Aud despertou vagarosamente de sua inconsciência, percebeu que estava em um lugar lúgubre e assustador. Tentou se levantar, mas soltou um gemido de dor, sentou-se devagar com as mãos no estômago.

—Desculpe-me. Não foi minha intenção feri-la muito. -a voz sem emoção de Alberich chamou a sua atenção. -Mas não posso permitir que me atrapalhe.

Confusa e ainda atordoada, Aud levantou-se a muito custo e procurou se apoiar na parede fria de pedra.

—Por que...não me matou?

Ele lançou um olhar pelo corpo de Aud, fazendo-a corar de indignação.

—É muito bonita, Aud. Seria um desperdício alguém com tão rara beleza morrer de maneira estúpida. -ele se aproxima e a força a encará-lo, segurando-a pelo queixo. -Quando tudo terminar, teremos tempo de sobra para nos conhecer melhor e...para atos mais prazerosos.

Ele a beija. Enojada, Aud tenta empurrá-lo, mas ele é forte. Então, morde com toda a sua força o lábio inferior de Alberich. Ele a solta e a empurra contra a parede. O Guerreiro-deus limpa o sangue em seu lábio com a língua e dá um sorriso sardônico.

—Se acha boa demais para mim? Prefere alguém sem nome e título como o idiota do Bado? -ele se aproxima ameaçadoramente dela. -Tudo bem. Quando mais difícil, mais prazeroso.

Ele tenta tocá-la mais uma vez. Aud pronuncia uma cantilena, e uma luz cegante repele Alberich.

Aud avista uma porta aberta e tenta correr até ela, mas é agarrada novamente pela cintura e erguida no ar. Aud tenta lutar com todas as suas forças, chuta, grita e esperneia, mas nada detêm Alberich que a joga em um monte de feno num canto sujo. Ele a agarrava pelos pulsos com um sorriso divertido no rosto.

—Prefiro ser chicoteada até a morte a ser tocada novamente por você. -disse com um sorriso irônico. -Não é a metade do homem que Bado é.

O sorriso desapareceu dos lábios de Alberich. Ele ergue a mão como se fosse dar um tapa, mas Aud ergueu o queixo e o encarou.

—Alguns dias aqui, nesta câmara secreta e esquecida, minha cara. E estará implorando por minha companhia. -ele a solta e caminha até a saída. — Até breve, milady. Quero ver você usar seus "poderes" para sair daqui.

Aud viu a porta se fechar vagarosamente após a saída de Alberich, e ficou ali na mais absoluta escuridão. Um silêncio perturbador reinou naquele lugar.

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—Alguém viu Aud? -Bado perguntou a algumas criadas.

—Não, senhor. -respondeu uma das mulheres.

Bado estava começando a ficar seriamente preocupado. Aud não estava em lugar algum do Palácio e faziam horas que a viu pela última vez. Ela não estava com Endredi, nem nos jardins, em lugar nenhum!

Foi até o quarto dela e bateu insistentemente. Como não obteve resposta, abriu e encontrou o quarto vazio. Com exceção das velas e do círculo de magia que estava no centro do quarto.

Não poderia ter saído lá fora. Estava escuro e mais frio que o normal, e o manto que a sua avó lhe dera, com o broche de prata, estava sobre uma poltrona. Saindo dali, encontrou Freiya, Fenrir e Thor.

—Viram Aud? –perguntou esperançoso.

—Não, não a vimos desde ontem no jantar. -respondeu Freiya.

—Acha que alguma coisa aconteceu com ela? -indagou Thor.

—Espero que não. O palácio é grande, talvez tenha se perdido. -falou com ar preocupado.

—Vou procurá-la também. -Thor se ofereceu.

—Guingue e os meus companheiros lobos podem ajudar.

—Acalmem-se, vou ver minha irmã. Talvez estejam juntas. –sugeriu Freiya

—Obrigado. -mas aquela sensação terrível não o abandonava.

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Por várias vezes, Aud respirou fundo tentando se acalmar. Embora a ideia de estrangular com as próprias mãos Alberich vinha sempre a sua mente.

—Vou matar aquele bastardo! -murmurou.

Concentrando-se, recitou um encanto e as tochas que estavam na câmara se acenderam, afastando a escuridão sufocante. Observou melhor o lugar, era grande, úmido, com correntes nas paredes onde os prisioneiros eram torturados. Estava abandonado há anos, com certeza. Abandonado e esquecido.

