A Filha das Trevas

12 O sangue podre da herdeira


Notas iniciais
Olá amores da minha vida!!!!! Antes de mais nada, desculpe, eu sumi e praticamente abandonei a fic, peço mil perdões por isso, realmente não foi minha intenção, eu andei muito ocupada, e como vcs já sabem, eu sou uma pessoa enrolada, até comecei outras fics mesmo tendo varias para terminar :( Esse capitulo é ligado na sofrencia! Serio, expliquei tudo o que houve com o Scorpius e tals! Espero que gostem! Boa Leitura!

12: O sangue podre da herdeira

Eu consegui me recuperar e só perdi a primeira aula, o que é um alivio.

Scorpius até me viu enquanto eu seguia pelo corredor para a minha quarta aula, mas ele não falou nada. Eu sabia que teria que falar com ele, mas eu não estava preparada. Depois das aulas eu voltei à torre do relógio

Lá era um lugar bom para ficar, eu conseguia ouvir meus pensamentos e entende-los. Eu me sentia tranqüilizada. Mas acho que ninguém quer me ver tranqüila...

— Katherine – murmurou Scorpius enquanto andava até mim

—Não me venha com essa Malfoy! – respondi ríspida, me virei e me levantei rapidamente – apenas me responda uma coisa, por quê?

Ele abriu e fechou a boca varias vezes, mas nenhum som saiu

— Eu já imaginava – murmurei desviando o olhar

— Olha, eu não sei o que lhe disseram, mas...

— Mas o que? – o interrompi – é mentira? Ou eu que entendi errado? O que eu acho mais estranho é o “sangue ruim” – fiz aspas com a mão – você mais que ninguém deveria achar isso ridículo – eu me aproximei dele – ela é filha de uma sangue ruim – murmurei fazendo uma careta de dor

— Não a envolva nisso – dei de ombros

— Foda-se também, afinal isso não vem ao caso. Mas eu quero saber o porque de hipócrita e sangue ruim

— POR QUE É ISSO QUE VOCÊ É! – gritou ele me fazendo estremecer – você fica se culpando e fazendo uma de coitadinha por que você é filha dele sendo que ninguém sabe quem você é, okay, agora alguns sabem, mas apenas alguns. Eu sempre fui filho de Draco Malfoy, eu sempre fui o filho de um covarde, mas você – ele deu um sorriso de dor – mesmo tendo um sangue podre, nunca foi julgada por isso, e quando foi para levar a culpa, todos aceitaram por que você os conquistou de uma maneira perfeita

As lagrimas rolavam pela minha face sem pedir licença, eu sabia que tudo aquilo era verdade, mas a verdade dói e digamos que eu nunca fui boa com esse lance de verdades...

— Desculpe, mas eu não consigo ouvir mais nada – eu vi a culpa chegar a Scorpius, mas preferi ignorar e sair correndo em direção aos terrenos fora da escola

As lagrimas embaçavam meus olhos não me deixando enxergar direito o caminho e muito menos ver quando dei de cara com alguém

— Desculpe – murmurei com a cabeça baixa me afastando no reflexo

— Sem problemas Kath – gelei ao ouvir a voz de Alvo, mas não levantei a cabeça – Kathe, o que aconteceu?

Ele levou as mãos na lateral do meu rosto e ergueu de leve o mesmo para que eu o encara-se. Ao olhar os olhos verdes dele eu fiquei sem chão e no instinto o abracei com força, mas aceitou o abraço de boa vontade

— Katherine, o que aconteceu? – repetiu ele no meu ouvido

Me afastei levemente dele sem parar de abraça-lo

— Vem comigo – chamei e ele assentiu e andamos abraçados enquanto eu o guiava

Ao chegarmos ao banheiro das meninas ele me lançou um olhar de desentendimento e eu sorri entre as lagrimas sem dizer nada. Olhei para os dois lados e apressamos o passo para dentro. Assim que entramos fomos vistos pela Murta que aparentemente notou minhas lagrimas já que ela murmurou algo como “meninas não deveriam chorar, devia ser um crime fazer nós chorarmos e com penas de morte!”

Me afastei dele e segui até a torneira que não funciona, busquei rapidamente o símbolo da cobra e em seguida murmurei a palavra “abrir” em ofidioglota. Me afastei e desviei o olhar para Alvo que observava a abertura da câmara

— Isso não é perigoso? Quer dizer, abrir a câmara secreta de novo? – perguntou ele e eu neguei com a cabeça

— Não a mais nenhum Basilisco, agora é apenas uma câmara boba – respondi

Ele deu de ombros e andou até mim e eu retirei minha varinha do bolso e apontei a mesma para nos mesmos

— Wingardium Leviosa – Al me olhou confuso e logo nossos pés foram retirados do chão, parei de apontar para nós e apontei para o túnel em descida

