A Filha De Apolo
16 A faca mortal
Depois que fiquei sabendo de tudo isso,minha reação não foi uma das melhores. Pense consigo mesmo, você já é um semi-deus, e ainda filho de dois deuses? Isso era ridículo.
– Querida,você esta bem?
– Eu t...só preciso dar uma volta ta, não me espere em casa.
Em um lugar na praia,havia uma pequena correnteza que acabava um rio e ia pra praia, peguei um dracma e pedi a Iris que me deixasse ver Nico, mas não tive resposta, estava tudo branco,isso nunca acontecia. Resolvi falar com ele assim mesmo.
– Nico se esta me escutando... por favor mande noticias, eu e todos do acampamento estamos preocupados, eu preciso de você, tenho muita coisa para lhe contar,só queria que estivesse aqui,ou pelo menos estivesse bem. Por favor me responda.
Desfiz a nuvem de água,e fui pra casa. Quando cheguei em casa minha mãe não estava em casa, havia apenas um bilhete em cima da mesa.
‘’ Maria, fui trabalhar,me desculpe querida só espero que fique bem e me entenda, não fique zangada comigo.
Te amo,mamãe.’’
Abri a geladeira e tinha um pacote comida congelada só pra mim,comi um pouco e fui tomar banho. Ótimo, tinham cortado a luz e a água estava congelando,tomei meu banho rápido e fui durmir.
Tive um sonho estranho, sonhei que estava em uma sala enorme e vermelha,e na minha frente havia um trono mais vermelho ainda, conseguia ouvir algumas vozes, mas não sabia de onde viam, eram três vozes diferentes, havia uma nevoa no trono e quanto mais eu ia me aproximando, mais eu conseguia identificar o que havia por trás dela. Parecia uma silhueta de um homem sentado, fui me aproximando mais e consegui finalmente ver, era realmente um homem sentado, alto moreno e seus olhos estavam em chamas, era de dar medo, ao seu lado esquerdo havia uma criatura estranha, era pequeno tinha a aparência daqueles capetas de desenhos com pequenos chifres e rabo pontudo, e era verde, ao lado direito havia outro parecido mas um pouco mais gordo e vermelho.
– Quem são vocês? Onde eu estou?
– Vou dizer quem sou eu, eu sou seu pior pesadelo . – disse a criatura verde irritada.
– Cale a boca, não vamos assustar nossa convidada.
– Mas pai, ela roubou minha adaga. – dizia ele como uma criança mimada.
– Perai ... vocês... vocês são Phobos e Deimos, e você é ...
– Ares? – disse o deus.
– O que querem de mim?
– Ah minha criança, soube que tem poderes extraordinários.
– Não é da sua conta.
Ares se ajeitou na cadeira um pouco irritado.
– Posso matar ela agora papai, posso? – disse Deimos impaciente.
– Não, ela roubou minha adaga, eu vou mata-la primeiro.
Os dois começaram a brigar e se bater, o que era meio engraçado,pois eram pequenos e pareciam criaturas de desenho animado.
– Basta!
Eu comprimi um riso.
– Do que está rindo semi – deusa ? – disse Phobos.
– É que vocês estão... – queria dizer engraçados. — ... diferentes.
– Essa é nossa forma verdadeira sua tola. – disse Deimos
Fiquei quieta, pois nem queria saber como tinham ficado daquele jeito.
– Por que afinal eu estou aqui? – perguntei.
– Visitar seu pai as vezes é bom. – disse Ares.
– Você não é meu pai! – disse eu irritada.
– Ta tanto faz, — disse ele dando de ombros. – mas e ai, gostou do presente?
– Presente?
– É, a adaga.
– Pensei que tinha roubado do seu filho.
– Mas agora é sua.
– O que? É minha melhor arma! Isso não é justo. – disse Phobos inconformado.
– Essa adaga é feita de bronze celestial e aço, o que quer dizer...
– Que pode ferir tanto monstros, como mortais... – eu disse assustada.
– Vai ser muito útil pra você. – disse Ares.
– Eu não quero isso, não quero ferir nenhum mortal.
– Ah Maria, não faça a tolice de devolver um presente de um deus de novo.
– Ahn como sabe...
– Não importa – disse ele dando de ombros. – serviu na sua bainha não é? É lá o lugar dela.
– Mas eu não vou precisar usa-la, tenho certeza.
– Não temos certeza de nada, menina.
O sonho acabou comigo olhando para Ares com aquele olhar assustador, e então acordei.
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