Havia palha espalhada no chão e um terrível mau cheiro. Sentiu uma brisa leve balançar as chamas de algumas tochas no alto. O ar vinha de uma pequena janela, muito alta e muito pequena para é uma criança muito nova teria dificuldades para esgueirar-se por ali.

Aproximou-se da porta por onde Alberich saiu e tentou achar uma maneira de abri-la. Era uma daquelas espécies de câmaras secretas. Deveria haver um mecanismo qualquer para abri-la, mas onde?

Sentia que o tempo estava se esgotando, precisava avisar Bado e Hilda sobre o traidor e do ataque inimigo.

—Ah...Bado. -murmurou encostando a testa na parede fria. -Por favor, me encontre.

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—Senhora, Hilda! Senhora, Hilda! -um sentinela vinha correndo, desesperado. -Um exército enorme está vindo para cá!

—Como? -Hilda se levanta de seu trono.

—De onde eles vêm? -pergunta Siegfried, que estava ao lado dela.

—Do leste, senhor. -dizia o homem, ajoelhado diante deles. -Deverão chegar em pouco tempo.

—Sentinela, avise ao chefe da guarda para que leve os refugiados para as cavernas subterrâneas, onde estarão seguros. -ordenou a soberana.

—Sim. -e o soldado se afasta correndo.

—Reunirei os Guerreiros-deuses. -disse Siegfried. -Não se preocupe, tudo acabará bem.

Hilda ia falar algo, mas sua irmã entrava naquele momento na sala do trono, com uma expressão preocupada.

—Hilda, viu a senhorita Aud?

—Não. Ela desapareceu?

—Não a encontramos em lugar algum. Bado está muito preocupado.

—E essa agora? -lamentava Siegfried. -Acha que isso tem alguma ligação com o inimigo que se aproxima?

—Talvez... -Hilda refletiu. -Mas desconfio de que seja obra de alguém de dentro do palácio.

—Fique aqui com a senhorita Freiya. — Siegfried pediu. -Vou organizar as defesas. Voltarei em breve.

Dizendo isso, ele deixa as duas sozinhas. Hilda ficou em pé na frente da grande lareira que aquecia o local. Porém, se sentia gelada. Nem as chamas conseguiam afastar a sensação de que uma tragédia se aproximava.

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Shido se encontrou com Mime no alto de uma torre. O jovem loiro observava atentamente o horizonte.

—E então? Como estão se portando nossos inimigos?

—Eles não se mexem. -respondeu Mime sem desviar o olhar. -Acamparam na colina. Parecem esperar por alguma coisa.

—Ou por alguém. Olhe!

O Guerreiro deus de Benetnasch desvia o olhar para onde o companheiro apontava. Quatro guerreiros se dirigiam para o portão principal do palácio Valhalla.

—Parece que a batalha está finalmente começando, amigo. -comentou Mime com um sorriso triste.

—Sim. Onde diabos está Alberich? Ninguém consegue achá-lo também.

—Também? Quem mais está desaparecido?

—A senhorita Aud. -Shido estreita o olhar ao sentir o Cosmo agressivo dos quatro guerreiros. -Espero que ela esteja bem. Vamos!

—Sim.

Ambos se dirigem ao portão principal, onde Siegfried, Fenrir e Thor já aguardavam.

—Encontraram Alberich? -pergunta Shido assim que se junta aos amigos.

—Não. -respondeu Thor. -Hagen foi procurá-lo para que ambos levem a senhorita Hilda e a senhorita Freiya para um lugar seguro. E Bado?

—Ainda está procurando por Aud. Preparem-se. -ordenou Siegfried. -Eles estão aqui.

De repente, uma força poderosa derruba os portão, abrindo passagem aos guerreiros invasores de armaduras negras.

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Aud estava sentada no chão da cela fria, não podia fazer muito a não se esperar. Logo, um arrepio percorreu sua espinha. Sentia que a tão terrível batalha estava começando.

Dobrando as pernas começou a meditar, precisava de algum modo avisar a alguém onde estava. Em sua mente sentiu que Hilda e Freiya estavam em perigo. Como escapar e alertá-las sobre Alberich?

Naquele instante, um rato passou correndo em frente a Aud. O pequeno animal farejou o ar, curioso. Aud o pegou em suas mãos, uma ideia iluminou a sua mente.

—Pequeno, poderia me ajudar? Preciso sair daqui, depressa.

