A Feiticeira
10 Rapto
Notas iniciais
Percy estava deitado em sua cama lembrando-se do dia que teve, tinha sido um dia ótimo. Rever Grover, a Captura a Bandeira, e é claro ir à praia com Annabeth (a melhor parte do dia na opinião dele). Dormiu pensando nela.
Ele se viu no meio da floresta do Acampamento Meio-Sangue, à beira do riacho. Estava escuro e ele não conseguia ver quase nada, até que seue olhos se acostumaram a falta de luz, e ele pode ver normalmente.
Ele não como havia chegado ali, e nem por que estava ali. Por um impulso ele começou a adentrar ainda mais na floresta. Do nada um frio percorreu por sua espinha e ele sentiu que algo muito ruim estava prestes a acontecer. Esse pensamnto só se confirmou quando ouviu um grito.
– Percy! Percy! – gritava Annabeth, e sua voz estava duida, como se estivesse sendo torturada. Ele não podia vê-la, e a voz parecia vir de todos os lados – Socorro! Me ajude, por favor! Percy!
Ele estava desesperado, tentando decifrar de onde vinha a voz. Seu coração estava apertado em ouvir um grito de dor, o grito dela. Não aguentava mais, tinha que achá-la, mas onde ela estaria?
– Me ajuda! – dessa vez o som veio somente da direita, e foi exatamente para lá que ele seguiu.
Passava por lugares que ele tinha certeza de que nunca havia estado, os gritos ficavam cada vez mais altos, e quando ele estava chegando perto de onde Annabeth estava tudo se apagou.
Uma mulher apareceu na sua frente, um pavão estava ao lado dela. Ela simplesmente olhou fixamente para ele e disse:
– Vá logo!
Ele acordou em suando e com o coração acelerado, o que ele deveria fazer? Deveria ir atrás dela? E se não fosse verdade? Mas e se fosse? Resolveu não arriscar perdê-la. Levantou-se da cama, se trocou, pegou Contracorrente e foi até a floresta.
Já havia passado muito da hora do toque de recolher, e ele teve que ir escondido caso alguém o visse.
Chegando na floresta ele foi em direção ao riacho, esperando que acontecesse a mesma coisa que aconteceu em seu sonho. Ele estava suando frio e então um frio percorreu por sua espinha e os pelos de seu corpo se eriçaram quando ouviu o grito de dor de Annabeth. Percebeu então que o sonho era verdadeiro.
Ele começou a correr para onde parecia ter vindo o som, e os gritos continuavam e ficavam mais altos a cada passo. Seguiu em frente até que viu uma garota loira ajoelhada, com as costas curvadas e com as mãos amarradas. Ao ver essa imagem o peito de Percy se apertou, e veio a ele a lembrança de quando a resgatou do monte Tamalpais em seu terceiro ano no Acampamento.
Ele chegou mais perto para ver quem ou o que a estava torturando, mas ao estar a uma distância considerável dela, percebeu que não era Annabeth. A mulher se levantou e abriu um sorriso lindo, de conquistar o coração de todo homem, mas naquele momento ele estava tão aterrorizado que não pode sentir nada.
- Olá herói! – Disse Afrodite com a voz de Annabeth, foi aí que ele percebeu que havia caído em uma armadilha. Ela era deusa do amor, iludi-lo nessa área era, para ela, a coisa mais fácil do mundo – Sentiu minha falta?
Antes mesmo que ele pudesse responder um sono tomou conta dele de repente, e era tão forte que ele acabou desabando no chão. No mesmo instante saiu uma mulher de cabelos castanho escuro, na casa dos 40 anos, mas muito bonita ainda e com um jeito meio hippie, surgiu da floresta ao lado de um homem com uma capa preta longa, de barba e cabelos brancos.
- Obrigada Morfeu, agradeço sua ajuda – disse a deusa com o rosto sereno.
- Não há de quê, Senhora. Por quanto tempo a Senhora quer que ele durma mesmo?
- Durante alguns meses apenas, até que tudo esteja pronto.
- Como deseja! – disse ele curvando a cabeça em direção a deusa. Em seguida pousou a mão na testa de Percy e proferiu um encantamento, que faria com que o sono se prolongasse. Ele se levantou e disse – Adeus! – olhando para as duas, e então desapareceu na escuridão da floresta.
- Obrigada a você também Afrodite! Não teria conseguido sem sua ajuda!
- Pondo amor à prova, é o que eu faço de melhor Juno!
- O que amor tem a ver com isso?
- Você acha mesmo que nada vai acontecer, com o garoto desaparecido por tanto tempo? Vai ser um dos maiores testes da vida de Annabeth – disse Afrodite toda animada. Parecia gostar daquela situação.
- Bem, isso é com você. Não me importo com amor adolescente.
- Pois devia! – disse Afrodite. Ela se despediu e foi embora, deixando Juno sozinha com Percy.
Ela o pegou no colo e saiu dali, havia um carro esperando por ela na estrada. O motorista era um simples fauno que estava prestando um serviço a pedido dela. Ela foi até o carro e colocou Percy no banco de trás, foi até a janela do motorista e bateu. A janela se abriu e ela entregou um bilhete ao fauno, contendo um endereço.
