Notas iniciais
Oie gente Desculpe ter sumido de novo, eu andei com muitos problemas e sem vontade de escrever, e eu sinto muito, espero que não tenham me abandonado ♥ Espero que gostem Boa leitura

13: Salvo

A sala de Minerva era a mesma que Alvo Dumbledore usava, porém havia detalhes pessoais da diretora. Ela se sentou em sua cadeira e conjurou rapidamente mais duas cadeiras e fez menção para que sentássemos. Alvo se sentou na lateral direita e Scorpius na esquerda. Eu me sentei ao lado de Alvo e Rose ao lado de Scorpius

— Bem, eu adoraria saber qual é a causa de eu ter que apartar novamente uma briga entre um Malfoy e um Potter depois de tantos anos – disse Minerva em um tom serio

— O Potter que se metei a onde não era chamado – Scorpius disse olhando para Al com raiva

— O que? – perguntou Alvo irritado – você que quer obrigar a Katherine a falar com você! Não coloque a culpa toda em mim. O soco que você levou foi merecido!

— Espere – cortou Minerva – Scorpius, você quis obrigar a senhorita Campbell a falar com você?

— Sim, mas... – começou Scorpius logo sendo cortado

— Não venha com desculpas, isso certamente não é algo que se força, muito menos se tratando de uma dama – Al sorriu, porém Minerva captou o sorriso e olhou em reprova – senhor Potter, não sorria, da mesma maneira que o senhor Malfoy errou em querer obrigar a senhorita Campbell a falar com ele, o senhor errou ao partir para a violência – o sorriso de Alvo foi sumindo à medida que ela falava – e você senhorita Weasley? O que tem haver com tudo isso? – perguntou Minerva olhando diretamente para os olhos de Rose

Se Rose já estava pálida só por estar ali, naquele momento ela ficou ainda mais branca e senti sua mão gelada ser apoiada em minha perna

— Me faço a mesma pergunta desde que nasci... – murmurou Rose fazendo Minerva franzir a sobrancelha

— Ela só aparou a briga – respondeu Scorpius

Minerva assentiu e tirou os olhos dela

— Bem levando em consideração o caso dos dois, terei que ser obrigada a mandar uma carta aos pais dos senhores Malfoy e Potter para notificar o ocorrido

Eu demorei alguns segundos para digerir a frase e assim que entendi meu coração começou a bater mais forte, Draco não podia saber sobre isso de maneira alguma

— Ah, diretora Minerva – ela pareceu assustada por eu ter falado já que eu não havia dito nada desde que eu havia entrado – creio que não é necessário, eu estou bem, e os meninos, bem, eles são meninos, uma hora acabam se entendendo, não há razões para incomodar pais tão ocupados

— Desculpe senhorita Campbell, mas é o meu dever informar os pais do que ocorre aqui – abaixei a cabeça e olhei de canto para Scorpius, ele também me olhava, um arrepio veio em minha coluna me fazendo desviar o olhar – bem, se ninguém tiver mais nada a dizer, podem se retirar

Eu fui a primeira a me levantar, e segui rapidamente em direção a saída, mas me lembrei que teria de subir com eles. Virei-me e olhei para Minerva

— Diretora, se me permite, na intenção de poupar outra briga desnecessária, terei que quebrar uma pequena grande regra – um sorriso involuntário, surgiu em meus lábios – espero que não fique brava comigo – tirei minha varinha do bolso e fechei meus olhos

Quando abri estava no meu dormitório.

Minerva não iria gostar disso, na verdade ela só ia ficar surpresa, aparatar não era possível de Hogwarts, claro, que sempre havia uma exceção, eu não podia sair e nem entrar em Hogwarts, mas não tinha nada sobre mudar de cômodos pela casa

Joguei-me na cama desejando poder dormir, mas eu tinha aula, então fiquei ali 5 minutos e já fui obrigada a sair de novo, só que dessa vez como uma garota normal

∞

Havia um certo sereno que deixava a grama molhada, mas eu realmente não estava me importando, apenas me mantinha sentada folheando um livro de contos antigos.

