A Filha Proibida

6 Caça à bandeira - Parte I


Notas iniciais
A parte II será lançada SOMENTE amanhã. Leiam as notas finais por favor.
~beth

Mas é claro que Nate não queria conversar, descobri isso na manhã seguinte, quando acordei, ele já não estava mais ali, e ninguém sabia onde ele estava. Peguei as roupas que algumas das minhas companheiras de chalé – por algum tempo, foi o que Matt havia dito — haviam colocado no pé da minha cama e fui tomar um banho. Depois de algum tempo, fui à procura de Nate. O acampamento era enorme e eu não pude deixar de reparar que havia milhares de crianças e adolescentes ali, e que todos usavam as mesmas roupas que eu estava usando. Caminhei por alguns minutos até a achar um chalé diferente dos demais, ele era mais bonito, imponente e diferente dos outros não tinha ninguém. Nem ninguém nem moveis, nada. Estranho.

-Curiosa para entrar? – perguntou uma voz conhecida, me virei e encarei Matt. Ele estava usando as mesmas roupas de antes, seus olhos azuis faiscavam na minha direção, me deixando nervosa.

-Ah, sim. – admiti. – de quem é esse chalé?

-Zeus. – ele disse dando de ombros.

-Espere, você mora aqui? – minha surpresa foi obvia, fazendo Matt rir. – é tão...

-Vazio? – ele sugeriu, e eu assenti. – Eu sei, mas nunca fui muito fã de ficar aqui, nunca considerei esse chalé uma verdadeira casa. É meio complicado dormir enquanto seu pai te observa.

Ergui uma sobrancelha, confusa, então ele apontou discretamente para dentro do chalé, levantei os olhos e pude ver que no centro havia uma enorme estatua dedicada a Zeus, ele usava roupas típicas gregas e segurava um enorme raio, o raio mestre, lembrei com um susto, seus olhos pareciam me encarar de uma maneira estranha, pude sentir um calafrio percorrer meu corpo.

-Entendo agora por que não dorme aqui. – ri, nervosa.

-Então, April, o que veio fazer aqui? – perguntou Matt. – Já está com saudades de mim? – ele disse, convencido.

-Na verdade, eu estava procurando pelo Nate. – não pude deixar de perceber que Matt pareceu um pouco decepcionado. – Então, você o viu?

-Sim. – falou Matt, não interessado. – ele estava conversando com uma das filhas de Atena sobre a captura da bandeira.

Nate conversando com uma filha de Atena. As palavras de Matt não faziam sentido, parecia um quebra-cabeça que não encaixava. Uma pontada de ciúmes me invadiu, mas eu a ignorei.

-Captura a bandeira? – perguntei.

-É um jogo que haverá hoje há noite, Quíron irá explicar melhor na hora. Vamos, eu vou lhe levar até Nathaniel.

Matt levou até a sala de treinamento do acampamento, Nate estava com os cabelos bagunçados como se não houvesse nem tocado neles desde que acordará, as roupas haviam sido trocadas, mas ele ainda usava a jaqueta de couro e os coturnos. Nate treinava com uma garota loira, com olhos cinzentos e uma pele bronzeada, ela não tinha problemas de desviar dos golpes da espada de Nate, que por sua vez, parecia dar o seu máximo.

-Nate! – chamei, com um sorriso.

Ele fechou os olhos por um momento, e quando os abriu novamente pude ver que eles brilhavam de um ódio que eu não entendia. Ele atacou a menina e ela cambaleou para trás, parecendo assustada e surpresa.

-Nate, o que está acontecendo? – perguntei.

Ele me ignorou novamente, como se a minha presença não fizesse a menor importância. Sai da sala, segurando as lágrimas. Eu não sabia o que estava errado com Nate, por que ele estava me tratando daquela forma, eu não me lembrava de ter feito nada, ótimo, agora eu havia perdido o meu único amigo, eu estava sozinha de novo, pensei com amargura.

-April, espere! – falava Matt.

-Eu quero ficar sozinha, Matt. – já com as lágrimas escorrendo.

Ele correu até mim e me virou, vendo o meu rosto. Seus olhos azuis me fixaram, pareciam tristes.

-Não chore, por favor, ele só está passando por muita coisa. – disse ele, me abraçando.

Fiquei surpresa com o gesto, mas no momento, não me importei com isso. Precisava de alguém que me falasse que tudo iria ficar bem novamente, que tudo voltaria ao normal rapidamente.

-Mas Matt, e-eu... Eu estou passando pela mesma coisa, e não fiz nada para ele, não entendo por que Nate... – soluços fortes fizeram todo o meu corpo sacudir, me fazendo parar de falar.

-Eu também, eu também. – sussurrou ele, brincando com meu cabelo.

Matt fez de tudo para me distrair a manhã e a tarde toda, mas nada me fez parar de pensar em Nate e como ele havia me tratado, prometi a mim mesma que á noite falaria com ele. Há noite, eu e Matt ficamos escolhendo armas para a captura a bandeira. Testamos espadas. Não, eu não conseguia nem levantar direito. Machados, lanças, clavas, espadas curtas, nada, nenhuma delas me encantou.

- Que tal um arco? – perguntou Matt. – Você me parece uma boa arqueira.

