A Feiticeira e o Tigre
8 Capítulo 8
—Olá. Eu sou Belais. -o guerreiro se apresentou com calma, um sorriso e uma voz delicada e afetada... -Sou um Mephisto das Legiões Demoníacas. Um dos três Generais Infernais de sua Gloriosa Majestade, a rainha do Inferno.
—Um Mephisto? -indagou Mime.
—Um General do Inferno, hein? -Shido se posiciona para atacá-lo. -Pois vou enviá-lo de volta para lá, moleque!
O anjo dá um sorriso divertido:
—Moleque? -ele mexe em uma mecha de seus longos cabelos dourados. — Hunf! Sou mais antigo que esse mundo, Guerreiro-deus. Já era velho quando Odin nasceu. -ele se vira para seus subordinados. -Ahanaon, acompanhe-me até o local onde está a espada Balmung. O restante de vocês, retire esse lixo de minhas vistas.
—Sim!-responderam todos de uma só vez.
—Lixo?! -Siegfried estava indignado com as palavras de Belais. -Como se atreve!
—Loki, então um guerreiro deus virou um brinquedo nas mãos dessa tal rainha do Inferno! -acusou Thor. –Vergonhoso!
Loki fica com a expressão alterada, como se as palavras tivessem o poder de ferir seu orgulho, já esquecido.
—Não sabe nada, Guerreiro-deus. A Gloriosa é o poder absoluto e logo reinará neste mundo e nos Céus também! Sempre preferi me unir aos fortes!
—Chega de tanta baboseira! -Shido grita e investe contra Belais. -GARRAS DO TIGRE NEGRO!
O Anjo nem se mexe quando o ar gelado o atinge.
—Patético.
Seu cosmo se expande jogando os Guerreiros-deuses longe.
—Vamos, Ahanaon. -ele ordena com a costumeira calma.
Ambos se dirigem onde está a estátua de Odin, o local onde sua armadura e a espada Balmung repousam.
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Alberich tenta golpear Bado, mas ele é rápido demais e se esquiva da primeira tentativa de ataque.
—GARRAS DO TIGRE DAS SOMBRAS! -Bado lançou seu golpe, que atinge Alberich com tudo.
Alberich recuperou-se do golpe e ao encarar Bado estremece. Nunca antes havia visto um olhar mais cheio de raiva e alucinado como aquele. Tentando esquecer seu temor, ergueu-se e tentou atingi-lo com a espada, mas Bado desvencilhou-se facilmente, pegando-o pelo punho.
A força titânica de seus dedos forçou Alberich a soltar sua espada, que caiu ao chão. Ambos os guerreiros se encaravam, um tomado pelo medo, outro pelo ódio.
—Prometo que a sua morte será muito lenta e dolorosa! -Bado disse friamente.
—B-Bado espere...-Alberich implorou.
Mas Bado o ignorou, a imagem de Aud sendo agredida por Alberich tomou seu coração de raiva e começou a surrá-lo. Socos e chutes o atingiam sem dó nem piedade. Logo, seu rosto estava disforme pelos golpes que recebera.
Aud assistia a luta, e pela primeira vez viu seu amado transformado pela ira. A imagem era assustadora. Seus olhos eram como os de um predador, um tigre que encarava uma presa indefesa.
—B-Bado...perdão...
—Covarde! -Bado falou. -Você não consegue me derrotar sozinho? Precisa implorar como uma mulherzinha medrosa? -depois ele grita irado. -MORRA TRAIDOR! GARRAS DO TIGRE DAS SOMBRAS!
O golpe atingiu-o com toda a intensidade jogando-o contra uma parede, espatifando-a e caindo desacordado na sala ao lado. Bado caminhava até ele, desejando terminar o serviço logo e puni-lo pela dor que causou a Aud e às outras.
—Pare...Bado, por favor... -Aud o abraçou por trás, aconchegando-se ao corpo másculo, não conseguiu conter as lágrimas, implorou. -Chega...Deixe-o ser punido pelas leis de seu povo. Olhe para ele, não pode mais lutar...está vencido.
