A Filha da Escuridão
3 Capitulo III
Notas iniciais
P.O.V Alice
— Se eu senti sua falta? – gritei irônica – Eu achei que estivesse morta!
Ela sorriu, ignorando a minha ironia, e abriu os braços para que eu lhe desse um abraço.
E foi isso que eu fiz, eu corri até ela e lhe abracei.
— Você está tão linda, Alice! – ela disse olhando nos meus olhos
— Obrigada, mãe, quem é a senhora? – perguntei
Assim que fiz essa pergunta foi que eu percebi o quanto ela tinha sido idiota.
Ainda bem que os outros estavam longe o suficiente para não ouvirem nada.
Minha mãe sorriu e apontou para algo acima de minha cabeça.
Em cima da minha cabeça tinha uma meia lua com uma estrela no meio, igual ao pingente do meu colar, brilhando sobre a minha cabeça.
— Nix! Alice, a sua mãe é Nix! – gritou Grover desesperado – A senhora é a Lady Nix!
— Acertou em cheio, sátiro. – disse minha mãe –É ótimo revê-lo, cria de Hades. – minha mãe falou para Nico
— Eu não digo o mesmo. – respondeu Nico irônico
— Não me diga que ainda está chateado por causa do nosso pequeno desentendimento no mundo inferior, esta?
— Você tentou me matar! – ele disse
— Isso é um detalhe! – ela disse sorrindo – Bom agora vamos que já perdemos muito tempo com essa conversa!
— A senhora vai com a gente para o acampamento? – Leo perguntou assustado
— Sim, algum problema, prole de Hefesto? – minha mãe o fulminou com o olhar
— Não, nenhum! – ele responde rapidamente
— Ótimo, então vamos!
Subimos o restante da colina até que atravessamos um enorme pinheiro com uma lã dourada pendurada em um dos galhos e próximo a ela um dragão dormia tranquilamente.
Grover me contou história daquele pinheiro, eu fiquei impressionada.
Pouco tempo depois de chegarmos eu ouvi alguém gritar:
— Eles chegaram!!!!
E logo um monte de gente começo a chegar e a frente deles vinha um centauro branco.
— Aquele é Quíron – disse Nico apontando para o centauro
Notei receio da parte dos adolescentes em se aproximarem ao verem minha mãe. Porém o centauro continuou firme.
— Lady Nix, o que a traz aqui? – disse Quíron
— Só vim garantir que minha filha seja devidamente alojada aqui no acampamento. – disse minha mãe
— Suponho que essa seja sua filha. – disse Quíron apontando para mim
— Perspicaz como sempre, Quíron. – ela falou – Esta é minha filha: Alice Von Schwarz!
— Eu me chamo Quíron é um prazer conhece-la, Alice.
— O prazer é todo meu. – falei
Ele se virou para os meninos:
— Meninos, agora que cumpriram sua missão pode ir descansar.
— Sim, Quíron! – eles disseram juntos
Eles já estavam indo embora.
— Me deem licença um minutinho, sim? — eu perguntei e eles assentiram
Eu corri até onde eles estavam
— Hey! – chamei
— Sim? – Grover perguntou
— É que eu queria agradecer por terem me salvado do ciclope mais cedo. – eu tinha certeza de que estava um pouco corada
— Ah, isso... Isso não foi nada! – disse Leo também um pouco corado
— Mesmo assim, obrigada. – disse, eu olhei para onde minha mãe e Quíron estavam – Bem eu tenho que ir.
E dizendo isso eu corri de volta para minha mãe.
— Eu imagino que você esteja cansada, não é mesmo minha filha?
— Sim um pouco. – admiti
— Venha eu irei te mostrar onde fica seu chalé! –disse Quíron
Passamos por vários chalés antes de chegar ao meu chalé.
Visto do exterior o Chalé de Nix era magnifico, ele foi construído com pedras negras. Por toda sua superfície a um brilho negro, uma energia que o envolve. Seu portal de entrada foi esculpido em cima de opalas negras, que trazem certo charme ao local. Acima do portal tem o símbolo de Nix, uma meia lua com uma estrela no meio feito de prata.
