Notas iniciais
Acho que esse é o meu capítulo favorito até agora

⌘ Tony ⌘



A conversa com a Zoey depois que saímos do restaurante ecoou na minha cabeça durante toda a tarde. Será que todas as pessoas achavam meus filmes confusos e medíocres e só ela tinha coragem de me confrontar? Liguei pro meu agente e ele me tranquilizou dizendo que era um sucesso de bilheteria e que eu não devia me preocupar. Tarde demais, eu estava uma pilha.

No final do dia liguei pra minha assistente, pois ela parecia ser a única pessoa capaz de falar coisas que, não necessariamente, serviam para me agradar. Ela demorou tanto pra me atender que eu nem lembrava mais o motivo de estar ligando. Deitei na minha cama.

—Zoey, você pode fazer umas comprinhas pra mim?— pedi só pra não perder a oportunidade.

Comprinhas?— ela questiona e dá uma pausa —Claro.— Zoey simplesmente esquece de desligar e fica comigo na linha durante toda a sua curta viagem até o supermercado, pude ouvir uns 20 palavrões —Ok, cheguei.— ela avisa —Mas acho que nesse mercado não vai ter esse… Como é mesmo o nome?

—Isolated Whey Protein.— respondo —Ou whey protein isolado, qualquer um, não importa, mas precisa estar escrito ISO na embalagem.

Ok, nossa você interpreta um super-heroi e vira um bioquímico, é isso mesmo?— ela ironiza, eu rio.

—Se você achar alguma outra coisa legal, pode trazer…

Tony, isso é muito abrangente, o que eu acho legal pode não ser o que você acha…

—Sei lá, qualquer coisa legal, divertida, interessante que eu possa gostar. Eu nem lembro qual foi a última vez que entrei num supermercado.

Você explodiu um no primeiro filme da franquia, lembra?— ela graceja.

—Você sabe do que eu tô falando. Eu não posso ir até a esquina, não posso comprar minha próprias coisas. Isso é loucura.— divago —Os supermercados mudaram muito?— questiono, e então passamos mais de uma hora falando como os biscoitos Oreo estão variados e de como os legumes ainda são conservados nas prateleiras.

(...)

Na manhã seguinte ela atrasou, de novo, e eu fiquei tão irritado que pedi para mudarem a senha de acesso do portão. Quando ela finalmente chegou e ligou pra mim, pedi que Zoey escrevesse uma carta de desculpas, sabia que isso a deixava furiosa, mas não pude prever o que veio a seguir. Estava na academia, fazendo meu exercício de pernas quando ela entrou, seus olhos exalavam fúria, seu rosto estava tão vermelho quanto sua camiseta.

—Ah, não, quem abriu pra você?

—Pulei o portão.— ela diz como se o portão não tivesse dois metros e meio.

—Uau.— digo realmente surpreso —Alcançou um novo nível de desespero. Mas então, trouxe as minhas coisas ou não?

—Estou fora.— ela avisa, paro meu exército para dar a devida atenção a ela —Eu pulei o portão, porque achei que era mais decente dizer isso na sua cara. Eu estou fora. Me demito.— ela joga a bomba e sai.

—Espera.— me levanto um pouco atrapalhado com o elástico que estava preso aos meus calcanhares —Zoey, espera um pouco…— corro atrás dela —Você não pode se demitir hoje, começo a filmar na semana que vem.— aviso —Temos que passar as minhas falas.

—Não vai ser muito difícil achar alguém pra bater o texto com você.— ela diz ao tirar o roteiro de sua bolsa e jogar contra o meu peito.

—Por favor, Srta Zoey?— Mila, a minha empregada que estava assistindo a cena começa a chorar —Sr Stark, por favor?— por Deus ela estava mesmo chorando.



—Zoey, não vou achar alguém de confiança em alguns dias…

—Não dá mais, Tony, você vive ameaçando me demitir como se eu fosse sua refém! Eu trabalho pra caramba. E pra quê?

—Olha o que você fez, a Mila está chorando.