Depois disso, passamos acho que 20 minutos escolhendo um arco para mim. A maioria dos arcos era feitos por Atena ou Hefesto, mas eu achei um no canto, ele era longo como todos os outros, mas ele ao contrario dos outros era leve como uma pena.

-Este é um dos poucos arcos feitos por Apolo. – disse Matt.

-Gosto dele, é bem leve. Parece muito mais fácil de segurar do que os outros.

-Agora me diga se você consegue acertar alvos com ele. – disse Matt com um sorriso estampado no rosto.

Peguei uma flecha de uma das aljavas que havia ali, a encaixando e atirei. Foi bom, talvez um pouquinho mais para o lado, mas bem perto. Com um sorriso, Matt me deu uma aljava e nós fomos embora. Uma corneta soou por todo o acampamento, eu estava pronta para perguntar a Matt o que era aquilo, mas ele foi mais rápido.

-Vamos, a captura da bandeira já vai começar. – ele pegou minha mão e começou a me puxar até chegamos ao pavilhão. Todas estavam sentados em suas mesas, mas pareciam ter jantado. Então todos gritaram quando Alexandre – o líder dos filhos de Hermes e dois de seus irmãos entraram correndo com uma bandeira de talvez dois metros de comprimento verde com um caduceu grande no meio. Do outro lado do pavilhão, entraram correndo três garotas de Démeter. Elas seguravam uma bandeira de tamanho idêntico, mas este tinha uma papoula vermelha no meio. Pelo que tinham me contado: Os campistas de Dioniso eram bons atletas, mas só existiam cinco deles. Os de Deméter tinha vantagem em habilidades na natureza, mas não eram agressivos. Com os filhos de Afrodite a maioria não parecia estar preocupado, eles normalmente só ficavam sentados no lago olhando seus reflexos no lago. Os de Hipnos pareciam um bando de cabritinhos, os de Hefesto não eram bonitos, mas eles eram grandes de tanto trabalhar na oficina de metais o dia inteiro. Poderiam ser um grande problema. Os de Ares: talvez vinte dos mais feios e mais perversos garotos e garotas de todo o acampamento. Com os filhos de Nêmesis, todos também estavam preocupados. Todos eles estavam com espadas enormes, e bocejavam como se aquilo fosse uma brincadeira normal e infantil. Os de Apolo eram muito bons com arco e flecha. Os filhos e filhas de Hermes sorriam, como se planejassem criar muita confusão. Não havia filhos dos três grandes ali, só Matt, que não parecia preocupado.

-Heróis – gritou Quíron – Vocês conhecem as regras. O riacho é o limite. A floresta inteira esta valendo. Todos os itens mágicos valem. A bandeira deve estar em um lugar visível. Os prisioneiros podem ser desarmados. Hoje à noite quem lidera o time vermelho é Hermes e o azul Deméter. Hermes fez uma aliança com Atena e Afrodite, Hécate, Zeus e Nêmesis. Demeter fez com Apolo, Dioniso, Hefesto, Ares e Hipnos. Boa sorte para todos.

Todos da equipe vermelha começaram a ir para o norte gritando para nós. Nós começamos a ir para o sul.

-Atenção, Atena vá para o meio da floresta, Hécate e Hermes vocês vão atrás da bandeira. Afrodite protegendo a nossa bandeira, Nêmesis nas laterais. – disse Alexandre, ele se virou e falou para um garoto de Hermes – Harry, você sabe o que fazer. – em seguida piscou e sorriu. -Tudo bem. Todos aos seus postos.

-Venha, April. – chamou Matt.

Em pouco tempo, nós dois e todos os filhos e filhas de Hermes e Hécate estávamos correndo pela floresta. Nós nos dividimos em cinco grupos, três dos grupos iam corredor por um lado, tentando chamar atenção de quantos inimigos que conseguir, e os outros dois iriam correr até a bandeira, derrotar todos os inimigos que aparecessem, roubar a bandeira e voltar para o nosso lado. Um plano bem simples. Eu fique no grupo dois, para a minha sorte Matt, Harry (o garoto para quem Alexandre piscou), Nate, uns três garotos de Hermes também estavam no grupo dois. Nate me ignorava como se eu não estivesse ali, o que me deixou com mais raiva do que senti aquela manhã, Matt, ele, Harry e os três garotos, me mandaram esperar até o sinal deles. Eu subi encima de uma das arvores e esperei o sinal. Minutos depois, eu ainda estava ali. Cansada, pulei e olhou ao meu redor, não havia ninguém ali. Antes que eu pudesse correr na direção do outro lado, um barulho veio de trás de mim, eu me virei e dei de cara com uma garota com cabelos cor de chocolate. Ela parecia estar tendo o maior cuidado possível, mas quando me viu, arregalou os olhos, no entanto rapidamente se recompôs. A menina fez um movimento com a mão e uma planta cresceu, começando a enroscar nos meus pés.

-Pare com isso! – eu gritei para ela.

-Não tem ninguém para protege-lá aqui, April. – falou ela levantando a espada.

Notas finais
A ordem que a gente veio seguindo até agora será quebrada. eu escrevi esse e vou escrever a parte II. Os capitulos 7 e 8 vão ser da ~beckie. E assim a gnt volta para a ordem normal(Ela, Eu, Ela, Eu). Digam o que vcs tão achando aí :D bjs,
~beth