Notas iniciais
Desculpem a demora, mas final de ano é muita correria! Espero que gostem! E deixem reviews!

­-- Clare, está pronta? – perguntou Alex na porta do quarto da garota.

–- Depende do que você quer dizer com pronta, porque eu não estou nada pronta psicologicamente para ser bem sincera.

Alex entrou no quarto e caminhou até ela, e pousou a mão em seus ombros.

–- Você vai se sair bem, é só se lembrar de tudo o que eu te ensinei. Você consegue fazer coisas que muitos feiticeiros demoraram anos para conseguir. Você é filha de Hécate, está no seu sangue.

Clare estava ainda estava apavorada, mas tentou esconder isso. Alex a avisou à apenas dois dias que estavam saindo para recrutar “soldados” para a guerra.

Pelo que Alex havia explicado os Anciões Negros estavam tentando voltar à vida, mas para isso eles precisam do livro de Abraão, o Mago. Esse livro contém a formula para realizar a Invocação Final. Mas para que isso seja possível eles precisam capturar os gêmeos da profecia (também contida no livro). E, segundo Alex e Hécate, tanto os gêmeos quanto o livro estão sob o poder de Nicholas e Perenele Flamel.

Mas tem um pequeno problema. Ninguém sabe se aqueles gêmeos são realmente os gêmeos da profecia, mas estão todos assumindo que sim, embora eles ainda não saibam disso. E agora tem um grupo de feiticeiros submissos aos Anciões Negros atrás deles.

Mas alguns dos Anciões da nova geração como Hécate, Scathach, Aoife (irmã gêmea de Scathach) e Zephaniah, também conhecida como Feiticeira de Endor, e os deuses (tanto gregos quanto romanos) estão do lado “bom”, que ainda prefere que os humanos continuem vivos.

Pensar nos deuses a fez lembrar o Acampamento Meio-Sangue. O que será que estava acontecendo lá? E Percy? O que havia de fato acontecido com ele? Ela sabia que Alex sabia de algo, mas toda vez que perguntava sobre isso, ela já ia logo despistando o assunto. Ela dizia que não devemos nos meter nos assuntos dos deuses, e que ela não deveria se preocupar, ele estava bem.

Embora estivesse imensamente agradecida pela chance que tivera, ela sentia falta do Acampamento, de seus irmãos, amigos... E um pensamento leva a outro. Pensou em Nico. Onde ele estaria? Sentia falta de conversar com ele. Queria vê-lo novamente.

–- E então, você ainda não respondeu se suas coisas estão prontas ou não!

Ela levou um susto. Era Alex quem havia falado. Estava tão imersa em seus pensamentos que havia esquecido que ela também estava no quarto.

–- Ah sim, já arrumei.

–- Então as pegue e vamos embora. Não podemos perder tempo, são Shadowrealms demais para visitar. Estou te esperando lá embaixo.

Alex desceu as escadas e se encontrou com Hécate. Ainda era meio-dia, e ele estava com a aparência de uma garota de 17 anos.

–- Como ela está? – Perguntou a deusa.

–- Nervosa. Mas não posso culpá-la. Afinal estamos treinando há apenas um mês e ela já vai sair por aí conhecendo meio mundo, lutando e toda aquela baboseira que fazemos quando estamos em uma missão.

Hécate riu. Lembrava-se da primeira vez que deixou Alex sair para sua primeira missão sozinha. Estava mais nervosa que ela. Afinal criara a garota como se fosse sua filha, passava mais tempo com ela do que a própria Sapphira. E o engraçado era que toda manhã, quem cuidava dela era Alex. Pois por um pequeno período de tempo Hécate não passa de uma garotinha, um bebê. E toda noite, quando ela chegava aos 70 anos, Alex também insistia em ficar ao lado dela, mesmo ela sendo uma velha rabugenta.

–- Ah, tenho algo para você! – Disse Hécate estendendo um pequeno frasco com um liquido transparente dentro – Apolo deixou isso comigo noite passada e-

–- Apolo esteve aqui? – Interrompeu Alex – E ninguém me avisou?