—Você...poderia ter morrido... -ele falava, sem encará-la. -Se me demorasse mais um pouco...você...
—Pare! -ela implorou. -Estou sã e salva. Todas estamos!
Aud sentiu-o relaxar, enfim.
—Você está bem? -ele perguntou, com a voz suave.
Depois virou o corpo e ficou diante dela, fitando-a nos olhos azuis, marejados pelas lágrimas. Aliviada, viu que aqueles olhos voltaram a ser ternos.
—Estou.
Cuidadoso, ele beijou-lhe a testa e depois se abraçaram.
No Salão do Trono, a Couraça Ametista que prendia Hagen se desfez diante do toque do Cosmo de Hilda. O Guerreiro-deus de Merak caiu ao chão, abrindo os olhos logo em seguida e a primeira pessoa que vê é Freiya.
—Hagen. -ela chorava. -Graças a Odin!
—Freiya? -Hagen tenta se levantar, mas gemeu por causa dos ferimentos. -E Alberich? Seu braço, está sangrando...ele a feriu?
—Bado apareceu e o derrotou. -Hilda lhe explicou. -Não se aflija, estamos bem.
Naquele instante, Aud entrava no salão e correu para junto de Hagen que estava ferido.
—Freiya...cuide dela primeiro. -ele pediu.
—Você primeiro. -disse decidida. -Está esvaindo-se em sangue.
Com movimentos ágeis, Aud fecha o ferimento e improvisa um curativo e ataduras com um pedaço de sua saia. Bado para diante de Hagen e o ajuda a erguer-se. De repente, ambos sentem a presença de um Cosmo terrível entrando no palácio.
—Precisamos ir até onde estão os outros. -Bado diz com a voz preocupada.
—Estou sentindo Cosmos muitos poderosos em direção a Espada Balmung. -Hagen comenta. -Temos que ir.
—Sim. Vá até o portão principal. Vou interceptar os intrusos antes que cheguem até a Espada.
—Ferido dessa maneira? -Aud tenta demovê-lo da ideia de lutar, mas reconhece em seu olhar que não conseguirá nada. -Tome cuidado, Hagen...por Freiya.
Ele lança um olhar cheio de ternura para a amada princesa e ela retribui com um sorriso encorajador. Depois ele sai do salão em direção à batalha no portão principal.
—Bado... -ela murmura seu nome.
Bado toca seu rosto de leve e fala com autoridade.
—Quero que fique com Hilda.
—É uma ordem?
—Um pedido. Volto logo.
Quando Bado sai do Salão, um arrepio gélido paralisa Aud. E começa a temer pelas vidas dos guerreiros deuses e pela a de Bado.
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Belzebu, Rherigor, Loki e um contingente de gigantes do gelo se aproximavam cada vez mais. Com dificuldades e dores, os Guerreiros-deuses caídos se levantam, prontos para lutarem novamente.
—Siegfried. -fala Mime. -Vá com Shido e detenham aqueles dois. Eles não podem chegar até a espada.
—Mime! -espanta-se Siegfried.
—Cuidaremos deles. -respondeu Thor. -Somos Guerreiros-deuses e é nosso dever proteger Hilda e Asgard.
—Mas... -tentou argumentar Shido.
—Andem logo! -gritou Fenrir. -Não percam mais tempo!
—Mas, são muito contra apenas vocês três. -Siegfried preocupou-se com a diferença numérica.
—Quatro contra um reles exército. -Hagen dizia ao se aproximar. -É uma considerável desvantagem...
—Para eles. -retrucou Mime. -Onde está Alberich?
—Depois eu conto. -disse Hagen com uma crescente raiva na voz. -Bastam saber que o traidor foi finalmente punido.
Os outros logo perceberam o que havia acontecido.
—Vamos, então. -chamou Siegfried. -Contamos com vocês.
Assim, os guerreiros se separaram e se prepararam para uma difícil batalha.
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Aud acabava de cuidar dos ferimentos de Freiya, Hilda que estava ajoelhada ao lado da irmã levanta-se rapidamente.
—O que foi, Hilda? -perguntou Freiya.
—A Armadura...Odin está me chamando!