Pequeno animal e a feiticeira ficaram se observando. Instantes depois, ele pulou de sua mão e sumiu por um buraco na parede. A criaturinha correu por pequenas fissuras e aberturas na parede até chegar a um conjunto de engrenagens e cordas ocultas pela parede de pedra.

Imediatamente, passou a roer a corda velha e antiga. Minutos depois, ouviu- se o ruído de algo se partindo e a porta se abriu. De outro buraco na parede o animal apareceu.

—Obrigada, irmãozinho. -ela acaricia a cabeça do bichinho com a ponta do dedo. -Apareça em meu quarto e terei prazer em dar-lhe comida à vontade. Agora... -os olhos de Aud eram pura fúria. -Vou encontrar aquele bastardo e dar-lhe uma lição.

Imediatamente, ela subiu as velhas escadas tão rápido quanto podia. Em sua ânsia de sair daquele buraco, não olhou para frente e dá um esbarrão em alguém. Antes de cair foi amparada por mãos firmes e fortes.

—Ai...de novo não. -ela lamentou.

—Senhorita Aud! -a voz de Hagen trouxe um sentimento de alívio para a jovem. -Todos a estavam procurando. O que faz nesse lugar?

Aud se levanta a cabeça com brusquidão e disse-lhe:

—Depois eu explico ,corra. Eu sinto que Hilda e Freiya estão em perigo!

—Como? A Freiya em perigo? -o semblante do rapaz era de pura preocupação. -Como sabe?

—Há um traidor entre os Guerreiros deuses. Alberich se aliou aos seus inimigos e agora irá atentar contra a vida da Hilda. Não fique aí parado como uma estátua! Vá logo protegê-las. -ordenou-lhe, lançando-lhe um olhar que havia aterrorizado as irmãs durante anos.

Sem esperar, Hagen sai correndo. O coração acelerado e a mente perturbada pela revelação. Alberich um traidor! Será possível? Se ele ousar ferir Freiya...a morte será pouco para ele!

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Os cinco guerreiros deuses encaravam os invasores. Nenhum deles esboçava qualquer menção de iniciar uma luta. Um deles parecia ser o líder, deu um passo à frente e se apresentou com uma voz grave:

—Saudações, Guerreiros deuses de Asgard. Sou Belzebu o Anjo da Morte, conhecem Loki, não é? -diz apontando para o deus. -Estes são Ahanaon o Anjo da Destruição, e Rherigor, o Caçador de Espíritos.

—Anjos? -espanta-se Siegfried.

—Há! Há! Há! Há! Há! -Belzebu riu com vontade. -Idiotas! Esqueci de dizer...Somos chamados de Anjos Caídos! -sua expressão divertida deu lugar a um semblante diabólico. -Somos os anjos que se rebelaram contra Deus e por isso fomos expulsos dos Céus. -ele aponta o dedo para os Guerreiros deuses. -Queremos a Espada Balmung!

—Que atrevido! -esbraveja Thor. -Acha que pode vir falando asneiras e levar a Espada Balmung dessa maneira?

—Acalme-se Thor. -pediu Fenrir. -Enfrentei um desses "Anjos". São inimigos fortes.

—Pfiu! Idiota! — Rherigor fala com desdém. -Aqueles eram os mais fracos entre nós. Prepare-se para enfrentar a Morte em pessoa!

Os Cosmos de ambos os lados se elevam. Uma sangrenta batalha, nunca vista antes em Asgard, terá início.

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—Está sentindo, irmã? -Freiya estava com medo.

—Sim, Freiya. A luta está começando. -Hilda une as mãos em uma prece. -Ah, Siegfried, tome cuidado! Odin, proteja os bravos guerreiros que estão lutando agora.

—Se está rezando, Hilda. -a voz de Alberich a tira de suas orações, assustando-a. -Deveria rezar por sua alma.

Hilda se vira e encara Alberich, não parecia surpresa por ele estar ali.

—Poderia perguntar por que não está lutando ao lado de Siegfried e dos outros, Alberich. -Hilda disse com uma serenidade assustadora. -Mas desconfio que proteger Asgard e a mim não estão em seus planos. Acaso, você seria o traidor, Alberich?

O Guerreiro-deus começa a se aproximar das nobres, mantinha um olhar frio e calculista, tinha em suas mãos a sua Espada Ametista. Instintivamente, Hilda se coloca à frente de sua irmã.

