A Feiticeira

11 E a alma dela se desfazia em pedaços


Notas iniciais
Desculpem a demora!! Espero que gostem e comentem, por favor!

- Como assim “desapareceu”?

- Eu não o acho em lugar algum! Já procurei por todos os lugares e nada! – lágrimas formavam em seus olhos ao dizer estas palavras, mas no fundo ainda tinha esperanças de que elas não fossem verdade.

- Quando você deu conta de que ele desapareceu, exatamente?

- Umas seis e meia. Juníper disse que o viu hoje de madrugada na floresta, mas eu o procurei lá por duas horas e não vi nada e... – as lágrimas começaram o rolar por seu rosto e ela não conseguiu mais falar.

Quíron dobrou as patas da frente, como se estivesse se ajoelhando, fazendo com que seu rosto ficasse na altura do rosto de Annabeth. Ele a abraçou consolando-a. Sabia o quão importante Percy era para ela, e a simples ideia de que algo pudesse ter acontecido com ele a machucava. Quando o choro dela cessou, ele se afastou e olhou nos olhos dela.

- Vamos fazer o seguinte, irei pedir que todos ajudem a procurá-lo, mas depois do café, afinal não podemos exigir nenhum esforço deles antes de se alimentarem, não é? – ela fez que não com a cabeça – E tenho certeza de que tem muita gente que acabou de levantar e está indo para lá apenas agora — ela estava agradecida por ter Quíron ali. Ele sabia manter a calma nos piores momentos, e naquele momento era exatamente daquilo que ela precisava.

Ela foi em direção ao refeitório e então ouviu um anúncio no alto falante de Quíron dizendo que queria todos no refeitório em quinze minutos. Ela até estranhou, ele quase nunca usava o alto falante, ela tinha até esquecido que tinham aquilo no acampamento.

Realmente havia muita gente no refeitório ainda. Ela se sentou e começou a comer, forçando a comida para baixo, um muffin de chocolate e um suco de laranja. Estava totalmente sem fome, mas achou melhor comer alguma coisa. Algumas pessoas do ficaram a encarando, relacionando o fato de ela estar perguntando por Percy mais cedo, a cara de choro dela e o pedido de Quíron. Algumas pessoas já estavam começando a desconfiar, e com a desconfiança vinha o medo e o nervosismo.

Quando todos estavam reunidos no refeitório Quíron começou a falar.

- Caros campistas, sei que todos devem estar se perguntando por que os chamei logo de manhã, e por isso vou deixar a ladainha de lado e vou direto ao ponto. Percy Jackson desapareceu.

Quando ele disse isso um murmúrio agitado se formou. Coisas como “Como isso aconteceu?” ou “ Isso é mentira né?” passavam de boca em boca. Os olhares de todos estavam assustados, pois Percy era o líder do acampamento e o fato de que ele desapareceu incomodava a todos.

Annabeth sentiu alguns olhares nela, e quando ela os encontrava viu que o que eles queriam era uma confirmação, e ela dava.

- Sei que é estranho, mas aconteceu. A ultima vez em que ele foi visto foi na floresta, por isso peço a ajuda de todos para encontrá-lo. Formaremos grupos de no mínimo 3 pessoas, no máximo 5, e procuraremos na floresta. Procurem se manter junto a seus companheiros pois todos sabem que lá contém algumas criaturas desagradáveis.

A maioria assentiu, alguns apenas resmungaram, como foi o caso de Clarisse, mas todos iriam ajudar. Eles saíram do refeitório, se prepararam e foram à floresta.

Grover, Annabeth e Will, assim como todos os outros grupos, procuraram por horas e nada. Era duas da tarde quando eles desistiram de procurar e saíram da floresta.

Eles foram até a região da fogueira e esperaram os outros campistas. A cada um que chagava era uma reposta negativa. Eles então reconheceram Percy como desaparecido.

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Assim que Annabeth perguntou sobre Percy, Rachel sentiu um frio na barriga e uma ponta de dor de cabeça, exatamente como acontecia quando ela estava prestes a ter uma visão ou a fazer uma profecia.

Ela esperou que a visão viesse, mas nada aconteceu. A dor de cabeça continuava, mas nada acontecia então ela imaginou que fosse apenas uma dor de cabeça normal e que o frio na barriga fora resultado da agitação de Annabeth, por isso ela decidiu ir para sua gruta para tomar um remédio de dor de cabeça, afinal ainda não gostava de se arriscar a tomar coisas para semideus.

Quando ela chegou à gruta o barulho de água que vinha da mini cascata e um cheiro de carvalho deixava o lugar extremamente agradável. Ela simplesmente amava aquele lugar, era onde ela se sentia bem e segura, como se nada pudesse atingi-la.

Ela pegou uma aspirina e tomou, e resolveu sentar e esperar o remédio fazer efeito. Ela pôs os cotovelos nos joelhos, apoiou a cabeça nas mãos e fechou os olhos. Assim que ela fechou os olhos, a dor de cabeça se intensificou e a visão finalmente veio, era como se o espírito do Oráculo estivesse esperando até o momento oportuno para se proclamar.

Ela não viu nada muito nítido, apenas flashes de Hera em uma piscina totalmente fraca, em um lugar que parecia que havia sido destruído pelo fogo. Então a imagem mudou para um homem com uma túnica longa, preta e rasgada com um capuz. Ele estava em uma cela e havia muito gelo em volta. Depois ela viu uma construção de aparência antiga, fazia sol e muito calor. Ela reconheceu o lugar como a Acrópole de Atenas, e a construção que estava a sua frente era o Parthenon, mas estava tudo muito diferente das fotos que já havia visto, estava tudo destruído e não havia ninguém ali. A imagem mudou e ela viu a parede da gruta novamente, a visão havia terminado.

Ela não tinha entendido muita coisa, mas seu instinto dizia que tinha alguma coisa a ver com a profecia dos sete, pois não era a primeira visão desse tipo. A dor de cabeça havia passado então ela se levantou e foi saindo da gruta mas parou no momento em que viu algo se movendo pelo canto do olho. Ela olhou na direção do vulto e viu que era Alex. Rachel podia jurar que ela não estava ali a um minuto atrás, então como ela apareceu ali?

- Olá Rachel!

- Alex, o que você está fazendo aqui?

- Vim te perguntar se você sabe alguma coisa da profecia dos sete – quando ela disse isso Rachel se assustou.

- Como você sabe da profecia dos sete, alguém te contou?

- Eu sei dessa profecia desde há muito tempo antes de você sequer sonhar em ser o Oráculo de Delfos.

- Como assim? – perguntou ela confusa.

- Eu quero saber se a profecia já começou. Tem muita coisa acontecendo – disse ela ignorando a pergunta de Rachel.

- Se ela já começou? – disse ela com receio, e isso fez com que Alex mudasse totalmente a postura dela.

- Começou, não é? – perguntou ela entre o desgosto e o medo.

- Aparentemente... Já!

Assim que ela disse isso, uma voz ao fundo pedia que todos se encontrassem no refeitório. Quando Rachel ia pedir que Alex a acompanhasse até lá, ela havia desaparecido do nada, do mesmo modo que apareceu.

Notas finais
Gente, peço desculpas pelos erros!
Logo logo vai entrar uma co-autora galera!