Assim, Hilda corre em direção ao local onde estava a Armadura de Odin.
—Hilda. –inutilmente Freiya chamou pela irmã. -Aud, o que minha irmã pretende?
—Freiya quero que vá até onde estão os refugiados. Vou buscar sua irmã.
—Mas Bado disse...
—Ele disse para ficar com Hilda, e é o que estou fazendo. -e sai correndo atrás dela.
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Siegfried e Shido corriam na esperança de alcançar Belais e Ahanaon antes que pudessem alcançar Armadura de Odin.
—Ali. -gritou Siegfried. -Estão à nossa frente! Chegarão até a Estátua de Odin!
Shido não diz nada, se lança contra Belais a uma incrível velocidade, com as suas garras à mostra.
—GARRAS DO TIGRE NEGRO!
Mas uma sombra apareceu na frente, bloqueando o vento gelado. Shido sentiu quando um punho poderoso foi desferido contra ele, atingindo-o no estômago, jogando-o a vários metros para trás.
—Como...alguém tão grande pode ser tão rápido! -Shido estava perplexo.
—Pfiu! Ahanaon, ensine esses inúteis a respeitar um superior. -disse Belais sem se virar, continuando sua caminhada. -Ah! A Armadura de Odin!
Ahanaon se lança contra Siegfried, jogando-o contra uma parede. Então avança ameaçadoramente contra Shido. Mas Bado aparece e começa a dar uma série de chutes e socos no servo de Belais, desequilibrando-o, forçando-o a retroceder.
—Onde esteve? -repreendeu Shido.
—Ocupado. Depois falamos sobre isso.
Ahanaon avança novamente sobre eles e ambos concentram seus socos no gigante, que evitava com facilidade. O gigante agarra Shido pela garganta e o ergue para cima.
—Shido! -gritou Siegfried.
Tão rápido quanto o vento, Bado acerta Ahanaon no estômago com seu golpe. Ahanaon larga Shido e cai ao solo. Ele tenta se levantar, mas é jogado novamente ao chão, pois recebeu em seu rosto os chutes combinados dos gêmeos.
—Cuidamos desse aqui, Siegfried. -diz Bado com confiança. -Detenha Belais.
Siegfried concorda com um aceno da cabeça e parte para enfrentar o General do Inferno, que naquele momento se aproximava da Armadura de Odin.
—Pare Belais! -gritou o Guerreiro deus. -Não ouse colocar suas mãos na sagrada espada Balmung!
O Anjo se vira e o encara com desprezo:
—Quem você acha que é para falar comigo nesse tom, verme insignificante? -Belais coloca o elmo. -Pelo jeito terei que fazê-lo ver onde é seu lugar.
—Pare de falar e me enfrente!-Siegfried se lançou para atacar o Anjo.- ESPADA DE ODIN!
Em volta do oponente, um círculo de luz aparece, a energia liberada por esse golpe parece não surtir efeito em Belais. Dentro do círculo, ele sorri e ergue o dedo indicador contra Siegfried
—Dragão do Inferno! -Belais fala com calma.
Uma aura de energia negra vai em sua direção, parecendo que assumia a forma de um dragão monstruoso negro, com várias cabeças e de olhos vermelhos. Siegfried se esquiva rapidamente.
O golpe ao atingir o solo produziu uma grande explosão. No local atingido havia uma grande cratera.
—Incrível! -pensou Siegfried, com o suor escorrendo pela face. – Se tivesse sido atingido, seria meu fim! E o pior é que o maldito nem sentiu o meu golpe!
—Dragão do Inferno!"-Belais dispara novamente seu golpe.
Siegfried tenta se esquivar novamente, mas o impacto do golpe ao atingir o solo o joga com força contra uma parede, ferindo-o seriamente.
—Percebeu a diferença entre nossos poderes, Guerreiro-deus? -disse Belais com orgulho. -Acha ainda que poderá me vencer?
Siegfried sentiu-se fraquejar, mas de repente ele olha para o lado e vê a silhueta de uma mulher. Hilda caminhou até Belais e falou com convicção:
—Ele o vencerá! Pois é um Guerreiro-deus de Odin, e os valentes guerreiros de nosso deus Odin estão preparados para morrer, não temem a morte! E você, está preparado para morrer?