— Eu não me lembrava que se podia levitar pessoas com esse feitiço – comentou Al

— Até pode, mas digamos que quanto mais peso mais difícil é – respondi

Em certa parte ficava difícil flutuar pela falta de espaço

— Cruze as pernas Alvo – cruzei as minhas e o olhei, ele cruzou mas ficou segurando para não soltar, mas eu estava tão acostumada a levitar por esses túneis que não me via necessidade para o ato. Logo o túnel ficou plano então soltei os pés, assim como Alvo, e nos coloquei no chão

Os túneis estavam sujos, velhos e mal iluminados, porém era transitivos. Continuamos o caminho em silencio, os únicos ruídos que podiam ser ouvidos eram dos nossos passos, ratos e minhas fungadas

Havia mais uma porta a ser aberta, a que levava ao salão do Basilisco. Eu a mentinha devidamente trancada por motivos óbvios, é a câmara secreta. A câmara era programada para obedecer o herdeiro, portanto se eu mudasse alguma coisa, assim ela permaneceria, então para a segurança de todos, assim que entrei na escola mudei a senha da segunda porta

Paramos de frente com a porta e eu murmurei a nova senha em Ofidiglota e logo a cobra passou pelas outras abrindo a mesma em seguida

Entramos e eu fechei a porta atrás de nós, seguimos para mais perto do centro. Eu me afastei de Alvo e andei até um canto perto da escultura de Salazar Sonserina e peguei um pano que eu havia deixado ali e voltei até Alvo. Estendi o pano perto do espelho d’água e nos sentamos

Meio no automático, assim que Alvo se sentou eu deitei e coloquei a cabeça em seu colo, era estranho, mas eu realmente precisava daquilo

— Vai me contar o que aconteceu agora? – perguntou ele enquanto fazia um carinho gostoso em minha cabeça

— Eu apenas ouvi a verdade e não suportei ela – murmurei

— Que “verdade” – ele fez aspas com a mão – te disseram?

Respirei fundo e me levantei sentando ao lado dele

— Scorpius me chamou de hipócrita e sangue ruim – lembrar daquilo fez com que a angustia da verdade voltasse

— Hipócrita? Sangue ruim? – Al me encarou com uma expressão de espanto – da onde ele tirou isso?

— Ele falou que meu sangue era podre por causa do meu pai, e que eu ficava me culpando e reclamando de ser a filha de Voldemort, mas eu não sei o que é levar a culpa pelas coisas que os pais fizeram – limpei algumas lagrimas que rolavam pela minha face – eu nunca tinha parado para pensar nisso, mas é um fato! Desde o começo a única coisa que fiz foi reclamar, reclamar e reclamar. Reclamei pela culpa que eu sentia, reclamei por gostar de quem não posso, reclamei por existir... – suspirei – como as pessoas me agüentam? Se eu tivesse uma arma enfiaria uma bala nos meus miolos...

— Olha ele está completamente errado, talvez você seja uma velha rabugenta mais nem tanto – o fuzilei fazendo ele rir

— Você deveria estar me ajudando – resmunguei

— E eu estou tentando – ele me puxou para mais perto me abraçando de lado – ele agiu completamente errado, quer dizer, Scorpius é um idiota, mas talvez ele só tenha feito isso por mágoas guardadas, quer dizer, eu não tenho e nunca tive nada contra ele, mas ele sempre foi marcado como filho de Draco Malfoy, as pessoas sempre tiveram desconfiança com isso. Uma hora ou outra ele iria estourar. Entenda o lado dele Kath – assenti e o abracei

— Ele é o meu melhor amigo – uma lagrima solitária desceu sobre meu rosto – eu nunca esperei que ele pudesse me machucar tanto – fechei meus olhos – ele tem razão Al. Eu poderia ficar me lamentando por isso ou eu podia usar isso ao meu favo r – abri meus olhos

— O que quer dizer com isso? – perguntou ele

— Chega de se esconder, chega de se lamentar. Eu vou ser eu mesma, serei forte e real. Eu controlei tudo por quatro longos anos, mas chega de fazer de tudo para tirar notas regulares e não chamar a atenção, chega de fugir de tudo. Scorpius abriu meus olhos e eu não pretendo fecho-los novamente – as palavras saíram sem que eu conseguisse segurar

— Bem, se você prefere assim, eu te apoio completamente – sorri e o olhei nos olhos

— Obrigada – me aproximei e rocei de leve meus lábios nos dele

— Pelo que exatamente? – perguntou ele quando me afastei

— Por nunca ter desistido de mim – voltei meus lábios e subi em seu colo aprofundando o beijo

— Certeza que não vai se arrepender de me beijar depois? – perguntou ele quando afastamos nossos lábios

— Nunca vou me arrepender de você Al – e voltei a beija-lo

Alvo não era mais um problema

Ele é a solução

∞

Quando finalmente saímos da câmera, já era de noite

Tivemos um pequeno trabalho para chegar ao salão comunal da Grifinoria, pois se fossemos vistos daria problema. Quando chegamos eu dei um beijo rápido e discreto em Al e subi para o meu quarto e desabei em minha cama caindo em um sono profundo