—Eu deveria estar chorando!— ela diz nervosa —Você disse que eu iria começar como sua assistente, que iria aprender o negócio, virar produtora associada e produtora, me disse que um dia eu acabaria gerenciando a sua empresa.— ela dispara enquanto está guardando os objetos pessoais que tem na mesa que costuma trabalhar quando está aqui em casa.

—Zoey, você não tinha experiência nenhuma com produção…— tento argumentar.

—E depois de dois anos ainda não tenho! Porque tudo o que eu faço é buscar o seu café e comprar joias quando você cansa de alguém.— ela acusa —Tony, eu te disse pra fazer aquele filme do Reymond Philips, mas você não me ouviu, e o ator que fez o papel que deveria ser seu ganhou o Oscar.



—Zoey, eu não podia interpretar outro alcoólatra, ficaria conhecido como o ator que só sabe fazer alcoólatras, é contra a minha iconografia. Além disso, ele era cego, e meus olhos são bonitos demais para não serem vistos.



—Meu Deus, como você é estupido!— ela grita, acho que ela perdeu o medo de ser demitida já que está juntando suas coisas para me deixar —Seus olhos seriam vistos, eu te falei, não é como se você fosse interpretar o Ray Charles.

—Isso não importa!— grito de volta —Meus fãs querem me ver sóbrio e enxergando bem. É exatamente disso que eu tô falando, Zoey, você não entende desse negócio.

—Esse negócio?— ela contrapõe —Onde seus agentes só te colocam em filmes lixo pra ganhar dinheiro? Eu me importo com você, Tony, sou a única pessoa que te diz a verdade.

—Ah, sim, você a senhorita sincera e sabe tudo.— desdenho —Você sabe o quanto as minhas “produções lixo” me rendem? É bem caro ser eu, sabia?

—Você nunca iria me promover, né?— ela questiona, mas a ignoro, pois estou olhando a sacola que ela literalmente jogou na minha cara no início da nossa discussão.

—Tá de brincadeira, né? Você colocou minha Shahtoosh numa sacola plástica junto com um par de tênis sujos? Isso aqui é uma camiseta raríssima, feita com pêlos de antílopes tibetanos. O tecido mais macio do mundo, ela é única!

—Você se veste com uma espécie em extinção, Tony?! Depois não quer ser cancelado.— ela soa incrédula.

—Foi um presente!— justifico —É insubstituível! Você está demitida!

—Quer saber, eu cansei de você!

—Então sai da minha casa.— falo pra ela.

—Será um prazer.— ela passa por mim —Sayonara, babaca. Divirta-se curando sua frustração com mulheres com a metade da sua idade!— Zoey diz antes de bater a porta.

(...)

Passaram dias, tive algumas reuniões com meus agentes, reli todo o roteiro e realmente era horrível, nada parecia fazer sentido depois que a Zoey foi embora. Tinha certeza que ela voltaria atrás, talvez não pelo emprego, mas pelo salário que era muito acima da média para uma assistente, prova disso era ela conseguir se manter no bairro onde mora. Nenhum assistente vive a apenas algumas quadras das mansões de astros de Hollywood.

Hoje é sexta-feira, começo a gravar na segunda e não consegui bater meu texto, Happy é incapaz de decorar algumas falas e a Mila só chora desde que a Zoey se foi, não sem antes jogar algumas verdades na minha cara. Engulo meu orgulho e decido ir até a casa da minha assistente. Após estacionar no pátio da entrada, peço ao Hogan que me aguarde, desço do carro e toco a campainha algumas vezes, ninguém aparece, a música lá dentro está bem alta, e alguém ainda canta junto “One way or another, I'm gonna find ya I'm gonna getcha, getcha, getcha, getcha

One way or another, I'm gonna win ya

I'm gonna getcha, getcha, getcha, getcha…” compreensível que não estejam ouvindo. Estou quase desistindo quando percebo que a porta está apenas encostada.

—Olá, tem alguém em casa?— chamo ao entrar, sei que não devia, mas não pude evitar —Zoey?

Finalmente a música para, ouço alguém chamar por Zoey e sigo o som da voz, mas quando a encontro, não a vejo, pois meu reflexo faz com que eu feche os olhos pra não ser cegado por uma nuvem de spray de pimenta.