Belais fita Hilda com incredulidade e depois fala com orgulho:
—Acredita mesmo que ele é o Salvador de seu povo? -ele se vira para Siegfried. -Olhe bem, está caído e derrot...Hã?
Siegfried se levantava, seu Cosmo estava aumentando consideravelmente, ele se sentia revigorado pelas palavras de Hilda. Sim! Ele era um Guerreiro deus de Odin, o sangue dos valentes vikings corria em suas veias! E não há orgulho maior para um viking do que morrer em combate, protegendo o que lhe é mais caro.
—Sim, acredito que ele seja o Salvador de meu povo. -Hilda se afasta e se coloca em um ponto, observando com receio o desenrolar do combate.
—Está pronto, Belais? -pergunta com um sorriso confiante limpando o sangue que escorria de seus lábios.
O anjo o encara, sua expressão calma cedeu a raiva e ao espanto.
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Aud estava protegida perto de uma porta lateral, observava o que acontecia, mas se perguntava onde estava Bado?
Notou uma movimentação mais adiante e sentiu que ele estava lá. Começou a correr naquela direção. Se estivesse certa, ele ficaria furioso quando a visse tão perto das lutas.
—Começo a pensar que esse cara é insensível à dor. -comenta Bado a seu irmão. -Já o acertamos de todas as maneiras possíveis e ele nem parece titubear.
—Começo a concordar com você. –Ahanaon caminhava na direção dos gêmeos de maneira ameaçadora. -Algum plano? Aceito qualquer sugestão.
Bado esforçou-se para concentrar os pensamentos na tarefa que se impusera. Seu irmão e ele estavam feridos, suas armaduras seriamente danificadas e seus cosmos estavam enfraquecidos. Como derrotar um inimigo que parecia invencível?
—Não preciso ter compaixão de vocês, Guerreiros deuses. -o Anjo da Destruição ergueu a mão e seu cosmo aumentou de maneira ameaçadora. -Eis a técnica que minha senhora me ensinou. DEVORADOR DE ALMAS!
Um vórtice se abre sobre suas cabeças, e de dentro dele saíam feixes de energia que se movimentavam como serpentes, tais energias atingem os irmãos, Bado e Shido sentem seus corpos paralisarem, uma dor intensa os domina.
—Suas almas serão arrancadas de seus corpos e servirão de alimento ao Devorador de almas, umas das mais temíveis crias do inferno. -dizia Ahanaon, com o braço erguido. -Aceitem o inevitável, terão um destino pior que a morte!
Bado foi perdendo os sentidos, a visão ficando borrada.
—Não...posso morrer aqui dessa maneira...-já não escutava mais a sua própria voz.
Mas de repente, escutou uma suave música, ele não conseguia decifrar o que a voz cantava, mas a melodia era relaxante.
Ahanaon sentia o braço cansado, como se pesasse toneladas. A estranha canção o deixava confuso, percebeu que não se tratava de uma simples música...alguém entoava um encanto, um feitiço.
O Anjo da Destruição abaixou o braço e o vórtice se fechou libertando Bado e Shido de um fim terrível.
—A feiticeira. -murmurou o Anjo da Destruição.
Bado abre os olhos e levanta a cabeça olhando fixamente para Ahanaon, que mantinha as costas para ele, olhava para outra direção. Para o que ele olhava?
Então ele vislumbrou Aud parada diante do Anjo, com as mãos unidas como se orasse, mas que não desviava o olhar do monstro.
—Você? –o gigante murmurou, colocando a mão na cabeça, parecia atordoado. –Se parece com ela...
—Com quem?
—O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI! -Bado gritou, assustando Shido e atraindo a atenção de Ahanaon para eles. -MANDEI QUE FICASSE COM HILDA!
—Salvando a sua vida, ora. -ela respondeu irritada. -Obedeci você, mandou que ficasse com Hilda e fiquei. Ela está aqui pertinho, vendo a luta entre Siegfried e aquele esquisito.
