A Felicidade é Logo Ali...
12 012- Uma manhã muito louca.
Notas iniciais
— Você pode me fazer um favor imenso? – Temari sentou-se à mesa ao lado da sua.
— Que houve? – Ino disse ao ver a amiga com uma cara aflita.
— O Gaara cismou com o Shikamaru!
— Por quê? – Ela ficou confusa.
— Escuta Ino. – A sala de aula estava vazia. – O Gaara sempre pagou de pessoa forte e protetora, mas às vezes, por mais que isso não seja verdade, sufoca. – Temari desabafou.
Ino fechou o caderno de espanhol e pensou um pouco.
— Eu nunca contei isso para ninguém Ino, eu confio em você e eu espero que você me ajude. – Ela disse com pesar.
Poucas pessoas na vida haviam confiado em Ino de tal forma como agora, a voz de Temari passava segurança e cumplicidade e Ino não sabia o que era isso fazia tempos.
— E como eu posso te ajudar?
— Meu pai não é muito... – Procurou a palavra certa. – Compreensivo com os meus amigos...
— Não é como se você pudesse ver o Shika depois da aula. – Ino concluiu e Temari afirmou. – Compreendo.
Elas ficaram um tempo em silêncio procurando alguma solução plausível. O sinal bateu e Temari se levantou para ir para o seu lugar, mas Ino a segurou pelo pulso.
— Deixa comigo. – Ela sorriu. – Eu sei o que vou fazer.
A outra loira riu e a abraçou brevemente. Os alunos entraram e sentaram em seus respectivos lugares. O professor de geografia, Asuma, entrou e colocou as coisas na mesa dele, olhou para os alunos e com – o que parecia ser – todo o ar dos pulmões dele falou animadamente:
— BOM DIA CLASSE.
Alguns alunos mais preguiçosos despertaram e outros acharam estranha a atitude do professor.
— Acho que alguém dormiu bem. – Naruto fez um comentário maldoso.
— Na verdade, fui contagiado com o fogo da juventude assim que pisei na escola. – Ele disse alegremente fazendo pouco caso do comentário de Naruto.
— Aí que problemático. – Shikamaru disse temendo o pior.
— Não há o que temer caro aluno. – Algumas pessoas soltaram risinhos devido o professor falar gesticulando. – O professor Gai, de educação física, me encarregou de dar uma ótima noticia para vocês meus caros aluninhos. – Ele bateu uma palma, animado. – Eles, desenvolveram um trabalho para ser desenvolvido até a semana de provas.
Sakura levantou a mão.
— Sim Sakura.
— Eles quem?
— A direção da escola e o professor Gai, sendo que todos os membros docentes desta escola aprovaram.
— Tá de brincadeira! – Ela lamentou baixinho.
— Mas professor a gente está quase em semana de prova. – Chouji disse.
— Nós sabemos...
— E não se importam aparentemente.
— Ao contrário Karin, este trabalho foi desenvolvido para amenizar a ansiedade que muitos de vocês vêm apresentando ao longo dessas semanas, assim como combater a falta de concentração nas atividades e melhorar a dinâmica da classe. – Ele disse um pouco mais sério, mas com a mesma animação de antes.
— Ele disse “dinâmica da classe”? – Chouji perguntou para Shino.
— Ele disse.
— E como isso vai funcionar? – Tenten perguntou.
— Bom... A primeira parte do trabalho cabe a mim e alguns outros professores dos quais eu não citarei o nome. Nós deveríamos observar vocês e identificar... Como vocês chamam isso hoje em dia... – Ele pensou um pouco. – Qual é a panelinha que vocês pertencem.
— O que é panelinha? – Naruto perguntou.
— Ele quis dizer que ele tinha que saber com quem a gente mais fecha entre nós. – Sasuke explicou.
Naruto fez uma cara de compreensão e sorriu agradecendo ao amigo.
— E quando vocês vão fazer isso?
— Boa pergunta Neji. – Ele fez uma pausa dramática. – Nós já fizemos. Já escolhemos quem irá ficar com quem.
~*~
Ela andava ao lado do marido nos corredores da escola. Ela, loira com seios fartos, mas extremamente severa e temperamental. Ele, com seus cabelos já brancos e em boa forma para a idade, com um temperamento brincalhão e relevava muita coisa. Eles eram como água e óleo, não se misturavam de jeito nenhum, porém se aquecidos em determinada temperatura e mexidos de certa forma você poderia ver em determinado ângulo que eles até passavam a ilusão de serem um só.