—Por Deus, o que você faz aqui?!— a srta pimenta questiona, então percebo que a voz não é da Zoey, quero abrir os olhos, mas sei que seria arriscando antes de lavar o rosto. Talvez ela saiba quem sou, pois a segundos atrás eu era uma ameaça, mas agora estou sendo guiado para algum lugar, espero que seja para lavar o rosto e não pra ela me matar. Ouço barulho de água corrente, ainda bem —Ainda não abra os olhos, lave com bastante água.— ela me instruí ao me curvar diante da pia, depois de algum tempo quero me mexer, mas sou impedido —Ainda não, agora passe sabonete.— ela é bem mandona, ao me virar na direção de sua voz, não consigo ver seu rosto, devido ao ângulo, mas as pernas são bonitas, torneadas. Ela coloca um sabonete muito cheiroso em minha mão para que eu esfregue o rosto, e depois de enxaguar toda a espuma recebo uma toalha felpuda —Ok, você consegue me enxergar?— sua pergunta veio de uma forma tão articulada que além de possivelmente cego, talvez ela também ache que estou surdo. Ela é linda, e parece muito preocupada.

—Não.— respondo apenas pelo prazer de prolongar sua angústia, pois nesses poucos minutos percebi que ela gosta de ter tudo sob controle.

—Puta merda.— ela xinga e me puxa pela mão, saímos do lavabo, atravessamos uma ampla sala até que sou colocado sentado no sofá. Apavorada, ela retira o celular do bolso e caminha de um lado pro outro enquanto balbucia as informações que está lendo em sua pesquisa. Talvez ela seja a empregada, suas roupas são simples, a camiseta parece muito velha, o jeans está surrado, ela está descalça e usa uma luva de borracha em uma das mãos, os cabelos têm tom acobreado e estão presos de uma forma meio desgrenhada —Leite!

—Não estou com sede, mas obrigado.— eu falo.

—Não é pra você beber, gênio, o leite vai diminuir a ardência.— ela revela, me deixa sozinho e volta depois de alguns segundos com uma travessa, dentro do recipiente há uma toalha ensopada de leite. Ia dizer que não precisava daquilo, mas não tive poder de decisão, quando me dei conta o pano encharcado estava na minha cara.



—Porque você está fazendo tudo isso?— sou curioso, percebo que ela está ajoelhada no sofá ao meu lado, talvez rezando pra que eu enxergue e ela não tome uma bronca de sua patroa.



—Entendo o suficiente de cláusulas contratuais.— ela revela —E não sei se seus olhos estão segurados para seu próximo filme.— ok, a ruiva sabe quem sou eu, mas ainda não sei quem ela é —Melhor agora?— a toalha é removida dos meus olhos revelando seu rosto lindo perigosamente próximo do meu, sinto meu corpo todo esquentar, mas não é mais por causa da pimenta.



—Quem é você?

—Virginia.— ela responde de uma forma muito sonora ou eu estou completamente encantado.

—Virginia.— repito —Mas quem é você, Srta Pimenta?

—Srta?— ela sorri e coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha. Esse sorriso vai ser a minha perdição —Sra.— ela me corrige —Sou a dona da casa que você invadiu, Sr Stark.— ela responde para a minha surpresa —Aliás, eu é quem devia fazer as perguntas.



—Esse é o endereço da minha assistente, Zoey.— me justifico, ela ri.



—Zoey é minha filha.— ela revela, mas na minha cabeça não faz muito sentido.

—Sua filha.— repito. Não é assim que eu imagino uma mãe. Nunca tinha cogitado beijar uma mãe, até agora —Você deu à luz no jardim de infância?



—Certo, galã, acho que você já está bem.— ela se levanta do meu lado —Zoey saiu, foi resolver umas coisas.

—Sabe quando ela volta?

—Daqui algumas horas, com certeza.— ela responde e pela primeira vez parece desconfortável eu seu figurino, mas pra mim está perfeita é impossível não olhar pra ela.



—Seria muito estranho se eu esperar?

—Hum. Não, eu acho.— ela responde, mas sei que Virginia me quer bem longe daqui, agradeço por sua pequena mentira —A cozinha é por ali, caso queira uma água, ou mais leite.— ela diz, gosto do seu humor —Vou trocar essa roupa.