—Aud...-estava admirado pela coragem dela, mas ao mesmo tempo temia o que poderia acontecer a ela.
—É mais perigosa do que imaginamos, mulher. -disse Ahanaon. –Saia da minha frente!
—Não faça isso! -Bado gritou. -Covarde! É uma mulher!
—Eu me enganei... você não é ela. –Ahanaon diz elevando seu cosmo.
A criatura se vira e a atinge com seu cosmo negro. Diante do olhar horrorizado de Bado, ele vê a mulher que ama se lançada contra uma parede e cair desacordada e imóvel ao chão.
—Não... -murmura o Guerreiro-deus de Alcor, para depois gritar em plenos pulmões. -ISTO NÃO PODE ESTAR ACONTENCENDO!
Ahanaon observa Aud inerte no chão e depois volta sua atenção para os gêmeos e dispara novamente seu golpe.
—Morram. -declarou. -DEVORADOR DE ALMAS!
O golpe no entanto não atinge Bado. Shido se esquiva e reúne seu cosmo num ataque carregado de raiva.
—Vai pagar por isso, monstro. -ameaçou Shido. -IMPULSO AZUL!
—Não será fácil, homenzinho! -Ahanaon acerta violentamente Shido, que apesar de ferido sorri satisfeito.
—'Você já era! -diz confiante.
—Hã?
A surpresa, vista somente em seus olhos, toma conta do Anjo da Destruição ao ver Bado correndo em sua direção, na velocidade da luz, aproveitando o momento de distração com o golpe de Shido, com um cosmo extremamente fortalecido e carregado de ódio.
—Jamais, ouviu...JAMAIS PERDOAREI VOCÊ POR FERIR AUD! -gritou Bado. -MORRA MALDITO! GARRAS DO TIGRE DAS SOMBRAS!
—IMPULSO AZUL! -atacou Shido com as poucas forças que lhe restavam.
Um terrível clarão toma conta do lugar e Ahanaon é jogado a metros de distância pela potência dos golpes combinados dos irmãos. Ele se choca contra um enorme muro que vem abaixo, soterrando-o nos escombros.
Ofegante e cansado pela luta, Bado se ergue e corre até onde Aud está caída. Ele a ampara nos braços. Shido, muito ferido, se aproxima e pergunta com receio da resposta.
—Ela...está...?
—Não. Está ferida, mas inconsciente. -ele acaricia seu rosto, não pode deixar escapar uma lágrima. -Sua teimosa e depois o tolo sou eu.
Várias explosões de Cosmos se ouvem do portão principal e do local onde está Siegfried e Belais. Bado coloca Aud nos braços do irmão.
—Leve-a para dentro, irmão. -Bado pediu. -Cuide dela...ajudarei Siegfried, não está em condições de lutar mais.
—Bado?
—E se algo acontecer comigo...prometa que cuidará dela por mim, irmão.
—Sim. Por minha vida. -respondeu com sinceridade.
Antes de sair ele dirige um olhar amigável ao irmão.
—Se tudo acabar bem, gostaria que você preparasse um encontro com nossos pais. -Shido o olha surpreso. -Mas caso eu morra aqui, gostaria que dissesse a eles que não guardo rancores, que está tudo perdoado.
Rapidamente ele parte, deixando Shido para trás, com Aud em seus braços desacordada.
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No portão principal.
Os Gigantes de Gelo se lançaram contra o número inferior de Guerreiros-deuses, sendo observados pelos Anjos e Loki, que sorria satisfeito. Mas a expressão do deus se transforma ao ver seus soldados reduzidos a nada após alguns breves minutos diante dos adversários.
—Como? -Loki estava espantado, ainda mais ao ver a aura dos Cosmos dos quatro guerreiros deuses.
—Como aquecimento, está bom. -ridicularizou Thor.- Você será o próximo, Loki.
—Hunf -Belzebu dá um passo à frente. -Nunca deixe inúteis fazerem seu serviço, Loki. Rherigor, tem preferência por matar alguém?
—O que carrega a harpa. -comentou o Anjo. -Tem uma alma atormentada e doce. Se não se importar?