Acordei adiantada, e nem pensei em enrolar na cama. Vesti o uniforme sem capa – não era dia – e deixei a gravata larga – aquilo parecia me sufocar – passei um deliniador bem marcado e passei um batom vinho fosco.Baguncei de leve meu cabelo e finalizei passando duas camadas caprichadas de rímel

Vesti a bota de salto do uniforme, peguei meu material da primeira aula e segui para o refeitório

Eu chamei atenção. O que foi bizarro

Normalmente eu andava pelos corredores de Hogwarts de maneira discreta, me mantinha nas laterais, escondia o rosto com o cabelo... Mas hoje eu não via motivos para isso, então segui pelo meio e, a combinação de deliniador com batom vinho é o tipo de coisa que chama olhares

Segui tentando ignorar os olhares curiosos e fiquei feliz, pois quando cheguei ao salão principal, logo vi Rose e Lily que se mantinham conversando uma do lado da outra. Me direcionei a ela e sentei na frente das mesmas

— Bom dia – cumprimentei sorrindo, elas me olharam e devolveram o sorriso

— Bom dia Kath! – cumprimentou Lily de maneira animada

— Bom dia gatinha – brincou Rose me fazendo rir de leve

Me servi de chá e torradas e passei geléia nos mesmos

— Onde você se enfiou ontem? – perguntou Rose

— Briguei com o Scorpius e fiquei o resto da tarde com Alvo – respondi tranquilamente fazendo Rose pular do lugar

— Como assim você e o Scorpius brigaram? Eu nunca consegui imaginar você de mal com alguém – ri de sua reação

— Te conto depois, na verdade to hiper afim de esquecer o assunto o mais rápido possível – dei de ombros

— E esse visual? – perguntou Lily sorrindo – você está linda

— Obrigada gatinha – segurei de leve seu queixo e logo soltei – você é uma fofa. E eu resolvi mudar sabe? Nunca fui muito de maquiagem forte, mas as vezes abro exceção – sorri

Levantei meu olhar para Rose e franzi o cenho, antes ela estava sorrindo, mas agora se mantinha seria enquanto olhava pela porta

— Rose você está bem? – perguntei fazendo Lily ficar alerta e olhar para a porta e de imediato seu sorriso desapareceu por completo

— Isso vai dar merda – murmurou Rose enquanto seguiu o olhar para atras de mim

—Katherine! – a voz masculina vinha de trás de mim e estava levemente rouca, como se doesse pronunciar

Me virei lentamente e minha expressão se tornou dura ao ver Scorpius me olhando de maneira seria. Me virei de volta o ignorando

— Eu não quero falar com você! – respondi de maneira seca

— Mas eu quero, por favor Kath, eu realmente preciso falar com você – uma raiva subiu por mim e me levantei ficando de frente para ele

— Não me chame de Kath! – rosnei com raiva – você já falou bastante e eu ouvi, não preciso ouvir mais nada que venha da sua boca imunda

— Qual é Katherine? Não aja como se eu fosse o único errado nessa história – respondeu ele de maneira indiferente

— Até por que você é o certo não é? – senti uma mão segurar meu braço e me puxar de leve para com ele

— Não se meta onde não é chamado Potter – Alvo se postou na minha frente

— Cale a boca Malfoy! Kath, vem, vamos sair daqui – Alvo me puxou de leve para a saída, mas Scorpius me puxou com força para ele

— Katherine, eu quero falar com você! – rosnou ele, Alvo resmungou algo como “solta ela” e partiu para cima de Scorpius dando um soco na cara do mesmo

Eu gritei de susto porque foi tudo muito rápido. Alvo foi se preparar para dar o segundo, mas Rose entrou na frente afastando Scorpius de Alvo, quando pude digerir o que aconteceu fiquei na frente de Alvo o detendo de bater em Scorpius

— Parem agora! – gritou a diretora, que legal, depois que rola soco ela aparece...

— Eu vou acabar com você Potter – rosnou Malfoy recebendo um fuzilamento da diretora.Olhei em volta e me surpreendi, havia uma roda cheio de alunos curiosos observando

— Weasley, Campbell, Potter e Malfoy, para a minha sala agora – brandou a diretora assustando Rose

— Mas eu não fiz nada – tentou ela

— Mas está no meio, vamos logo

Ela se virou e seguiu para a saída, a seguimos meio sem vontade. Meu dia começou de uma forma maravilhosamente mal!

Notas finais
E ai o que acharam? Por favor, comentem, senti uma diminuida nos comentarios, e isso me deixa para baixo :( Bjos no heart meus amores!!! Minhas fic novas: Fic com a filha do Coringa: https://fanfiction.com.br/historia/645989/ThedaughterofMadness/ Fic Diley (Demi e Miley, Yuri, tem Larry e Camren também): https://fanfiction.com.br/historia/634068/Unintentionally/