Quando ela me deixa, mando uma mensagem ao Happy dizendo que ele pode ir, um filme sobre todas as conversas que tive com a Zoey sobre sua mãe passa na minha cabeça, embora eu nunca tivesse imaginado essa mãe, agora entendo o motivo dela se sentir tão pressionada por conviver com essa estonteante figura feminina.

Dou uma boa olhada na casa, é gigante, talvez maior que a minha, mais bonita, certamente. Tem uma atmosfera boa, uma sensação de aconchego, deve ser por causa dos porta-retratos, em uma das fotos vejo a Zoey criança ao lado de sua mãe maravilhosa e de seu pai, espero que ele realmente esteja morto, nada pessoal. No canto da sala há uma árvore de natal montada, o que é estranho, pois estamos no final do verão. Encontro algumas bebidas sobre o aparador, então me sirvo de uma dose de whisky.

—Você não precisava ter se trocado.— digo ao vê-la voltar, embora ela esteja linda numa chemise azul, talvez essa seja a sua cor.

—Estava limpando o escritório, normalmente não me visto daquela forma.— ela informa, é uma pena —Zoey me disse que ela pediu demissão.— ela assunta ao sentar ao sofá diante de mim.

—Que ótimo.— digo e ela fica confusa —Jurava que eu tinha demitido ela. Achei que a culpa fosse minha, por isso vim aqui implorar pra ela voltar.

—Ótimo, fico muito feliz.— ela diz entusiasmada.

—Eu também. A sua filha é fantástica, muito profissional.

—Ela é.

—Servi um whisky pra você.— pego o copo sobre o móvel e entrego à ela —À volta da Zoey.— provoco um brinde. Talvez Virginia esteja me achando maluco, ela vira a bebida de uma vez e eu faço o mesmo.

—Acho que tenho nachos.— ela avisa e vai em direção ao lado que havia me indicado ser a cozinha.

Faz quase duas horas que estamos conversando, comendo nachos e tomando whisky. Ao contrário do que eu, preconceituosamente, imaginava seus livros não são de autoajuda e pensar dessa forma durante esses dois anos fez com que uma outra imagem dela fosse formada na minha cabeça. Virginia é linda, sexy, inteligente, engraçada, mas sua opinião sobre minha carreira é a mesma de sua filha.

—Não é como se eu pudesse mudar toda a história, ou abandonar a franquia, interpreto esse personagem desde o começo.— justifico quando ela pergunta porque vou fazer o filme mesmo estando sob tanta pressão —Você já assistiu Homem de Ferro?



—Nunca.— o biquinho que ela faz é tão fofo que não fico bravo com sua resposta —Mas eu lia os quadrinhos.— ela revela para a minha total surpresa —Quer dizer, HQ’s, jovens falam dessa forma, certo?

—Não sei, eu não sou jovem.— respondo rindo, pela primeira vez em anos sem nenhum peso. Não sou jovem, ela também não, e não parece o fim do mundo constatar isso.

—Quer ver?

—O quê?— pergunto confuso.

—As HQ’s!— ela bate em minha perna —Quadrinhos são ótimas fontes de criatividade, você devia ler, acho que pode ajudar a compor melhor seu personagem, afinal ele veio de lá, certo?

—Você tem razão!



—Claro!— ela levanta, tropeça nos meus pés e segue em direção ao corredor onde fui atingido horas atrás —Você não vem?

O escritório estava um pequeno caos, mas logo ela encontrou o que queria me mostrar, ainda por cima me emprestou algumas edições das revistas pra eu levar pra casa.



—Todos esses prêmios são seus?— questiono ao ver os troféus sobre a mesa.



—Sim, eu escrevo. Já falamos sobre isso.

—Eu sei, só não sabia que rendia tantos prêmios.— disse, essa informação foi ocultada pela Zoey —Você deve ser incrível.

—Vamos sair daqui, esse lugar tá uma bagunça.— ela disse me empurrando.