—Fique à vontade. Prefiro acabar com o fedelho que liquidou Ashtaroth. -apontou para Fenrir. -Loki, divirta-se com o resto.
O renegado guerreiro deus olha com cólera para Thor.
—Ótimo. Farei esse tolo se arrepender por zombar de mim. -e acrescenta com um sorriso. -E o outro está quase morto...será fácil.
Belzebu dá um salto e parecendo que ganhava asas ataca furiosamente Fenrir.
—ASAS O INFERNO!
—Cuidado! -Thor gritou tarde demais.
O golpe o atingiu em cheio, atordoando-o por alguns momentos, mas ele se recupera a tempo de ver outro ataque em sua direção, só que dessa vez, ele se esquiva com grande agilidade.
—Fenrir! -chamou Mime.
—Contenha-se, Guerreiro deus. -Mime vira a cabeça e vê o seu oponente. -Sou Rherigor, o anjo do ar.
Mime fica em posição de defesa, olhando fixamente para Rherigor, segurando sua harpa, preparando-se para qualquer ataque.
—Eu sou Mime de Benetnasch, a estrela Eta. -se apresentou e deu um sorriso despreocupado. -Lembre-se do meu nome quando voltar para o Inferno.
Mime toca a sua harpa produzindo uma agradável e hipnótica melodia, Rherigor imediatamente vê várias cópias do Guerreiro de Benetnasch. Mas não demonstra preocupação com isso.
Ele expande seu cosmo e várias borboletas, feitas de luz, aparecem e atacam as cópias de Mime, até acertar o verdadeiro, produzindo um pequeno corte em seu rosto, desfazendo a ilusão. Mime o olha severamente.
—Interessante. Gosta de ilusões? -comentou o Anjo. -Sabe, sou chamado pelos meus companheiros de Caçador de Espíritos... -ele dá um sorriso carregado de maldade. -Você descobrirá porquê! DEMÔNIO DE FANTASIA!
Mime é envolvido por estranhas cores, de repente se encontra em um jardim, cercado por pequenas fadas e criaturas míticas.
—O que é isso? -pergunta espantado.
—Mime? -uma voz masculina chama a sua atenção.
O guerreiro se vira e vê a imagem do pai se formando a sua frente.
—Pai?! -Mime olha incrédulo. -Não pode ser!
—Filho... -diz a imagem que ao tentar tocá-lo, atinge o guerreiro com uma luz que lhe causou uma dor intensa, jogando-o ao chão.
Enquanto isso, Loki empunhando uma espada media forças com Thor. O renegado desvia de seus machados e desfere um golpe produzindo um corte no abdômen do Guerreiro-deus.
—Thor! -grita Hagen, saltando e antes de tocar o chão, desfere seu golpe contra Loki. -FORÇA CONGELANTE!
Com agilidade, o Loki utiliza sua espada e bloqueia o ataque de Hagen, mas para a sua surpresa, o guerreiro deus de Merak ampara o fio da espada entre as suas mãos, ficando seu rostos frente a frente. Hagen libera seu Cosmo frio, congelando a espada e depois com um grito de fúria, dá um soco nela, rompendo-a em pedaços.
Loki o afasta com um chute que rompe o curativo improvisado de Aud e sua ferida começa a sangrar, forçando-o a se apoiar no chão com um dos joelhos e com uma mão, tentava estancar o sangramento.
—TEMPESTADE DE ODIN!! — o traidor une as mãos e desfere um golpe físico direto em forma de martelo diretamente contra corpo Hagen, exercendo uma poderosa pressão, lançando-o longe.
Com o rosto alterado pela surpresa e humilhação, Loki apenas observa o que restou de sua espada, segurando o cabo na mão, depois o joga fora como se fosse lixo.
—Foi um presente de minha nova senhora, juntamente com essa armadura. –Diz jogando o resto da espada fora. -Eu subestimei seu poder, Guerreiro de Asgard. Terei que me encarregar de você, primeiro.
—Errado, Loki. -vociferou Thor, que jogava seus machados longe. -É a mim que enfrentará, traidor de Asgard. HÉRCULES TITÂNICO!