- Este é o local para onde deve levá-lo, Lupa estará lá, deixe-o com ela – e antes mesmo que o fauno pudesse ter qualquer reação, ela desapareceu. Ele girou a chave, ligou o motor do carro e acelerou rumo a oeste.
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Annabeth acordou cedo naquele sábado sem nenhuma necessidade, ela apenas não conseguia dormir mais. Levantou-se e foi até o banheiro tomar um banho, e assim que saiu do chuveiro ela parou na frente do espelho e se olhou, sentia-se diferente de um dia atrás.
Ela pensou na que havia acontecido com Percy, e não via a hora de encontrá-lo novamente. Não sentia mais a mesma vergonha de antes, como ele mesmo havia dito, era algo normal e acontecia com todos mais cedo ou mais tarde. Para ser sincera, ela queria que aquilo acontecesse, e iria tentar arranjar um tempo com Percy a sós naquele dia mesmo.
Saiu do banheiro e foi se trocar. Colocou a camiseta laranja do acampamento meio-sangue e um shorts jeans, e ao invés de fazer uma trança ou um rabo de cavalo, resolveu deixar o cabelo solto. Ela já estava saindo do chalé quando percebeu que havia esquecido de arrumar sua cama, então voltou e a arrumou da melhor maneira que pode para tirar uma nota alta na inspeção.
Quando saiu não tinha ideia do que fazer, então resolveu bater no chalé de Percy. Mesmo que fosse cedo e que ele fosse dar um soco nela por acordá-lo — ok ele não ia dar um soco nela, mas iria ficar muito bravo – ela precisava vê-lo.
Ela foi em direção ao chalé número três, no caminho viu Alex e George com armadura e espadas em punho indo em direção ao campo de treinamento. Chegando lá ela bateu na porta se abriu sozinha, ela estranhou o fato de a porta estar aberta, e por isso entrou no chalé com cautela.
- Percy? – Sussurrou ela ao entrar. Sentiu a garganta se fechar quando viu a cama de Percy desarrumada e sem ninguém – Percy? – chamou ela mais uma vez, porém mais alto – Perceu Jackson pare já com essa brincadeira! – ela já estava quase gritando, mas ele não estava lá dentro.
Seus olhos se enchiam de lágrimas, mas ela impedia que elas rolassem pelo seu rosto. Tinha que manter a calma, mas não conseguia deixar de pensar que algo de ruim havia acontecido com ele, pois ele nunca acordava tão cedo assim, só quando ele queria ver o sol nascer na praia, ou estava indo para uma missão. “A praia, é isso! Ele tem que estar lá!” pensou ela.
Saiu em disparada do chalé e foi até a praia. Tinha esperanças de encontrá-lo lá, mas ao chegar viu que não havia ninguém. Ela começou a se desesperar e saiu procurando por ele no acampamento inteiro, mas nenhum sinal dele.
Já eram oito horas da manhã, e os campistas estavam começando a sair de seus chalés, e a cada pessoa que ela encontrava ela perguntava a mesma coisa:
- Você viu o Percy?
E a resposta sempre era:
- Não, por quê?
Ela nunca respondia porque, mas parecia que uma parte de si mesma desfalecia a cada resposta que lhe era dada. Onde ele estaria?
Foi então que viu ao longe Grover se aproximando. Ele estava de mãos dadas com Juníper, mas estava conversando com Rachel, a nova Oráculo de Delfos. Annabeth não pensou duas vezes e correu em direção a eles.
- Annie! Como vai? – Perguntou Grover animadamente ao vê-la se aproximando.
- Grover, Rachel e Juníper, me digam pelo amor de Zeus, que vocês viram Percy! – ela dizia isso segurando as lágrimas, mais um não e ela não aguentaria.
- Por que Annabeth? Algum problema? – perguntou Rachel. Annabeth teve vontade de gritar com ela e dizer “Claro que há um problema sua burra, estou quase me acabando aqui e você me pergunta se há algum problema?”, mas resolveu ficar quieta, não queria espantar Rachel dali apenas por tentar ajudar.
- Apenas me digam que viram!
- Eu vi – disse Juníper com a voz preocupada, e ninguém gostou muito desse tom, e ao invés de acalmar Annabeth, aquilo a deixou ainda mais nervosa.
- Onde e quando? – perguntou ela.
- Foi hoje à noite, por volta das três da madrugada. Ele estava correndo na floresta igual um maluco e gritava seu nome. Ele parecia bastante desesperado e preocupado.
- Obrigada Juníper! Obrigada! – disse ela.
Com isso, Annabeth correu em direção à floresta e ficou mais de duas horas procurando e nada. Gritava o nome dele, mas ele não respondia. Ela não aguentou mais, sentou-se no chão encostando-se a uma árvore e começou a chorar.
Ela chorou rios de lágrimas. Não havia chorado assim nenhuma vez, exceto quando pensou que Percy havia morrido no Monte Santa Helena. Depois de vários minutos ela se recuperou e foi em direção à Casa Grande. Ela bateu na porta e Quíron a atendeu. Ele a conhecia a tempo demais e percebeu na hora que havia algo de errado.
- Annabeth, o que aconteceu?
Ela respirou fundo e disse:
- Percy desapareceu.
Notas finais
Mila, se inscreve aí!
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