—Se veio me matar, Alberich, peço apenas que poupe a vida de Freiya. -a soberana pediu, mantendo a pose e o olhar altivo.

—Sinto muito, Hilda. Sem testemunhas. -ele estende a espada que fica a poucos centímetros do rosto de Hilda, que se mantêm serena. -Você sempre me irritou, Hilda de Polaris. Sabia que se não fosse por você, o próximo na linha de sucessão ao trono de Asgard seria eu? Mas sou apenas um parente distante de Durval e você...a sobrinha daquele déspota. Lógico que você foi aclamada a nova líder após a morte dele, mesmo sendo uma mulher fraca. Mas esse erro pode ser remediado...basta separar a sua cabeça de seu corpo.

Alberich levanta a espada e com toda a força faz o arco fatal, contudo a espada para repentinamente a poucos milímetros do pescoço de Hilda.

—O quê! -espanta-se Alberich.

—Hagen! -Hilda grita surpresa.

—Hagen? -Freiya levanta o olhar e se depara com uma cena espantosa. Ela não consegue conter sua expressão de assombro.

Hagen de Merak havia segurado a lâmina com a própria mão antes que ela finalizasse seu ato covarde. Da mão que salvara Hilda, sangue escorria abundantemente do corte produzido.

—Alberich! -havia fúria e indignação no olhar do Guerreiro deus da estrela Beta. -Como ousa trair Asgard e Hilda! Como ousa ameaçar Freiya, a mulher que amo!

Hagen dá um potente soco na mandíbula de Alberich com a mão livre, jogando o traidor contra a parede. Alberich cai ao chão como um boneco.

—Traidor! A morte é uma punição branda demais para você!

O furiosos Guerreiro Deus se aproximava de Alberich com o seu cosmo inflamado pela raiva.

Alberich levanta-se e segurando a Espada Ametista assume uma posição de defesa.

—Parece que terei que me livrar de você primeiro, Hagen. -ele sorriu. -Será um prazer!

Hagen avançou sobre Alberich, o rosto contorcido de raiva.

—RAIO CONGELANTE! -gritou Hagen desferindo seu golpe.

—ESPADA DE FOGO! -o traidor consegue se defender.

Mas assim que abaixa a espada, Hagen já está sobre ele, desferindo uma série de socos em Alberich, terminando por jogá-lo novamente contra a parede, que fica seriamente danificada. O Guerreiro de Merak novamente avança contra Alberich.

—E-espere Hagen. -implorava Alberich. -Não era eu...estava sendo controlado. O seu golpe me libertou.

Por alguns instantes Hagen hesita, estaria dizendo a verdade? Quando percebe a dúvida e hesitação no Guerreiro de Merak, Alberich se levanta rapidamente, desfere um soco no estômago de Hagen, jogando-o até o lado oposto da sala do trono.

—Hagen! -Freiya grita angustiada.

—Idiota! Numa luta para vencer, vale tudo! Até usar truques sujos como esse. Não se preocupe, logo encontrará a sua amada no outro mundo. Assim que você estive preso dentro da minha Couraça Ametista, matar Hilda será fácil demais!

—Isso não vai funcionar em mim, Alberich! Prepare-se! RAIO DE FOGO!

Mas Alberich se esquiva do golpe, saltando para o lado.

—Parece que estamos em um dilema, Hagen. -Alberich o provocava. -Vencerá aquele que tiver o cosmo mais forte! ESPADA DE FOGO!

—Hagen, cuidado! -gritou Freiya.

Mesmo tentando se proteger Hagen é atingido por Alberich no flanco e é arrastado pela força do golpe vários metros. Do corte produzido, começa a jorrar sangue.

Alberich ergue ambos os braços e seu cosmo se eleva, logo seus braços estão cobertos por uma fina camada de ametista. Hagen com dificuldades se ergue.

—COURAÇA AMETISTA!

—Maldição! -Hagen pragueja.

—Ei, Bastardo! -uma voz feminina chama e um vaso atinge Alberich diretamente na cabeça, desconcentrando-o e fazendo-o errar o alvo.

—Quem ousa? -Alberich lança um olhar furioso em quem o distraiu e vê Aud. -Você! Como escapou? Cuidarei de você no momento oportuno, agora preciso eliminar um inútil.

—Alberich, seu adversário sou eu. -Hagen ignorando a dor e o ferimento se levantou, com os olhos inflamados pelo ódio. Mas ele titubeia e volta a ajoelhar-se no chão devido ao ferimento.