—Tá tudo uma bagunça. Mas eu não estou falando da sua casa.— esclareço antes que eu seja mal interpretado —Porém não vou me queixar com você, parece que estou na terapia.

—Estou gostando de conversar com você.— ela sorri, voltamos ao sofá e ela nos serviu outra dose —Mas parece que você tem tomado muitas decisões ruins.



—O que você acha que eu deveria fazer?



—Eu não sou qualificada pra tirar as suas dúvidas sobre cinema.— ela se abstém.

—Mas você parece a mais sensata aqui.



—O que a Zoey acha que você deve fazer?— ela pergunta.

—Contratar uma nova roteirista.— ela move seu copo em minha direção como quem diz “É isso”.

Voltamos a conversar sobre nós, mas não necessariamente sobre nossas carreiras, o álcool a deixou risonha e com bochechas coradas, eu prestava muito mais atenção em seu rosto, os olhos de um azul límpido , suas sardas, era como estar perto de uma constelação.

—Seus olhos.— ela sussurra.

—O que tem eles?

—Tem cor de avelã, são lindos. Nem parece que espirrei pimenta neles.— ela sorri.

—Sabe, o meu reflexo é muito bom, eu fechei eles.— confesso.

—Sério?— ela parece frustrada —E eu gastei meu sabonete de capim limão com você?

—Eu precisaria lavar o rosto de qualquer forma. Obrigada pelo sabonete cheiroso.— seguro sua mão.

—O que está acontecendo aqui?— ela pergunta quando entrelaço nossos dedos.

—É tão fácil conversar com você.— revelo, porque realmente está sendo uma delícia não me preocupar em impressionar —É muito bom.— levo sua mão aos meus lábios e ela não oferece resistência —O seu cheiro é tão bom, que perfume é esse?

—Protetor solar.— ela ri.

Shesaido, fator 35?

—É.— tomando por um impulso toco sua boca com a minha, ela se esquiva —Acho que…

—Me desculpe.— suplico —Não quero parecer importuno.

—É que faz tanto tempo que ninguém me beija.— ela revela, não posso acreditar que essa mulher lindíssima não beija alguém desde que seu marido faleceu.



—Será que posso te ajudar com isso?

—Pode, sim.— ela responde e se aproxima, seus lábios são tão macios, tão doces. Virginia segura minha nuca e aprofunda nosso beijo, aperto sua cintura puxando ela pra mais perto de mim. Pra minha completa surpresa e deleite, nosso beijo é interrompido apenas para recuperarmos o ar e logo ela volta a me beijar, me guiando por sua casa até chegarmos ao quarto —Isso é loucura— ela diz ao me jogar sobre a cama.

—Não, não é, vem cá.— chamo e Virginia monta sobre mim —Esse vestido foi caro?

—Paguei metade do preço numa butique.— ela responde então eu puxo a peça, os botões voam e revelam sua lingerie de renda azul-marinho, ela é tão gostosa —Foi tão baratinho.— ela volta a me beijar. Me levanto de maneira que continuo sentado em sua cama a tendo sobre mim, beijo seu colo, e ao brigar com a minha camisa ela também acaba rasgando minha Shahtoosh, não me importo, conseguimos me livrar da camiseta —Me ajuda a abrir meu sutiã?

—Porra, sim, eu esperei por você a minha vida toda.— digo ao abrir o feixe de sua lingerie.

—Essa fala é de algum filme?

—É, mas é a mais pura verdade.— revelo.

—Tão sexy.— ela geme, quando passo minha língua em seu mamilo. Estou tão duro que não vejo a hora de ter meu pau liberto do jeans apenas pra poder me afundar nela, mas Virginia parece sem pressa, ele me beija, me arranha e esfrega sua pélvis contra a minha, ainda permanecemos vestindo nossas roupas da cintura pra baixo, porém se ela continuar nesse ritmo podemos facilmente gozar assim.

—Mãe?

—Aaahhh.— o gemido dela se transforma em grito —Zoey?!



—Aaah!!!!— agora é Zoey quem grita, e ao tentar sair correndo do quarto ela dá de cara com o batente da porta.

—Que merda.— eu digo.



Notas finais
Me digam o que acharam do primeiro "encontro" do nosso casal.