— Eu ando preocupado com o Naruto. – Jiraya disse olhando para a esposa.
— Essa situação é muito complicada, eu temo que eles não gostem da noticia. Especialmente o Naruto. – Ela andava com as mãos para trás.
— Eu sinto como se estivesse abandonando eles. – Ele disse tristemente.
— Eu também. – Ela fez uma pausa evidenciando a tristeza. – Mas a gente não pode tomar conta deles para sempre.
— Eles estão crescendo eu sei. – Ele suspirou.
Ele olhou o relógio, ele havia se organizado na empresa para estender seu almoço em duas horas.
— Eu posso ver o Naruto antes de ir?
— Está quase na hora de você voltar não é? – Ele afirmou. – Bom... Ele está no meio da aula, vamos passar lá na sala dele e vejo o que eu posso fazer.
Eles viraram em alguns corredores, no último, porém, viram Asuma do lado de fora forçando a maçaneta desesperadamente para o lado de fora.
— Se você esta tentando abrir a porta, esta fazendo isso errado. – Jiraya disse.
Asuma olhou para a cara do mais velho, sem deixar de fazer força.
— Tá maluco em entrar lá dentro. – Ele ouviu a gritaria do outro lado aumentar. – Eles querem me matar.
— Por quê?
— Eles não intenderam muito bem a dinâmica da atividade.
— Compreendo. – Tsunade falou. – Jiraya, assuma a maçaneta, Asuma, vá descansar um pouco na sala dos professores, eu resolvo isso.
Jiraya pegou a maçaneta e Asuma. Ele olhou para dentro da sala e viu muitos alunos subindo na mesa, gritando e forçando a porta.
— Fique aqui, eu já volto. – Ela falou e ele olhou para dentro da sala sendo tomado pelo pânico.
Ela andou até a porta ao lado, uma sala vazia, e entrou nela.
— O que ela vai fazer? – Ele sorriu nervosamente para os adolescentes lá dentro.
Ele viu, dentro da sala, a janela se abrindo e ninguém dando muita atenção para o que ocorria a volta deles. Tsunade abriu a janela com uma espécie de chave, ela pulou o muro. A loira agradeceu mentalmente pela confusão ter ocorrido no térreo, assim ela não teve muitos problemas em adentrar a sala. Viu a bagunça e fingiu uma tosse para chamar a atenção, mas ninguém ouviu. Ela sorriu de lado.
— Alguém pode me dizer o que está acontecendo aqui?
Os alunos pararam. Estáticos. Ela viu dois ou três alunos sentados normalmente não se envolvendo no caso.
— Alguém vai me dizer quem foi o ou a mandante disso?
Jiraya entrou pela porta que não estava mais sendo forçada. Os alunos viraram naquela direção assustados.
— Sério? Vou ter que olhar na câmera? – O silêncio era horrível. – Tudo bem... – Ela caminhou até a mesa do professor e sentou nela. – Jiraya, vai chamar o Asuma, diz que eles querem pedir desculpas. – Ele afirmou e saiu. – Enquanto a vocês, sentem.
Alguns, assustados, sentaram sem hesitar enquanto outros ficaram de pé.
— EU DISSE: SENTEM. – Ela disse autoritária.
Todos os alunos sentaram, alguns estavam assustados e outros achavam tudo aquilo uma grande piada.
— Eu estou impressionada com o trabalho em equipe de vocês, impressionante mesmo. Primeiro vocês vão pedir desculpas para o professor Asuma, vocês desrespeitaram ele... – Ela ouviu batidas na porta.
Shizuni entrou acompanhada de Asuma e Jiraya, eles se posicionaram perto da diretora.
— Vamos, levantem-se e peçam desculpas. – Ela olhou fuzilante para casa aluno individualmente. – Todos vocês. – Ela enfatizou o “todos”.
Eles levantaram receosos.
— Desculpe professor Asuma.
— Desculpados queridos alunos. – Ele sorriu e fez jonhinha.
— A partir de hoje, nessa sala, vai ser assim, um faz todos pagam. Lembrem-se disso.
Ela saiu da mesa e começou a andar para a porta, mas parou na soleira.
— Enquanto ao trabalho, eu o reforçarei perante esse ato. – Todos reclamaram. – Vocês vão gostar. – Ela deu um sorriso falso.
Ela saiu sendo seguida por Shizuni e Jiraya. O sinal tocou.
— Então... Falem suas reclamações para o professor Kakashi. – Asuma sorriu, pegou o seu material e correu sala afora.
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