—Apenas um contratempo. Está esvaindo-se em sangue, Hagen. Vou abreviar seu sofrimento.

Novamente, Alberich prepara seu golpe Couraça Ametista, elevando seu cosmo. Mas ele lança um olhar maligno sobre Hilda e Freiya.

—Que se dane! -falou friamente. -Não importa como... e sim que Hilda morra. COURAÇA AMETISTA!

O golpe que deveria atingir Hagen vai em direção a Hilda e Freiya. Com um movimento rápido, ele se coloca na frente delas e recebe todo o poder do golpe de Alberich. Quando tudo termina, o Guerreiro-deus de Merak estava preso dentro da ametista.

—Hagen! -Freiya gritou desesperada, tocando na ametista. -Não!

—Ele estará morto em breve, princesa. Poderá se reunir a ele na outra vida!

Alberich novamente pega a sua espada e se prepara para matar as nobres. Refeita do choque, Aud não consegue ficar quieta. Olhando para cima, vê que em uma das paredes há uma enorme tapeçaria, e Alberich está sob ela.

Algumas palavras e a tapeçaria se solta sozinha, caindo em cima de Alberich.

—Quê! -ele estava surpreso.

Aud corre, arrasta Freiya de perto da ametista que encerrava Hagen e grita para Hilda.

—Corra!

As mulheres tratam de correr, mas uma explosão arrebenta a parede, jogando- as ao chão. Freiya tentou se erguer, mas deu um grito e caiu. Seu braço estava ferido.

—Freiya! -gritou Hilda amparando-a.

—Eu devia ter acabado com você quando tive uma chance. -Alberich ameaçava, erguendo Aud do chão pelo braço. -O trabalho que está me dando não compensa mantê-la viva.

—Que pena que sua armadura não proteja todo o seu corpo. -ela disse com um sorriso, dando uma joelhada entre as suas pernas.

—Sua Vadia! -ele rosnou, segurando-a pelo pescoço com uma das mãos, erguendo-a do chão. -Vai morrer por me humilhar dessa maneira!

—Vou dizer apenas uma vez... -ameaçou uma voz grave e fria. -TIRE SUA MÃO DELA!

Alberich se vira e encara Bado, que mantinha um olhar gélido como a morte, encarando-o com grande ódio.

—Se eu não tirar a mão dela, vai fazer o que? -Alberich provocou, tentando não se sentir intimidado pelo olhar de Bado.

Ele lança um sorriso ameaçador e fala com uma frieza assustadora.

—Vou ter que arrancá-la!

Alberich solta Aud, que respirava profundamente buscando ar, passando a mão pela garganta ferida pela mão de seu agressor. Os Guerreiros deuses se encaram, seus Cosmos se elevam para a luta.

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—Não adianta. -berrava Shido -Esse Ahanaon parece que não sente os nossos golpes!

E era verdade, Ahanaon era atacado sucessivamente vezes pelo ataques de Shido e nada parecia surtir efeito. O gigante com a explosão de seu cosmo manda seu oponente para longe.

Siegfried e Thor lutavam contra Loki, e encontravam dificuldades, já que ele era um deus. Mime estava ocupado demais com Rherigor. Fenrir travava um feroz combate contra Belzebu.

—Isso já está me cansando! -falava Fenrir para Belzebu. -Está na hora de acabarmos com isso!

—Concordo. -respondeu o anjo caído. -Vou deixar essa honra para o meu mestre. Ele anda se queixando do tédio.

De repente, todos sentem um Cosmo estranho e agressivo se aproximando, e se voltam na direção de onde ele vinha. Surpresos viram seus oponentes se afastarem e se curvarem diante de alguém que se aproximava.

Um menino que aparentava ter no máximo uns dezesseis anos entrava naquele instante no local da luta.

Ele tinha de cabelos longos e dourados, seus olhos eram de um violeta intenso, frios, e o rosto era verdadeiramente belo e angelical. Poderia ser confundido com uma mulher, tamanha era a delicadeza de seus traços. Estava calmo e sereno, e caminhava com gestos delicados e despreocupados, como se estivesse caminhando em um jardim florido ao invés de um campo de batalha.

Sua armadura negra cobria praticamente todo o seu corpo, ele mantinha o elmo, que possuía uma face demoníaca, embaixo do braço. O estranho guerreiro possuía um par de asas negras.

—Olá. -disse com calma e um sorriso no rosto. -Me chamo Belais.

Continua...