Loki se devia do ataque e com um olhar de impaciência levanta a mão e direciona sua palma para Thor.
—RAGNAROK! -gritou, e uma energia azulada vai em direção a Thor, que se defende colocando as mãos para frente, tentando detê-lo, um brilho intenso toma conta do lugar, seguido por uma explosão e o grito do Guerreiro deus de Phekda. –É apenas uma amostra do poder que minha Senhora me confiou. Não perceberam que é inútil resistirem?
—Thor! -Hagen grita.
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—AHHHH! -grita Siegfried ao ser atingido mais uma vez por Belais, com a armadura aos pedaços, ele se recupera rapidamente e salta, reunindo todo o seu cosmo. -ESPADA DE ODIN!
Mas Belais se desvencilha do golpe, e contra-ataca com um golpe tão rápido e forte que certamente teria causado a morte dele, se uma sombra branca não saltasse rapidamente, empurrando-o para não ser atingido.
—Bado! -se espanta Siegfried. -Então, você e Shido venceram Ahanaon.
—Sim. -Bado mantinha o semblante inalterado. -Mas o maldito feriu Aud. Ele é forte!
—Muito! -Siegfried concordou, observando Belais que permanecia com uma expressão serena. -Será que os outros Generais Demoníacos são tão fortes assim?
—Hunf! Não ligo a mínima se são fortes ou não...vamos acabar com eles!
—Sim.
Eles se levantam, posicionam-se para atacar e elevam seus cosmos.
—É inútil. -Belais fala com ar tedioso. -São apenas fracos mortais. Acham mesmo que podem me derrotar?
—Verá se somos "apenas fracos mortais." -grita Bado. -GARRAS DO TIGRE DAS SOMBRAS!
—VENDAVAL DO DRAGÃO! -golpeia Siegfried.
—IDIOTAS! -grita Belais. -Estão apenas retardando o inevitável!
Ele ergue a mão para deter o ataque que considera ínfimo, mas para a sua surpresa os cosmos de ambos os Guerreiros estavam aumentando.
Eles o haviam combinado em um só e Belais foi atingido, desprevenido por causa de seu orgulho, tem seu elmo arrancado e é jogado contra as escadarias que levam até a local sagrada da Armadura de Odin.
Belais se levanta e passa sua mão por seus lábios, olha para o sangue em seus dedos.
—S-sangue! -disse não acreditando no que via.
Incredulidade, espanto, ódio, sentimentos contraditórios tomam conta de seu coração negro ao olhar para os mortais que ousaram feri-lo.
—Nunca, em incontáveis milênios fui ferido! -seu semblante era psicótico, a cor violeta de seus olhos era agora de um branco assustador. -Nem durante a grande Rebelião. Agora, reles mortais ousaram derramar meu sangue, maculando minha pessoa magnífica! NÃO HÁ PERDÃO PARA TAMANHO SACRILÉGIO!
Bago e Siegfried estavam em frente à armadura de Odin, observando a reação de Belais ao ser atingido.
—Parece que atingimos o ego dele. -comentou Bado.
Siegfried fitava Belais, nunca vira tamanha fúria em um olhar antes.
—VÃO MORRER! -gritava o anjo se levantando.
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Seu cosmo negro era tão assustador que os guerreiros que lutavam no portão principal o sentiram, e pararam de lutar por alguns instantes.
Freiya sentiu seu coração se apertando, como se previsse que algo ruim aconteceria. Shido, que entrava no salão principal com Aud, virou-se sentindo um arrepio e o suor escorrendo em seu rosto.
—Bado... -Aud murmurou, ainda na inconsciência.
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—SINTA A MINHA MAIOR TÉCNICA! O GOLPE MAIS PODEROSO DE BELAIS! SUPREMO DRAGÃO DO INFERNO! — gritou Belais.
Siegfried com um movimento rápido, empurrou o companheiro para longe, e para o horror de Hilda que a tudo assistia, viu o corpo de seu amado desaparecer em meio a uma espantosa explosão, que feriu seus olhos e arrastou Bado para longe com o impacto.
Continua...
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