Havia se passado duas semanas desde a abriga de Alvo e Scorpius. Minerva havia ficado brava comigo por ter aparatado, mas nada muito serio. Draco mandou uma carta para mim, ele estava arrasado pelo o que tinha acontecido e queria entender o que se passava, eu respondi a carta com um “esqueça isso tudo, conversamos quando estivermos em casa”, ele aceitou, mas eu não sabia o que tinha acontecido do outro lado da batalha.

Peguei uma péssima mania de querer Alvo por perto, portanto estava sempre com ele, conversando sobre os assuntos mais bobos e rindo, obvio que quase nunca estávamos sozinhos, havia sempre uma Melzinha ou uma Rose por perto

Uma garota passou correndo na minha frente de uma maneira assustadora. Hoje é o dia de mais um clássico que abala Hogwarts, Sonserina VS Grifinoria. Obviamente não irei assistir tudo o que envolve Scorpius me repele, eu deveria ir para dar apoio moral para Alvo, Mel e James, mas eu realmente não queria o ver jogar.

Tirei meus olhos do livro e olhei em volta, o jardim estava vazio, ou melhor, quase, havia um menino vindo em minha direção

Assim que Alvo chegou ate mim ele se ajoelhou em minha frente e ficou me observando por um longo minuto

— Você não deveria estar aqui – disse ele por fim

— Estou exatamente onde eu deveria estar – respondi de maneira tranqüila

— Olha, eu sei que você não quer ir por causa do Scorpius, mas, qual é já faz duas semanas. Vocês dois parecem ter uma amizade mais forte do que aparenta, então por que não resolver tudo de uma vez e ser feliz?

— Ele teve uma atitude horrível comigo Alvo, não posso simplesmente perdoá-lo – Alvo revirou os olhos e encarou meu pescoço, ele estendeu a mão e afastou minha camiseta, encontrando o pingente do colar que Scorpius me deu

— Que lindo quem te deu?

Engoli em seco

— Um amigo, quer dizer, não somos mais amigos, mas bem... Você entendeu...

— E por que não são mais amigos?

— Por que ele me magoou – respirei fundo

— E então por que ainda usa o colar?

Aquela pergunta me fez ficar perdida em pensamentos, eu não sabia a resposta, Scorpius sempre me conheceu melhor que todo mundo, e ele sempre foi importante para mim, me doía não o ter por perto, mas doía ainda mais se lembrar do que ele fez

— Então Katherine? – perguntou novamente Alvo me tirando de meus desvandeios.

— Esperança – respondi por fim – esperança de que um dia eu consiga entender o porquê de pessoas incríveis fazerem coisas más. Scorpius sempre foi à única pessoa que me entendia em todo o mundo eu cresci com ele. Ele... Ele sempre foi à única pessoa ao meu lado, a única pessoa que sabia de tudo e aparentemente me amava independente de tudo.

— Ele errou e de forma alguma irei protegê-lo e, mas ele é importante para você, ele faz parte da sua vida, não importa o que você diga, eu te conheço o suficiente para saber que isso não irá durar muito. Então faça o grande favor de levantar essa bela bunda do chão e ir para aquela arena A-GO-RA! – me assustei com a maneira com que Alvo disse, era uma atitude meio Rose ou Mel. Ele se aproximou de mim e me beijou.

Eu já havia esquecido como era beijá-lo, evitava de fazer isso, a atitude firmava um relacionamento perigoso demais

Quando ele se afastou de mim, havia uma lagrima escorrendo pelo meu rosto, mas a limpei, eu não queria mais ser uma garota chorona.

— O que recomenda que eu faça então? – perguntei sorrindo de canto

— Venha torcer pelas duas casas do seu coração, e esqueça toda essa magoa do seu peito.

Abracei Alvo. Eu não o merecia, mas mesmo assim o amava e o queria por perto.

— Vamos? – ele se levantou e me ajudou a fazer o mesmo.

Caminhamos abraçados ate a arena, nos despedimos com um selinho enquanto eu ia para a arquibancada da Grifinoria. Sentei-me ao lado de Rose que estranhou um pouco minha presença ali

— Achei que não vinha? – perguntou ela sorrindo

— Alvo me fez mudar de idéia

— Fico feliz – ela me abraçou e voltou a olhar para a arena.