–- Ele não podia ficar por muito tempo, e você sabe que quando vocês se encontram não existe apenas uma conversa rápida ou apenas uma entrega. Vocês não param de falar.

–- Não é verdade! – replicou.

–- Claro que é! Você e Apolo não dão certo juntos. Ou dão certo demais.

Alex ficou com as maças do rosto vermelha. Odiava quando isso acontecia.

–- Quem dá certo demais junto? Adoro romances! – Disse Clare ainda descendo as escadas.

–- Ninguém Clare! – disse Alex.

–- Apolo e Alexandra! – Disse Hécate ao mesmo tempo que Alex.

Clare começou a rir.

–- Como assim?

–- Não queira saber. Mas enfim, – disse agora para Hécate – o que tem nesse fraquinho aqui? – Disse analisando o frasco.

–- É algo parecido com néctar. Cura suas feridas, mas a diferença é que esse aí não vai te matar.

–- Valeu! – Disse guardando o frasco em sua mochila. — Uma vez quase que fui obrigada a tomar lá no Acampamento. George me fez ir até a enfermaria, mas a sorte foi que um amigo o chamou e ele saiu de perto de mim. Aí eu fugi!

Clare, que já terminara de descer as escadas, ficou totalmente confusa.

–- Calma, você não pode beber néctar?

–- Não!

–- E por que? Afinal semideuses podem tomar néctar, não podem? Eu tomo e continuo viva!

Alex e Hécate riram.

–- Você ainda acha que eu sou semideusa Clare? Depois de todo esse tempo, você ainda não percebeu que eu sou uma mortal? Nada de sangue divino querida!

–- Sério? Eu achava que você era. Porque você me disse um dia que seu pai tinha te deixado e então eu assumi que seu pai era um deus.

–- Não, ele não é um deus.

–- Que confusão! Tem mais alguma coisa que eu não saiba de você?

–- Muitas! – disse Alex automaticamente.

–- Okay, mas que faça realmente diferença.

Alex pensou por um tempo, e então respondeu:

–- Continua sendo muitas. Agora, vamos embora.

Ela se despediu de Hécate, e Clare ficou surpresa quando Alex a chamou de mãe. Clare fez o mesmo.


Clare e Alex deram as mãos e saltaram para fora do Shadowrealm de Hécate.

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Reyna estava na sala da Pretoria, pensando no que poderia ter acontecido com Jason, seu melhor amigo e um ótimo Pretor. Mas ele era um pouco mais do que isso, era quase que um namorado.

Haviam passado por diversas aventuras juntos, e durante elas, alem do tempo que passavam no acampamento, ela desenvolveu sentimentos por ele, mas logo quando as coisas começaram a melhorar entre eles, Jason desapareceu.

Havia uma semana que ninguém tinha nenhuma noticia sequer dele. Agora ela passava horas tentando desvendar esse mistério. Falava com espíritos, ninfas, faunos, e nada.

Foi interrompida de suas pesquisas e afazeres quando ouviu uma batida na porta.


— Entre.

Octavian entrou na sala, com uma cara de insatisfação e repulsa, como se estivesse olhando para um monte de estrume.

— Aquele garoto filho de Pluto voltou, e pior, trouxe a irmãzinha dele com ele.

Agora ela entendeu a cara de nojo dele. Filhos de Pluto não são muito bem vindos entre os romanos. Mas mesmo assim, meio que gostava do garoto, embora quase nunca falasse com ele cara a cara.

Ela se levantou e saiu de sua sala. Lá encontrou um grupo romano cercando a novata. Ela tinha cabelos castanhos escuros e encaracolados, sua pele era morena, e seus olhos também castanhos pareciam analisar tudo a sua volta. Andou até eles para cumprimentá-los.

— Boa tarde. Nico, é bom tê-lo de volta! — Reyna não estava feliz em vê-lo realmente, e mesmo tentando esconder, Nico percebeu, mas já estava acostumado a não ser bem recebido nos lugares. — E você minha jovem, qual o seu nome? — Disse dirigindo-se à garota.

— Hazel.

— Muito bem, eu sou Reyna, seja bem vinda ao Acampamento Júpiter. Nico vai leva-la para seus aposentos.