— Uau! – foi a única coisa que consegui de ser ao ver aquele chalé
— É Lindo, não? — perguntou minha mãe
— Maravilhoso!
— Se me permitem, eu vou me retirar para dar mais privacidade a vocês duas. – Disse Quíron
Pus a mão na maçaneta e olhei para minha mãe como se pedisse permissão para entrar.
Ela assentiu.
Quando se entra para o seu interior tudo muda e de alguma forma ele fica mais impressionante do que o lado de fora. As paredes internas e o teto foram encantados para representar o céu noturno com todas as suas estrelas e a lua em movimento.
Existiam algumas janelas mas essas eram cobertas por pesadas cortinas de um azul muito escuro, a mesma cor dos lençóis que cobriam as camas.
Na parede do lado esquerdo estavam dispostos cinco beliches, eram poucas camas para um lugar tão grande, mas a pouca quantidade de beliches era para que tivesse espaço para o restante dos moveis. Ao lado de cada beliche tinha duas cômodas, para que os campistas pudessem colocar seus pertences. No lado direito tinha várias estantes repletas de livros e escrivaninhas, uma para cada cama.
Mas uma as coisas que mais chamava atenção no chalé era a estátua gigantesca da minha mãe feita de mármore negro na parede oposta a porta.
— Então, o que você achou? – minha mãe perguntou
— Eu não tenho palavras para descrever a beleza desse lugar, eu simplesmente amei!
— Achei que gostaria. – ela sorriu — Daqui a pouco eu terei que ir, querida, mas antes eu tenho alguns presentes para te dar.
—Presentes? – perguntei
— Isso mesmo. Seu primeiro presente está atrás de mim. – ela fez suspense
Me estiquei para ver o que tinha atrás dela, mas não vi nada.
Foi quando eu notei um enorme par de olhos amarelos me encarando.
— Ah! – gritei de surpresa
— Aslan, saia das sombras. – minha mãe falou
E então um leão imenso negro, de olhos amarelos e com presas e garras de prata saio das sombras.
— Aslan? – questionei – Mãe, o Aslan que eu conheço é um gato normal, não um leão!
— Querida ele sempre foi um leão, porem eu o havia enfeitiçado para que ele ficasse como um gato. Disse minha mãe calmamente – Essa é a verdadeira forma de Aslan. Quando você era pequena eu o enviei para te proteger.
E andei até ele e pus meus braços ao redor de seu pescoço.
Seu pelo era extremamente macio.
— Seu pelo é muito macio. — falei
“Muito obrigado, Alice!”
— Mãe, eu acho que eu o ouvi falar. – disse
— Sim, você pode entender o que ele fala, a ele e a todos os outros felinos. – ela falou – você tem essa habilidade pois o gato é o meu animal sagrado.
— Isso é demais!
“Pode crer!”
— Segundo e terceiro presente. — em uma das mãos ela segurava uma espada e na outra um caderno – Essa espada foi feita especialmente para você e este caderno está encantado para que somente você, ou quem você autorizar, possa ler o que estiver escrito aqui.
— Muito obrigada, mãe, por tudo. – disse a abraçando
— De nada, querida. – ela falou – Antes de eu ir eu quero lhe dar um aviso: existem segredos nesse chalé, mas você vai ter que descobri-los por se só.
E dito isso ela desapareceu.
— Depois você vai me ajudar a desvendar esses mistérios, não é mesmo? – perguntei a Aslan
“É claro que eu vou! Também estou curioso para saber.”
— Ótimo, quer me ajudar a arrumar as minhas coisas?
“Quer que eu diga a verdade?”
— Na verdade não. – eu disse rindo
“Então eu adoraria te ajudar!”
Depois de um tempo eu finalmente terminei. Só para constar Aslan não ajudou em nada, ele só ficou deitado na cama que eu fiz pra ele com alguns lençóis.
Pus meu pijama e fui dormir.
Amanhã seria o dia em que a minha nova vida iria começar.
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