Logo o jogo começou, eu não entendia muita coisa, então apenas comemorava junto com todo mundo e nunca vaia junto com todo mundo. A competição se mantinha muito equilibrada, e já se passavam de metade do jogo, eu não tinha um time favorito, apenas queria que desse um empate e tudo ficassem bem. Alvo e Scorpius eram os apanhadores e se mantinham parados a uma distancia considerável de todos. Encarei Scorpius, ele se mantinha serio e atento, olhando para os lados a procura pelo pomo. Seus olhos seguiram para a arquibancada e encontraram os meus. A atenção foi perdida dos dois lados, sorri fraco e gesticulei um boa sorte com os lábios. Ele sorriu distraído o bastante para não ver o Balaço acertar sua vassoura. Ele estava muito alto e descia em grande velocidade, as pessoas ficaram estáticas. Faltando alguns segundos para que seu corpo encontrasse o chão, fiz um movimento rápido com a varinha o fazendo parar há poucos centímetros do chão e depois em fim cair no mesmo com uma queda aliviada. Sai em disparada ate Scorpius, meu desespero foi tanto, que cheguei antes da própria enfermeira.

— Scor? Você esta bem? – perguntei nervosa

— Sim... – resmungou ele – o que aconteceu? – perguntou ele confuso

— Um Balaço te atingiu – ele abaixou a cabeça derrotado

— Senhor Malfoy precisamos levá-lo a enfermaria, ou vai por si mesmo? – perguntou a enfermeira

— Eu o levo – me prontifiquei sorrindo

Ajudei Scorpius a se levantar e seguimos ate o castelo. Logo Rose nos alcançou e nos deu um apoio. Ao chega à enfermaria o ajudamos a se deitar na cama

— Obrigado – agradeceu Scorpius

— Não há de que. Rose pode ficar com ele ate a enfermeira chegar? – perguntei a ela que assentiu

— Claro, aonde vai? – perguntou Rose curiosa

— Al me pediu muito que estivesse lá hoje, tenho que cumprir essa promessa.

— Desculpe – disse Scorpius olhando diretamente para mim

— Não entendi, o quer dizer? – perguntei

— Por ter atrapalhado seu jogo, por ter sido um idiota com você, bem por tudo – eu sorri e depositei um beijo em sua testa

— Estou na fase de cicatrização Scorpius e nessa fase, as desculpas são bem vindas – sorri e olhei para Rose de relance, me virei e sai da enfermaria sem olhar para trás

∞

Com uma vantagem significativa levando em conta a falta do apanhador, Grifinoria ganhou o jogo. Haveria uma comemoração na sala comunal, mas eu não estava muito a fim de festa. Subi ao meu dormitório e busquei por algum livro para ler. Puxei um livro escondido dentro de uma caixa com uma força maior do que a devida me fazendo puxar outra junto. O livro intrometido era o diário de Voldemort.

Eu já havia lido tudo nele, mas mesmo assim, resolvi pegá-lo. Escondi dentro da roupa e passei – com certa dificuldade – pela sala comunal e segui para o relógio.

Subi as escadas tranquilamente, porem ao final me assustei ao ouvir vozes. Ao entrar no local encontrei Mel e James se olhando de muito perto. Mel se mantinha seria e com os braços cruzados e James com um sorriso galanteador nos lábios, sorri e me preparei para voltar, mas o livro me traiu caindo pela minha blusa e fazendo um barulho, os dois se afastaram imediatamente.

— Ah, não parem o que estão fazendo – comentei – vou deixá-los a sós

— Não – disseram juntos

Mel correu ate mim e se abaixou pegando o diário, meu coração acelerou de uma forma... Ela se afastou de mim e observou a capa

— Mel, me de esse livro agora – Me aproximei para pegar, mas ela não deixou

— Nunca vi esse livro antes... – comentou ela – quem é... – ela virou o livro para mim e apontou com o dedo – Tom Riddle?

Notas finais
E ai o que acharam? Comentem Bjos no heart
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.