coisa.
Quando a noite chegou comecei a ficar apreensiva, com medo de tudo dar errado. Mesmo Oscar já tendo aceitado, isso não queria dizer que os outros iriam, ou concordaria com os termos.
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Paro de andar ao ouvir aquilo. Tentando entender se realmente ouvir certo. — O que você disse, Claire? — Ao ouvir minha voz ela se vira me olhando assustada. Não sei se pelo meu tom de voz irritada, ou por eu ter ouvido daquela forma.
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