Nico assentiu, e pegando a mão de Hazel, guiou-a por entre o Acampamento, apresentando tudo a ela, explicando como ele funcionava, onde era cada coisa. O que era permitido e o que não era. Então pararam em frente à uma pequena casa.

Ela era de pedra escura, que se assemelhavam à mármore, porém negro. Mantinha uma aparência sombria, e Hazel não soube direito se gostava ou não do que via.

Nico abriu a porta e entrou, ela entrou logo atrás. O lugar era frio, e disso ela teve certeza, não gostou nem um pouco. O frio lembrava-a de sua antiga casa, no Alasca, e isso não era uma boa lembrança.

— Nico? Será que não tem como aquecer um pouco o lugar? Não gosto muito do frio.

— Ah, sim! Claro! Só um minuto.

Ele foi até um canto e pegou um pouco de lenha, e então Hazel percebeu que na parede do fundo havia uma lareira. Ela pôs a lenha nela e a acendeu. Hazel agradeceu.

O ambiente ficou na hora mais aconchegante, embora ainda a deixasse desconfortável.

Hazel estava cansada, afinal voltar dos mortos não é tão fácil quanto parece. Tinha de “recarregar a bateria” antes de qualquer coisa. Pediu licença a Nico e foi se deitar. Ele continuou acordado, tinha medo de dormir. Desde que soube quem era seu pai tem pesadelos constantemente. Mas por fim dormiu, pois viagem nas sombras cansa, e muito.

Esta noite não foi nada diferente das outras, e Nico teve o mesmo pesadelo de sempre. Desde antes de ir para o Hades ele sonhava com isso.

Ele via uma garota chegando cada vez mais perto dele, não sabia quem era, mas seu rosto era familiar. Não conseguia lembrar o nome dela, sentia-se como se sua memória estivesse bloqueada.

Ela então chegava bem perto, e era possível para ele sentir a respiração dela em seu rosto. Ela então o beijava. Sabia que não deveria se entregar ao beijo, mas o fazia da mesma maneira. Então sentia que sua força se desaparecia de seu corpo, como se seu esqueleto não estivesse mais ali. Sentia-se muito fraco, incapaz de abrir os olhos. Ele caia inconsciente nos braços dela.

Então ele acordava preso em uma jaula de... Ferro? Não sabia direito, apenas sabia que não podia respirar ali dentro. Sentia sufocado, como se estivesse sido enterrado vivo. Ele então ouvia uma voz em sua cabeça.

Você perecerá filho do submundo. Você logo dará seu último suspiro.

Ele acordava sempre nesse mesmo momento, suando frio e desesperado por ar.

Levantou suando frio e apavorado. Não tinha uma vez que conseguia dormir tranquilamente.

Olhou para o céu e percebeu que ainda estava escurecendo. Ele foi até o telhado de sua pequena casa e pensou na vida. Quanto tempo será que havia passado desde que ele saiu do acampamento? E o que aconteceu nesse tempo? Mandaria uma mensagem de Íris para alguém em breve.

Ficou alguns minutos no telhado, até que o sinal para o jantar tocou. Então ele desceu e acordou Hazel. Ela se trocou e, assim como Nico, pôs a camiseta roxa que havia no armário do quarto.

Foram juntos para o refeitório. E no meio do caminho eles encontraram um garoto forte, alto, de cabelos escuros. Ele disse que havia chegado um dia antes e estava totalmente perdido, e perguntou se podia ir com eles. Nico disse que sim.

— Alias que dia é hoje?— Perguntou Nico ao garoto.

— Não sei direito, creio que deve o inicio de agosto.

Nico se surpreendeu com a resposta. Já havia se passado praticamente um mês desde que deixara o Acampamento Meio-Sangue. Precisava mesmo falar com alguém. Na hora uma garota veio na sua cabeça. Clare.

Eles chegaram ao refeitório e Nico foi se sentar. O garoto já estava saindo quando Hazel o chamou de volta.

— Espera! Acho que não nos apresentamos adequadamente. Sou Hazel.

O garoto sorriu e respondeu:

— E eu sou Frank.


Notas finais
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